Para a análise de resultados do desenvolvimento, tendo em conta a altura atingida pelas plantas dos três genótipos, nos diferentes estados fenológicos, é possível observar que:
As plantas do genótipo Var1 (figura 22), não mostraram diferenças no seu crescimento quando submetidas a qualquer dos tratamentos durante a fase vegetativa. Contudo, na fase reprodutiva, as plantas submetidas aos tratamentos T0 e T2.1 atingiram um crescimento superior (p<0,05) ao das plantas submetidas a stress hídrico (T1 e T2.2).
As plantas de grão-de-bico do genótipo Var1, atingiram uma altura máxima de 73,4 cm em R5, 58,1 cm em R7, 56,8 cm em R3 e 44,6 cm em R4, quando submetidas a tratamentos de conforto hídrico durante a fase vegetativa e reprodutiva (T0), a fase reprodutiva (T2.1), a fase vegetativa (T2.2), e stress hídrico durante a fase vegetativa e reprodutiva (T1), respetivamente.
Figura 22: Efeito dos tratamentos de stress hídrico na altura média das plantas de grão-de-bico do genótipo Var1, durante 254 dias. O tratamento T0 corresponde a conforto hídrico, T1 a stress hídrico, T2.1 passagem de stress a conforto (assinalada com a seta a amarelo) e T2.2 passagem de conforto a stress (assinalada com a seta a vermelho).
As plantas do genótipo Var2 (figura 23), não mostraram diferenças no seu crescimento quando submetidas a qualquer dos tratamentos durante a fase vegetativa. Contudo, na fase reprodutiva, as plantas submetidas aos tratamentos T0 e T2.1 atingiram um crescimento superior (p<0,05) ao das plantas submetidas a stress hídrico (T1 e T2.2).
As plantas de grão-de-bico do genótipo Var2, atingiram uma altura máxima de 73,7 cm em R5, 59,6 cm em R7, 58,3 cm em R1 e 42,9 cm em R2, quando submetidas a tratamentos de conforto hídrico durante a fase vegetativa e reprodutiva (T0), a fase reprodutiva (T2.1), a fase vegetativa (T2.2), e stress hídrico durante a fase vegetativa e reprodutiva (T1), respetivamente.
As plantas do genótipo Var3 (figura 24), não mostraram diferenças no seu crescimento quando submetidas aos tratamentos T0 e T2.2 durante a fase vegetativa, mas a partir dos estados V14 a V20, as plantas submetidas aos tratamentos T1 e T2.1 apresentaram menor crescimento (p<0,05). Contudo, na fase reprodutiva, as plantas submetidas aos tratamentos T0 e T2.1 atingiram um crescimento superior (p<0,05) ao das plantas submetidas a stress hídrico (T1 e T2.2).
As plantas de grão-de-bico do genótipo Var3, atingiram uma altura máxima de 87,1 cm em R4, 73,9 cm em R8, 63,8 cm em R0 e 46,8 cm em V21, quando submetidas a tratamentos de conforto hídrico durante a fase vegetativa e reprodutiva (T0), a fase reprodutiva (T2.1), a fase vegetativa (T2.2), e stress hídrico durante a fase vegetativa e reprodutiva (T1), respetivamente.
Figura 23: Efeito dos tratamentos de stress hídrico na altura média das plantas de grão-de-bico do genótipo Var2, durante 254 dias. O tratamento T0 corresponde a conforto hídrico, T1 a stress hídrico, T2.1 passagem de stress a conforto (assinalada com a seta a amarelo) e T2.2 passagem de conforto a stress (assinalada com a seta a vermelho).
As plantas dos três genótipos comportaram-se de forma idêntica quando submetidas aos quatro tratamentos de stress hídrico, tendo em geral as plantas atingido alturas superiores quando submetidas ao tratamento T0 em relação as submetidas ao tratamento T2.1, e as plantas submetidas ao tratamento T2.2 tiveram um crescimento superior ao das submetidas ao tratamento T1. O tratamento T1 permitiu uma separação dos três genótipos relativamente a maturação, sendo o genótipo Var1 mais tardio que a atingiu a altura máxima em R4 e o Var3 o mais precoce, que atingiu a altura máxima em V21. O genótipo Var2 atingiu a altura máxima em R2.
4.2.1.2 Água utilizada
Para a análise de resultados do crescimento, tendo em conta a água utilizada (referente ao peso de água perdido pela planta por transpiração) após a sementeira, de cada uma das variedades, é possível observar que:
As plantas do genótipo Var1 (figura 25), não mostraram diferenças no seu comportamento quando submetidas a qualquer dos tratamentos, entre 10DAS e 49DAS. A partir de 49DAS até 90DAS, as plantas submetidas aos tratamentos T0 e T2.2 utilizaram maior quantidade de água (p<0,05) em relação as plantas submetidas aos tratamentos T1 ou T2.1. A partir de 90DAS até 257DAS as plantas submetidas ao tratamento T0 utilizaram maior quantidade de água do que as plantas submetidas ao tratamento T1.
