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polymorphisme d’EmsB

3.5. Faisabilité de la détection d’E multilocularis dans le matériel

endereçada no bairro de Mangabeira, próximo ao Mercado Público de Mangabeira, esta é a típica escola incrustada em um bairro bastante urbanizado cuja vegetação original já desapareceu quase por completo, e é em meio as casas, prédios comerciais e um mercado que encontra-se edificada esta unidade educacional. Um traço marcante é em relação ao intenso tráfego de carros, motos e ônibus nos arredores da instituição aumentando a interferência externa de ruídos. Na Figura 01, tem-se a vista aérea e da fachada da EMEF Davi Trindade.

Observou-se também que a pouquíssima vegetação aliada ao movimento constante de veículos naquele entorno influencia diretamente na sensação térmica no interior da escola, tornando a temperatura um aspecto desagradável em relação à EMEF Bartolomeu de Gusmão. Um aspecto positivo que pode-se apontar é que as ruas que circundam a escola aqui discriminada são saneadas.

O edifício apresenta uma boa estrutura física e patrimonial, observou-se que o estado da pintura estava em condições regulares de conservação considerando-se a data de visita. Observou-se também uma diversificada gama de recursos didáticos como retroprojetor, data show e micro system. Até a data em que aplicou-se o questionário de diagnóstico constavam matriculados 930 (novecentos e trinta) alunos assim distribuídos nos três turnos de funcionamento da escola: 300 (trezentos) no período matutino, 440 (quatrocentos e quarenta) no vespertino e 190 (cento e noventa) no noturno.

O corpo docente encontrava-se composto por 44 (quarenta e quatro) profissionais, sendo destes apenas um sem titulação de nível superior.

Na instituição encontravam-se edificadas 14 (catorze) salas de aula, todas em funcionamento, e de estrutura geral regular quanto ao estado de portas, janelas, paredes, pisos e telhados; as condições acústicas e de ventilação também são regulares. A escola constava ainda com laboratório de informática com 22 (vinte e

dois) equipamentos, laboratório de ciências, biblioteca e quadra poliesportiva coberta.

4.1.2 Aspectos Gerais da Escola Municipal de Ensino Fundamental Padre Bartolomeu de Gusmão

A outra escola selecionada para o desenvolvimento da pesquisa foi a EMEF Bartolomeu de Gusmão (Figura 02), a referida está instalada no bairro do Cristo Redentor próximo à Empresa Paraibana de Abastecimento e Serviços Agrícolas EMPASA, antiga Central de Abastecimento S/A (CEASA), e encontra-se numa área próxima a uma reserva ambiental cuja vegetação é característica de Mata Atlântica.

Além do mais, observou-se que nos arredores da mencionada instituição destaca-se a ausência de muitas instalações comerciais – podendo-se afirmar que são quase inexistentes – restando tão somente casas térreas em sua maioria, também detectou-se que o tráfego de carros e ônibus é bastante reduzido. Outro traço a ser destacado é a existência uma extensa faixa de terreno baldio na diagonal esquerda da escola que adicionado à proximidade da reserva torna o clima dentro da instituição bastante ameno.

A instituição aqui mencionada, à época da aplicação dos questionários encontravam-se matriculados 396 (trezentos e noventa e seis) alunos, sendo 197 (cento e noventa e sete) no turno da manhã, 109 (cento e nove) no da tarde e 90 (noventa) no da noite. Apresentava saneamento e uma estrutura física regular com conservação razoável da pintura das paredes. A escola contava ainda com equipamentos de áudio e vídeo como televisor, computador e DVD player, utilizados como mecanismos didáticos. Além de sala de informática com acesso à internet.

O quadro de professores estava compreendido por 20 (vinte) profissionais com formação superior completa e vários destes com algum curso de especialização.

Após a reforma, a escola passou a constar com 10 (dez) salas de aula edificadas e em pleno funcionamento, o estado de conservação de portas, janelas e pisos era razoável. Havia também uma quadra poliesportiva coberta e biblioteca e um espaço multiuso para atividades diversas. A acústica é melhor que a da primeira escola e a ventilação natural colabora com o arejamento das salas.

