4.4 Bassin d’attraction
4.4.1 Fonction d’inclusion du flot
faz convergir à literalidade física, ao alegorismo ético-moral e afec-
tivo, e à anagogia de u m simbolismo intelectivo em graus que equivalem
à estrutura da própria numeração
2 6 5. Isto é, dá-se por anulamento
de casos pleonásticos desta combinatória uma redução da década
no sentido da estrutura septenária que exprime a potencialidade global
e diversificante dos graus de oração. D e facto, aquela década seria
constituída por uma leitura sequente aos três níveis, dos quatro
graus de oração, mas torna-se óbvio que a literalidade da oração
vocálica, c o m o a afectividade da oração de recolhimento, e a intelec-
tualidade da oração meditativa, seriam casos que, na sua rigorosa
pureza, constituiriam antes, pelo seu pleonasmo, u m impeditivo
à dinâmica criativa da própria oração
2 6 6.
más agua; u de un rio u arroyo, esto se riega muy mijor (...); u con Uover mucho, que lo riega el Senor, sin travajo ninguno nuestro, (...)» (V, 11, 7) — envolvem sete níveis orantes. O primeiro grau corresponde ao «de los que comienzan a tener oración (...) que han de cansarse en recoger los sentidos (•••)» (V, 11, 9) — é a aquisição que envolve o exercício vocálico, meditativo e de oração afectiva, ou recolhimento adquirido (i. é, oração mental); o segundo corresponde já à oração de quietude (V, 14, 1 e segs.); o terceiro, corresponde à oração de união (V, 16, 1 e segs.); e 17, 4: «Paréceme este modo de oración unión m u y conocida de toda el alma con Dios, (...)»; o quarto, «es unión de todas las potencias» (V, 18, 1 e segs.). De facto, o quaternário corresponde aos graus que se situam do 4." ao 7. ° níveis de oração segundo a lógica das 'Moradas', posto que podendo admitir-se ainda recupe- íando os primeiros momentos na economia ascética do recogimiento trabalhoso e inicial.
2 6 5 A hermenêutica do quaternário da oração não se potencia por uma triádica aplicação a vários níveis de leitura. D e facto, a questão da estrutura dos graus de oração não é u m tema teórico de interpretação abstracta, mas de realização escalonar de uma experiência espiritual. Assim, não se multiplica 4 x 3 , numa reprodutividade, ou combinatória extrín- seca, (como, noutro sentido, em HUGO DE S. VICTOR, De Arca Noe mystica, 7-10; in: PL, 176, cols. 692b-697d (12 graus referidos)), mas opera-se o somatório desses três princípios de uma abordagem preliminar na sua convergência em relação ao quaternário: 3 + 4 dá o septenârio como estrutura, dir-se-ia incoativa e preliminar, da própria numeração: 1, 2, 3 e 4, 5, 6, 7 — à sequência dos três primeiros números diferentes e irredutíveis (cf. três experiências orantes diversas — vocálica, meditativa e afectiva; afirmativa, negativa e conciliatória) sucede a «repe- tição» do 4, como somatório ( 1 + 3 ) e duplo 2, 5 e 6, em posição inversa à da primeira tríade: par, ímpar, par. Finalmente, o 7 representa o próprio afrontamento transcendente daquelas duas tríades (1,2,3) e (4,5,6), conciliando a afirmação (aspecto aquisitivo) do 3 e a passividade do 4. Mas o que se pudesse objectar de lúdico, e puramente especulativo na estruturação dinâmica destas instâncias, ganha sentido na ordem dos graus de oração e da já referida relacionação entre o quarto e o sétimo momentos da oração. Cf. supra, ns. 252 e 256. 2 6 6 N a célebre 54. • Cuenta de Conciência sobre os graus de oração, St. " Teresa afirma que: «(...) en todas estas maneras de oración hay más y menos — (...)». Preferentemente à duplicação simples dos 7 graus de oração em 14 graus mais analíticos, como se encontra na vocálico, alegórico ou mental, e simbólico ou afectivo e recolhido a que fosse possível conjugar os vários níveis induzidos de oração.
