2.3 Feature extraction
2.4.2 Feature selection
A definição, o conhecimento, a disseminação e o acompanhamento do processo de gestão são de fundamental importância para o sucesso de qualquer empreendimento. A compreensão do ambiente informacional e o respeito às particularidades de cada membro da rede, favorecem a implementação de um modelo de gestão único, capaz de suportar a trajetória do empreendimento.
Entende-se que alguns cuidados e premissas devem ser considerados para que o modelo de gestão possa proporcionar resultados positivos e servir de condutor ao sucesso:
- respeito às expectativas de todas as partes envolvidas na constituição das Redes Cooperativas; - visão de sustentabilidade, continuidade e manutenção da vanguarda tecnológica alcançada; - transparência e equilíbrio entre as partes nos processos de tomada de decisão, na disponibilização de recursos ou mesmo na própria gestão dos projetos;
- auto-gestão, auto-avaliação, prospecção de demandas e divulgação de resultados;
- existência de um sistema de acompanhamento e avaliação das metas de curto, médio e longo prazo por parte dos órgãos envolvidos e;
- consolidação das parcerias institucionais e promoção de ações multi-setoriais integradas. O Sistema de Governança
A proposta do Sistema de Governança das Redes Cooperativas de Meio Ambiente está fundamentada no processo deliberativo colegiado, que busca o alinhamento entre as expectativas dos participantes - Petrobras, FINEP e instituições de C, T & I, conforme se verifica na figura 4.1.
Figura 4.1 - Sistema de governança para as Redes Cooperativas de Meio Ambiente.
A seguir são apresentadas as atribuições e as responsabilidades das unidades que compõem o Sistema de Governança proposto:
O comitê de gestão
O Comitê de Gestão será integrado pelo Coordenador Geral da Rede e representantes da Petrobras, FINEP, CNPq e outras empresas convidadas e terá as seguintes atribuições:
- definir a estratégia da Rede;
- aprovar as diretrizes e normas gerais de funcionamento; - priorizar e aprovar a carteira de projetos;
- realizar análise crítica dos indicadores; - aprovar a inclusão e exclusão de entidades; - sugerir e aprovar prioridades técnico-científicas;
- fazer a interlocução da Rede com todos os seus agentes e - aprovar o calendário anual de eventos.
O comitê técnico–científico
O Comitê Técnico-Científico será integrado pelos representantes das instituições de pesquisa integrantes da Rede, da Petrobras e de outras empresas convidadas. Este comitê deve assessorar o Comitê de Gestão em questões técnico-científicas, tendo como responsabilidades:
- avaliar as propostas de projetos submetidas à Rede;
- emitir parecer técnico e relatórios técnicos e físico-financeiros sobre os projetos; - sugerir temas para a elaboração de projetos;
- propor soluções para os impasses técnicos; - realizar prospecção tecnológica e
- avaliar os resultados das Redes.
A coordenação geral das redes cooperativas
Esta função será de responsabilidade de um pesquisador contratado para este fim que exercerá as seguintes atividades:
- articular com instituições de pesquisa e integrantes da Rede na definição e condução de projetos;
- articular com as empresas e agências de fomento; - propor a estratégia de atuação da Rede;
- elaborar os relatórios de acompanhamento dos resultados da Rede; - propor a inclusão e exclusão de entidades;
- garantir a execução do calendário anual de eventos; - atuar como integrantes do Comitê de Gestão;
- acompanhar a execução técnica e financeira da Rede, garantindo o cumprimento dos prazos e custos acordados;
- avaliar os indicadores operacionais;
- fazer a interlocução da Rede com o setor jurídico, de comunicação, de Tecnologia da Informação (TI) e com fornecedores;
- fomentar a criação de empresas incubadas e
- definir as atribuições do Coordenador de Suporte Administrativo. A coordenação de suporte administrativo
Esta atividade será de responsabilidade de um profissional de gestão administrativa, contratado para este fim, que exercerá as seguintes atividades:
- assessorar o Coordenador geral da Rede em questões técnico-administrativas e jurídicas; - atuar como ponto focal para a interlocução institucional e administrativa da Rede; - acompanhar os indicadores de Gestão estabelecidos para as Redes;
- operacionalizar as demandas dos integrantes da Rede e - prestar suporte e propor soluções necessárias de TI. A interlocução administrativa
Esta função será de responsabilidade de um profissional administrativo, indicado pelo Coordenador de Suporte Administrativo da Rede, que exercerá as seguintes atividades:
- atuar como interlocutor administrativo dos projetos junto à Petrobras e FINEP; - apoiar o Coordenador de Suporte Administrativo na operacionalização dos projetos;
- propor ações de melhoria para as áreas de informação, jurídica, comunicação e gerencial para aperfeiçoar os procedimentos existentes.
