• Aucun résultat trouvé

EL FANTASMA DE LA DENATALIDAD Y EL DISCURSO PRO- PRO-NATALISTA

Dans le document La llamada de la Gran Urbe (Page 65-70)

DECONSTRUCCIÓN DEL MITO DE LA DESPOBLACIÓN

2. EL FANTASMA DE LA DENATALIDAD Y EL DISCURSO PRO- PRO-NATALISTA

Economia (Redução da tarifa de energia elétrica) Infraestrutura 2 08/03 – Dia

Internacional da Mulher Economia

Saúde; políticas sociais para as mulheres 3 1/05 – Dia Do Trabalho Economia (valorização do emprego e da renda) Educação 4 21/06- Manifestações Populares Manifestações Populares

Políticas Públicas; Reforma Política; combate à corrupção;

Brasilidade (Copa).

5 06/09 – Comemoração

ao 7 de setembro Economia

Reforma Política; saúde; educação 6 21/10 – Primeiro Leilão

exploração do Pré-Sal Economia Infraestrutura, tecnologia

7 29/12 – Final de Ano Economia Saúde; educação; políticas

sociais; combate à corrupção. Fonte: Elaboração própria da autora (2015)

5.4.3.1 Pronunciamento (CNRT) de 23 de janeiro de 2013 – ‘Redução da conta de energia elétrica’

O primeiro pronunciamento do ano de 2013 foi ao ar logo no início do ano, no dia 23 de janeiro. Na ocasião, Dilma Rousseff falou da redução da tarifa de energia elétrica. Dilma ressaltou que a conta de luz dos brasileiros ficaria 18% mais barata para os consumidores e 32% para a indústria, agricultura e comércio. A presidente destacou que o governo estava ampliando investimentos, aumentando o emprego e garantindo o crescimento do país.

Temos baixado juros, reduzido impostos, facilitado o crédito e aberto, como nunca, as portas da casa própria para os pobres e para a classe média. Ao mesmo tempo, estamos ampliando o investimento na infraestrutura, na educação e na saúde e nos aproximando do dia em que a miséria estará superada no nosso Brasil (ROUSSEFF, CNRT, 2013).

Segundo a presidente, o Brasil investia fortemente no setor elétrico, na geração e na transmissão de energia. Ela destacou que o Brasil conta com usinas hidrelétricas, nucleares, térmicas, eólicas e um parque térmico. Dilma atacou os adversários dizendo que eles realizaram discursos precipitados em relação aos níveis baixos dos reservatórios.

Surpreende que, desde o mês passado, algumas pessoas, por precipitação, desinformação ou algum outro motivo, tenham feito previsões sem fundamento, quando os níveis dos reservatórios baixaram e as térmicas foram normalmente acionadas. Como era de se esperar, essas previsões fracassaram. O Brasil não deixou de produzir um único kilowatt que precisava, e agora, com a volta das chuvas, as térmicas voltarão a ser menos exigidas. Cometeram o mesmo erro de previsão os que diziam, primeiro, que o governo não conseguiria baixar a conta de luz. Depois, passaram a dizer que a redução iria tardar. Por último, que ela seria menor do que o índice que havíamos anunciado (ROUSSEFF, CNRT, 2013).

Dilma destacou que o Brasil avançou sem retrocessos e mais uma vez criticou ações de políticos de gestões passadas, afirmando que hoje se pode perceber como erraram ao afirmar que o Brasil não poderia crescer e distribuir renda. Ela ressaltou que os juros caíram, o emprego aumentou e os brasileiros passaram a ter um maior poder de compra.

Hoje, podemos ver como erraram feio, no passado, os que não acreditavam que era possível crescer e distribuir renda. Os que pensavam ser impossível que dezenas de milhões de pessoas saíssem da miséria. Os que não acreditavam que o Brasil virasse um país de classe média. Estamos vendo como erraram os que diziam, meses atrás, que não iríamos conseguir baixar os juros nem o custo da energia, e que tentavam amedrontar nosso povo, entre outras coisas, com a queda do emprego e a perda do poder de compra do salário (ROUSSEFF, CNRT, 2013).

Num tom otimista, a presidente destacou que previsões alarmistas não atingiam o Brasil e chamou o seu governo de time vencedor, uma vez que, segundo ela, o país vivia um dos melhores momentos de sua história, vencendo o pessimismo e os pessimistas.

A Folha de S. Paulo realizou a cobertura do pronunciamento. Foram publicadas duas notícias acerca do pronunciamento. A matéria principal possui uma chamada de capa com a valência positiva como pode ser observado no título: ‘Dilma eleva corte na tarifa de luz e ataca os do contra’. O lead anuncia um corte maior do que o esperado nas tarifas de energia, para o consumidor 18% e para as indústrias 32%. A chamada de capa também aborda que Dilma utilizou um tom eleitoral no pronunciamento por atacar os tucanos, considerados como pessimistas por não acreditarem que ela conseguiria baixar a conta de luz. A matéria principal tem um destaque no caderno ‘mercado’ e possui um título de valência positiva: ‘Dilma antecipa e amplia corte na conta de luz e ataca pessimistas’.

A notícia possuía uma valência positiva, e o lead destacava que a presidente Dilma anunciou no pronunciamento uma redução maior que a esperada nas taxas de energia. O sublead mostrava que a conta de luz teve uma redução de 18% e as indústrias de 32%. A matéria destacava que a previsão da redução estava prevista para fevereiro, mas foi antecipada. Na notícia foram abordados discursos da presidente Dilma atacando os tucanos,

chamando-os de pessimistas. Foi destacada, também, uma fala da presidente em que evidenciou que o país avançava sem retrocessos.

No entanto, apesar da matéria principal ter uma valência positiva, é preciso destacar que ainda no caderno de mercado foi abordada outra matéria que diz respeito ao pronunciamento, com uma valência negativa. Como se pode observar no título – ‘Tom eleitoral é usado para defender área econômica’, ele possuía uma valência negativa, porque indicava que o pronunciamento foi usado como campanha e não para prestação de contas. Na notícia foi destacado que, para a presidente, o racionamento de energia era sem fundamento e que ela utilizava a oportunidade para responder com veemência sobre as críticas em relação à área econômica no seu governo. Por meio de um esquema, a notícia desqualificou o pronunciamento de Dilma, mostrando que o discurso não era verídico. A Folha de S. Paulo destacou que existiam alguns contrastes entre discurso e a realidade. O jornal citou que, em seu pronunciamento, Dilma mencionou a ampliação de investimentos em infraestrutura, saúde e educação. O mesmo, ainda, noticiou que tais recursos em educação e saúde, de fato, tinham sido ampliados em 25%, mas que, no caso de infraestrutura, era de 22% desde 2010.

Dans le document La llamada de la Gran Urbe (Page 65-70)