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FACTORING THE QUESTIONS

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Ao analisar os artefatos encontrados de forma conjunta, é possível visualizar possíveis práticas e crenças religiosas na região. Embora as práticas e contextos vitais (al. sitz im leben) sejam de certa forma extrapolações hermenêuticas, acredito que a partir da correspondência entre diferentes artefatos e sua compilação em determinado espaço, seja possível supor com maior grau de certeza. É por isso que divido, na tabela abaixo, os artefatos em três categorias: (1) funcionais, que incluem objetos cerâmicos gerais (p.ex., lâmpadas, tigelas, cálices, botelhas, jarras etc); (2) objetos pessoais, que incluem itens de beleza, recreação, cuidados pessoais e adornos (p.ex., anéis, brincos, selos, escaravelhos, peças de jogos, flechas etc); (3) objetos não utilitários, cuja função é desconhecida ou correspondente a supostos ritos religiosos (p.ex., suportes cúlticos, estatuetas etc). É sob essa classificação que suponho as possíveis práticas nas duas esferas de práticas religiosas, a saber, esfera familiar e esfera comunitária. 252

Tabela 3.9 Possíveis práticas religiosas em Benjamim no Ferro I-IIA

Sítio Esfera familiar Esfera comunitária

Beitin

(KELSO, 1968)

Espaço: Santuário residencial (L315). Artefatos: funcionais (cálices e tigelas);

pessoais (penduricalhos, anéis); não funcionais (estatueta antropomórfica, estatuetas teriomórficas).

Práticas: libações, oferendas, ritos de cura,

ritos para proteção (?).

Contexto: ciclo diário, alimentação (?),

eventos intervencionais; apotropia.

Sem dados.

Espaço: Santuário residencial (L44). Artefatos: não funcional (estatueta

antropomórfica [Baal?]).

Práticas: ritos de cura (?), divinação (?),

ritos para proteção (?).

Contexto: eventos intervencionais,

apotropia. Sem dados. El-Jîb (DAJANI, 1953; PRITCHARD, 1963, p. 10; ESHEL, 1987)

Espaço: tumba em caverna natural (T3).

Artefatos: funcionais (tigelas, cálices, botelhas, cântaros);

pessoais (brincos, braceletes, tornozeleiras, pregadeiras, fechos de roupas, flechas, lanças, selos).

Práticas: libações, oferendas, alimentação (?), adivinhação

(?), ritos para proteção (?).

Contexto: ciclo de vida (morte), além-mundo, apotropia,

iluminação no além-vida (?).

Sem dados.

Sítio

Embora restrinja em duas esferas, pressuponho que a sociabilização se dava em famílias extensas. 252

Et-Tell

(MARQUET- KRAUSE, 1949)

Sem dados.

Espaço: Santuário de vila (L65/69).

Artefatos: funcionais (vasilha, cálices, jarro de armazenagem,

lâmpada); pessoais (chocalho, miçangas, esferas de argila); não funcionais (suporte cúltico, estatuetas teriomórficas).

Práticas: libações, oferendas, alimentação, adivinhação (?), música,

cosmética.

Interpretação: ritos da produção de alimentos, preocupações sócio-

políticas, celebrações comunitárias.

Kh. Abū- Musarraḥ

(PELEG; YEZERSKI, 2004)

Espaço: tumba em caverna.

Artefatos: funcionais (tigelas, cálices, potes de cozimento,

pyxis, frascos, botelhas, cântaros, jarros de armazenamento, lâmpadas, rebolo); pessoais (tigela de bronze?, brincos, anéis, pingentes, pingente de osso, miçangas, pregadeira, peso).

Práticas: libações, oferendas, alimentação (?), adivinhação

(?), ritos para proteção (?).

Contexto: ciclo de vida (morte), além-mundo, apotropia.

Sem dados.

Kh. ed-

Dawwara Sem dados.

Kh. Nisieh

( BRANDL, 2002; LIVINGSTONE, 2002, 2012)

Espaço: tumba em caverna natural (T65).

