• Aucun résultat trouvé

Feature selection

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 42-48)

2.3 Feature extraction

2.4.2 Feature selection

A definição, o conhecimento, a disseminação e o acompanhamento do processo de gestão são de fundamental importância para o sucesso de qualquer empreendimento. A compreensão do ambiente informacional e o respeito às particularidades de cada membro da rede, favorecem a implementação de um modelo de gestão único, capaz de suportar a trajetória do empreendimento.

Entende-se que alguns cuidados e premissas devem ser considerados para que o modelo de gestão possa proporcionar resultados positivos e servir de condutor ao sucesso:

- respeito às expectativas de todas as partes envolvidas na constituição das Redes Cooperativas; - visão de sustentabilidade, continuidade e manutenção da vanguarda tecnológica alcançada; - transparência e equilíbrio entre as partes nos processos de tomada de decisão, na disponibilização de recursos ou mesmo na própria gestão dos projetos;

- auto-gestão, auto-avaliação, prospecção de demandas e divulgação de resultados;

- existência de um sistema de acompanhamento e avaliação das metas de curto, médio e longo prazo por parte dos órgãos envolvidos e;

- consolidação das parcerias institucionais e promoção de ações multi-setoriais integradas. O Sistema de Governança

A proposta do Sistema de Governança das Redes Cooperativas de Meio Ambiente está fundamentada no processo deliberativo colegiado, que busca o alinhamento entre as expectativas dos participantes - Petrobras, FINEP e instituições de C, T & I, conforme se verifica na figura 4.1.

Figura 4.1 - Sistema de governança para as Redes Cooperativas de Meio Ambiente.

A seguir são apresentadas as atribuições e as responsabilidades das unidades que compõem o Sistema de Governança proposto:

O comitê de gestão

O Comitê de Gestão será integrado pelo Coordenador Geral da Rede e representantes da Petrobras, FINEP, CNPq e outras empresas convidadas e terá as seguintes atribuições:

- definir a estratégia da Rede;

- aprovar as diretrizes e normas gerais de funcionamento; - priorizar e aprovar a carteira de projetos;

- realizar análise crítica dos indicadores; - aprovar a inclusão e exclusão de entidades; - sugerir e aprovar prioridades técnico-científicas;

- fazer a interlocução da Rede com todos os seus agentes e - aprovar o calendário anual de eventos.

O comitê técnico–científico

O Comitê Técnico-Científico será integrado pelos representantes das instituições de pesquisa integrantes da Rede, da Petrobras e de outras empresas convidadas. Este comitê deve assessorar o Comitê de Gestão em questões técnico-científicas, tendo como responsabilidades:

- avaliar as propostas de projetos submetidas à Rede;

- emitir parecer técnico e relatórios técnicos e físico-financeiros sobre os projetos; - sugerir temas para a elaboração de projetos;

- propor soluções para os impasses técnicos; - realizar prospecção tecnológica e

- avaliar os resultados das Redes.

A coordenação geral das redes cooperativas

Esta função será de responsabilidade de um pesquisador contratado para este fim que exercerá as seguintes atividades:

- articular com instituições de pesquisa e integrantes da Rede na definição e condução de projetos;

- articular com as empresas e agências de fomento; - propor a estratégia de atuação da Rede;

- elaborar os relatórios de acompanhamento dos resultados da Rede; - propor a inclusão e exclusão de entidades;

- garantir a execução do calendário anual de eventos; - atuar como integrantes do Comitê de Gestão;

- acompanhar a execução técnica e financeira da Rede, garantindo o cumprimento dos prazos e custos acordados;

- avaliar os indicadores operacionais;

- fazer a interlocução da Rede com o setor jurídico, de comunicação, de Tecnologia da Informação (TI) e com fornecedores;

- fomentar a criação de empresas incubadas e

- definir as atribuições do Coordenador de Suporte Administrativo. A coordenação de suporte administrativo

Esta atividade será de responsabilidade de um profissional de gestão administrativa, contratado para este fim, que exercerá as seguintes atividades:

- assessorar o Coordenador geral da Rede em questões técnico-administrativas e jurídicas; - atuar como ponto focal para a interlocução institucional e administrativa da Rede; - acompanhar os indicadores de Gestão estabelecidos para as Redes;

- operacionalizar as demandas dos integrantes da Rede e - prestar suporte e propor soluções necessárias de TI. A interlocução administrativa

Esta função será de responsabilidade de um profissional administrativo, indicado pelo Coordenador de Suporte Administrativo da Rede, que exercerá as seguintes atividades:

- atuar como interlocutor administrativo dos projetos junto à Petrobras e FINEP; - apoiar o Coordenador de Suporte Administrativo na operacionalização dos projetos;

- propor ações de melhoria para as áreas de informação, jurídica, comunicação e gerencial para aperfeiçoar os procedimentos existentes.

