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1.1 Introduction à la thérapie photodynamique

1.1.2 Facteurs régissant l’efficacité du traitement

O critério que tem em conta a expressividade das notações de modelação de processos de negócio é aquele que está mais exaustivamente coberto até à data pela literatura que se encarrega deste tipo de análises comparativas entre linguagens. Diversos autores apresentam já um número relevante de estudos com o foque na expressão de cada notação e realizando mesmo análises comparativas desde os seus elementos gráficos até à logica sequencial da expressão de cada uma das notações. Trata-se de um critério que permite interpretações subjetivas mediante cada indivíduo. Embora tenha também em conta o cariz da riqueza elementar de cada notação, diferentes pessoas podem apresentar diferentes ideias sobre esses mesmos elementos.

Desde logo surge um estudo realizado por Korherr (2008), que faz uso das quatro perspetivas de Curtis et al (1992), para elaborar um meta-modelo baseado em todos os elementos gráficos fulcrais que compõem as notações que foram apresentadas e estruturado sob as perspetivas funcional, comportamental, organizacional e informacional. A estas Korherr (2008) adicionou a perspetiva de contexto de processo de negócio, que na opinião pessoal da autora faz todo o sentido.

Posto isto, e depois de desenvolvido o meta-modelo, a avaliação foi realizada de uma forma muito sólida agrupando os elementos identificados pela perspetiva que servia os seus propósitos, onde a investigadora deste estudo analisa critério a critério a capacidade de cada notação de cobrir determinado elemento e assim garantir um nível de expressividade mais completo sobre o mesmo.

Na perspetiva funcional, verifica-se que todas as notações garantem um nível de cobertura bastante equiparável, não existindo aí grandes diferenças entre as notações. Ou seja, todas as notações são capazes de representar atividades processuais garantido assim a cobertura funcional dos processos modelados.

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Figura 12 - Perspetiva Funcional das Notações [Retirado de (Korherr, 2008)]

No âmbito de uma perspetiva comportamental, já começam a surgir as primeiras diferenças. Segundo este estudo, numa rápida análise pelas conclusões sobre a cobertura das notações pelos elementos globais dos processos, verifica-se que a RAD começa a distanciar-se das restantes um pouco negativamente pela falta de capacidade que demonstra em fazer uma representação diferenciada entre por exemplo uma regra de negócio “AND”, “XOR” ou “OR” e por isso ser lhe atribuída uma avaliação “+/-“, isto é, uma cobertura limitada do elemento. Já no que diz respeito às outras notações em estudo nesta perspetiva de análise mostram-se muito semelhantes.

Figura 13 - Perspetiva Comportamental das Notações [Retirado de (Korherr, 2008)]

As principais diferenças surgem na perspetiva organizacional dos processos, é visível uma maior incapacidade das notações de garantirem uma cobertura dos elementos que constituem esta perspetiva processual, ainda assim a BPMN, UML-AD e a RAD destacam-se das outras duas notações em análise e fica ainda patente a falta de capacidade da IDEF3 em representar aspetos organizacionais dos processos. Este fator é um revés muito grande para a modelação de processos de negócio atuais.

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Figura 14 - Perspetiva Organizacional das Notações [Retirado de (Korherr, 2008)]

Já na última perspetiva de Curtis et al (1992), a informacional, segundo a investigadora a UML- AD e a RAD são as notações claramente mais completas nesta perspetiva e aquelas que são capazes de representar melhor os elementos informacionais que constituem um processo de negócio, embora mesmo assim de uma forma bastante limitada e resumida a poucos elementos gráficos.

Figura 15 - Perspetiva Informacional das Notações [Retirado de (Korherr, 2008)]

Por fim, na última perspetiva identificada pela autora, a perspetiva de contexto de processo de negócio verificamos que as notações ainda tem muito por onde crescer e evoluir, as linguagens são similares a este nível mas existe um conjunto de elementos que todas ainda não conseguem corresponder, elementos como a representação do “Process Owner” ou as “Métricas” de cada processo ainda são impossíveis de serem representadas e é algo que poderia melhorar substancialmente a modelação e descrição dos processos.

