Diante do que percebemos até aqui, o CAPS é um serviço que em suas práticas corporais desenvolvidas busca tecer um corpo maleável a partir da compreensão do corpo-próprio em suas possibilidades. Para que essa demanda seja efetiva, as práticas corporais participam na questão do (re)conhecer-se, para ampliar, através das experiências perceptivas, as sensações entrelaçadas aos valores morais e éticos nos corpos que se reconstroem. Nesse sentido, a autonomia e o protagonismo, bases fundamentais trazidas pela Reforma Psiquiátrica em relação aos cuidados para o
público, precisam ser explorados, no sentido de construir as formas de ser e existir na perspectiva coletiva, em comunidade.
Ser participativo, portanto, é aqui considerado como algo fundamental no cuidado desse público, pois se diz respeito ao que está ligado às próprias ações, na obtenção de um protagonismo maior. Quer dizer, apoiar-se na própria condução de vida, através da intencionalidade de ser, existir, criar, recriar, inventar, agir etc. É o que nos dá ideia de liberdade e de exercício sobre si mesmo, ou seja, ecoar a liberdade no sentido de que possam participar de suas próprias construções de vida e buscar ao máximo a autonomia sobre elas. Tykanori (2010) nos apoia nesse sentido trazendo uma conceituação ampla sobre autonomia na perspectiva do público em cuidados na saúde mental. O autor aborda isso que é uma condição necessária ao ser humano na busca de se fazer parte de um “jogo social”. Com outras palavras, trata-se de ter poder para realizar trocas sociais e se refere à “[...] capacidade do indivíduo de gerar normas, ordens para sua vida conforme as diversas situações que enfrenta” (p. 57). Assim, a autonomia também pode ser entendida como uma relação “contratual” entre indivíduos, visto que as trocas sociais são fundamentais neste processo (TYKANORI, 2010).
Todavia, podemos perceber que a perspectiva histórica de exclusão ainda se prolifera na atualidade, o que retira dos sujeitos, por vezes, a questão do ser participativo. Cocobó aborda um pouco sobre essa perda, causada pelos efeitos de ser no mundo enquanto corpo considerado “louco”, exaltando tristemente que “antes de frequentar aqui eu trabalhava numa empresa, aí eu saí de lá, me botaram para fora, foi na época disso aí, não aceitaram eu trabalhar mais não”. Em um estudo que objetivou levantar os sentidos construídos sobre o trabalho e a carreira de pessoas em sofrimento psíquico elaborado por Ribeiro (2009), aponta-se que a grande massa de indivíduos enxerga o trabalho como saúde, e percebem, ao mesmo passo, que a carreira está impossibilitada decorrente da situação psicótica existencial. Outros estudos também exploram essa questão do “não trabalho” ou “impossibilidade de seguir uma carreira” por conta dos problemas psíquicos como contribuintes da cronicidade de uma vulnerabilidade maior do sujeito, bem como da vida social, potencializando, por exemplo, a pobreza, as próprias limitações, a subjetividade, a hospitalização, e até mesmo reduzindo perspectivas de construção de um projeto de vida (CARRETEIRO, 2001; GOVE, 2004).
Nesse sentido, há uma quebra na questão do ser participativo relacionado às questões de ser autônomo diante das trocas sociais, tendo em vista que para se ter a perspectiva “contratual” com outros indivíduos dependerá primeiramente da posição social na qual este usuário se insere no jogo social, tal qual aborda Tykanori (2010), que revela também três aspectos importantes para esse jogo: bens, mensagens e afetos. O poder contratual para os usuários de serviços em saúde mental é, por vezes, escasso nesses aspectos, justamente pelos seus estigmas de corpo louco construído historicamente, somando-se a suas limitações atuais.
