PARTIE I : Rappels bibliographiques
2. Application de l’extraction cellulaire en 02 aux chiens atteints de « SORB »
2.2 Extraction en oxygène ErO
A segunda fase do Telecurso 2º Grau, iniciada em 1979, contemplava as disciplinas de Inglês, Organização Social e Política Brasileira e Educação Moral e Cívica (OSPB/EMC) e Matemática.
O curso de Inglês era bem distinto das outras disciplinas, em termos da dinâmica e dos recursos utilizados pela produção para realização do programa. Havia o expediente das
dramatizações, mas, diferentemente, das teleaulas de Língua Portuguesa/Literatura, eram bem extensas, algumas ocupando até cinco minutos. Na maioria das vezes, essas esquetes consistiam em uma cena interpretada por dois atores, totalmente em inglês. Apesar disso, os atores detinham uma expressão corporal muito marcante, no intuito de facilitar a compreensão do aluno/telespectador sobre o que estava sendo dito.
Outra novidade na aula de inglês foi o merchandising. Em uma das cenas, ambientada em uma oficina automotiva, os veículos utilizados na composição do cenário são todos da Volkswagen. Durante o diálogo dos personagens, a câmera focaliza o macacão do mecânico, no qual também está estampado o símbolo da referida fábrica. Essa situação é interessante, pois por um lado demonstra outras formas de exploração comercial do Telecurso por parte da FRM, e por outro evidencia como agentes externos, de outros campos – que não o político, televisivo ou educacional –, nesse caso uma grande multinacional da indústria automobilística, encarava o programa, não tão somente na condição de um espaço publicitário, mas com expectativas de que essa inserção colaborasse para mostrar a sociedade que a empresa investia em ações sociais importantes para a formação do trabalhador, talvez como forma de contrapor às diversas ações do movimento sindical que havia deflagrado diversas greves desde 1978.
As teleaulas de inglês utilizaram uma técnica muito particular para o aprendizado do novo idioma pelo aluno/telespectador. Após a repetição da cena de dramatização, a apresentadora fazia uma narração em off dos principais termos utilizados no diálogo anterior, que apareciam em caracteres amarelos com a tela azul. Até aí nada de novidade ou inovação, afinal a inserção de caracteres era um recurso básico utilizado por todas as disciplinas, a diferença estava na sequência da cena, quando uma grande boca feminina ganhava toda a dimensão do vídeo e realizava a pronúncia dos termos que estavam sendo estudados na teleaula. E para reforçar ainda mais o conteúdo, enquanto a boca repetia os termos, eles apareciam novamente no vídeo em caracteres amarelos, reforçando ainda mais a mensagem. Essa mesma metodologia era utilizada após todas as dramatizações das teleaulas.
Outra disciplina que fez parte da segunda fase do Telecurso foi OSPB/EMC, completando o rol das Ciências Humanas do currículo oficial. Instituídas pelo MEC com o advento do regime militar, cumpriam dentro do sistema de ensino o papel de levar a sociedade brasileira temas considerados estratégicos para os militares, dentro da concepção da Doutrina de Segurança Nacional.
No caso específico do Telecurso, EMC/OSPB eram ministradas conjuntamente. Era uma das aulas que utilizava menos recursos e pouco dinamismo na apresentação dos
conteúdos. As disciplinas eram apresentadas pelo jovem ator Jorge Fernando, de apenas 23 anos e que havia acabado de estrear na Rede Globo, na série Ciranda, Cirandinha (1978). Na trama Jorge Fernando interpretava o papel de Reinaldo, jovem que dividia um apartamento na Zona Sul do Rio de Janeiro com mais três amigos Helinho (Fábio Jr.), Tatiana (Lucélia Santos) e Susana (Denise Bandeira). Voltada para o público jovem tratava sobre o comportamento daquela geração no final da década de 1970. A série fazia parte das inovações na grade de programação da Rede Globo, naquele momento, e era uma aposta de Boni e Daniel Filho. Por abordar temas como drogas e amor livre chegou a ter problemas com a Censura que não se contentou apenas com o corte de falas e cenas, havendo a necessidade de Daniel Filho ir até Brasília para o primeiro episódio ir ao ar. 327 Curiosamente, menos de seis meses após a exibição da série, Jorge Fernando seria escalado para ministrar as teleaulas de Educação Moral e Cívica no Telecurso. Apesar de ter espaços significantes de fala, o destaque ficava por conta das narrações em off realizadas por Henrique Martins que ocupavam a maior parte das teleaulas, dando aos programas um tom documentarista.
Apesar das disciplinas de EMC/OSPB terem sido instituídas pelos militares, muitos assuntos tratados nas aulas poderiam ser considerados como delicados para o regime. A aula de número 10, por exemplo, teve como tema o Direito ao voto. À época da gravação do VT, início de 1979, o país ainda vivia sob uma legislação eleitoral oriunda da chegada dos militares ao poder. Com vistas a tratar do conteúdo da forma mais oficial possível, os produtores da aula utilizavam como base para todas as discussões a Declaração Universal dos
Direitos do Homem, o que facilitaria possíveis ajustes exigidos pelos censores. A aula em
questão inicia-se com a cena de pessoas caminhando em uma grande cidade, enquanto o narrador, em off, pronuncia o artigo 21 da Declaração:
Todo o homem tem o direito de tomar parte no governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos. Todo o homem tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país. A vontade do povo será a base da autoridade do governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.