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Figura 16 - Perspetiva de Contexto de Processo de Negócio das Notações [Retirado de (Korherr, 2008)]

Assim sendo, de acordo com a escala definida para o nosso estudo o resultado da avaliação do critério “Expressividade” nas diferentes notações analisadas é para Korherr (2008) o seguinte:

Avaliação 1 – Korherr, 2008

Notação BPMN EPC IDEF3 UML-AD RAD

Avaliação 4 3 2 4 4

Tabela 4 - Avaliação de Expressividade segundo Korherr, 2008

Já Mohammadi & Mukhtar (2012) fazem um estudo também centrado nas principais perspetivas de Curtis et al (1992), embora a sua análise seja um pouco mais alto nível e menos detalhada que a de Korherr (2008). As notações também analisadas por este autor são menos amplas focando se apenas na EPC, UML, IDEF e BPMN. As principais conclusões que mais uma vez se retiram deste estudo são que a nível das perspetivas Organizacional e Informacional tanto a IDEF0 como a IDEF3 não apresentam grande capacidade para as representar, as outras 3 notações apresentam semelhante estrutura na cobertura das 4 perspetivas e a que melhor é servida em termos de notações como também já vimos anteriormente é a Comportamental.

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Despois de analisado o estudo de Mohammadi e Mukhtar (2012), a quantificação da sua perspetiva relativamente à capacidade expressiva das diferentes linguagens em estudo, recorrendo à escala de avaliação anteriormente definida, foi a seguinte:

Avaliação 2 – Mohammadi & Mukhtar, 2012

Notação BPMN EPC IDEF0 IDEF3 UML-AD

Avaliação 4 4 3 3 4

Tabela 5 - Avaliação de Expressividade segundo Mohammadi e Mukhtar, 2012

Heidari, Loucopoulos, Brazier & Barjis (2012) são outros autores que propõem uma framework de avaliação sobre as notações de modelação de processos analisadas, para isso desenvolveu um meta-modelo do qual foi agrupando os seus elementos seguindo também ele as perspetivas de Curtis et al (1992). Deste estudo as conclusões que podemos retirar desde logo é que ao nível de cobertura dos elementos definidos no meta-modelo e tidos como fulcrais pelo autor as notações que melhor cobertura oferecem são claramente a BPMN e a UML-AD, verifica-se ainda a lacuna das notações IDEF ao nível da perspetiva Organizacional e também com “pouca oferta” de elementos a nível informacional.

Figura 18 - Cruzamento entre Perspetivas e Notações [Retirado de (Heidari, Loucopoulos, Brazier, & Barjis, 2012)]

Do estudo de Heidari et al. (2012) fica patente que segundo as suas conclusões a quantificação do critério “Expressividade” segundo a escala definida é basicamente a seguinte:

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Avaliação 3 - Heidari, Loucopoulos, Brazier, & Barjis, 2012

Notação BPMN EPC IDEF0 IDEF3 UML-AD RAD

Avaliação 4 3 2 2 4 3

Tabela 6 - Avaliação de Expressividade segundo Heidari, Loucopoulos, Brazier e Barjis, 2012 Outra avaliação suportada mais uma vez nas perspetivas de Curtis et al (1992) foi feita por Mili et al. (2010), onde se destaca que a perspetiva comportamental é aquela que é integralmente coberta por todas as notações exceto pela IDEF0, que pelo seu lado dá uma ótima resposta na cobertura da perspetiva funcional, no entanto na avaliação feita por este autor fica patente que a melhor notação e mais completa na sua analise é a UML-AD, que cobre invariavelmente as visões Informacional, Funcional e Dinâmica, suportando ainda de certa forma a Organizacional.

Figura 19- Cobertura das Notações sobre as Perspetivas [Retirado de (Mili et al., 2010)]

Posto isto, segundo esta análise de Mili et al. (2010) acerca da “Expressividade” das notações de modelação de processos de negócio é facilmente quantificada a sua avaliação de cada uma linguagens chegando assim aos resultados seguintes:

Avaliação 4 - Mili, 2010

Notação BPMN EPC IDEF0 IDEF3 UML-AD RAD

Avaliação 3 3 2 2 4 3

Tabela 7 - Avaliação de Expressividade segundo Mili, 2010

Já Kelemen, Kusters, Trienekens & Balla (2013) e seus pares fazem uma análise diferente das anteriores na avaliação da expressividade das notações, eles utilizam os patterns de Aalst et al. (2003) aplicados a 3 notações em estudo a BPMN, EPC e UML-AD, nesta análise eles suportam se em estudos, onde referem que tanto o estudo de White (2006) como o de Mendling, Reijers & Cardoso (2007) demonstram que todas as notações são capazes de representarem grande parte dos diferentes patterns de Aalst et al. (2003) e por isso não é possível afirmar que alguma delas tem grande vantagem embora o grande destaque dado por White no seu trabalho à BPMN leva- os a considerar esta a notação mais completa neste ponto. Embora ainda nesta análise os

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autores apontem para uma possível convergência futura entre as notações pertencentes à OMG a BPMN e a UML-AD.