Figura 01 – A – Vista aérea e B – Fachada EMEF Davi Trindade.

Fonte: Google (2012)

Fonte: Emmanoel Paulino (2012)

A

Figura 02 – A – Vista aérea e B – Fachada da EMEF Bartolomeu de Gusmão.

Fonte: Google (2012)

Fonte: Emmanoel Paulino (2012)

A

4.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Os mecanismos adotados para serem aplicados junto aos alunos foram os questionários aqui inferidos em duas etapas nas formas de um pré-teste e de um pós-teste – sendo que os dois contemplavam as mesmas perguntas – e o desenvolvimento de atividades práticas exploradas na condição de oficinas pedagógicas aonde deu-se enfoque à reutilização de materiais descartáveis.

Na EMEF Davi Trindade aplicou-se os questionários com 73 alunos sendo 18 do 6º ano, 28 do 7º ano, 06 do 8º ano e 21 do 9º ano.

Na EMEF Padre Bartolomeu de Gusmão, foram aplicados os questionários para 88 alunos, sendo para o 6º ano, 27 alunos, para o 7º ano, 21 alunos, para o 8º ano, 24 alunos e para o 9º, 16 alunos.

A fim de se efetivar junto aos professores um levantamento apenas de suas concepções acerca de seus conhecimentos naquilo que se referem ao mio ambiente e ao saneamento básico, tratou-se de aplicar também com os profissionais das duas escolas um breve questionário no qual abordava-se tais conteúdos. Nesse momento da pesquisa selecionou-se apenas os docentes do turno vespertino, sendo então executados 10 questionários na EMEF Davi Trindade e 10 na EMEF Bartolomeu de Gusmão.

Intencionando-se também analisar as visões dos habitantes das comunidades do entorno das escolas quanto ao meio ambiente e a prestação dos serviços de saneamento básico, elaborou-se e aplicou-se também junto a estes um questionário. Nesse esteio, levou-se em consideração não apenas o grau de estudo mas também se a experiência de vida, lhes proporcionara relacionar a prestação de serviços sanitários com o bem estar ambiental.

A presente pesquisa desenvolveu-se entre os meses de agosto e dezembro de 2012.

4.2.1 Pré-teste

Os questionários aplicados aos alunos intencionavam elucidar também questões como a influência de projetos ambientais no cotidiano dos alunos, visto que uma das escolas, a EMEF Davi Trindade, já possuía um histórico de atividades

relacionadas, diferente da EMEF Bartolomeu de Gusmão. Tal elucidação viria da análise e comparação das respostas detectando-se ou não através de uma certa homogeneidade. Outro ponto a ser observado nessas análises era o fato de que na primeira escola existiam três professores de Ciências que apesar de planejarem as aulas em conjunto, cada um tem sua metodologia própria, enquanto que na segunda havia apenas uma professora.

4.2.2 Oficinas Pedagógicas

O desenvolvimento de Oficinas Pedagógicas junto aos alunos estimula o desenvolvimento cognitivo e o convívio social, através desta prática também é possível inserir conceitos ambientais como o da reutilização de materiais como plástico e papel, nesse esteio tem-se segundo Camarotti et al. (2012, p. 01) que:

[...] As oficinas pedagógicas possibilitam inovar em sala de aula. Com o aproveitamento de resíduos para a confecção de recursos didáticos, pode-se dar destino a vários resíduos que iriam para o lixo e, dessa forma, sensibilizar as pessoas na diminuição da produção do lixo.

As oficinas pedagógicas selecionadas para serem desenvolvidas junto ao corpo discente das duas escolas foram as mesmas – inclusive com os mesmos materiais e roteiros – dessa forma intencionou-se a preservação dos dados para uma comparação mais precisa.

Oficina 01: Percepção Ambiental Local – estudo do meio Tema: Observação e Registro do Meio Ambiente Local Público Alvo: Alunos dos 6º ao 9º anos

Nesta primeira oficina intencionou-se, a partir da observação das características dos aspectos físicos, humanos e naturais do meio que se encontra no entorno do ambiente escolar, sensibilizar os alunos em suas maneiras de pensar e agir quanto aos impactos resultantes das ações antrópicas sob o meio ambiente em que residem.

