2. Résultats des focus groupes des pédiatres
2.2. Les pratiques des pédiatres
2.2.3. Leur façon de faire
“Tu tens de saber de Futebol para treinar, mas tens de saber sobre pessoas também. Por vezes, essa pode ser a diferença.” Graham Potter
Quando toda a experiência se iniciou, a motivação e a ansiedade eram grandes. Apesar de a primeira opção que tinha para a realização do estágio ter ficado inviabilizada, a hipótese que tinha de estar incluído numa estrutura altamente profissionalizada como o F. C. Porto, mesmo ao nível da formação, era algo que tinha que aproveitar. Por ser um clube que teve sempre um grande significado, pela sua dimensão e história, por ter condições desde o topo até à base que parecem seduzir qualquer um que queira trabalhar no futebol, por ter tido, e ter ainda, pessoas que são referências naquilo que é o Jogo e o Treino. Estava motivado e entusiasmo com o facto de, mesmo fazendo algo que não era a minha primeira escolha (o que mais queria era ligar-me à parte do treino), poder fazer algo que na minha opinião me poderia enriquecer enquanto treinador para o futuro, e dar-me noções que só se têm vivenciando e experienciando as tarefas na primeira pessoa.
Além disso, por aquilo que foi falado com o Coordenador do DOA, por assumir a função de observador principal da equipa de Sub16, criei uma ideia de que iria ter uma recetividade muito maior por parte do treinador principal e da restante equipa técnica. Com isto não quero dizer que iria assumir uma função que não a minha e ter outras responsabilidades que não aquelas para as quais fui designado, mas pelo menos teria um vínculo mais efetivo. Mesmo estando em processo de estágio, o que ele me tinha dito era que, pelas referências e informações que tinha de mim, por parte dos responsáveis da faculdade, estaria plenamente capaz de assumir as funções designadas. A minha intenção era apenas essa, cumprir com o pressuposto e garantir a realização de um trabalho
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o melhor e mais profissional possível, para poder mostrar a minha competência, poder aspirar a uma permanência efetiva no clube e também elevar o nome da faculdade como entidade formadora de nível prestigiado.
Muito daquilo que eram as minhas expectativas prendiam-se com a ligação que iria criar com a equipa técnica, mas sobretudo com o treinador, e com o entendimento que poderia recolher da sua visão acerca do Jogo e do Treino. Estava muito ansioso por criar uma boa ligação com todos e por tentar contribuir ao máximo para o sucesso da equipa, ao mesmo tempo que absorvia o que cada um pensava e idealizava. Esperava poder ser ouvido sobre aquilo que eram as minhas considerações face às imagens recolhidas, esperava que quisessem ouvir o meu parecer e tudo o que tivesse a dizer, ainda que isso pudesse não contar para nada na decisão final. Aliás, na primeira conversa que tive com o treinador, uma das coisas que mais realçou foi a expressão “liberdade total”, para que todos não tivessem qualquer problema em falar e partilhar ideias, mas que no fim, ele era quem tomava as decisões que viriam a ser implementadas. E isso é algo que para mim nunca deixou de estar claro, porque, mais do que contribuir com tudo o que pudesse, a minha ambição era recolher o máximo de conhecimento possível, do máximo de pessoas possível, para beber daquilo que eram as suas experiências e vivências. Apesar de ser alguém que queria aprender e absorver o máximo possível, tinha presente a noção de que vinha sobretudo para servir.
Assim que cheguei e percebi que iria ter algumas pessoas que me eram familiares a trabalhar comigo, apesar de não ficar especialmente contente, achei que isso poderia ajudar a ambientar-me e a descobrir formas de me adaptar mais rapidamente ao contexto. Mas, curiosamente, não foi exatamente isso que acabou por acontecer.