Avaliação 5 - Kelemen, Kusters, Trienekens, & Balla, 2013

Notação BPMN EPC UML-AD

Avaliação 5 4 4

Tabela 8 - Avaliação de Expressividade segundo Kelemen, Kusters, Trienekens e Balla, 2013 Mais uma diferente abordagem utilizada para a avaliação da expressividade das notações de modelação de processos de negócio foi a framework de Zachman (2003) suportando a análise de Keletso, Chioasca & Zaho (2014). Esta avaliação tem em conta quais os atributos das fundamentais questões inerentes a um processo de negócio que cada notação é capaz de representar. Verifica-se então facilmente que neste âmbito pela avaliação do autor a linguagem BPMN é a notação que melhor satisfaz todas as questões a nível global ainda que demonstre algumas limitações nas representações que é capaz de fazer aos dados que podem estar associados a um processo. A questão do “Porquê?” da existência dos processos é algo que nenhuma das notações consegue dar resposta e sendo incapazes de representar as motivações que dão origem aos processos.

Figura 20 - Avaliação das Notações com a Framework de Zachman [Retirado de (Keletso et al., 2014)]

Já da análise de Keletso et al. (2014) chega se à conclusão que segundo as suas perspetivas acerca do critério “Expressividade” e segundo a escala definida a quantificação da capacidade das notações a este nível é a seguinte nas suas opiniões:

Avaliação 6 - Keletso, Chioasca, & Zaho, 2014

Notação BPMN EPC IDEF3 UML-AD RAD

Avaliação 4 3 2 3 3

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Como já foi referido, este é o critério mais exaustivamente coberto pela literatura. Na tabela seguinte sumariam-se as seis avaliações descritas atrás, chegando ainda a uma avaliação geral

Avaliação Geral do Critério Expressividade

Notação BPMN EPC IDEF0 IDEF3 UML-AD RAD

Avaliação 1 4 3 - 2 4 4 Avaliação 2 4 4 3 3 4 - Avaliação 3 4 3 2 2 3 3 Avaliação 4 3 3 2 2 4 3 Avaliação 5 5 4 - - 4 - Avaliação 6 4 3 - 2 3 3 Avaliação Geral 4 3 2 2 4 3

Tabela 10 - Avaliação Geral do Critério Expressividade

3.3.2.2. Avaliação do Formalismo

Ao contrário do critério de expressividade, o atributo de análise formal que diz respeito a uma notação de modelação de processos de negócio, não apresenta grande cobertura por parte da literatura mas também essa escassez em certa medida deve-se a este ser um critério que não implica uma análise tão aprofundada e de múltiplas perspetivas. Isto deve-se ao facto deste tipo de critério não ser de cariz subjetivo. Ou seja, uma notação ou é formal ou não o é, não existem meios-termos nem diferentes análises.

A formalidade é algo que permite e defende modelos rigorosos, de interpretações únicas à luz das especificações a si associadas evitando erros de análise dos processos e de possíveis execuções mal realizadas mediante deficientes entendimentos. No entanto, é algo que de certa forma pode limitar a capacidade inovadora a modeladores e com isso a qualidade substancialmente aumentada que por vezes essa capacidade pode trazer como mais-valias para os processos.

Mili et al. (2010), destacaram que entre todas as notações aqui abordadas aquela que não tinha qualquer tipo de suporte formal oficial era a RAD, o que de certa forma tornava a notação um pouco mais ambígua que as concorrentes embora isso também lhe garantisse um maior nível de inovação e criatividade. No entanto, segundo Devillers (2011) existem já vários estudos e investigações que atribuíram uma especificação formal ao RAD com o objetivo de realizarem traduções para outras notações que permitam a execução de processos realizados nesta

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notação. Mediante os reparos feitos por Mili et al. (2010) e Devillers (2011) foi atribuída a seguinte avaliação às notações em estudo, que é também a avaliação feita pelo autor com base na sua análise das notações relativamente ao formalismo dos seus modelos.

