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◼ SOURCES UTILISÉES

A- Fiche type d’un pré-projet soumis à la CRE

Z

ITADE

A

NDRADE

L

IMA1

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era Luiz. Luiz Beltrão de Andrade Lima.

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três bisnetos.

Viajamos muito por esse mundão de meu Deus.

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Azul e aos Jardins de César Augusto. Andamos nos bondinhos de São

do Amazonas e nas jangadas das praias de Pernambuco e do Ceará. - - - - - - - - tarina Labouré e na Porciúncula.

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Fui uma dos catorze alunos2 da turma pioneira no Curso de Jorna- -

- buco era composta por Emanuel Luiz Ramalho de Medeiros. Fcrdinando Artur

a lhe dar aulas particulares e tem a melhor biblioteca na área de jorna- lismo. Pode parecer proteção! Você é uma mulher inteligente e tem a obrigação de ser brilhante nas disciplinas dos outros professores3!”.

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para o CIESPAL - Centro de Estudios Superiores de Periodismo para

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- - - - mais profundo amor ...

Meu querido amor

Quando esta chegar às tuas mãos, se Deus o permitir já estaremos jun- tos, já teremos sufocado em beijos, carinhos, ternos olhares e venturosos momentos a sós, as saudades e a imensa falta que sentimos um do outro. Agora, porém, no momento em que escrevo, quase um dia inteiro ainda nos separa. E a distância, a longa distância, que não me deixa ouvir tua voz, nem mesmo se gritas com as crianças; que não me deixa ver tuas mãos, tua face, teus cabelos, teu corpo perfumado e jovem, macio e alvo; que não me deixa dizer-te quanto sinto, tentando pelo menos dar-te uma idéia da imensidão do bem querer que transborda do meu coração, que é capaz de inundar o mundo inteiro, porque tu existes e és minha.

Tenho horror a esta distância inimiga, mesquinha, vazia de afetos. - sa; quero o teu amor que é o prêmio de minha vida, que é a paga do meu

trabalho, que é a glória da minha luta, que é o pedaço de paraíso que me coube neste vale de lágrimas; quero os teus carinhos como o mendigo quer a côdea de pão, como o avarento quer as suas moedas de ouro, como a terra em sombra noturna quer o radioso sol da manhã ...

Hoje, quando voltava da missa no Convento de Santo Antônio, vi um casal de velhos que se apressava em atravessar a rua: ela, mais moça, o am-

velhinho, meu amor; quero que me conduzas sempre, pois na tua aparente fragilidade está a minha fortaleza. Tudo o que até agora realizei, tudo o que até agora obtive, foi porque te tinha ao meu lado, olhando por mim, cuidan- do de mim, orgulhosa de mim, afastando as pedras do meu caminho com a imensurável bondade que sabes distribuir àqueles dos quais te aproximas.

Que tenho eu para dar-te, querida da minha alma? Tudo e nada: tudo o que pedires ou sonhares (se eu puder penetrar nos teus sonhos, se me con- tares); nada se nada exigires. Assim, como uma criança, dependo eu dos teus desejos e nesta dependência está a minha felicidade e a minha liber- dade. Ser livre e feliz, amor de minha vida, é servir e ter o objeto amado. Contigo, sou forte, sou livre, e sou feliz.

Meu doce e querido amor, minha esposa e senhora, recebe esta declara- ção de amor como se pela primeira vez a ouvisses, porque, agora, quando me lês, bem amada, mesmo que eu longe esteja, sentir-me-ás perto, afagan- do os teus cabelos, beijando-te os olhos, apertando-te nos meus braços, com aquela vontade irresistível de te guardar no coração como as mães guar- dam no ventre as sementes do amor.

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OUTONO

NOTURNO

PIGMALIÃO

Cinzelei a tua face radiosa e

Tornaste-te mulher. E em mim nasceu

AUSÊNCIA

Somente a presença desejada

Um incontido e mudo grito solitário As paisagens não alteram a ansiedade.

A SEMENTE

Semente de ente marinho

ancorada no rio caminho mas profundo e tormentoso há pouco reencontrado

sem frutos desapareçam Semente germinadora de seara

audaciosos ambulantes

pelos raios do sol poente que lento percorre sua rota rumo oeste

e se apaga no horizonte ensangüentado.

como glóbulos que circulam em torrente de uma cadeia de sentimentos e propósitos

que o acompanha na derrota esplendorosa Se amam sobre água tranqüila e céu aberto enquanto a nau contorna a ilha modorrenta

transformando-se em pães

Nas dores e na luta não se pensa

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- como se fora uma imensa turmalina colocada no meio daquela pai- - uma camada espessa de sal.