A coordenação de projetos

Esta função será de responsabilidade de um pesquisador pertencente a uma das instituições que integram as Redes que exercerá as seguintes atividades:

- acompanhar e avaliar a execução do projeto;

- assessorar o Coordenador da Rede em questões técnico-operacionais;

- viabilizar a execução do projeto de forma integrada aos objetivos estabelecidos para a Rede; - atuar como interlocutor técnico da equipe do projeto;

- gerenciar os recursos humanos, financeiros e materiais do projeto e

- propor novas linhas de pesquisa para compor a carteira de projetos da Rede. A interlocução técnica

Esta função será de responsabilidade de um técnico da Petrobras, que exercerá as seguintes atividades:

- atuar como interlocutor técnico dos projetos junto à Petrobras;

- acompanhar a realização das atividades técnicas e físico-financeiras dos projetos; - promover a incorporação dos resultados gerados nos projetos na Petrobras;

- facilitar a operacionalização das demandas originadas nos projetos junto à Petrobras. Macro-Fluxo das Redes

Com base nas diferentes unidades que compõem o Sistema de Governança das Redes de Meio Ambiente, descrevem-se, na figura 4.2, os fluxos dos processos e das informações.

Objetivos Específicos das Redes Cooperativas de Meio Ambiente

Com base em seu conteúdo tecnológico, a seguir são apresentados os objetivos específicos das Redes Cooperativas de Meio Ambiente:

- produzir, integrar e proteger conhecimentos e tecnologias ambientais para a prevenção, avaliação, mitigação dos impactos e recuperação de ecossistemas modificados pela indústria de Petróleo, Gás e Energia;

- desenvolver, formar e qualificar recursos humanos na área de meio ambiente com ênfase na indústria do Petróleo, Gás e Energia;

- transferir as tecnologias desenvolvidas no âmbito das Redes Ambientais para toda a cadeia produtiva da indústria do Petróleo, do Gás Natural e de Energia, além de outros segmentos da sociedade;

- estabelecer competências e infra-estrutura locais para atender as demandas ambientais da indústria do Petróleo, Gás e Energia e

- disseminar o conhecimento gerado pelas Redes Ambientais na Comunidade de C & T e demais segmentos da sociedade.

O Processo de Acompanhamento do Desempenho das Redes

A fim de acompanhar o processo evolutivo e o crescimento das Redes Ambientais, faz-se necessária a implementação de alguns indicadores de desempenho. Com este objetivo, foram propostos, de maneira conjunta – Petrobras, Academia e FINEP - indicadores que abrangem as seguintes dimensões: financeira, mercado, processos internos, aprendizado e crescimento. Futuramente, em função de necessidades específicas, outras dimensões e seus respectivos indicadores poderão ser incluídos no processo de avaliação.

Sugere-se para um processo de avaliação eficiente dos resultados obtidos pelas redes, a realização de medições quadrimestrais e anuais.

No processo de acompanhamento das Redes Cooperativas, alguns esforços já vêm sendo feitos no sentido de quantificação dos resultados gerados. A figura 3 mostra um exemplo dos indicadores aplicados às Redes Cooperativas do CT-PETRO no ano de 2004.

Avaliação da perspectiva financeira

A perspectiva financeira descreve os resultados tangíveis da estratégia de investimentos nas Redes Ambientais em termos financeiros tradicionais. Como mensuração desta perspectiva, adotar- se-á a auto-sustentação da rede.

A perspectiva financeira poderá ser medida através do indicador IAST – Índice de Auto- Sustentação em relação aos gastos totais, conforme apresentado no quadro 4.1.

Quadro 4.1 - Indicador IAST – Índice de Auto-Sustentação

Indicador Descrição Unidade de Medida Fórmula

Índice de auto-sustentação em

relação aos gastos totais %, sem casa decimal IAST = RP/GT*100

Descrição dos Componentes do Índice

IAST RP - captação de recursos pela venda de tecnologias de processos e produtos desenvolvidos

pela Rede e/ou pela prestação de serviços, incluindo cursos de extensão e pós-graduação.

GT - somatório do custo total e investimentos (compra de equipamentos, material permanente,

instalações, obras, terrenos, veículos, treinamento e capacitação de recursos humanos, entre outros), subtraindo-se o valor de depreciações ocorridas no período.

Avaliação da perspectiva de mercado

A perspectiva de mercado define os impulsionadores do crescimento da receita. Inclui resultados genéricos que possam contribuir com a melhoria dos resultados das instituições participantes. Neste item identificou-se a incorporação dos resultados dos projetos no processo produtivo da Petrobras.