No que foi visto das observações em diário de campo, as práticas corporais, como a exemplo da construção de materiais do artesanato, buscam desenvolver o corpo como participativo em suas ações: trabalhar, ganhar pelo trabalho, comprar materiais, etc. Seria, no caso, uma tentativa de minimizar a perda relatada por Cocobó, por exemplo. Por outro lado, como foi mostrado anteriormente, há um controle ainda sobre os corpos no sentido das suas próprias medicações, o que recorremos ao já discutido corpo medicamentado, que acaba retirando a autonomia e a participação dos usuários no contexto do cuidado em saúde. É o que pensamos contribuir para o não reconhecimento de si, a partir da impossibilidade de participar em sua totalidade, os cuidados medicamentosos e suas influências. Vimos também que o corpo desenvolvido pelas práticas corporais apoia-se nesse conhecimento do corpo-próprio através de suas experiências perceptivas.
Desse modo, o participar das próprias experiências pode alicerçar novas sensações, novos saberes e perspectivas. Merleau-Ponty (2011) já aborda que em toda percepção do exterior possui identidade com a percepção sobre o próprio corpo, ou seja, à medida que interagimos com o nosso entorno, vamos percebendo nosso próprio corpo. Nesse sentido, as práticas corporais desenvolvidas no CAPS favorecem o despertar de sentidos variados. Fato este que podemos observar na participação dos usuários em algumas das práticas corporais que foram desenvolvidas. Os profissionais, nesse sentido, possuem grande influência para buscar potencializar os sentidos que são ligados ao corpo participativo.
Na foto 08, notamos uma demonstração de que a participação se faz presente nas práticas corporais. No próprio momento da prática da Educação Física, como visto na cena da imagem capturada no dia 22/08/2019, na Praça do Prado, descrita no Diário de Campo, os usuários organizam as atividades por meio do diálogo com o profissional e com os demais colegas, além de perceberem o espaço para que a organização e posição dos materiais de trabalho fossem ajustados. Assim, na relação entre os sujeitos e as coisas, no sentido de organizar o espaço para a prática corporal para si e para outros sujeitos, colabora-se com a enunciação pelo corpo de buscar e encontrar um novo sentido para aquele espaço e para aqueles corpos (MERLEAU-PONTY, 2004).
Assim, a organização da prática se inicia considerando também o pensamento coletivo, pois os usuários organizam de uma forma que todos possam participar. Dessa maneira, há uma unicidade do corpo no pensar e agir para a coletividade, pois estamos diante de uma organização do espaço da prática realizada pelos próprios sujeitos, que, enquanto corpos, envolvem a percepção de tudo aquilo que os cercam, como os bambolês, a música e os outros sujeitos. Diante disso, pensamos que organizar o espaço significa muito mais do que uma mera ajuda ao profissional por ser algo construtivo aos corpos num sentido mais social, pois:
O espaço não é o ambiente (real ou lógico) em que as coisas se dispõem, mas o meio pelo qual a posição das coisas se torna possível. [...] devemos pensá-lo como potência universal de suas conexões. [...]
eu reflito, retomo o espaço em sua fonte, penso atualmente as relações que estão sob essa palavra, e percebo então que elas só vivem por um sujeito que as tece e as suporte, passo do espaço especializado ao espaço espacializante (MERLEAU-PONTY, 2011, p. 328).
Portanto, organizar o espaço na ocasião é ser participativo para si mesmo e para os outros, ou como explica Merleau-Ponty (2004) ao discutir sobre a relação corpo- espaço: faz parte de uma espécie do despertar do mundo percebido. Ou seja, de se perceber no e ser o mundo, e deve, assim, ser explorado mais vezes com intencionalidade de cuidado com os corpos e com a saúde. Esta relação com o profissional, portanto, é importante, e sugere que sua percepção sobre a pessoa com sofrimento psíquico em cuidados seja elucidada a partir da potencialização direcionada ao crescimento do poder de “contratuação” dos sujeitos, o que interfere no desenvolvimento da autonomia e do ser participativo, tendo em vista também que o profissional pode estar contribuindo para prejudicar ainda mais a condição existencial dos sujeitos em relação às trocas sociais (TYKANORI, 2010) e suas participações no mundo.
