À la croisée des Black Arts Movement, Chicano Art Movement et Feminist Art
2. Féminisme noir
O ritmo acelerado de aparecimento e desenvolvimento de novas áreas tecnológicas, levou ao aparecimento de novas áreas científicas como por exemplo a Informática e as Ciências Biomédicas, conduzindo as IES para o desempenho de um novo papel na Sociedade (Santos, 1997). O tempo que medeia entre a descoberta científica e a introdução da respectiva inovação no mercado (Bilhim, 1996) é cada vez mais reduzido, permitindo assim uma aproximação cada vez maior com a envolvente (Gates, 1999). Deste modo, a constante oferta de novos produtos e serviços no mercado global fizeram aumentar a exigência dos clientes. Face à necessidade de mudança do seu modo de funcionamento, as organizações vêm-se obrigadas a partilhar recursos, tecnologia e informação entre os seus parceiros, de modo a conseguir a flexibilidade e a rapidez exigidas por este novo mercado alargado (Leite, Albuquerque, & Leal, 2007). As TIC vieram contribuir para a regeneração destas organizações, potenciando a partilha de informação e o seu alargamento ao mundo exterior aumentando o seu raio de acção (Mendes, Teixeira, Teixeira, & Marques, 2002).
As IES são detentoras de uma missão5e de objectivos claramente definidos e estão
submetidas à concorrência por parte das suas congéneres, o que tem contribuído para que a sua visão do “mercado” se altere radicalmente (Mendes & Romão, 2003a). Deste modo, o grande desafio para estas organizações passa pela gestão das “redes” informais, que lhes permitam responder eficazmente aos cenários em constante mudança que se lhes deparam. Esta gestão só poderá ser eficiente se assente num ambiente de cooperação entre os seus diferentes actores. O posicionamento das IES, face ao actual cenário, deve ser de abertura ao exterior, de modo a dar resposta às exigências colocadas diariamente pela sociedade (Serrano, Silva, Reis, & Mendes, 2003). Estas instituições têm de abrir o seu espaço de cultura e ciência, na maioria das vezes fechado em si própria, a novos actores mobilizadores da criação e divulgação do saber, através de uma cooperação activa e inovadora (Mendes & Romão, 2003b).
Em Portugal as IES, quer públicas quer privadas, têm despertado para esta nova realidade e estão, de uma forma crescente, a concentrar-se em desenvolver/adoptar soluções que tenham em atenção o que de facto é o seu “core” enquanto organização, isto é, a gestão da informação e de competências científicas, ou se quisermos, mais concretamente, a gestão do
conhecimento detido pelos seus diferentes actores (por exemplo: docentes, alunos, entre outros) como forma de potenciar o pleno desempenho da sua missão e o alcançar dos seus objectivos (Mendes & Romão, 2003b) (Silva, 2004b).
Assim, a gestão e o intercâmbio de saberes, de conhecimento e de informação torna-se um factor muito importante para a execução e desenvolvimento de acções de investigação e de inovação (Mendes & Romão, 2003b). A geração/criação do conhecimento e a aceleração do processo de aprendizagem por um lado, e por outro a crescente importância das redes de colaboração/cooperação na interligação destas, determina a posição sócioeconómica dos indivíduos e das organizações (Foray & Lundvall, 1996). O processo de criação de conhecimento e de inovação só será possível, através do desenvolvimento tecnológico e da investigação científica, a par do desenvolvimento organizacional, no sentido da organização em rede, de modo a promover a aprendizagem individual e organizacional. Este desafio encontra suporte na Estratégia de Lisboa e no Plano Tecnológico, destacando-se a aposta na sociedade do conhecimento, o aumento dos níveis de competência, o desenvolvimento científico e tecnológico e o estabelecimento dum processo de aprendizagem ao longo da vida (Unidade de Coordenação do Plano Tecnológico, 2006).
As modernas tecnologias de informação e comunicação têm potenciado a participação da comunidade científica em redes informais de partilha de conhecimento e informação, quer a nível nacional, quer a nível internacional. Estas têm como objectivo a circulação de informação e a troca de experiências, promovendo a evolução e desenvolvimento de conhecimento científico de que são detentores os diversos actores. Neste contexto, a adopção de Sistemas de Informação facilitadores destes mecanismos de inter-relacionamento e da gestão e disseminação do conhecimento, constitui hoje um enorme desafio. As Novas Tecnologias de Informação e Comunicação já não são meras ferramentas de melhoria da eficiência dos processos, elas são ferramentas que potenciam a inovação e o desenvolvimento de novas estratégias organizacionais (Galliers & Baets, 1998). Através de infra-estruturas tecnológicas de ligação entre entidades detentoras de informação e conhecimento, tornar-se-á mais fácil aos diferentes utilizadores acederem aos diversos conteúdos provenientes das mais diversas áreas do saber (Missão para a Sociedade da Informação, 1997).
Este trabalho surge na sequência natural de outros trabalhos realizados anteriormente, quer ao nível da realização da dissertação de mestrado, quer ao nível de artigos escritos, em que o estudo da realidade das IES portuguesas tem permitido pensar e reflectir sobre o seu posicionamento na sociedade actual e na apresentação de soluções que lhes permitam melhorar
e inovar o seu modo de funcionamento. A proposta a apresentar passa por um sistema de informação inter-organizacional de gestão de transferência de conhecimento a nível nacional e no papel das arquitecturas de sistemas de informação neste processo.
As funções desempenhadas nos últimos anos ao nível da docência permitiram um olhar crítico sobre a situação actual das IES, mais concretamente na relação IES-SE, tendo constatado os benefícios resultantes desta interacção. Interacção esta que tem sido objecto de ampla discussão e reflexão, sendo reconhecidos os benefícios positivos resultantes de uma colaboração desta natureza, quer para as IES quer para o SE (Valentín, 2000) . Por outro lado, o percurso académico seguido evidencia um particular interesse pelos Sistemas de Informação e a sua importância nas organizações, com especial relevância para as IES. No contexto das IES e do SE, os sistemas inter-organizacionais, como elemento facilitador da comunicação e colaboração neste tipo de relações, assumem particular relevância (Mäkipää, 2006).
Assim, pretende-se que este trabalho de investigação possa responder aos desafios enunciados, nomeadamente na gestão e intercâmbio de saberes, de conhecimento e de informação de que são detentores os diferentes actores, através das redes de colaboração que se estabelecem com vista ao desenvolvimento de acções de investigação e de inovação. Por consequência, apresenta-se um referencial de arquitectura de sistemas de informação, que serve de suporte à comunicação e colaboração entre as IES e o SE, de forma a facilitar a transferência de conhecimento, de que são detentores os académicos, investigadores e profissionais. Pretende-se desta forma potenciar o processo de transferência de conhecimento, essencial ao desenvolvimento da sociedade do conhecimento, contribuir para o fomento de uma economia baseada no conhecimento, e veicular uma reflexão para o enriquecimento do processo de transferência de conhecimento a nível nacional.