Iniciou-se o segundo momento pedindo-se aos alunos que observassem se haviam impactos danosos ao meio ambiente. Após o momento de observação iniciou-se o momento do registro através de equipamentos fotográficos.

Após a observação e da obtenção das fotografias retornou-se à sala de aula e após uma breve explanação sobre as alterações que o ser humano provoca no ambiente e seus efeitos benéficos ou maléficos pediu-se aos alunos que elaborassem textos de forma livre, bem como que procedessem com a feitura de desenhos do entorno da escola e como eles imaginariam que deveria ser o meio natural. Posteriormente, a partir da leitura de alguns textos, debateu-se com eles sobre as modificações no ambiente natural impulsionadas pelo homem e de como seria o futuro daquela área. Dessa forma fez-se os alunos refletirem sobre suas ações presentes e manifestarem suas expectativas futuras.

Oficina 02: Elaboração do modelo tridimensional de uma Estação de Tratamento de Água (ETA)

Tema: Manuseio de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis Público alvo: Alunos do 6º ano

Iniciou-se com uma conversa a respeito da quantidade de resíduos que o homem descarta e de como os órgãos públicos realizam seu recolhimento, em seguida procedeu-se a exibição de um pequeno vídeo a respeito do mau uso da água, sendo abordados aspectos como formas de poluição e de contaminação, bem como dos prejuízos à saúde pública. O uso consciente da água foi tratado a partir da construção de uma pequena modelo tridimensional de uma ETA, a partir de materiais recicláveis como papel, plástico, e caixas cartonadas de leite, aonde foram aprofundados não apenas os temas pertinentes ao processo de captação, tratamento e distribuição da água, mas da origem daquele recurso e de como as diversas atividades antrópicas voltadas ao desenvolvimento industrial e a construção civil provocam sua degradação. De outra banda, intencionou-se trabalhar os conceitos da EA sensibilizando-se os alunos no tocante à gestão da água, que inicia-se com pequenas atitudes dentro da própria residência, e expandir-lhes esta visão para que enquanto cidadãos e multiplicadores em potencial, observem a

importância da gestão ambiental também em relação ao reaproveitamento de resíduos sólidos, como aqueles utilizados na construção do modelo tridimensional. Oficina 03: Construção de um Vaso de Papel

Tema: Reaproveitamento de Caixas Cartonadas Público alvo: Alunos do 7º ano

Nesta oficina, iniciaram-se as atividades com uma rápida discussão sobre as vantagens do reaproveitamento do papel para a manutenção do meio ambiente; em um segundo momento, houve a exibição de um pequeno filme/vídeo sobre a reciclagem e reutilização de papel aonde os alunos puderam, ao final, verificar ações que envolvem esse tipo de atividade frutificam bons resultados. Em seguida foi aberto um breve instante para debate aonde foram elucidadas as supostas dúvidas que restavam sobre atividades de reciclagem/reutilização de papel. Finalmente, no quarto momento, foi apresentado aos alunos o roteiro da atividade prática, na qual os alunos aprenderiam como proceder-se a feitura de um objeto de decoração – um vaso – a partir de caixas cartonadas de leite do tipo longa vida. Utilizou-se de apenas 04 (quatro) caixas de leite, fita adesiva e papel de presente para enfeitá-lo. E, como apresentação complementar, foi-lhes apresentado ainda a possibilidade de criação de fantoches, com este mesmo material.

Oficina 04: Desenvolvimento de Jogo Didático Tem: Reaproveitamento de Papelão

Público alvo: Alunos do 8º ano

Antes da atividade prática fez-se necessário uma breve explanação acerca das formas de apresentação do papel e das formas como pode ser reaproveitado, em seguida exibiu-se um curto vídeo sobre atividades possíveis de reutilização para então encaminhar-se para a discussão e finalmente para o momento de se efetivar a etapa prática da oficina.