Artefatos: funcionais (pote de cozimento, lâmpada, jarras e

botelhas); pessoais (bracelete de bronze, pregadeiras, anéis, miçangas, pingentes, pederneira); não funcional

(escaravelho, conóide, discos de basalto furados, conchas do mar, ossos, dente de gado de pequeno porte).

Práticas: libações, oferendas, alimentação (?), adivinhação

(?), ritos para proteção (?).

Contexto: ciclo de vida (morte), além-mundo, apotropia.

Sem dados.

Kh. Raddana

(CALLAWAY; COOLEY, 1971;

LEDERMAN, 1999) Sem dados.

Espaço: Santuário de vila (Site R).

Artefatos: funcional (alça de jarro c/inscrição); não funcional (cratera

teriomórfica).

Práticas: libações, oferendas…?

Interpretação: ritos da produção de alimentos, preocupações sócio-

políticas, celebrações comunitárias.

Tell el-Fûl Sem dados.

Tell en-Nasḅeh

(McCOWN, 1947; ZORN, 1993b)

Espaço: Santuário residencial? (R616/622, Ferro I-IIA). Artefatos: funcionais (tigelas, lâmpada de pé-alto, fogueira);

pessoais (caveira?, morteiro cosmético); não funcionais (suportes cúlticos, estatuetas antropomórficas).

Práticas: libações, oferendas, alimentação, adivinhação (?),

ritos para proteção (?).

Contexto: ritos do ciclo de vida, apotropia, iluminação além-

mundo (?).

Dados abaixo.

Dados abaixo e acima.

Espaço: Santuário residencial? (R616/622, Ferro IIB/C). Artefatos: funcionais (tigelas, lâmpada de pé-alto, fogueira);

pessoais (caveira?, morteiro cosmético); não funcionais (suportes cúlticos, estatuetas antropomórficas).

Práticas: libações, oferendas, alimentação, adivinhação (?), ritos

para proteção (?).

Contexto: ritos da produção de alimentos, preocupações sócio-

políticas, celebrações comunitárias, apotropia, iluminação além- mundo (?).

Esfera familiar Esfera comunitária

3.4.3.1 Esfera familiar

Acho coerente supor junto a Carol Meyers (2013a, p. 123-130), que os ritos realizados no nível familiar estivessem conectados a eventos regulares, recorrentes e intervencionais. Por eventos regulares, é possível supor que existissem eventos: (a) ligados ao ciclo anual, como a passagem de estações e épocas da colheita, ainda mais num ambiente rural como Benjamim no período; (b) eventos ligados ao ciclo mensal, como a lua nova; e, talvez, (c) ao ciclo diário, como alimentações. Por eventos recorrentes, é possível supor aqueles ligados ao ciclo da vida, i.e., referentes à concepção, nascimento, sobrevivência (especialmente de neonatos), ritos de passagem (nascimento, idade adulta, morte, cf. ACKERMAN, 2014) e morte. Por eventos intervencionais, lembro de doenças, infertilidade, perigo, pureza/impureza etc. Os ambientes que designamos como residenciais, assim como tumbas, parecem cumprir essa função religiosa no ambiente de Benjamim do Período do Ferro I-IIA.

Abaixo, discorro sobre a convergência entre os artefatos encontrados e a pesquisa de Meyers, criando hipóteses sobre práticas religiosas realizadas nos diversos locais.

O Locus 315 de Beitin operaria como um santuário residencial. Os objetos funcionais podem corresponder a eventos do ciclo diário ou, como o conjunto de objetos parece pressupor, a eventos intervencionais e recorrentes. As estatuetas antropomórficas, nesse caso, parecem sugerir rituais ligados à cura (cf. DARBY, 2011, p. 593). As estatuetas teriomórficas também podem corresponder a eventos recorrentes, como festivais de colheita e a eventos intervencionais em prol de familiares. Libações e oferendas — que podem incluir alimentação compartilhada com seres não-óbvios — parecem possíveis pelos cálices e tigelas, enquanto pingentes e

Espaço: tumba em caverna natural (T32).