Relativamente àquilo que eram as condições materiais, ainda que estivéssemos a trabalhar deslocados daquilo que era o principal centro de treinos do clube, os jogadores tinham tudo o que precisavam, e até o que não precisavam à sua disposição. Quando percebemos que existia uma equipa de 11 pessoas como staff (1 treinador principal + 4 treinadores adjuntos + 2 observadores + 1 psicóloga + 1 team manager + 1 fisioterapeuta + 1 kit manager)
a trabalhar diariamente para os jogadores, que são feitos protocolos com o colégio onde andam a estudar para que todos andem na mesma turma e tenham horários coincidentes, para poderem articular escola e treinos, que a maior parte deles fica alojada na residência do clube, é difícil imaginar coisas que possam faltar para que mantenham o seu foco. Isto se já tivermos em conta que são acompanhados continuamente pela psicóloga e pelo team manager, e que no início e no final de cada treino são questionados pelos fisioterapeutas sobre o seu bem-estar e condição física.
Aquilo que marcou e definiu mais a experiência foi exatamente o que é o pilar fundamental de qualquer instituição: as pessoas. Por muito que se possa dizer ou escrever, por muitas condições materiais que existam dentro da instituição, são os recursos humanos que fazem a máquina trabalhar, e com uma preponderância maior do que qualquer outro fator. São as relações que se estabelecem, profissionais e sobretudo pessoais, que podem determinar o sucesso ou insucesso de toda a estrutura. E se até há algum tempo atrás era da opinião que os líderes, mais do que saber gerir bens materiais ou fundos, tinham que saber gerir pessoas, hoje tenho ainda mais certezas disso.
Percebemos rapidamente as dificuldades que iríamos encontrar quando nos disseram que não precisávamos de estar presentes nas palestras dadas no balneário antes do treino. Conjuntamente com esta situação, tivemos uma reunião alguns dias depois em que ficou claro quem poderia opinar de alguma forma sobre o treino, e que nós não estávamos incluídos.
Era talvez uma forma de nos fazerem perceber desde cedo o que podíamos esperar. Desde início que se cavou uma distância grande entre equipa técnica e nós, observadores. Equipávamo-nos num balneário que não o da equipa técnica dos Sub16 (isso não acontecia com os Sub17, e nunca ninguém fez questão de mudar isso), existiam conversas às quais não tínhamos acesso e que claramente requeriam a nossa ausência. Ainda que tenhamos sempre dito que gostaríamos de estar o mais por dentro possível de tudo, esses moldes foram-nos impostos, e respeitá-los era a alternativa plausível.
Durante os jogos, ao intervalo (em que era suposto reunirmo-nos todos para trocarmos argumentos e darmos o nosso parecer acerca do que estava a
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acontecer), a nossa presença passou também a ser dispensável. Mesmo nos dias de treino, no final, em que os treinadores se reuniam para fazer um balanço, não estava definido que estivéssemos presentes.
Havia uma grande separação daquilo que era a nossa intervenção e a da equipa técnica, mesmo quando havia alguma necessidade de debater assuntos relativos às tarefas de treino que se iria realizar no dia a seguir, ou questões relativas a alguns jogadores em específico.
Por diversas vezes, em conversas pelo telefone, enquanto combinava com o treinador que imagens seriam para usar e o que seria para fazer, falou comigo dizendo que teria de “consultar a sua equipa técnica primeiro”, como se nós fossemos verdadeiramente externos aos trabalhos, e apenas fornecêssemos o vídeo, sem ter qualquer participação qualitativa. Não era procurada de forma alguma a nossa participação. Sentíamo-nos realmente descartáveis. Não éramos observadores, ou analistas, mas sim “os rapazes dos vídeos”.
Durante um ano inteiro frequentamos as reuniões pré-treino e pós-treino sem poder dizer nada. É importante reiterar novamente que ninguém esperava chegar e ser dono e senhor das conversas e das decisões tomadas. Nem tão pouco esperávamos ser os elementos que mais falavam e opinavam. Mas, simplesmente, seria importante dar o nosso contributo para tentar acrescentar algo aos trabalhos levados a cabo no dia-a-dia, e seria igualmente gratificante que fosse de alguma forma reconhecida a nossa importância.
