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Flows of diffeomorphisms through Brownian flows

A microrregião do Alto Vale do Itajaí, pertencente à mesorregião do Vale do Itajaí, está localizada no centro do estado de Santa Catarina. Rio do Sul, com a população estimada em 56 919 habitantes de acordo com o IBGE (2007), destaca-se atualmente como ―Cidade Pólo‖ do Alto Vale do Itajaí em virtude da sua importância comercial e industrial, além de ser um centro administrativo de diversos órgãos federais, estaduais e regionais. A população dos 28 municípios19 do Alto Vale, no ano 2.000 era de 242.570 habitantes, já em

19

Agrolândia, Agronômica, Atalanta, Aurora, Braço do Trombudo, Chapadão do Lageado, Dona Emma, Ibirama, Imbuia, Ituporanga, José Boiteux, Laurentino, Lontras, Mirim Doce, Petrolândia, Pouso Redondo,

2007, contabilizava 255.053. No ano de 2000 a população Urbana era de 139.383 e rural de 103.067 habitantes. Com uma área de 5.267,569 km² (ver Figura 8), densidade de 36,0 hab./km², indicadores de IDH médio 0,810 PNUD/2000 e PIB R$ 1.824.455.905,00 (IBGE, 2003) e renda per capita R$ 9.804,06 (IBGE, 2003), a área de abrangência da pesquisa está delineada.

Figura 8: Região do Alto Vale do Itajaí

Fonte: Wikipédia (2007). Disponível em: www.pt.wikipedia.org/wiki/Alto_Vale_do_Itaja%C3%AD

A AMAVI (2007) anuncia o Alto Vale do Itajaí como estando numa localização geográfica privilegiada no cenário estadual, pois apresenta uma economia diversificada, destacando-se, a indústria de confecção, metal-mecânica e a agroindústria alimentícia. A distribuição equilibrada da população nas áreas urbana e rural é um aspecto importante que contribui para a diversidade produtiva em diferentes setores econômicos. Atualmente na região existem cerca de 43 mil produtores rurais. Destacam-se as indústrias: madeireira, metal-mecânica, têxtil, de papel, cerâmica e as agroindústrias, em especial os frigoríficos de gado e suínos, conservas e laticínios. De acordo com dados de 2003 o setor apresenta 2.765

Presidente Getúlio, Presidente Nereu, Rio do Campo, Rio do Oeste, Rio do Sul, Salete, Santa Terezinha, Taió, Trombudo Central, Vidal Ramos, Vitor Meirelles e Witmarsum.

pequenos e médios empreendimentos, distribuídos nos 28 municípios da região, empregando aproximadamente 52 mil trabalhadores. Em 2003 as atividades comerciais de varejo e atacado somavam 4.489 estabelecimentos e empregaram 56.698 trabalhadores. As atividades de transporte rodoviário empregam cerca de 10 mil trabalhadores em 43 empresas transportadoras, que além de atender a região prestam serviços no cenário nacional e internacional. Em relação à saúde, na região do Alto do Itajaí existem 18 hospitais e cerca de 950 leitos. No Hospital Regional Alto Vale do Itajaí, localizado na cidade de Rio do Sul, são oferecidos serviços de alta complexidade como cirurgia cardíaca e neurocirurgias que são referências no estado. Segundo a empresa Centrais Elétricas de Santa Catarina (CELESC), o consumo de energia é dividido em Residencial (19,89%), Rural (16.89%), Industrial (46,97%) e Comercial (9,84%). Na região do Alto Vale do Itajaí, a água doméstica é abastecida pela Casan e outras organizações municipais. A capacidade média regional de captação é de 35.143 m3/dia, sendo distribuídos 33.208 m3/dia. As localidades rurais são abastecidas através de sistemas simplificados, compostos por mananciais superficiais ou poços tubulares. O setor educacional da região se destaca no cenário estadual. O índice de atendimento a educação básica é superior a média do estado. São cerca de 13 mil crianças atendidas na educação infantil, 39 mil no ensino fundamental e 11 mil no ensino médio. A região oferece cursos técnicos profissionalizantes (SENAI e SENAC) em diversas áreas, dispondo ainda de um Instituto Federal de Ensino e várias faculdades.

A AMAVI, entidade que descreve esses dados é a responsável técnica pela implantação e gestão dos meios de geoprocessamento e foi uma das fontes de informação dessa pesquisa. A Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (AMAVI) foi instituída para suprir as dificuldades de planejamento e desenvolvimento no Alto Vale do Itajaí e existe desde 1964 na cidade de Rio do Sul. Atualmente conta com a participação de 28 municípios, constituindo-se na maior Associação de Municípios de Santa Catarina em número de associados. É uma entidade com personalidade jurídica, de direito privado, sem fins lucrativos e com duração indeterminada. Butzke & Poleza (2007) destacam que os municípios sendo na sua maioria rural, com equilíbrio de população rural e urbana, os benefícios e técnicos mais utilizados são os de prestação de serviços especializados e o envolvimento nas experiências de planejamento regional. Quem mais a utiliza são os pequenos municípios. A AMAVI atualmente está envolvida num plano regional de desenvolvimento e para maior eficiência na promoção da integração e valorização dos municípios associados desenvolve a proposta do Plano Diretor Regional Participativo.

Com o Sistema de Informações Geográficas da AMAVI – SIGA, a Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí assina com os municípios do Alto Vale um Protocolo de Cooperação que permitiu o início da implantação do geoprocessamento de dados e dele obterem vários produtos e serviços. O objeto do Protocolo de Cooperação AMAVI-SIGA (2007) é a:

[…] elaboração do Sistema de Informações Geográficas da AMAVI - SIGA, que compreende o conjunto de informações descritivas sobre a região do Alto Vale do Itajaí e a propriedade imobiliária pública ou particular inseridas na área urbana e rural, sempre apoiado ao sistema cartográfico próprio, que possui a base de dados necessária à execução das atividades de tributação, gerenciamento e planejamento municipal (p.1).

A partir desse Protocolo, a elaboração da base cartográfica já foi implantada à Rede Alto Vale do Itajaí – RAVI, integrada a Rede Catarinense de GPS, contemplando todos os 28 municípios associados à AMAVI, com a implantação de 30 marcos geodésicos (padrão IBGE), intercalados num raio máximo de 20 quilômetros. A AMAVI, em parceria com os municípios, já executou toda a atualização do sistema rodoviário existente e elaborou os seguintes mapas temáticos municipais com auxílio das cartas topográficas digitais do IBGE: rodoviário, relevo, hidrográfico e político.

Após delimitar o lugar de execução, concluímos aqui o eixo de análise que resulta essa dissertação, formado pela problemática, justificativa e um pequeno histórico do dispositivo biopolítico geoprocessamento nos capítulos iniciais. Dele deixamos aberto aos questionamentos a serem problematizadas por esse objeto. No capítulo dois, discutimos como os conceitos de biopoder e biopolítica se formaram historicamente e como se constituíram no governo das populações nos últimos quatro séculos, até chegar numa geotecnologia e num aparelho de gestão fino das informações das populações, aqui focados nas cidades de pequeno porte. O dispositivo, tal como objeto e método, foi descrito como uma parte de uma pesquisa documental, que terá a base dos métodos de pesquisa arqueológica e genealógica, constituindo as instâncias de poder-saber e subjetividade envolvidas pelo dispositivo. Para realização dessa dissertação traçamos um cronograma de aplicação que orientou as metas e estratégias traçadas, esse percurso pode ser descrito a seguir.

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