Artefatos: funcionais (tigelas, cálices, cântaros, botelhas,

jarras, lâmpadas); pessoais (pregadeiras, escaravelhos, conóides).

Práticas: libações, oferendas, alimentação (?), adivinhação

(?), ritos para proteção (?).

Contexto: ciclo de vida (morte), além-mundo, apotropia.

Dados abaixo e acima.

Espaço: tumba em caverna natural (T54).

Artefatos: funcionais (tigelas, cálices, cântaros, botelhas,

jarras, lâmpadas, ânforas); pessoais (pregadeiras, escaravelhos, conóides).

Práticas: libações, oferendas, alimentação (?), adivinhação

(?), ritos para proteção (?).

Contexto: ciclo de vida (morte), além-mundo, apotropia.

Dados acima.

Esfera familiar Esfera comunitária

anéis sugerem que a ornamentação pessoal tenha integrado o culto de alguma forma. Penduricalhos de ossos parecem sugerir objetos de poder usados para apotropia.

Visto que o Locus 42/44 de Beitin rendeu apenas um elemento, uma estatueta antropomórfica quebrada, é difícil supor que práticas recorrentes fossem performatizadas ali. A proximidade com a área culinária, esta que foi encontrada com um grande número de objetos, pode sugerir que a estatueta fosse um item doméstico comum para fins práticos (p.ex., um brinquedo, adorno doméstico etc). Caso seja para fins religiosos, ele pode refletir práticas intervencionais (p.ex., ritos de cura) ou, ainda, ser objeto de poder para fins apotropaicos e ritualísticos do ciclo diário/mensal.

O Room 616/622 de en-Nasḅeh é centrado em uma fogueira, o que parece significar intenção religiosa pela idiossincrasia e conjunção à caveira. A redundância entre itens de iluminação como fogueira, lâmpadas e suportes cúlticos podem refletir a importância do tema da luz e fogo que, junto ao “círculo” da iconografia (cf. abaixo, Beitin 5, 11; el-Jîb 9, 13, 17; Nasḅeh 20; cf. GGIG, p. 140), podem representar a presença de seres não-óbvios, como uma deidade lunar ou, somando à presença da caveira, à presença de ancestrais . Nesse aspecto, é possível dizer que práticas 253

ligadas ao ciclo lunar tivessem lugar, o que também pode ser sugerido pelo morteiro, que pode supor máscaras cosméticas utilizadas para divinação. As estatuetas parecem refletir propósitos intervencionais (p.ex., cura) ou práticas recorrentes (p.ex., apotropia).

As tumbas de Benjamim compõem um mesmo campo de sentido. Todas são situadas em cavernas simples (el-Jîb T3; Nasḅeh T32) ou complexas (Abū-Musarraḥ; Nisieh T65; Nasḅeh T54) utilizadas por múltiplas gerações numa suposta aristocracia rural com contato com culturas adjacentes. O fato das cavernas terem sido utilizadas por famílias em múltiplas gerações, por si, já argumenta em favor de uma utilização religiosa, visto que a ideia de unir ancestrais de diversas idades pressupõe que o conceito de família (nuclear ou extensa) se amplie além das fronteiras da existência biológica. No caso, se é evidente que essas tumbas estavam conectadas ao ciclo de vida, também parece aceitável argumentar que a união com esses ancestrais fosse possível. Isso sugere uma gama de práticas, como: alimentação conjunta aos ancestrais, votos e ligações, adivinhação (contato com parentes falecidos) e, talvez, apotropia, pelos próprios conjuntos de elementos pessoais. Os itens de adorno A caveira parece estar ligada a rituais que envolviam ancestrais, algo que pode também ser 253

argumentado pelos instáveis padrões funerários da região (KLETTER, 2002, p. 31-32; SURIANO, 2008, p. 70-71) e, talvez, nas explorações bíblicas (TOORN, 1996, p. 49-51; ZEVIT, 2001, p. 586-607).

pessoal, como, p.ex., pregadeiras, brincos e anéis, podem ser meramente funcionais (“cobrir o corpo”), mas também é possível remeter a expectativas quanto a participação do morto na sociedade de uma esfera além-mundo estivessem em vigor.