Como semelhança a esse momento de discussão, destaco o estudo de Abib et al (2010), os quais abordaram uma oficina de futebol como mecanismo terapêutico em um CAPS, pois revelam em seu desenvolvimento o protagonismo dos usuários ao construírem o campo de jogo. Houve uma organização e união para que o futebol fosse praticado, algo que em contexto social, é necessário quando nos referimos à reinserção dos sujeitos, tendo em vista que toda sociedade funciona sob regras, leis, deveres, etc.
Assim, discutir regras, decidir a formação das equipes, estudar em conjunto as táticas que serão usadas, por exemplo, é um campo de ação significativo na conquista de um corpo participativo, possuidor de intencionalidades, que participa da construção de algo em comunicação com o que o cerca. Isso é importante, pois elucida a já destacada troca social com os outros, tendo em vista que aos ditos loucos atribui-se ainda a estigmatização de desprovidos de razão e, dessa forma, suas mensagens e afetos são incompreensíveis (TYKANORI, 2010).
Além disso, a prática do futebol também explora o corpo construído pelo prazer/divertimento, visto que Abib, et. al (2010) identificaram que momentos como a comemoração de um gol, estreita laços afetivos através da interação. Tais resultados
abordados por esses autores, também são identificados nas práticas corporais desenvolvidas no CAPS III deste estudo.
Essa percepção de construtor do ambiente é importante de ser salientada para quem vivencia essas atividades para que possam talvez continuar esse exercício fora do CAPS, algo que é visto pelos participantes do estudo, como uma mudança significativa no corpo a partir das práticas corporais, pois em vários momentos das práticas, notou-se que cada um deles possuía seus momentos de participação. Os relatos abaixo mostram um pouco o ser participativo se expandido para os cuidados em casa, com o próprio lar.
Fora aqui do CAPS eu só faço coisa em casa mesmo, só em casa. Eu assisto televisão, eu escuto rádio, eu varro casa, lavo os pratos. Eu mesmo que faço. (COHAB)
[...] em casa minha prima cuida de mim, faço atividade em casa, para varrer, ela bota eu para fazer. Eu gosto, é bom. Limpo o terreiro, ajudo na casa. (ALTIPLANO)
Tenho outros cuidados, eu arrumo casa, lavo prato, lavo roupa, faço tudo... Faço faxina geral, arrumo os matos de frente de casa, eu moro sozinho... Moro só. Tenho parente morando aqui na cidade. (COCOBÓ)
Dessa forma, os corpos vão se construindo participativos mediante as experiências de elaboração de atividades, bem como no ato da participação delas. Segundo Nóbrega (2010), o significado de algo está totalmente ligado ao corpo a partir do momento em que ele é vivido, quando experimenta. O movimento de organizar as atividades no CAPS pode estar atrelado à produção desse sentido, que se faz necessário para compreender o ser participativo e apoiar o sujeito na sua própria reabilitação social. Tykanori (2010) exalta esse processo de reabilitação como algo mais amplo do que reduzir efeitos que desestabilizam os usuários, como o cuidado restrito ao uso do medicamento, por exemplo. Com isso, deixa a entender que para que realização da reabilitação social aconteça, é preciso permitir espaços a fim de que a produção de autonomia se potencialize com encaminhamentos dos sujeitos em sofrimento psíquico a serem participativos do processo de trocas sociais, isto é, serem participativos em suas vidas. Nesse sentido, entende-se a questão do cuidar do próprio lar como uma ampliação da possibilidade de ser participativo na sua própria construção, para o seu
próprio cuidado, fazendo parte também de um processo que se integraliza ao poder de contratualidade do indivíduo relacionado às trocas sociais.
É uma ampliação também do campo perceptível de ver e ser no mundo, pois provavelmente os sujeitos estão expressando os significados vividos nas práticas corporais desenvolvidas no CAPS. Algo que pode ajudar o corpo em relação a sua produção, sua invenção e criação de sua própria liberdade de vida, ou seja, o indivíduo recebe contribuições das práticas na questão do se compreender e se situar a partir da sua realidade, utilizando-a como uma possibilidade de expansão e não de negação a si mesmo (CAPALBO, 2011).
