Une ouverture sur la morphologie pure
6.3. Vers une typologie du ton flexionnel
6.3.1. Ton flexionnel morphologique
6.3.1.5. Ton flexionnel dans des paradigmes de classes tonales. Le dernier type de
‘Variedade lingüística’ refere-se a diferença de pronúncia e/ou sintaxe produzida por indivíduos ao se expressarem num mesmo idioma, causadas por razões as mais diversas: idade, sexo, raça, profissão, posição social, grau de escolaridade, local em que reside na comunidade, necessidade de adequar sua linguagem à situação em que se encontra e ao tema da conversa (registro), etc. (Moura, 1986)
A grande importância dos estudos das variedades lingüísticas para o professor de línguas é a possibilidade de conscientização sua e dos seus alunos de que falar diferente não quer necessariamente dizer falar mal uma língua. Mesmo dentro de uma maneira de falar há níveis de formalidade e informalidade. Fala-se bem uma língua não apenas quando se conhece bem suas regras gramaticais, mas sim quando se sabe usá-las, escolhendo a linguagem adequada ao interlocutor, à situação e ao tema.
2.5.5.2 Mistura de variedades
É a alternância de registro para adequá-lo a uma nova situação, tópico ou interlocutor ou até mesmo alternância de línguas dentro de um único contexto lingüístico. (Moura, 1986)
2.5.5.3 A competência comunicativa e seus componentes
A competência comunicativa refere-se à competência do falante ao se comunicar em uma língua, respeitando não só as regras gramaticais como as regras de uso sócio-cultural desse idioma. Segundo Almeida Filho (1999), por competência comunicativa entende-se um conhecimento abstrato subjacente e a habilidade de uso não só de regras gramaticais (explícitas ou implícitas) como também de regras contextuais ou pragmáticas (explícitas ou implícitas) na criação de discurso apropriado, coeso e coerente. De acordo com Canale e Swain (1980), a competência comunicativa envolve os seguintes componentes:
competência comunicativa
componente componente componente gramatical sociolingûístico estratégico
O componente gramatical compreende o conhecimento de itens lexicais, as regras de morfologia, as regras de sintaxe, a semântica ao nível da frase e a fonologia. Por competência sociolingüística entendem-se o conhecimento e uso de regras socioculturais de uso ligadas a cenários, tópicos, papéis sociais e psicológicos, características do sexo dos falantes, funções comunicativas e também regras do discurso, a saber, as regras de coesão e coerência. A competência estratégica por sua vez inclui aquelas estratégias verbais ou não- verbais que compensam as falhas na comunicação devidas a variáveis de desempenho ou a competência insuficiente. Este componente é definido como a habilidade de emprego de estratégias de uso da língua com a finalidade de atingir fins comunicativos. (Almeida Filho, 1999)
2.5.5.4 Preconceito lingüístico
Preconceito é a superestimação dos valores de um determinado grupo social em detrimento dos demais (Moura, 1986). O preconceito lingüístico está diretamente relacionado a essa distorção de valores que se reflete através do maior ou menor prestígio cultural que uma determinada variedade lingüística exerce sobre as outras. As causas desse tipo de preconceito estão intimamente ligadas a fatores econômicos e político-sociais que nos fazem crer sermos culturalmente mais ou menos desenvolvidos que os outros falantes. Por isso constatamos o desprestígio das variedades lingüísticas do Norte e Nordeste do Brasil em contraposição às do Centro-Sul, região mais rica e politicamente mais poderosa.
A conscientização desse problema é de fundamental importância para o professor de línguas. Através de sua liderança e maior experiência, o professor pode levar o aluno a criar uma atitude de objetividade frente às variedades lingüísticas, evitando que sejam feitos julgamentos sobre a capacidade intelectual dos indivíduos, com base apenas no uso de formas lingüísticas prestigiadas por seu próprio grupo social ou por outros grupos dominantes.
2.6 Fechamento do capítulo:
O Capítulo 2 foi uma ‘viagem’ teórica que abordou vários temas relacionados ao processo de ensino e aprendizagem de uma língua estrangeira a fim de construir uma base teórica forte de compreensão da linguagem, solidificando futuras ações para a elaboração de um novo material didático para o ensino de inglês para crianças.
Compreender o contexto presente é imprescindível para a elaboração de novos materiais didáticos que deverão atender as necessidades atuais de ensino e aprendizagem de
um idioma estrangeiro. Para isso, foi necessário que buscássemos na história do ensino de línguas explicações para o que ocorre atualmente no que concerne à preocupação de aprender um novo idioma que envolve a função formativa do ensino de línguas, a questão da exclusão social, entre outros. Além disso, até para defendermos o ensino de línguas estrangeiras, e mais especificamente, o ensino da língua inglesa, é de extrema importância que compreendamos sua importância em nossa vida diária em um contexto local e global.
Não há como elaborar ou analisar um material didático eficiente para o ensino de inglês para crianças se não entendermos como elas aprendem sua língua materna e uma língua estrangeira. É preciso saber o que as pesquisas – não só da área da Lingüística Aplicada, mas também áreas afins (lingüística, psicologia, antropologia e educação) – já descobriram sobre esse tema para conseguirmos alcançar melhores resultados com a elaboração de um novo material didático. Não podemos ser ‘bitolados’ em apenas um campo de teorias, principalmente ao lidar com a educação de um ser humano.
Considerando que estamos lidando com o ensino de línguas em uma era globalizada ou mesmo em um contexto local, não se pode deixar de lado a questão cultural e o seu importante papel para o desenvolvimento de uma competência que deva ir além da competência lingüística: a competência cultural. A pesquisa sobre cultura aqui resumida nos mostra que dificilmente é possível dissociar a língua da cultura e tal fato mostra que aspectos culturais devem ser incluídos em qualquer material didático que tenha a intenção de ensinar ou praticar uma língua.
Ao elaborar um material didático, é preciso entender que princípios e práticas estão envolvidos no processo de ensino e aprendizagem de uma língua estrangeira. É preciso saber os alicerces que sustentam esse processo. Para isso, é imprescindível que se apresentem conceitos, tais como o conceito de abordagem, das plataformas educacionais, dos procedimentos metodológicos, do planejamento, da produção de materiais e da avaliação.
A apresentação dos pressupostos teóricos do material didático teve como objetivo mostrar como os pesquisadores desta dissertação entendem o conceito do livro didático, como este deve ser analisado e que fatores (psicolingüísticos e sociolingüísticos) os autores devem ter em mente para a análise e elaboração de um material didático.
Esperamos que este capítulo tenha sido esclarecedor e educativo como o foi para mim, apresentando conceitos que utilizaremos no decorrer desta pesquisa para a apresentação e análise do material “Time for English”, que serão feitas nos próximos capítulos.
Crianças do 5º ano utilizando o livro didático “Time for English 2”- Outubro 2007.
“(...) Eu queria uma escola que desde cedo usasse materiais concretos para que vocês [crianças] pudessem ir
formando corretamente
os conceitos matemáticos, os conceitos de números, as operações... pedrinhas... só porcariinhas!...