Cheguei a convocar uma reunião com o treinador, cerca de 2/3 meses depois da época começar, e já numa fase em que começava a ser desgastante lidar com estas questões e conflitos desnecessários. Olhando para trás, este foi um dos pontos mais marcantes da época, pois foi uma das oportunidades que tive de tentar combater esta incerteza que existia sobre tudo, e houve uma inevitável confrontação das partes com o problema, na tentativa de o ultrapassar. Algo que sempre fiz por manter foi a minha capacidade de ser frontal com as pessoas. Pelos exemplos que tinha, pelo que lia e via nas televisões, nas fontes de informação e nos relatos de pessoas da área, a capacidade de se ser frontal é uma ferramenta extremamente importante no desempenho da nossa profissão. Em qualquer área da vida, a frontalidade e honestidade devem estar sempre
presentes, mais ainda em momentos em que possam existir objetivos, interesses e intenções distintos ou conflituosos entre as partes. É algo importante a manter, pois por vezes podemos ter momentos mais aborrecidos, em que não estejamos em acordo e vejamos que poderá ser difícil um entendimento, mas pelo menos está garantida a nossa sinceridade.
Como me disse um amigo, “mais vale ficar vermelho por 5 minutos, do que amarelo a vida toda”. E de facto, quando um problema existe, não é uma opção muito viável passar por cima dele e agir como se ele não existisse. Sempre me obriguei a lidar diretamente com os problemas e com os envolvidos, e a resolver tudo o mais depressa possível. Isso vai impedir que os mesmos se arrastem e entremos numa situação tóxica para nós.
Após esta conversa, percebi que não ia ter grande margem de manobra para que as coisas mudassem.
Mudança de planos
Foi sempre nossa intenção estudar e analisar a conceção e operacionalização dos exercícios de treino. Demos conta logo nas primeiras semanas que isso iria ser impossível, infelizmente. Não havendo abertura para as pessoas discutirem e debaterem as suas ideias connosco, começámos a refugiar-nos um pouco naquilo que nos era obrigatório fazer, e tentaríamos fazer uma análise daquilo a que pudéssemos ter acesso. Foi uma grande desilusão para nós, porque, tanto eu como o Paulo, tínhamos um interesse enorme por aquilo que é o treino, e acabámos por perceber que até tínhamos uma conceção semelhante do mesmo, em que as funções de treinador e todas as que o rodeiam se encontram muito interligadas e devem relacionar-se para se reforçarem e abrirem discussões construtivas entre si, trocando argumentos e pontos de vista que se influenciem mutuamente de forma construtiva. Isto provocou um certo redirecionar de atenções da nossa parte. Percebemos que o que poderíamos absorver por parte do trabalho diário no treino seria pouco, e por isso resumimo- nos ao essencial que era a observação e análise do jogo.
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E neste momento, que corresponderia talvez a já 2/3 meses de tempo de trabalho, atravessei um dos piores momentos de toda a época. Ao invés do que acontecia no início do ano (referência à temporada), em que a motivação era imensa, em que acordava muito cedo para fazer tudo com tempo, para ir com calma e tranquilamente para o centro de treinos, em que queria todos os dias chegar e falar com as pessoas para retirar o máximo da experiência, todos os dias eram um suplício. Desde o momento em que acordava era invadido pelo pensamento “Tenho mesmo de ir para lá? Não tenho vontade nenhuma”, só queria despachar tudo e voltar para casa, pois não me sentia bem, não me sentia valorizado, útil. Sentia que não me conferiam competência, que apenas era requisitado quando necessitavam de alguma coisa, e que nunca era ouvido nem tinha nada a acrescentar. Isso fez-me desanimar muito.