A coordenação de projetos
Esta função será de responsabilidade de um pesquisador pertencente a uma das instituições que integram as Redes que exercerá as seguintes atividades:
- acompanhar e avaliar a execução do projeto;
- assessorar o Coordenador da Rede em questões técnico-operacionais;
- viabilizar a execução do projeto de forma integrada aos objetivos estabelecidos para a Rede; - atuar como interlocutor técnico da equipe do projeto;
- gerenciar os recursos humanos, financeiros e materiais do projeto e
- propor novas linhas de pesquisa para compor a carteira de projetos da Rede. A interlocução técnica
Esta função será de responsabilidade de um técnico da Petrobras, que exercerá as seguintes atividades:
- atuar como interlocutor técnico dos projetos junto à Petrobras;
- acompanhar a realização das atividades técnicas e físico-financeiras dos projetos; - promover a incorporação dos resultados gerados nos projetos na Petrobras;
- facilitar a operacionalização das demandas originadas nos projetos junto à Petrobras. Macro-Fluxo das Redes
Com base nas diferentes unidades que compõem o Sistema de Governança das Redes de Meio Ambiente, descrevem-se, na figura 4.2, os fluxos dos processos e das informações.
Objetivos Específicos das Redes Cooperativas de Meio Ambiente
Com base em seu conteúdo tecnológico, a seguir são apresentados os objetivos específicos das Redes Cooperativas de Meio Ambiente:
- produzir, integrar e proteger conhecimentos e tecnologias ambientais para a prevenção, avaliação, mitigação dos impactos e recuperação de ecossistemas modificados pela indústria de Petróleo, Gás e Energia;
- desenvolver, formar e qualificar recursos humanos na área de meio ambiente com ênfase na indústria do Petróleo, Gás e Energia;
- transferir as tecnologias desenvolvidas no âmbito das Redes Ambientais para toda a cadeia produtiva da indústria do Petróleo, do Gás Natural e de Energia, além de outros segmentos da sociedade;
- estabelecer competências e infra-estrutura locais para atender as demandas ambientais da indústria do Petróleo, Gás e Energia e
- disseminar o conhecimento gerado pelas Redes Ambientais na Comunidade de C & T e demais segmentos da sociedade.
O Processo de Acompanhamento do Desempenho das Redes
A fim de acompanhar o processo evolutivo e o crescimento das Redes Ambientais, faz-se necessária a implementação de alguns indicadores de desempenho. Com este objetivo, foram propostos, de maneira conjunta – Petrobras, Academia e FINEP - indicadores que abrangem as seguintes dimensões: financeira, mercado, processos internos, aprendizado e crescimento. Futuramente, em função de necessidades específicas, outras dimensões e seus respectivos indicadores poderão ser incluídos no processo de avaliação.
Sugere-se para um processo de avaliação eficiente dos resultados obtidos pelas redes, a realização de medições quadrimestrais e anuais.
No processo de acompanhamento das Redes Cooperativas, alguns esforços já vêm sendo feitos no sentido de quantificação dos resultados gerados. A figura 3 mostra um exemplo dos indicadores aplicados às Redes Cooperativas do CT-PETRO no ano de 2004.
Avaliação da perspectiva financeira
A perspectiva financeira descreve os resultados tangíveis da estratégia de investimentos nas Redes Ambientais em termos financeiros tradicionais. Como mensuração desta perspectiva, adotar- se-á a auto-sustentação da rede.
A perspectiva financeira poderá ser medida através do indicador IAST – Índice de Auto- Sustentação em relação aos gastos totais, conforme apresentado no quadro 4.1.
Quadro 4.1 - Indicador IAST – Índice de Auto-Sustentação
Indicador Descrição Unidade de Medida Fórmula
Índice de auto-sustentação em
relação aos gastos totais %, sem casa decimal IAST = RP/GT*100
Descrição dos Componentes do Índice
IAST RP - captação de recursos pela venda de tecnologias de processos e produtos desenvolvidos
pela Rede e/ou pela prestação de serviços, incluindo cursos de extensão e pós-graduação.
GT - somatório do custo total e investimentos (compra de equipamentos, material permanente,
instalações, obras, terrenos, veículos, treinamento e capacitação de recursos humanos, entre outros), subtraindo-se o valor de depreciações ocorridas no período.
Avaliação da perspectiva de mercado
A perspectiva de mercado define os impulsionadores do crescimento da receita. Inclui resultados genéricos que possam contribuir com a melhoria dos resultados das instituições participantes. Neste item identificou-se a incorporação dos resultados dos projetos no processo produtivo da Petrobras.
