B. LA REDYNAMISATION DE L’EMPLOI SCIENTIFIQUE : UNE PRIORITÉ
3. Favoriser l’insertion professionnelle des chercheurs dans le secteur privé
Esses termos, que são frequentemente usados com relação aos dispositivos de formação e comunicação me- diatizadas, precisam ser esclarecidos, uma vez que as defi- nições que atribuímos a eles parecem produzir uma certa confusão. Em sua metapesquisa já mencionada, Massou observa que todos os autores cujos textos constituem seu corpus consideraram que os dispositivos de formação on- -line são “lugares ou espaços de mediações” (2010, p. 65). No entanto, ele observa também diferenças para “situar [a mediação] como um elemento constituinte ou como efeito do dispositivo” (ibid.). Nessa bipolarização do campo, se- ríamos os únicos a situar a mediação do lado dos efeitos. Vamos aproveitar a oportunidade para retornar a essas distinções.
As definições de mediatização e mediação mais amplamente difundidas se referem à distinção de Gettlif- fe-Grant: “Parece que devemos preferir ‘mediação’ para mediação humana e ‘mediatização’ para mediação técnica” (PERAYA, 2010). No campo das ciências da educação, me- diação humana, interpretada por educadores e principal- mente através do triângulo de Houssaye, designa o papel de mediador do professor que intervém como facilitador entre o aluno e os conteúdos que são objeto de aprendiza- gem, enquanto a mediatização deve ser entendida como a mediação efetuada pelo artefato, pelo dispositivo, entre o aprendiz e o conteúdo, o professor ou, possivelmente, os pares.
Essa definição, que parece estabelecer uma rela- ção de parentesco entre essas duas mediações, não parece levar em conta nem a sua própria natureza (humana ou tecnológica) que as distingue irreparavelmente, nem o ní-
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vel em que ambas operam. Como resultado, ela apresenta mais dificuldades de ordem teórica e metodológica do que permite resolver na análise de dispositivos de formação e comunicação mediatizados (MEUNIER; PERAYA, 2010; PERAYA, 2010). Portanto, optamos por uma distinção franca entre esses dois conceitos:
Se a mediatização pertence à esfera da con- cepção e produção da mídia, bem como do processo de comunicação do qual ela par- ticipa, a mediação vem da observação, da análise e compreensão dos efeitos produzi- dos pela mídia em seu uso social e pessoal. A mediatização diz respeito à engenharia, a mediação refere-se à pesquisa. Como resul- tado, as abordagens, os métodos e os pro- cessos de mediação são fundamentalmente diferentes daqueles que constituem a me- diatização (PERAYA, 2010, p. 43).
Essas definições parecem estar mais coerentes com o referencial teórico mencionado acima. Em primei- ro lugar, a comunicação e a formação mediatizadas são o produto de um processo de concepção e produção, de um processo de mediatização no sentido de mise-en-scène (dispondo signos em páginas, ondas, imagens, etc., termos usados quando nos referimos às mídias históricas). Quer se trate da atividade instrumentada, da comunicação e / ou formação mediatizadas, estas são sempre o produto do processo de instrumentação ou mediatização. Então, a “mediação tecnológica” que a literatura opõe classicamen- te à mediação humana é constitutiva do modelo teórico do dispositivo, como também do instrumento: ela é o seu fun- damento. Qual é a pertinência do termo “mediatização”, que é apenas uma das dimensões do dispositivo? Quanto ao dispositivo, ele está, por definição, em uma posição de intermediação entre o sujeito e um objeto (conhecimento, ação) ou outro sujeito (incluindo a si mesmo); por isso,
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gera efeitos no comportamento. Identificamos e analisa- mos esses efeitos em termos de mediações, caracterizadas pelo tipo de comportamento do usuário que é modificado. Por exemplo: mediações sensoriais e psicomotoras, cog- nitivas, relacionais, reflexivas, praxeológicas ou posturais. Talvez fosse mais explícito, mas muito mais pesado na lin- guagem, falar sobre os efeitos do dispositivo e sua posição de intermediação (PERAYA, 1999 e 2010; CHARLIER et al., 2006).
Como exemplo, em nossa pesquisa que teve por objeto a definição dos dispositivos híbridos de formação (CHARLIER et al., 2006), foram identificadas cinco dimen- sões fundamentais: a articulação distância-presença, as formas e o grau de mediatização, as mediações esperadas e realizadas, o acompanhamento e a abordagem pedagó- gica. Como parte do projeto europeu Hy-Sup, adicionamos a essas dimensões a abertura do dispositivo de formação (PERAYA et al., 2014). Vemos nesse modelo que o proces- so de mediatização – guiado pelas intenções dos produto- res e, portanto, pelos efeitos esperados – é instanciado em um primeiro estado do dispositivo, o dispositivo prescrito de acordo com Paquelin (2009). Na prática, os usuários apropriam-se do dispositivo, alguns efeitos ou certas me- diações esperadas se realizam, outros não, já que podem ocorrer efeitos imprevistos. Este estado do dispositivo corresponde, na descrição dada por este autor do proces- so de apropriação dos dispositivos, à fase do dispositivo “vivido”. Nesse modelo, onde situar a mediação humana que parecia ser uma das características desses ambientes? Ela encontra o seu lugar em uma das dimensões do dis- positivo de formação: o acompanhamento nas suas várias formas, que estão atualmente bem descritas no campo das ciências da educação e, em especial, do ensino à distância.
Finalmente, as relações entre mediatização e me- diações, tal como as definimos, permitem mostrar as li- gações entre engenharia e pesquisa em tecnologia edu-
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cativa: cada novo dispositivo de formação e comunicação implementado constitui um lugar para observação e aná- lise de usos e efeitos. Os resultados dessas pesquisas e os conhecimentos produzidos podem, então, ser mobilizados e reinvestidos no processo da engenharia da concepção e criação de novos dispositivos.
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