Figura 24: Efeito dos tratamentos de stress hídrico na altura média das plantas de grão-de-bico do genótipo Var3, durante 254 dias. O tratamento T0 corresponde a conforto hídrico, T1 a stress hídrico, T2.1 passagem de stress a conforto (assinalada com a seta a amarelo) e T2.2 passagem de conforto a stress (assinalada com a seta a vermelho).
As plantas de grão-de-bico do genótipo Var1, atingiram um consumo de água de 0,42 L em 112DAS; 1,25 L em 102DAS; 0,39 L em 90DAS e 0,19 L em 60DAS, quando submetidas a tratamentos de conforto hídrico durante a fase vegetativa e reprodutiva (T0), a fase reprodutiva (T2.1), a fase vegetativa (T2.2), e stress hídrico durante a fase vegetativa e reprodutiva (T1), respetivamente.
As plantas do genótipo Var2 (figura 26), não mostraram diferenças no seu comportamento quando submetidas a qualquer dos tratamentos entre 10DAS e 60DAS. A partir de 60DAS até 90DAS, as plantas submetidas aos tratamentos T0 e T2.2 utilizaram maior quantidade de água (p<0,05) em relação as plantas submetidas aos tratamentos T1 ou T2.1. A partir de 90DAS até 215DAS as plantas submetidas ao tratamento T0 utilizaram maior quantidade de água do que as plantas submetidas ao tratamento T1 e a partir de 109DAS até 257DAS as plantas submetidas aos tratamentos T2.1 ou T2.2 utilizaram valores intermédios de água.
As plantas de grão-de-bico do genótipo Var2, atingiram um consumo de água de 0,42 L em 112DAS; 1,3472 L em 102DAS; 0,0167 L em 46DAS e 0,0018 L em 112DAS, quando submetidas a tratamentos de conforto hídrico durante a fase vegetativa e reprodutiva (T0), a fase reprodutiva (T2.1), a fase vegetativa (T2.2), e stress hídrico durante a fase vegetativa e reprodutiva (T1), respetivamente.
Figura 25: Efeito dos tratamentos de stress hídrico no valor médio da água utilizada pelas plantas de grão-de-bico do genótipo Var1, dos 18 aos 264 dias após a sementeira (DAS). O tratamento T0 corresponde a conforto hídrico, T1 a stress hídrico, T2.1 passagem de stress a conforto (assinalada com a seta a amarelo) e T2.2 passagem de conforto a stress (assinalada com a seta a vermelho).
As plantas do genótipo Var3 (figura 27), não mostraram diferenças no seu comportamento quando submetidas a qualquer dos tratamentos entre 10DAS e 46DAS. A partir de 53DAS até 60DAS, as plantas submetidas aos tratamentos T0 e T2.2 utilizaram maior quantidade de água (p<0,05) em relação as plantas submetidas aos tratamentos T1 ou T2.1. A partir de 82DAS até 264DAS as plantas submetidas ao tratamento T0 utilizaram maior (p<0,05) quantidade de água em relação as plantas submetidas ao tratamento T1. De 137DAS até 193DAS as plantas submetidas aos tratamentos T2.1 ou T2.2 utilizaram uma quantidade intermédia de água.
As plantas de grão-de-bico do genótipo Var3, atingiram um consumo de água de 0,56 L em 112DAS; 1,4279 L em 102DAS; 0,039 L em 112DAS e 0,0015 L em 152DAS, quando submetidas a tratamentos de conforto hídrico durante a fase vegetativa e reprodutiva (T0), a fase reprodutiva (T2.1), a fase vegetativa (T2.2), e stress hídrico durante a fase vegetativa e reprodutiva (T1), respetivamente.
Figura 26: Efeito dos tratamentos de stress hídrico no valor médio da água utilizada pelas plantas de grão-de-bico do genótipo Var2, dos 18 aos 257 dias após a sementeira (DAS). O tratamento T0 corresponde a conforto hídrico, T1 a stress hídrico, T2.1 passagem de stress a conforto (assinalada com a seta a amarelo) e T2.2 passagem de conforto a stress (assinalada com a seta a vermelho).
Figura 27: Efeito dos tratamentos de stress hídrico no valor médio da água utilizada pelas plantas de grão-de-bico do genótipo Var3, dos 18 aos 257 dias após a sementeira (DAS). O tratamento T0 corresponde a conforto hídrico, T1 a stress hídrico, T2.1 passagem de stress a conforto (assinalada com a seta a amarelo) e T2.2 passagem de conforto a stress (assinalada com a seta a vermelho).