A medição da perspectiva referente ao mercado será realizada através do indicador IPMR – Índice de Projetos com Contribuição para os resultados da Petrobras, conforme demonstrado no quadro 4.2.
Quadro 4.2 - Indicador IPMR – Índice de Projetos com Contribuição para os resultados da Petrobras.
Indicador Descrição Unidade de Medida Fórmula
Índice de projetos com contribuição
para os resultados da Petrobras %, sem casa decimal IPMR=PPD/TPD*100
Descrição dos Componentes do Índice IPMR
PPD - Número de projetos de P&D desenvolvidos pela Rede, apoiados pela Petrobras e
incorporados aos processos de produção da empresa.
TPD - Total de projetos de P&D desenvolvidos pela Rede e apoiados pela Petrobras.
Avaliação da perspectiva dos processos internos
No que tange à perspectiva dos processos internos, deve-se medir o prazo de execução dos projetos, os objetivos propostos, a execução orçamentária e as ações relacionadas com a segurança, meio ambiente e saúde.
A perspectiva dos processos internos poderá ser acompanhada através dos indicadores apresentados no quadro 4.3:
- prazo: ICC – Índice de Cumprimento de cronogramas;
- objetivos: ICO – Índice de Consecução dos Objetivos dos Projetos; - custos: IEOR – Índice de Execução Orçamentária;
- segurança, meio ambiente e saúde: NSMS – Número de Atendimento aos Requisitos de SMS. Avaliação da perspectiva aprendizado e crescimento
Na perspectiva aprendizado e crescimento, busca-se identificar os ativos intangíveis que são mais importantes para a estratégia no que concerne ao capital humano e à produção do conhecimento
científico e tecnológico. A mensuração será através do acompanhamento das teses, dissertações e patentes.
A medição da perspectiva referente ao aprendizado e crescimento será realizada através dos indicadores que constam no quadro 4.4:
- teses e Dissertações: NTED – Número de teses e dissertações na área de atuação das Redes; - proteção do Conhecimento: IPRO – Índice de Proteção do Conhecimento gerado pela Rede.
Quadro 4.3 - Indicadores de Processos Internos
Indicador Descrição Unidade de Medida Fórmula
Índice de cumprimento de
cronogramas %, sem casa decimal ICC = CAP/NTC * 100
Descrição dos Componentes do Índice
ICC CAP - Número de contratos atendidos no prazo, no período. Para efeito de cômputo desse índice, são
considerados como contratos: projetos financiados pelo CT-PETRO e/ou Petrobras; contratos firmados com clientes externos e outras modalidades de contrato.
NTC - Número total de contratos firmados pela Rede no período.
Índice de consecução dos objetivos
dos projetos %, sem casa decimal ICO=POP/NTP*100
Descrição dos Componentes do Índice
ICO POP - Número de projetos que atingiram os objetivos no prazo, no período. Para efeito de cômputo desse índice, são considerados os projetos financiados pelo CT-PETRO e/ou Petrobras; projetos com
clientes externos.
NTP – Número total de projetos executados pela Rede no período.
Índice de execução orçamentária %, sem casa decimal IEOR = VOE/OCC* 100
Descrição dos Componentes do Índice IEOR
VOE – somatório dos valores de custeio e capital efetivamente empenhados e liquidados. OCC - limite de empenho autorizado para outros custeio e capital.
Número de atendimentos aos
requisitos de SMS procedimentos Número de NSMS
Descrição dos Componentes do Índice NSMS
NSMS - Número de procedimentos implementados pelas instituições pertencentes à Rede em conformidade com as diretrizes de segurança, meio ambiente e saúde da Petrobras.
Quadro 4.4 - Indicadores de aprendizado e crescimento
Indicador Descrição Unidade de Medida Fórmula
Número de teses e dissertações na área de atuação da Rede
Número de teses e
dissertações NTED = NTD
Descrição dos Componentes do Índice NTED
NTD - Número total de teses e dissertações finalizadas no período, com orientador pertencente ao
quadro funcional da Rede.
Índice de proteção do conhecimento
gerado pela Rede %, sem casa decimal NP/TNSE*100 IPRO =
Descrição dos Componentes do Índice
IPRO NP - Número de solicitações de proteção à propriedade intelectual, tais como: pedidos de privilégio de
patente, protótipos, software, modelos de utilidade e direitos autorais protocolados no país e no exterior, no ano.
TNSE - Somatório dos técnicos de nível superior, com no mínimo 1 (um) ano de atuação na Rede,