A medição da perspectiva referente ao mercado será realizada através do indicador IPMR – Índice de Projetos com Contribuição para os resultados da Petrobras, conforme demonstrado no quadro 4.2.

Quadro 4.2 - Indicador IPMR – Índice de Projetos com Contribuição para os resultados da Petrobras.

Indicador Descrição Unidade de Medida Fórmula

Índice de projetos com contribuição

para os resultados da Petrobras %, sem casa decimal IPMR=PPD/TPD*100

Descrição dos Componentes do Índice IPMR

PPD - Número de projetos de P&D desenvolvidos pela Rede, apoiados pela Petrobras e

incorporados aos processos de produção da empresa.

TPD - Total de projetos de P&D desenvolvidos pela Rede e apoiados pela Petrobras.

Avaliação da perspectiva dos processos internos

No que tange à perspectiva dos processos internos, deve-se medir o prazo de execução dos projetos, os objetivos propostos, a execução orçamentária e as ações relacionadas com a segurança, meio ambiente e saúde.

A perspectiva dos processos internos poderá ser acompanhada através dos indicadores apresentados no quadro 4.3:

- prazo: ICC – Índice de Cumprimento de cronogramas;

- objetivos: ICO – Índice de Consecução dos Objetivos dos Projetos; - custos: IEOR – Índice de Execução Orçamentária;

- segurança, meio ambiente e saúde: NSMS – Número de Atendimento aos Requisitos de SMS. Avaliação da perspectiva aprendizado e crescimento

Na perspectiva aprendizado e crescimento, busca-se identificar os ativos intangíveis que são mais importantes para a estratégia no que concerne ao capital humano e à produção do conhecimento

científico e tecnológico. A mensuração será através do acompanhamento das teses, dissertações e patentes.

A medição da perspectiva referente ao aprendizado e crescimento será realizada através dos indicadores que constam no quadro 4.4:

- teses e Dissertações: NTED – Número de teses e dissertações na área de atuação das Redes; - proteção do Conhecimento: IPRO – Índice de Proteção do Conhecimento gerado pela Rede.

Quadro 4.3 - Indicadores de Processos Internos

Indicador Descrição Unidade de Medida Fórmula

Índice de cumprimento de

cronogramas %, sem casa decimal ICC = CAP/NTC * 100

Descrição dos Componentes do Índice

ICC CAP - Número de contratos atendidos no prazo, no período. Para efeito de cômputo desse índice, são

considerados como contratos: projetos financiados pelo CT-PETRO e/ou Petrobras; contratos firmados com clientes externos e outras modalidades de contrato.

NTC - Número total de contratos firmados pela Rede no período.

Índice de consecução dos objetivos

dos projetos %, sem casa decimal ICO=POP/NTP*100

Descrição dos Componentes do Índice

ICO POP - Número de projetos que atingiram os objetivos no prazo, no período. Para efeito de cômputo desse índice, são considerados os projetos financiados pelo CT-PETRO e/ou Petrobras; projetos com

clientes externos.

NTP – Número total de projetos executados pela Rede no período.

Índice de execução orçamentária %, sem casa decimal IEOR = VOE/OCC* 100

Descrição dos Componentes do Índice IEOR

VOE – somatório dos valores de custeio e capital efetivamente empenhados e liquidados. OCC - limite de empenho autorizado para outros custeio e capital.

Número de atendimentos aos

requisitos de SMS procedimentos Número de NSMS

Descrição dos Componentes do Índice NSMS

NSMS - Número de procedimentos implementados pelas instituições pertencentes à Rede em conformidade com as diretrizes de segurança, meio ambiente e saúde da Petrobras.

Quadro 4.4 - Indicadores de aprendizado e crescimento

Indicador Descrição Unidade de Medida Fórmula

Número de teses e dissertações na área de atuação da Rede

Número de teses e

dissertações NTED = NTD

Descrição dos Componentes do Índice NTED

NTD - Número total de teses e dissertações finalizadas no período, com orientador pertencente ao

quadro funcional da Rede.

Índice de proteção do conhecimento

gerado pela Rede %, sem casa decimal NP/TNSE*100 IPRO =

Descrição dos Componentes do Índice

IPRO NP - Número de solicitações de proteção à propriedade intelectual, tais como: pedidos de privilégio de

patente, protótipos, software, modelos de utilidade e direitos autorais protocolados no país e no exterior, no ano.

TNSE - Somatório dos técnicos de nível superior, com no mínimo 1 (um) ano de atuação na Rede,

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 42-48)