Assim, as relações dos corpos com as práticas corporais desenvolvidas perpassam pela expansão desses corpos que experienciam os movimentos e se apropriam de tudo aquilo que é significativo para a sua vida. O corpo participativo se amplia mediante as práticas corporais, pois outro aspecto importante a ser ressaltado é que, em alguns momentos, os usuários elencam suas vontades. Cohab, ao tratar sobre motivações para se praticar, mostrou que “O que motivou a praticar foi a vontade, né?”, o que sugere a intencionalidade a partir do conhecimento sobre o próprio corpo, pois o entrevistado ainda explica que “Eu estou com o corpo assim, gordo né, eu estou me achando gordo aí deu vontade de ir”. Ou seja, perceber-se e decidir participar das atividades, através da percepção de que poderia melhorar o próprio corpo, é uma forma de participar dos cuidados com o corpo e a saúde.
Como forma de terapia, as práticas corporais buscam também desenvolver esses cuidados com a saúde a partir de atividades que proporcionam o olhar sobre si, ou seja, demandam a participação na própria condução dos cuidados. Na foto 11 abaixo, do dia 04/07/2019, no interior do CAPS, notamos o resultado de uma prática cujo objetivo principal foi tematizar a importância da higiene pessoal, na lavagem, no caso, das mãos. Foi explicada passo a passo, através do desenho, uma maneira simples de limpar as próprias mãos.
Desse modo, as apreensões dos cuidados com a saúde recebem em seu campo perceptivo a sensação primária de conhecer o próprio corpo, a mão, seus dedos, suas dobras etc., para posteriormente, aplicar-se os cuidados com a saúde, caso também realizado por meio da experiência, pois após o desenho e apreensões do que fora
tematizado, os usuários realizaram a atividade, sendo isso como algo importante nessa participação sobre si relacionado aos próprios cuidados.
Foto 09: Desenvolvendo os cuidados em saúde pelo corpo através da participação
Em cima do desenho da mão, há uma frase do próprio usuário autor da arte, que faz a representação da linguagem transcorrida também pelo desenho, em forma de apreensão do corpo e destaca: “Lavar as mãos faz bem para a higiene, protege das bactérias, das gripes, e de todas doenças infecciosas”.
Reconhecendo que o desenho é uma forma de arte, trazemos algumas reflexões de Merleau-Ponty (2004). Para este autor, a arte e a pintura podem ser vistas ou ouvidas, e apresentam-se como uma manifestação da percepção que se tem do mundo, o que na ocasião pode ajudar para reencontrar-se e potencializar sentidos para a vida, como considerar esses cuidados fora do CAPS. Assim, os cuidados com a própria saúde podem ser visualizados pelos usuários como apreensão dos corpos a partir das práticas corporais desenvolvidas em relação ao ser no mundo, a partir da consciência de si, da importância dessa higienização. É desse modo que Merleau-Ponty (2006, p. 01) mostra que “se na consciência se reconhece um tipo de ser único, então a linguagem encontra- se relegada à exterioridade de consciência, sendo análoga às coisas, [...] pois a
consciência é essencialmente consciência de si, para poder ser consciências de alguma coisa”.
Portanto, é um passo importante na direção de se reconhecer, de “saber quem sou”, cuidar-se para que possa cada vez mais melhorar as próprias condições de participar da vida, potencializando o ser no mundo no sentido autônomo. Tykanori (2010) aponta para dois elementos fundamentais na construção de um cuidado em saúde mental na perspectiva da produção da autonomia. A primeira é que se tenha o reconhecimento das potencialidades das pessoas em sofrimento psíquico, no sentido de reconstituir seus potenciais de contratuação social. A segunda é a percepção dos profissionais sob a construção de projetos e ações que se consolidem a partir de experiências práticas no cotidiano dos usuários. Esses elementos são apontados com vistas a direcionar o cuidado para o enriquecimento da subjetividade, o que se relaciona com os cuidados com o próprio corpo e com a saúde.