Há aspectos peculiares em algumas dessas tumbas. O número incomum de lâmpadas da tumba 3 de el-Jîb pode prenunciar que sua utilização ultrapassasse aspectos funcionais. Os selos — tratados iconograficamente no cap. 3 — trazem temas que vão além de aspectos sócio-políticos, como elementos que parecem refletir seres não-óbvios (cf. el-Jîb 8, 9, 11, 13) o que pode sugerir sua utilização como objetos de poder. A Tumba 65 de Khirbet Nisieh, além dos itens já relatados acima (p.ex., conóide, escaravelho) também rendeu conchas do mar, um osso humano provavelmente utilizado como pingente e um dente de animal. Esses objetos parecem refletir crenças apotropaicas ligadas a um ancestral importante ou, mesmo, a uma figura deificada. 3.4.3.2 Esfera comunitária

As práticas no nível comunitário parecem corresponder a preocupações religiosas da vila/cidade. Nesse aspecto, embora haja diferenças arquitetônicas entre “templos supra-regionais” e “templos de vila” , esses últimos também seriam utilizados 254

exclusivamente para cultos, mesmo possuindo maior ligação aos interesses locais (SCHMITT, 2014, p. 271). É razoável, portanto, supor que os itens correspondessem a ritos ligados à produção de alimentos (p.ex., benção na colheita, proteção de animais), preocupações sócio-políticas (p.ex., proteção em guerras, proteção de indivíduos), além de celebrações ligadas aos mesmos motivos (p.ex., festivais de colheita, vitórias etc). É possível que, caso haja uma chefatura no local, que rituais ligados ao núcleo familiar expandido dos clãs no poder pudessem ter lugar nesses ambientes. Abaixo, discuto possíveis práticas religiosas realizada nos santuários de vila.

O Locus 65/69 de et-Tell é o exemplo mais claro de espaço comunitário. O foco de culto ser no suporte cúltico parece sugerir que rituais fossem performatizados tendo em vista esse elemento, cujas características parecem pressupor uma deidade feminina sob forte simbologia que contrapõe luz e sombras, o que é igualmente evidente nas lâmpadas. Possivelmente eram realizadas refeições em conjuntos no local (pratos e É importante apontar que, no contexto de Benjamim, não vejo motivos para dividir entre “santuários de 254

vizinhança” (ing. Neighborhood Shrines) e “santuários locais e de vila” (ing. Local and Village Shrines), que corresponderiam aos tipos III e VA da tipologia Rüdiger Schmitt (2014, p. 271-273). A evidência que dispomos não permite assumir com clareza se esses locais de culto eram “estruturas autônomas” (ing.

free-standing structures) ou se eram integrados às estruturas residenciais adjacentes. Entretanto, por

cálices), libações (suportes cúlticos e cálices) e oferendas (itens cosméticos e recipientes). Peças de jogo (bolas de argila), pérolas e estatuetas podem sugerir tanto crenças quanto práticas divinatórias conectadas a seres não-óbvios. As estatuetas podem estar ligadas a ritos de cura e/ou de apotropia (§4.1.2.2; cf. DARBY, 2011).

O Site R de Raddana possivelmente teve um santuário comunitário próximo à muralha. Enquanto o número de alças da “cratera de Raddana” levanta a questão sobre práticas religiosas realizadas, seus aspectos funcionais parecem apontar para tipos de práticas. Os tubos que perpassam as cabeças dos touros na cratera sugerem que libações eram oferecidas, provavelmente ligadas à colheita e necessidades produtivas.

