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Chapitre I : Mémoires croisées sur une histoire

1. La figuration de la mémoire

Pensamos que este foi o momento certo para proceder à leitura da obra, uma vez que foram desenvolvidas anteriormente outras actividades no âmbito da pré-leitura, que levaram as crianças a reconhecer/activar conhecimentos prévios acerca do tema, fruto de leituras que he foram feiras anteriormente ou da sua própria experiência, ao mesmo tempo que desencadearam uma grande curiosidade e interesse por parte das crianças ácerca do conteúdo da obra. Partilhamos da ideia de Alexander & Lombardi (2001) quando nos dizem que os leitores parecem compreender e assimilar melhor a nova informação se a relacionarem com a informação que já conhecem.

Objectivos:

- Desvendar o conteúdo da obra

- Relacionar o texto lido com experiências pessoais ou de grupo

- Interagir com o universo textual, a partir da sua experiência e conhecimento do mundo

- Identificar os acontecimentos principais - Estabelecer a sequência dos acontecimentos

- Respeitar normas reguladoras da comunicação oral e escrita - Ouvir e ter em conta as opiniões alheias

- Intervir oportunamente

Relato da actividade:

1ª Fase: Começámos por mostrar o livro e relembrar o título da obra e dos seus autores. Entretanto, as crianças manifestaram interesse em partilhar a história que tinham já criado, na sequência das actividades de pré-leitura. Apesar de, a parte da ilustração ainda não estar concluída, o texto estava criado. Aceitámos então partilhar a história inventada pelos nossos pequenos escritores, à qual deram o nome de “Os Animais na Horta”, e só depois passámos à leitura da obra, uma vez que foi este o interesse manifestado pelas próprias crianças. Trata-se de uma história sem dúvida maravilhosa, que se encontra no corpo de anexos do nosso trabalho, anexo XX e no site assinalado em5.Após um grande elogio a todas as crianças,

histórias e até poder-mos estabelecer algumas comparações. Tal como vem referido nas Orientações Curriculares. (Ministério da Educação,1997)

…é através dos livros que as crianças descobrem o prazer da leitura e desenvolvem a sensibilidade estética… as histórias lidas ou contadas pelo educador, recontadas e inventadas pelas crianças… suscitam o desejo de aprender a ler… (p. 70)

2ª Fase: A nossa proposta foi bem aceite, até porque a curiosidade sobre o conteúdo da obra era notória nos olhitos de cada uma das crianças. Tivémos a preocupação de nos mantermos ao mesmo nível das crianças, estando todos em semi-círculo sentados no tapete, para que todos visualisassem fácilmente cada página do livro. Mantivémos o livro virado para as crianças, de modo que tivessem oportunidade de ir acompanhando a leitura. Por um lado através da ilustração, pois tal como já referimos anteriormente, “esta versão de O Nabo Gigante caracteriza-se por

uma ilustração criativa e original, muito abundante e que amplifica os sentidos do texto…”. Por outro lado através do seguimento do próprio texto, pois fomos

seguindo cada palavra com o dedo, e apesar de não saberem ler, as crianças poderam observar o sentido da leitura e da escrita, que se faz da esquerda para a direita e de cima para baixo. Tal como nos recomenda Paulo Fernandes, em Fernando Azevedo (2007:28) “Ler as histórias com expressões vivas. Apontar para as palavras à medida que as lê de forma a tornar claro a forma gráfica do que é lido e a direccionalidade do processo da leitura.”

Não podemos ainda deixar de concordar com Mata (2008) quando nos diz que as observações que as crianças fazem de outros a ler e posteriores imitações nas suas brincadeiras facilitam a compreensão sobre o que é ler.

Todas as personagens foram identificadas com grande facilidade pelas crianças, e até a sequência dos acontecimentos. Trata-se de uma história onde prevalece a repetição de ideias e de frases, o que incita à participação das crianças. No fundo esta história foi contada em interacção com as crianças, sem no entanto deixar-mos de ler o seu conteúdo na integra

Avaliação da actividade:

Terminada a leitura da obra, estabelecemos um momento de partilha de opiniões sobre cada uma das histórias: a inventada anteriormente pelas crianças e a lida através da obra por nós seleccionada. Surgiram comentários como: “no livro a Mimi

horta mas depois foi amiga, como no livro”; “havia uma horta nas dua histórias e os legumes cresceram na horta, não foram comprados no Continente”; “a chuva ajudou sempre os legumes a crescerem”; “os animais eram amigos e ajudavam”

(…).

Podemos concluir que, apesar de diferentes na sua estrutura, estas duas histórias apresentam um conteúdo semelhante, onde podemos encontrar sentimentos despoletados da partilha, da entreajuda, do companheirismo, como podemos constatar na figura VII. Tal como referimos aquando da justificação da nossa escolha: ”A situação comprova que o companheirismo é o elemento fundamental

para o sucesso da empreitada, e que a união faz a força”. Assumimos esta nossa

afirmação para cada uma destas histórias. Vejamos a figura 14, na qual fazemos uma análise comparativa das duas histórias: a inventada pelas crianças, à qual chamaram “Os Animais na Quinta”, e a obra por nós trabalhada “O Nabo Gigante”.

Velhinho e Velhinha 6 canários amarelos 5 gansos brancos 4 galinhas sarapintadas 3 gatos pretos 2 porcos barrigudos 1 vaca castanha 1 rato O velhinho e a velhinha semearam as sementes na horta.

Nasceu na horta um nabo gigante e o velhinho e a velhinha não conseguiram

arrancá-lo.

O velhinho e a velhinha com a ajuda de todos os animais da quinta, conseguiram arrancar o

nabo gigante. A velhinha fez uma sopa deliciosa com o nabo e foi

saboreada por todos.

Senhor Zé e Senhora Mimi 6 pássaros 5 patos 4 galinhas 3 gatos 2 porcos 1 vaca 1 rato O senhor Zé e a Senhora Mimi semearam as sementes na horta com

a ajuda dos animais, excepto a vaca Os legumes nasceram na

horta e vaca comeu-os.

O senhor Zé, a senhora Mimi e os animais da quinta tiveram que semear

novamente os legumes. A vaca aprendeu que não

se deve portar mal.

A chuva ajudou as sementes a crescer.

No Verão, o sol contribuiu para que os legumes ficassem

maduros.

Todos os animais ajudaram a colher a grande nabo. O velhinho e a velhinha fizeram uma enorme panela de sopa de

nabo para todos comeram.

ENTREAJUDA

COMPANHEIRISMO

PARTILHA

Com a chuva as sementinhas começaram a crescer Os animais colaboraram na sementeira; os passarinhos com os bicos ajudaram a pôr as sementinhas na terra e com o rabo taparam os buraquinhos

da terra.

Depois foram buscar ao sótão os regadores da Mimi e do Zé e regaram os legumes. Personagens Principais Personagens Secundárias Acção Problemas Resolução do problema Temas comuns O NABO GIGANTE OS ANIMAIS DA QUINT A

No final, as crianças fizeram ainda o registo gráfico da história. A título de exemplo, deixamos dois desses registos no corpo dos anexos do nosso trabalho, anexo XI. A análise destes registos comprova o que nos diz (Mata, 2008:52), pois as crianças “utilizaram adequadamente três códigos diferentes: a escrita, para registar o seu nome; os números, para escrever a data; e o desenho, na ilustração”.

No anexo XXIII do corpo dos anexos do nosso trabalho, poderão ser consultadas algumas imagens desta actividade.

Actividade 9: “Mapa de personagens”