Diante disso, percebemos em alguns dos relatos que as práticas de cuidado com a saúde transcorrem do olhar restrito à enfermidade para com eles mesmos (usuários) em outros ambientes, bem como aprendem sobre a importância desses cuidados, ou seja, a partir das práticas corporais desenvolvidas, explora-se a subjetividade, como podemos notar a seguir nos relatos:
Eu sempre tenho outros cuidados, a higiene. Eu escovo meus dentes quando chego do CAPS, eu tento me zelar, o meu pai me ajuda também, me dando conselho. (PRADO)
Eu tomo banho, passo creme, foi comprado três tubos de creme para meu rosto, cabelo eu uso o creme, escovo os dentes, eu me sinto bem, me sinto melhor fazendo isso. (VENEZA)
Eu escovo meus dentes, tomo banho, tenho minha higiene. Lavo meus cabelos, eu me cuido em casa. Depois que comecei aqui no CAPS, me sinto muito melhor. (COHAB)
Eu cuido bastante do meu cabelo, eu só não vou para o salão, mas eu me cuido bastante em casa. (VILA NEUMA)
Percebemos que não se trata apenas de algo estético, o que também é algo importante na relação do ser participativo, mas também se trata do sentido de se sentir bem consigo mesmo que pode contribuir para as possibilidades de potencializar as
trocas sociais. Dessa forma, para que tais cuidados sejam externados nas falas dos sujeitos, como o cuidar do cabelo, passar creme etc., há uma compreensão de si, o que retoma a experiência pelo movimento como instrumento desses saberes que foram condicionados com contribuições das práticas corporais. Se há compreensão de si, há uma percepção sobre si, uma consciência sobre si, logo, uma sensação causada pelo movimento a respeito do próprio corpo e suas necessidades, que está intimamente ligada ao meio externo e às possibilidades das trocas sociais, ou seja, maximização da reabilitação social.
Assim, como possibilidade de se reconhecer no mundo, Merleau-Ponty (2011) coloca que não se deve pôr em dúvidas tudo aquilo que a mim mesmo se apresenta e me ensina. Ou seja, é um conhecimento apreendido que foi apresentado pelas práticas corporais desenvolvidas que constroem um corpo reconhecedor das importâncias de se cuidar, como no caso, se higienizar e de talvez possibilitar a perspectiva de não pôr em dúvidas esse cuidado, visto que transcorrem do CAPS para o lar, como se pode ver na fala de Prado: “De maneira geral, eu sempre procuro estar conciliando o tratamento do CAPS, as orientações, os cuidados e em casa também, mantendo as coisas”. Não pôr em dúvidas ao que me aparece e ensina é ser possuidor da consciência de si, sobre aquilo que é apresentado, que recorre, no caso dos usuários, na aproximação com o mundo, na ressocialização pautada no corpo participativo.
Nesse sentido, a experiência vivida pelo movimento propicia ao corpo certas subjetivações, sensações, que permitem também ao sujeito sonhar, imaginar, conhecer, reconhecer, escolher etc. Vimos anteriormente em uma fala de Cocobó que as práticas proporcionam meios de se reconhecer e elencar desejos, como aprender a ler, ou a buscar um sonho. Desse modo, os conhecimentos gerados para o corpo através da interface com as práticas corporais do CAPS e os cuidados com a saúde são formas de absorção do próprio corpo as quais possuem significações para contribuir para a construção da própria história, além do campo social, afetivo e cultural (NÓBREGA, 2010). Isto é, participar no próprio processo de viver.
O corpo participativo, portanto, vai se construindo e se reconstruindo com grandes contribuições das práticas corporais. Vale ressaltar que de modo geral o CAPS possui essa possibilidade ligada ao seu próprio espaço, diferentemente dos modos de cuidado institucionalizantes. Os cuidados não são vistos apenas nas práticas