Reconheço que, por natureza, tenho tendência a ter expectativas muito elevadas para as coisas, e talvez por isso, o choque tenha sido tão grande que não soube muito bem como reagir. Comecei a chegar por volta da hora de concentração, esperava na sala dos observadores pela reunião pré-treino, à qual assistia depois, e seguia para o local onde observávamos e filmávamos o treino. O desinteresse passou a ser de tal ordem que, muitas das vezes, durante o treino ocupava-me com os cortes e análise do jogo, ou outras tarefas que tivéssemos de realizar, em vez de ver e analisar o treino em si. E começou a nem sequer existir vontade para estar nas reuniões, nem no final no treino nem nas que aconteciam antes. Cheguei a ponderar deixar o clube, pois não tinha gosto algum no ambiente que vivia. Ou, pelo menos, pode dizer-se que as coisas más se sobrepunham às boas. Se não estivesse em pleno processo de estágio, o que implicava diversas questões burocráticas, talvez tivesse desistido e procurado outra coisa.
Uma das questões mais importantes era, mesmo o estágio sendo realizado especificamente nas funções de observador, perceber toda a dinâmica de ações referentes à figura do treinador. No que diz respeito ao treino propriamente dito, a conceção dos exercícios e a articulação dos mesmos nos treinos era um dos aspetos mais técnicos que pretendíamos estudar, mas que não nos foi possível explorar muito, porque conseguíamos apenas reter a informação com que
contactávamos nas reuniões. Daí que a nossa atitude perante isso tenha sido sobretudo focarmo-nos na observação propriamente dita.
A Sorte e a Auto-Organização
A maior surpresa em todo este percurso, e a bem da verdade aquela que mais positivamente marcou a experiência, foi o colega que em acompanhou durante todo o ano nas funções de observador/analista. O Paulo vinha do ISMAI, e teria o mesmo estatuto de estagiário que eu teria, sendo que eu teria de o orientar naquilo que pudesse e importasse. Sabia que poderia vir a ser uma surpresa muito agradável, ou que poderia ficar aquém do esperado. Mas isso é uma eterna possibilidade que teremos sempre à nossa frente em cada ocasião e com cada pessoa.
A verdade é que o Paulo se revelou a pessoa mais importante para mim durante todo o estágio, e sem ele tenho a certeza que não me teria aguentado até ao fim. Esta é a verdade, nua e crua. Uma das primeiras coisas que deixámos claras quando falámos pela primeira vez, foi que teríamos de nos unir um ao outro, ajudar-nos e proteger-nos mutuamente, pois certamente estaríamos constantemente a ser observados, avaliados e postos em causa até. Sabíamos que teríamos muito trabalho, e que, pelo facto de sermos novos no clube e sermos estagiários, as pessoas poderiam não nos levar a sério e testar continuamente aquilo que eram as nossas ações e as nossas competências. Teríamos que garantir que estávamos na máxima força, e caso isso pudesse não acontecer, teríamos de dar mais de nós ao outro naquilo que ele tivesse mais necessidade. . Mais do que um colega, foi um amigo. Foi alguém que além de ter a mesma função que eu, e até na teoria estando subordinado àquilo que fosse a minha palavra final (pois era eu o responsável), se mostrou sempre disponível para falar de tudo o que pudesse surgir. Foi amigo, conselheiro e quase um psicólogo a tempo inteiro.
Além de partilharmos toda a experiência e falarmos de cada um dos acontecimentos e problemas que o estágio nos impunha, também falávamos daquilo que eram as nossas vidas pessoais, o que acontecia em casa, no nosso
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grupo de amigos e nos que nos rodeavam e tinham mais intimidade connosco. Por diversas vezes falámos da forma como o estágio me fazia sentir, daquilo que eram as minhas expectativas e ideias, daquilo que esperava e de como me desiludi, do caminho que pretendia percorrer e dos objetivos que tinha para a minha carreira e para a minha vida. E ele fazia o mesmo comigo. Foi ele quem por diversas vezes me incentivou a não ir abaixo, a não dar parte de fraco e a continuar no caminho que tinha definido. Disse-me muitas vezes para usar a experiência para crescer a nível pessoal, porque em termos técnicos não iríamos aprender muito ali, mas iríamos aprender sobre o que é lidar com pessoas, para o melhor e para o pior. Conseguiu ao longo de todo o tempo ter uma vertente de amigo incondicional, mas também um papel de “advogado do diabo”, pois alertava-me constantemente para possíveis perigos ou fragilidades naquilo que eram os meus pensamentos, as minhas ideias ou as minhas ações. Nunca em momento algum se mostrou uma pessoa incapaz de trabalhar. Quis sempre estar por dentro de tudo, e fazia questão de fazer e ajudar em tudo o que pudesse. A sua humildade e a sua capacidade de trabalho também me influenciaram e me ajudaram a crescer, e a apoiar-me nas coisas menos boas para retirar lições que me ajudassem a melhorar. E sei que ele chegará longe pela forma como se dedica às tarefas que tem.