A estrutura sequencial completa dos níveis seria então do tipo: a,b,c,d — d.e,f,g, —g,h,i,j, onde se pode notar os elementos d e g de ligação. O número total, sem o pleonasmo destes elementos, seria de 10, número perfeito segundo a aritmologia clássica, que seri.a entretanto, menos útil para traduzir o dinamismo e a abertura realizativa do processo de oração (cf. ALPHONSE DE LA MERE DES DOULEURS, Les dix degrés de l'échelle par lesquele l'âme s'élève
S A N T A TERESA D E AVILA 223
Por outro lado, a estrutura septenária resultante pode enten-
der-se como a sequência de três tríades que apontam, aliás, para u m
prévio simbolismo eneádico, como se poderia remeter para a
interpretação cosmológica da «escada de Jacob» na perspectiva da
«Hierarquia Celeste» do Pseudo-Dionísio, o Areopagita
2 6 7. D e
qualquer modo, é naquela estrutura septenária que se encontra a
conjugação assimétrica do processo orante, quando se compara a tríade
dos níveis de consciência c o m a quadratura dos modos de o r a r
2 6 8.
graduellement à l'union de ressemblance avec Dieu, «Pratique de l'oraison mentale et de la perfection
d'après Sainte Thérèse et Sainte Jean de la Croix», Paris, 1913, pp. 53-62). A redução, portanto, desta década sequencial à intensificação dinâmica do septenário em que uma tríade supérflua se recolhe seria obtida como segue: Da comparação do esquema sequencial de 3 quaternários (A), com o seu inverso, isto é, 4 tríades (B), resulta a supressão possível de um momento final, transcendente em relação à dinâmica global do número, e que representa já melhor o recomeço de outro ciclo, da unidade a outro nível (o 10):
(A) 1,2,3,4 — 4,5,6,7 — 7,8,9,10 (B) 1,2,3 — 3,4,5 — 5,6,7 — 7,8,9
De notar ainda que a primeira clivagem se torna ambígua nos dois sistemas, ora 4, ora 3; enquanto a segunda coincide no número 7.
Porém, a redução destes nove níveis (como está bem nítido em A. ROYO MASIN, Teologia
de la perfección Cristiana, Madrid, B.A.C., 19685, pp. 490 e segs.; Id., Los grandes maestros de Ia vida
espiritual, ed. cit., pp. 337 e segs.) ao septenário das 'Moradas' implica que se subtraiam os
níveis preliminares simples.
Na 1." tríade e na última dar-se-á uma redução por um único momento de transição:
( C ) = 1 2 3 , 4 , 5 6 7
Note-se nesta transformação, como a primeira clivagem se elucida (3/4) e a segunda se transforma, sendo remetido o seu primitivo valor (7) para o termo da série.
Mas a série final (C), ainda que adequável aos níveis de oração teresiana, não manifesta de modo evidente o carácter assimétrico e o desequilíbrio interioi entre o adquirido e o infuso na economia desse itinerário místico.
267 O simbolismo já referido e ilustrado numericamente na nota anterior é o que está
presente na hieiarquia de Dionísio, o Pseudo-Areopagita, bem como em muitos outros autores cristãos. Trata-se da aplicação do trinitarismo a três níveis, ou seja, potenciadamente. É, entretanto, bem conhecido que 3 tríades, lidas sequencialmente se reduzem a um septenário (Vide (B') e (C) da nota anterior), recuperando-se o vastíssimo simbolismo do número sete cf. ainda Rulmann MERSWIN, «Le livre des neuf rochers» (Strasbourg, ed. Ch. Schmidt, 1 8 5 9 ) apud E . BEHTAUD e A . RAYEZ, a r t . « É c h è l l e s p i r i t u e l l e » i n : DS, t . I V , c o l . 7 3 .
2 6 8 A comparação de três níveis de consciência, ou compreensão, com os quatro modos
de orar daria esquematicamente nota dessa assimetria do processo orante: (B') 1,2,3 , 4,5,6 , 7,8,9 = Níveis de consciência sublime preliminar médio
vocálico recolhido quieto unido
Modos de orar
Como se vê os primeiros quatro graus são sequentes numa linha ortogonal, depois existe uma inflexão (4.0 — 5.3 — 6 . ' — 7. °) após o que se processaria nova elevação: são os momentos