Para esta, objetivou-se construir um jogo do tipo trilha composto por perguntas e respostas que se acertadas conferiam ao participante seguir na trilha e se erradas faziam recair sobre o competidor algum tipo de prenda. A trilha foi

elaborada a partir dos tubos existentes no interior dos rolos de papel higiênico, cortados em anéis, e para dar suporte e fixação aos anéis usou-se uma cartolina de tamanho diferenciado denominada de papel 40. Também procedeu-se a feitura de um dado de papelão e lançou-se mão de tampas coloridas de garrafas PET para identificar cada competidor.

Oficina 05: Elaboração de Um Puff de Garrafas PET (Politereftalato de Etileno) Tema: Reaproveitamento de Plásticos

Público alvo: Alunos do 9º ano

Nesta oficina abordou-se os aspectos dos diversos produtos produzidos a partir de materiais plásticos, enfatizando-se aqueles que apresentem características recicláveis ou de reaproveitamento, assim para se efetivar uma melhor compreensão do conteúdo, foram trabalhados os plásticos usualmente utilizados para envazar refrigerante, os PET.

O início desta etapa, tal qual as demais oficinas, deu-se com a apresentação oral e explanativa do conteúdo que seria tratado, após isso exibiu-se um pequeno vídeo em que se abordava de maneira ecologicamente correta a produção e o uso de produtos que viriam a ser recicláveis, atentando-se para a definição e o uso de um termo que vem sendo mais divulgado, o consumo consciente. Após a exibição do vídeo foi aberta uma sessão de debate aonde os alunos puderam fazer perguntas para elucidar suas dúvidas a respeito do conteúdo. Em seguida, num outro momento, como forma de reforçar o que foi apresentado, trouxe-se ao conhecimento dos alunos o roteiro da atividade prática no qual constava a confecção de um móvel alternativo, um objeto de utilidade na forma de puff a partir de garrafas PET. Mais especificamente com o uso de 32 garrafas PET, papelão, e fita adesiva larga.

4.2.3 Pós-teste

Após o encerramento das atividades em todas as turmas das duas escolas, procedeu-se à aplicação dos questionários de pós-teste, este com o objetivo de avaliar o nível de eficácia dos conhecimentos compartilhados com os alunos a

respeito de EA e SB. Avaliar se as dúvidas ou distorções conceituais foram elucidadas ou mesmo se foram em parte sanadas.

5 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Inicialmente cumpre salientar que apesar de tentar-se a discrição, inevitavelmente causou-se uma certa agitação – como resultado da curiosidade juvenil – junto aos alunos das instituições que cederam seu espaços para a pesquisa. Atribui-se tal fato, também, visto a realização de entrevistas bem como a inserção de atividades no formato das oficinas pedagógicas não parecer ser uma atividade do cotidiano em nenhuma das duas escolas. Ainda assim, durante a aplicação dos questionários, procurou-se adotar ante aos alunos uma postura de naturalidade, porém com descontração, a fim de tentar-se conter a inquietação dos alunos.

Naquilo que concerne às respostas das perguntas subjetivas nas duas escolas, detectou-se que os alunos não mantinham uma homogeneidade nas respostas, no entanto levou-se em consideração que a faixa etária na qual os alunos se encontravam poderia ser determinante quando da consequente pouca experiência na redação de respostas, o que justificaria uma menor quantidade de conhecimentos adquiridos.

Referindo-se aos questionários aplicados aos professores, em razão de estarem geralmente ocupados com suas atividades, estes geralmente resistiam em responder durante o intervalo e solicitavam entregar o formulário no fim do expediente. No entanto, por diversas razões por eles apontadas, quando da devolução obteve-se retorno de apenas 09 da EMEF Davi Trindade, e 07 da EMEF Bartolomeu de Gusmão.

Já em relação às comunidades, na maioria das vezes foi-se recepcionado por donas de casa que apesar de demonstrarem boa vontade, com frequência alegavam-se ocupadas com afazeres domésticos, de tal forma que na comunidade circunda a EMEF Davi Trindade foram entregues 30 questionários, obtendo-se retorno de 23 deles, e na que se instala ao redor da EMEF Bartolomeu de Gusmão foram entregues também 30 questionários, no entanto recebeu-se de volta apenas 18.

5.1 PERCEPÇÃO E CONCEPÇÃO DOS ALUNOS DA ESCOLA MUNICIPAL DE