Uma das tarefas que tinha definido para o meu estágio era a entrevista de pessoas que fossem referências da área, tal como minhas referências também, e cuja visão e ideias me pudessem acrescentar algo e me ajudassem a lidar com as tarefas e os problemas que vivenciasse diariamente no estágio. Além disso, era também uma forma de produzir conhecimento junto de pessoas da área, que pudesse servir-me a mim ou a futuros trabalhos realizados. O Paulo mostrou-se sempre totalmente disponível para me deixar ausentar das tarefas presenciais do estágio e me poder deslocar onde fosse necessário. Sinto que o fez por total boa vontade e por um companheirismo excecional. Se ele quisesse tirar partido da situação, poderia dar uma ideia de que ele era mais interessado e mais comprometido. Mas mesmo nas reuniões que existiam na minha ausência, por vezes alguns treinadores comentavam ou perguntavam algo sobre mim, e ele resumia-se ao estritamente necessário.
Penso que conseguimos sempre um equilíbrio perfeito no trabalho. Dividimos as tarefas sempre de uma forma aparentemente equitativa, de modo a ficarmos com uma carga semelhante, mas por vezes éramos capazes de trocar papéis e ficarmos responsáveis pelas tarefas um do outro. Ou, se um de nós terminasse o que tinha de cumprir o outro disponibilizava-se para ajudar. Aliás, ao longo da época existiu uma inversão de papéis, pois numa fase mais inicial era eu quem preparava o vídeo para apresentar à equipa, e durante o decorrer da mesma, começou ele a assumir cada vez mais esse papel e a ficar encarregue de se articular com o treinador para apresentar as imagens. Isso demonstra bem a cobertura que ele acabou por me dar, porque no momento em que estive mal, ele prontificou-se e assumiu uma função quase de escudo protetor. Com a minha fragilidade face às expectativas defraudadas , se ele me quisesse expor e deixasse que todos vissem e esmiuçassem as minhas fragilidades, eu teria os dias contados. Mas ele assumiu as tarefas que podia e garantiu que permaneceríamos fortes, sem que eles nos abalassem.
Comentávamos constantemente tudo entre nós, falávamos de tudo e analisávamos tudo, tentando perceber a intenção e o propósito de cada comportamento para uma análise e uma reflexão técnica do processo de treino. E mesmo não podendo fazer isso com os restantes elementos da equipa de trabalho, fazendo-o entre nós, conseguimos criar uma forma de fomentar a partilha do nosso conhecimento e da nossa visão das coisas, e ao mesmo tempo de nos desenvolvermos em todos os sentidos que nos eram possíveis.
Se ao início, eu estava realmente importado em assumir todas as tarefas, quase como que a orientar o Paulo, a desmotivação também me fez entregar- lhe isso inconscientemente, deixando de me preocupar com alguns pormenores. Ele próprio notou isso, e percebemos que da teoria à prática as coisas que nos diziam ao início talvez não fossem aquelas que acabavam por fazer a maior diferença.
Aprendemos a confiar um no outro, a ouvir-nos e a entender-nos um ao outro. Porque era o correto, mas acima de tudo, porque era aquilo de que precisávamos. E daí nasceu uma grande amizade. Criámos um laço que nos