Na tela, surge em caracteres brancos o nome do documento e, em seguida, Jorge Fernando inicia a sua apresentação:
Hoje nós vamos falar de um direito muito importante, o direito ao voto, que é assegurado pela Declaração Universal dos Direitos do Homem. O voto tem um sentido um pouco maior do que a gente pensa, o voto não é uma obrigação para quem tem o título de eleitor, na verdade o voto é a chance
que nós temos de dar a nossa opinião sobre qualquer coisa, você pode votar dentro de uma reunião de amigos, opinando sobre um assunto qualquer a ser decidido, você pode votar para a presidência do seu time de futebol para os dirigentes de seu sindicato e para os homens que governam o país.
Nesse momento, Jorge Fernando faz uma pausa de dois segundos, troca de câmera e prossegue a explicação: “o voto é uma manifestação, é uma participação que a gente faz. Por isso, para o cidadão participante, é necessário que ele vote com consciência. Isso quer dizer, saber por que e para que ele está votando, não apenas votar por votar.”
A introdução ao tema feita pelo apresentador é muito interessante, pois inicia a discussão justamente trazendo à tona a importância do ato de votar. Tratando até de dirigentes sindicais, o que aponta para mostrar que o programa estava atento aos movimentos de oposição ao regime militar que exigiam a volta ao Estado Democrático de Direito. Ao mesmo tempo, é interessante notar como o redator da teleaula inseriu o exemplo da presidência do clube de futebol, em uma época em que as pessoas poderiam votar apenas para a presidência do time de coração, porque, para a presidência do país, as eleições permaneciam indiretas, o que talvez justifique também a pausa feita pelo apresentador antes de dizer que podemos eleger “os homens que governam o país.”
Após essa introdução, o narrador Henrique Martins inicia uma longa explicação, com mais de dois minutos e meio, sobre o significado da democracia. A certa altura de sua explanação, o narrador diz: “no regime democrático, os homens que fazem parte do Estado, que governam, são eleitos por votos. O voto é, portanto, uma manifestação de toda a sociedade escolhendo os seus representantes, escolhendo quem os governará.” E finaliza essa etapa dizendo que: “a forma mais perfeita de participação democrática é o plebiscito que surgiu em Roma no ano 500 a.C..”
Nesse momento da aula, surge sentado e em plano médio, em um estúdio de cor escura, um homem de blusa vermelha e blazer azul. Em caracteres brancos, aparece no vídeo a informação “Heródoto Barbeiro – Historiador.” O depoimento de Barbeiro foi o primeiro de um especialista na teleaula, e ocorreu após quatro minutos e meio do início, durando exatamente um minuto. Em seu depoimento, falou um pouco sobre o conceito de plebiscito:
A palavra plebiscito significa um grande acontecimento no qual o povo vai decidir a respeito de um assunto de suma importância para a sociedade. Logicamente, é uma palavra de origem latina, porque apareceu em Roma. Em Roma quando havia grandes decisões a serem tomadas pelo povo, essas decisões eram chamadas de plebiscito.
Seguindo sua explicação, o historiador dá um exemplo concreto da utilização do plebiscito na história política brasileira:
Poderia até dar um exemplo aqui mesmo no Brasil. Em 1963, o Brasil era uma República Parlamentar. Nós tínhamos parlamentarismo no Brasil naquela época, o presidente então, o presidente João Goulart convocou um grande plebiscito nacional e nesse plebiscito o povo foi chamado a dizer sim ou dizer não.
Impressiona o fato de Heródoto Barbeiro recorrer ao exemplo do plebiscito ocorrido durante o governo João Goulart, que foi conturbado e que sucumbiu justamente com o golpe civil-militar em 1964. Barbeiro segue com sua explicação, e termina de contar a história:
Logicamente, venceu aqueles que queriam a volta à República Presidencialista e consequentemente então o povo opinou. Portanto, no plebiscito é quando a vontade do povo, o mais importante componente da nação, ele se manifesta e através dele então o Estado sabe como se conduzir. A forma com que Barbeiro conclui seu depoimento põe em relevo o poder de decisão popular e o caráter acertado de sua decisão soberana de voltar ao presidencialismo, mas não tratava, obviamente, do fato daquele expediente não ser utilizado no período do regime militar. Esse depoimento exemplifica como os assuntos tratados nas disciplinas de EMC/OSPB, por maior controle que tivessem, estavam reféns do momento histórico de abertura do regime, no qual vozes dissonantes das oficiais transpareciam nos audiovisuais do
Telecurso, ainda que em menor grau. Demonstrando como um produto televisivo pode ser
múltiplo.