3.5 Perspectivas

A região do platô de Benjamim no Período do Ferro I-IIA viu surgir um novo complexo de sítios com características arquitetônicas similares e práticas funerárias peculiares entre o final do Ferro IA e o Ferro IB, assim como viu a derrocada de grande parte desses sítios por destruições ou abandonos na transição para o Período do Ferro IIA. Além do histórico ocupacional evidentemente idiossincrático, há duas características materiais distintivas: (1) o planejamento urbano, que consiste na edificação de muralhas casamatas adjacentes a uma sala ampla traseira; e (2) as tumbas que evidenciam prosperidade de uma aristocracia rural na região. Ambas as características surgem apenas na região de Benjamim e durante o Ferro I-IIA.

Esses elementos, contudo, não parecem estar ligados a um contingente étnico- político específico ou, ainda, a um passado étnico compartilhado, mas sim a uma confluência de fatores sócio-demográficos e sócio-ambientais que levaram à migração de povos para a região no período e à adaptação desse movimento migratório no local após, provavelmente, mudanças climáticas na região (FINKELSTEIN, 2019; cf. LANGGUT et al., 2013; FINKELSTEIN et.al., 2017). A expansão do modelo por Benjamim e sua aderência à áreas adjacentes em períodos posteriores parece ter sido relacionado à proeminência desses habitantes do platô, por sua adaptação às características físico-ambientais e, também, pelo seus sistema de chefatura.

Com relação aos aspectos religiosos, são perceptíveis dois níveis de interação religiosa. No primeiro, temos uma esfera relacionada a família, sendo representado por espaços residenciais e/ou domésticos (Beitin L315, L44; Nasḅeh R616/622) e funerários, representado por cavernas naturais simples (el-Jîb T3; Nasḅeh T32) ou

complexas (Abū-Musarraḥ; Nisieh T65; Nasḅeh T54) utilizadas para práticas mortuárias. Nos santuários residenciais parecem ser evidentes práticas ligadas ao ciclo diário (p.ex., alimentação, libação, oferendas), eventos intervencionais (p.ex., ritos de cura) e apotropia (ritos para proteção). É possível que o Room 616/622 de Nasḅeh em algum momento tenha tido especial inclinação à adivinhação e relacionamento com o além- mundo, possivelmente ancestrais, estando na fronteira com práticas mortuárias. Em espaços funerários, além de práticas ligadas ao ciclo de vida (morte), também pareciam haver crenças no além-mundo e iluminação além-vida. É muito provável que, ao lado de práticas como libações e oferendas, também fossem praticadas alimentações rituais com os ancestrais, adivinhação e ritos para proteção dos vivos pelos mortos.

O segundo nível de interação religioso evidenciado pela cultura material parece ser o comunitário, que corresponderia aos santuários de vila. Nessa categoria enquadrei o santuário de vila de et-Tell (L65/69), parte do Site R de Khirbet Raddana e Nasḅeh Room 616/622 num estágio posterior (próximo ao Ferro IIB). Esses locais teriam como foco as preocupações da família extensa (talvez até da chefatura vigente) e da vila como um todo como, p.ex., produção de alimentos (p.ex., benção na colheita, proteção de animais), preocupações sócio-políticas (p.ex., proteção em guerras, proteção de indivíduos), além de celebrações ligadas aos mesmos motivos (p.ex., festivais de colheita, vitórias etc). As práticas religiosas, nesse aspecto, seriam libações, oferendas, alimentação e apotropia, além de práticas possivelmente ligadas à divinação, como cosmética, música e contato com ancestrais e/ou pessoas importantes do passado.

A partir da análise dos elementos da cultura material da região do presente capítulo, passo a tratar, no capítulo seguinte, a iconografia dos selos e amuletos encontrados na região (§4.3.1) e de elementos dos conjuntos rituais (§4.3.2). Enquanto a interpretação da cultura material ajuda a compreender práticas cúlticas e supor rituais, acredito que a cultura visual coopere mais à compreensão de imaginários presentes na região, estes que podem integrar crenças dos habitantes da região.


CULTURA VISUAL E O PLATÔ


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