computadorizada e a prova impressa, procurando estabelecer pontos de contato e confrontando as particularidades de cada uma. Neste subitem, tentaremos ver se existe alguma qualidade criativa nos desdobramentos da mesma foto nas três outras versões.
A versão A pode ser considerada, neste conjunto, como a mais próxima de uma imagem produzida por observação direta. Os elementos são reconhecíveis e a sensação de profundidade, ainda que atenuada, se faz presente.
As versões B e C não são feitas a partir da fotografia, mas da versão A. Podendo ser consideradas irmãs, elas introduzem eixos horizontais e verticais no que é uma segunda camada interpretativa. O número de eixos horizontais é 16 e de verticais varia entre 16 e 25.
Observando o funcionamento da plotter ao traçar as versões B e C, percebese que ela primeiro traça as ortogonais da moldura (que estabelece a área de ação do equipamento), depois os eixos, em seguida as linhas retas de menor comprimento e, por fim, as oblíquas, num processo que sempre vai do mais simples ao mais complexo.
A introdução dos eixos na interpretação da imagem (que é, por sua vez, a interpretação linear da fotografia) provocou dois efeitos. O primeiro é o da decomposição do conteúdo visual em estruturas situadas no limiar da abstração. O segundo é o enfraquecimento da sensação de profundidade, pois tanto os eixos horizontais da versão B e os verticais da versão C puxam o olhar para o primeiro plano.
Com a introdução destes eixos na construção da figura, buscavase obter uma simplificação figurativa da representação visual, que levasse à descoberta por revelação de uma possível forma elementar e fundamental1 que estivesse oculta mantendo, ao mesmo tempo, relação com a estrutura aparente do espaço urbano.
No entanto, as versões B e C parecem indicar outro caminho. A procurada forma oculta não foi revelada por descoberta, pois ela não existe na paisagem, no espaço urbano, mas é produto da imaginação inventiva que age espremida entre limites autoimpostos. Tendo dividido o campo destas figuras em faixas iguais, estabeleci que apenas uma linha poderia descrever a forma que estava sendo destacada. Deste modo, eu pensava em fazer a imagem me dizer o que eu queria ouvir. Também ficou estabelecido que esta linha só poderia avançar e nunca retroceder ou fazer nós. Ela iria de cima para baixo, ou de baixo para cima, no trabalho com as verticais. Ela iria da esquerda para a direita, ou vice e versa, trabalhando nas estruturas horizontais.
Estes foram os parâmetros autoimpostos para a construção das versões B e C de cada uma das oito fotografias das vistas escolhidas do Rio Pinheiros. O que pode ser visto nestas versões B e C é um desmanche da imagem, em que elas passam a ser descritas por movimentos e ritmos que as aproximam da abstração. No caso específico das versões B e C da Ponte do Jaguaré Vista Sul, preferiuse enfatizar o conteúdo dentro das faixas, deixando os eixos atenuados.
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confrontando as particularidades de cada uma. Neste subitem, tentaremos ver se existe alguma qualidade criativa nos desdobramentos da mesma foto nas três outras versões.
A versão A pode ser considerada, neste conjunto, como a mais próxima de uma imagem produzida por observação direta. Os elementos são reconhecíveis e a sensação de profundidade, ainda que atenuada, se faz presente.
As versões B e C não são feitas a partir da fotografia, mas da versão A. Podendo ser consideradas irmãs, elas introduzem eixos horizontais e verticais no que é uma segunda camada interpretativa. O número de eixos horizontais é 16 e de verticais varia entre 16 e 25.
Observando o funcionamento da plotter ao traçar as versões B e C, percebese que ela primeiro traça as ortogonais da moldura (que estabelece a área de ação do equipamento), depois os eixos, em seguida as linhas retas de menor comprimento e, por fim, as oblíquas, num processo que sempre vai do mais simples ao mais complexo.
A introdução dos eixos na interpretação da imagem (que é, por sua vez, a interpretação linear da fotografia) provocou dois efeitos. O primeiro é o da decomposição do conteúdo visual em estruturas situadas no limiar da abstração. O segundo é o enfraquecimento da sensação de profundidade, pois tanto os eixos horizontais da versão B e os verticais da versão C puxam o olhar para o primeiro plano.
Com a introdução destes eixos na construção da figura, buscavase obter uma simplificação figurativa da representação visual, que levasse à descoberta por revelação de uma possível forma elementar e fundamental1 que estivesse oculta mantendo, ao mesmo tempo, relação com a estrutura aparente do espaço urbano.
No entanto, as versões B e C parecem indicar outro caminho. A procurada forma oculta não foi revelada por descoberta, pois ela não existe na paisagem, no espaço urbano, mas é produto da imaginação inventiva que age espremida entre limites autoimpostos. Tendo dividido o campo destas figuras em faixas iguais, estabeleci que apenas uma linha poderia descrever a forma que estava sendo destacada. Deste modo, eu pensava em fazer a imagem me dizer o que eu queria ouvir. Também ficou estabelecido que esta linha só poderia avançar e nunca retroceder ou fazer nós. Ela iria de cima para baixo, ou de baixo para cima, no trabalho com as verticais. Ela iria da esquerda para a direita, ou vice e versa, trabalhando nas estruturas horizontais.
Estes foram os parâmetros autoimpostos para a construção das versões B e C de cada uma das oito fotografias das vistas escolhidas do Rio Pinheiros. O que pode ser visto nestas versões B e C é um desmanche da imagem, em que elas passam a ser descritas por movimentos e ritmos que as aproximam da abstração. No caso específico das versões B e C da Ponte do Jaguaré Vista Sul, preferiuse enfatizar o conteúdo dentro das faixas, deixando os eixos atenuados.