As plantas dos três genótipos comportaram-se de forma idêntica durante os primeiros dias após a sementeira, tendo em geral as plantas utilizado uma quantidade de água superior quando submetidas aos tratamentos T0 ou T2.2 em relação as que foram submetidas aos tratamentos T2.1 ou T1. A partir de 80/90DAS as plantas submetidas ao tratamento T0 consumiram maior quantidade de água do que as plantas submetidas ao tratamento T1. No final do ciclo, as plantas submetidas aos tratamentos T2.1 ou T2.2 consumiram uma quantidade de água intermedia.
Para a análise de resultados do desenvolvimento, tendo em conta a água utilizada pelas plantas ao longo dos vários estados fenológicos, de cada uma das variedades, é possível observar que:
As plantas do genótipo Var1 (figura 28), não mostraram diferenças no seu comportamento quando submetidas a qualquer dos tratamentos durante a fase vegetativa. Contudo, as plantas submetidas aos tratamentos T0 ou T2.1 no inicio da fase reprodutiva, utilizaram maior quantidade de água (p<0,05) em relação as plantas submetidas a stress hídrico (T1 e T2.2).
As plantas de grão-de-bico do genótipo Var1, atingiram consumo de água máximo de 0,019 L em V10; 0,56 L em R2; 0,84 em R0 e 0,28 L em V19, quando submetidas a tratamentos de conforto hídrico durante a fase vegetativa e reprodutiva
(T0), a fase reprodutiva (T2.1), a fase vegetativa (T2.2), e stress hídrico durante a fase vegetativa e reprodutiva (T1), respetivamente.
Figura 28: Efeito dos tratamentos de stress hídrico na altura média do genótipo Var1, durante o desenvolvimento das plantas de grão-de-bico. O tratamento T0 corresponde a conforto hídrico, T1 a stress hídrico, T2.1 passagem de stress a conforto (assinalada com a seta a amarelo) e T2.2 passagem de conforto a stress (assinalada com a seta a vermelho).
As plantas do genótipo Var2 (figura 29), não mostraram diferenças no seu comportamento quando submetidas a qualquer dos tratamentos durante a fase vegetativa. Contudo, as plantas submetidas aos tratamentos T0 ou T2.1 no inicio da fase reprodutiva, utilizaram maior quantidade de água (p<0,05) em relação as plantas submetidas a stress hídrico (T1 e T2.2).
As plantas de grão-de-bico do genótipo Var2, atingiram consumo de água máximo de 0,001 L em V9; 0,2565 L em R2; 0,0416 L em V11 e 0,479 L em V7, quando submetidas a tratamentos de conforto hídrico durante a fase vegetativa e reprodutiva (T0), a fase reprodutiva (T2.1), a fase vegetativa (T2.2), e stress hídrico durante a fase vegetativa e reprodutiva (T1), respetivamente.
Figura 29: Efeito dos tratamentos de stress hídrico na altura média do genótipo Var3, durante o desenvolvimento das plantas de grão-de-bico. O tratamento T0 corresponde a conforto hídrico, T1 a stress hídrico, T2.1 passagem de stress a conforto (assinalada com a seta a amarelo) e T2.2 passagem de conforto a stress (assinalada com a seta a vermelho).
As plantas do genótipo Var3 (figura 30), não mostraram diferenças no seu comportamento quando submetidas a qualquer dos tratamentos durante a fase vegetativa. Contudo, as plantas submetidas aos tratamentos T0 ou T2.1 no inicio da fase reprodutiva, utilizaram maior quantidade de água (p<0,05) em relação as plantas submetidas a stress hídrico (T1 e T2.2).
As plantas de grão-de-bico do genótipo Var3, atingiram consumo de água máxima de 0,0098 L em V9, 0,5876 L em V10, 0,072 L em V8 e 1,63415 L em V8, quando submetidas a tratamentos de conforto hídrico durante a fase vegetativa e reprodutiva (T0), a fase reprodutiva (T2.1), a fase vegetativa (T2.2), e stress hídrico durante a fase vegetativa e reprodutiva (T1), respetivamente.
Figura 30: Efeito dos tratamentos de stress hídrico na altura média do genótipo Var3, durante o desenvolvimento das plantas de grão-de-bico. O tratamento T0 corresponde a conforto hídrico, T1 a stress hídrico, T2.1 passagem de stress a conforto (assinalada com a seta a amarelo) e T2.2 passagem de conforto a stress (assinalada com a seta a vermelho).
As plantas dos três genótipos comportaram-se de forma idêntica na fase vegetativa e reprodutiva; tendo o consumo de água sido superior nas plantas submetidas aos tratamentos T0 ou T2.2 em relação ao das plantas submetidas aos tratamentos T2.1 ou T1. Na fase reprodutiva, as plantas submetidas ao tratamento T2.2 consumiram maior quantidade de água.
4.2.2 Efeito do Genótipo