- Estou pensando no sofrimento enorme de Jesus carregando aque- -

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- mos quase todos os nossos sonhos.

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1.3

Epistolografia

A

NTONIO

T

EIXEIRA DE

B

ARROS1

Preâmbulo

dos anos 1950 ao inicio dos anos 1980. Entre os assuntos tratados na - - - A metodologia empregada consiste na análise de conteúdo. As car- -

Co- municação & Sociedade,

A análise parte da premissa de que a carta constitui um gênero dis-

da comunicação epistolar. Como assinala Marco Antonio de Moraes -

soma ao caráter de forma aberta do gênero epistolar. Para que a carta -

- ter de mensagem aberta. Isso garante a natureza diferenciada do gêne-

- cular. Todas apresentam problemática propina. A carta faz parte da

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nomes mais importantes na história do pensamento comunicacional brasileiro e latino-americano. Defensor entusiasta da Folkcomunicação estimulou a realização de pesquisas sobre as formas e práticas de comuni-

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Folkcomuni- cação: um estudo dos agentes e dos meios populares de informação de fatos e expressão de idéias,

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- ternacional de Estudios Superiores de Periodismo para América

- - e percebeu as possibilidades de um instituto de pesquisa para consolidação do campo da Comunicação em sua região.

no Brasil a prática da pesquisa em Comunicação sob uma pers- -

Co- municações & Problemas, - -

- cana Journalism Quartely.

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- - sanato e as demais formas de transmissão de informações intragrupal e interpessoal. Seu conceito de Folkcomunicação torna-se seminal em -

3. Vê na presença de personagens como o poeta po-

- 3. jornalismo. Partindo das

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- estaria relatando um fato e fazendo uma denúncia. São informações

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- - nas metropolitanas.

As cartas de Luiz Beltrão foram analisadas segundo a análise de 4 - - - - -

Mistas - mesclam relatos e comentários.

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Tabela 1: Distribuição das cartas quanto ao gênero

Percentual 72 54 Mistas 20 TOTAL 146 - - -

Tabela 2: Distribuição das cartas quanto ao conteúdo Conteúdo Percentual Acadêmicas 27 23 Pessoais 60 Mistas 36 TOTAL 146 100,00 - - - -

Comunicação & Problemas.

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- bre pesquisa em andamento feita na época a respeito das escolas de

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- ções curriculares no Ceub e as consequentes mudanças da gra-

- mir5

terei até junho uma turma de FCC II.

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será o Préstito da Encomendação das Almas - na noite da quar- -

com a malhação do Judas.

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Índio na imprensa brasileira”. Ainda sobre o aspecto psi-

Carta ao pai. Algumas

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Com um grupo de professores [...] estou abrindo uma pequena -

Recife.

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não sei se muitos dos conceitos por mim emitidos ainda estão - ciedade.

- ceiras também aparecem em algumas de suas cartas somente entre os

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- entre os quais é de justiça salientar os nomes dos professores Sa-

As cartas de Beltrão referentes a este item apresentam ainda con- - 7

6. -

no Centro Internacional de Estudios Superiores del Periodismo para América

de pesquisa para consolidação do campo da comunicação em sua região. -

-

Su biblioteca debe tener una de las colecciones particulares de - las obras que posee.

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Jornalismo.

Comunicação e Problemas8 também é comentada em suas

- Ordem e progresso9 - 8. - - 9. Casa-

-grande & senzala e Sobrados e mucambos - cado no Brasil.

- - determinando ou acrescentando conhecimento. Precisamos saber o elemento formador do meio e não o malabarismo acro- pimentas ou do incenso.

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e Métodos de enseñanza de la técnica del periodismo10.

e técnicas de ensino e pesquisa na área. Como assinalam Barros e Du-

As cartas de Beltrão documentam um importante momento de - -

como uma parafernália arqueológica. Vale muito mais do que - -

- ou as três mil estelas atentadoras dos milagres de Rabar Tanit

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tagem dos nossos critérios modeladores do mecanismo das

a sigla E. V S. (ex-voto suspecto). Em ambos os lados do Me- -

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master plan

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