Avaliação Geral do Critério Formalismo

Notação BPMN EPC IDEF0 IDEF3 UML-AD RAD

Avaliação 5 5 5 5 5 1

Tabela 11 - Avaliação Geral do Critério Formalismo

3.3.2.3. Avaliação da Concisão

A concisão prende-se com o facto de uma notação “com pouco permitir dizer muito”. Isto é, uma notação muito complexa que necessite de muitos elementos para descrever um processo por vezes básico não pode ser considerada uma notação capaz.

Se pudermos com simplicidade e com menos trabalho realizar o mesmo que com outra opção nos levaria mais tempo e esforço é razoável deixarmos-mos seduzir pela ferramenta mais concisa, se ela nos der as mesmas garantias para o que se pretende.

Este é um critério que foi pensado para este estudo e que ainda não está coberto nem desenvolvido pela literatura e por isso também se torna mais difícil de avaliar e sustentar a decisão tomada quanto ao balanceamento das avaliações sobre as notações, esta sustentação é baseada apenas no que o autor conhece do tema e das linguagens quanto à sua capacidade neste âmbito.

Avaliação Geral do Critério Concisão

Notação BPMN EPC IDEF0 IDEF3 UML-AD RAD

Avaliação 4 4 3 3 4 4

Tabela 12 - Avaliação Geral do Critério Concisão

3.3.2.4. Avaliação da Usabilidade

A usabilidade é, tal como a expressividade, um critério com uma avaliação mais subjetiva e interpretativa do que por exemplo a formalidade da mesma. Posto isto, trata-se de um fator muitíssimo importante para os utilizadores das notações ou modeladores, pois se uma notação for de uma utilização muito complexa perderá com certeza a atenção de bastante público. Assim sendo quanto maior for o nível de facilidade de uso de uma notação mais utilizadores esta tenderá a ganhar. A este nível um estudo de Aldin & Cesare (2009) fez uma breve análise das notações BPMN e RAD, que classificou ambas como notações simples, de fácil utilização para

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todos os interessados e que permitem aos seus utilizadores de uma forma bem estruturada representar processos complexos e com diversos participantes, de uma forma relativamente simplificada. No entanto, noutro estudo e este já bem mais interessante onde é apresentada uma comparação entre as notações e são definidas as maiores forças e fraquezas pertencentes a cada uma delas ao nível da perspetiva de quem as utiliza para modelar, Van Wel (2013) destaca a RAD por ter a capacidade de representação de objetos de negócio e isso beneficiar quem esta a modelar, no entanto, o facto de não ser uma notação formal também pode tornar mais difícil a sua utilização dando origem a diferentes representações de um mesmo modelo e isso pode ser confuso da parte de quem modela a pensar na finalidade do modelo. As linguagens IDEF0 e IDEF3 o autor destaca as regras estritas a si associadas como um benefício de ambas para quem tem a finalidade de modelar diagramas formais e bem estruturados e ainda o facto destas mesmas notações se mostrarem bastante adaptáveis para modelar sistemas de software. Ainda assim, destaca que são notações limitadas ao nível de elementos e que por isso exigem muitíssimo tempo para a modelação de sistemas muito complexos, tornando-se um problema. Quanto à EPC o investigador declara que o facto de não utilizar swimlanes para representar as pessoas associadas aos processos mas optar antes pelas entidades organizacionais é uma mais-valia para a usabilidade da notação em modelações avançada, mas o facto de não possuir conectores lógicos do tipo “or” pode trazer problemas e por vezes esta é uma notação que também necessita de várias ferramentas para a análise dos seus modelos mais complexos produzidos. Já a BPMN o autor define-a como uma notação de sintaxe e semântica bem definidas e implementada por muitas ferramentas, em contraposto, é uma notação que por vezes causa ambiguidades e confusão no que à partilha dos seus modelos diz respeito. Por fim, a UML-AD tem a grande vantagem de estar habilitada para o suporte de comportamentos paralelos mas as ligações feitas entre os vários objetos e atividades de um processo ainda estão pouco trabalhados e poderiam na opinião do autor ser melhorados (Van Wel, 2013).

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Figura 21 - Avaliação de Utilização e Amigabilidade das Notações [Retirado de (Van Wel, 2013)]

Da perspetiva das análises ao estudo de Van Wel (2013), mas também de Aldin e Cesare (2009) entende-se que as suas conclusões convergem e levam a uma quantificação do critério “Usabilidade” segundo a escala definida da seguinte forma:

Avaliação Geral do Critério Usabilidade

Notação BPMN EPC IDEF0 IDEF3 UML-AD RAD

Avaliação 4 4 3 3 4 4

Tabela 13 - Avaliação Geral do Citério Usabilidade

3.3.2.5.

Avaliação de Amigabilidade

A amigabilidade trata-se de mais uma característica associada aos modelos dos processos de negócio que pode ser avaliada de uma forma subjetiva, é algo que está variavelmente dependente de quem faz a avaliação da mesma. Fatores que estão associados a uma boa amigabilidade são a utilização intuitiva da notação, a forma estrutural que a modelação é realizada e mesmo fatores como as cores associadas aos elementos dos processos podem ser um fator positivo na avaliação da notação a este nível. Apesar de se confundir muitas vezes com usabilidade, a amigabilidade distancia-se desta, estando mais focada nas questões estéticas, porque uma determinada linguagem pode ser fácil de utilizar mas não ser amigável e esteticamente desagradável para o utilizador.

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No entanto, praticamente todas as notações como já verificamos seguem uma lógica de fluxogramas e por isso a sua estruturação, apresentação e estética são muito semelhantes entre si, o que dá-lhes um determinado nível de amigabilidade muito semelhante.

Este é um critério que ainda não está trabalhado pela literatura, o que dificulta ainda mais a avaliação das notações a este nível, mas com a experiencia do autor e com os conhecimentos adquiridos durante este estudo a avaliação do mesmo, foi feita de uma forma muito linear pois como se afirmou anteriormente este é um critério muito preso com a opinião pessoal do utilizador e do ponto de vista estético na opinião do autor as notações equivalem-se até porque seguem todas uma forma estrutural semelhante.

Avaliação Geral do Critério Amigabilidade

Notação BPMN EPC IDEF0 IDEF3 UML-AD RAD

Avaliação 5 5 5 5 5 5

Tabela 14 - Avaliação Geral do Critério de Amigabilidade

3.3.2.6. Avaliação de Legibilidade

A legibilidade dos modelos de processos de negócio é um critério fulcral na escolha de uma notação, pois se os modelos não forem capazes de ser interpretados e analisados não tem qualquer valor nem sentido a modelação de processos de negócio, sendo um desperdício de tempo e recursos. Assim sendo, sabe-se que à partida em termos da capacidade de legibilidade as linguagens em análise garantem alguma solidez, caso contrário não seriam alvo de estudo e análise, nem teriam sequer surgido no mercado e mundo organizacional. Apesar disso e em termos de avaliação é também ele um critério subjetivo que está dependente de diferentes perspetivas e opiniões.

Um autor que se debruçou sobre este critério analisando as notações BPMN, EPC e UML-AD, apresentou um estudo realizado por Mendling et al (2007), em formato de questionário a 73 estudantes da área e 12 especialistas de modelação de processos, envolvendo as Universidades da Madeira, Viena e Eindhoven. Foram realizadas um conjunto de questões acerca da interpretação de 12 modelos modelados nas 3 referidas notações. Depois de analisados os resultados o estudo demonstrou claramente que a compreensão de modelos de processos de negócio independentemente da notação está muito dependente de fatores pessoais como o conhecimento aprofundando de modelação e a experiencia acumulada na área. O tamanho dos modelos e os elementos gráficos de cada notação também definem a qualidade da

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compreensão dos mesmos. Posto isto, foi também verificado que a UML-AD é claramente melhor compreendida por quem tem maior experiencia no desenvolvimento, enquanto por sua vez, a EPC foi melhor entendida por pessoal da área de gestão e negócio e a BPMN a melhor compreendida consensualmente na generalidade da população em estudo, destacando assim esta última como a mais apropriada neste âmbito embora as 3 sejam muito semelhantes a este nível.

Avaliação 1 - Kelemen, 2008

Notação BPMN EPC UML-AD

Avaliação 5 4 4

Tabela 15 - Avaliação de Legibilidade segundo Kelemen et al, 2008

Van Wel (2013) também no seu estudo abordou as forças e fraquezas na perspetiva do analista quanto à compreensão que este retirava dos modelos em todas notações em análise. Segundo o