Logo após a fala de Heródoto Barbeiro, a voz em off trata de fazer reparos ao depoimento anterior. Segundo o narrador: “em sociedades complexas, há uma extrema dificuldade em fazer-se uma consulta popular em todos os momentos sobre todos os assuntos. Isso então conduziu ao sistema representativo de poder em vigor em muitos países.” Nos vídeos, é apresentada a cena de um repórter que tenta abordar pessoas na rua, mas sem sucesso, reafirmando a mensagem de que muitas vezes o povo não está disposto a decidir seus destinos. Em seguida, Jorge Fernando explica como o voto é o modelo mais avançado de representação política. De acordo com o apresentador:
Muitas vezes, quando nós temos que decidir dentro de um grupo de pessoas, nem sempre todo mundo tem a mesma opinião. Quando, porém, o direito de todos está envolvido, o voto é o jeito que usamos para acharmos o resultado das tendências e opiniões dentro desse grupo esse processo dá as condições necessárias para que possamos escolher nossos representantes em qualquer lugar ou dirigente do governo.
Após essa fala, prosseguem as narrações em off de Henrique Martins. Até que um segundo depoimento de um especialista surge na tela. Dessa vez, o de um agente oficial, Francisco José Costa, assessor de Comunicações do TRE, explicando um pouco sobre a legislação eleitoral brasileira. Seu breve testemunho, tem duração de cerca de 45 segundos e, novamente, a voz de Henrique Martins vinculada a imagens meramente ilustrativas, ocupando o vídeo por mais de dois minutos é a única fonte de conteúdo para os alunos/telespectadores. Segundo Jorge Fernando: “Toda a restrição feita a quem não vota prova que o voto é um dever, todo o, brasileiro, salvo algumas exceções previstas na lei, é obrigado a votar.” E, novamente, o assessor do TRE aparece no vídeo e afirma: “É pelo exercício do voto que se aperfeiçoa a democracia.” Próximo do final da teleaula Jorge Fernando tenta realizar uma síntese do assunto discutido:
Pelo que deu pra perceber votar é um dever, existem muitas leis que obrigam o cidadão a votar, mas eu acho que o mais importante é a gente saber que votar é um direito que nós temos, é a contribuição para a comunidade que pertencemos, ao mesmo tempo se alguém se recusa a votar está anulando a sua participação política deixando de exercer o seu direito, de participar das decisões que se tomam sobre sua sociedade.
Apesar da teleaula não ter se encerrado, essa foi a última grande intervenção realizada pelo apresentador Jorge Fernando. Mas a aula ainda teria a participação de um terceiro especialista, que daria seu depoimento sobre o assunto. Gravado a partir de uma tomada externa, o jurista Dalmo Dallari fala sobre a importância do voto:
O direito de votar se tem afirmado como um dos mais importantes do mundo moderno. É completado pela noção que existe também do dever de votar, e porque razão. É um direito porque é indispensável que o povo tenha a possibilidade de externar a sua opinião de escolher seus representantes e dessa maneira de influir sobre as decisões dos assuntos de interesse público. Mas existe também o dever de votar, porque se o povo não participa dessa maneira, se o povo não escolhe os seus representantes e se não procura escolher bem os seus representantes, evidentemente, a sociedade não poderá ser governada de acordo com a vontade do povo e de acordo com os interesses do povo.
Em seguida, Dallari tece algumas considerações sobre o campo político brasileiro: Tem-se falado num enfraquecimento do Parlamento, do enfraquecimento da classe política, entretanto ainda resta uma possibilidade muito grande de influência do Parlamento e muitas decisões de extrema importância serão tomadas no Senado, na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa questões como problemas de salário, relações trabalhistas e outras questões fundamentais que serão decididas no Parlamento, e por esta razão é indispensável que o povo vote e vote bem, escolhendo representantes dignos, pessoas que assumam o compromisso de adotar atitudes mais condizentes
com o interesse do povo, e não pessoas que vão fazer do seu mandato, da sua condição uma possibilidade de obter proveitos pessoais.
E conclui sua fala reafirmando a importância do voto: “Acho, portanto, fundamental que o povo vote e que vote bem escolhendo bons representantes porque dessa maneira é que se poderá ter então uma revalorização do Parlamento e que se poderá ter um governo desenvolvido de acordo com os interesses do povo.”
A participação de Dalmo Dallari é exemplar no que tange a utilização de vozes de oposição ao regime dentro do Telecurso. Ainda que o jurista não fosse alguém com um grande apelo popular e conhecido da audiência, sua participação no programa com uma fala tão extensa evidencia que os produtores estavam atentos à discussão latente no período. Dallari era um defensor dos direitos humanos e ficou ainda mais em evidência quando do seu seqüestro em 02 de julho de 1980.
A última disciplina da segunda fase era Matemática, apresentada por Marco Nanini. Com 40 anos de idade o ator tinha uma trajetória no teatro, nas telenovelas e no cinema. E atuou no Madureza Ginasial na mesma função. Ao seu lado, o professor da USP Luiz Barco, responsável pelas explicações dos conteúdos.
Talvez o maior desafio para os produtores fosse o de saber quais recursos da televisão poderiam ser utilizados para o ensino de Matemática, pois as estratégias que minimamente deram certo nas aulas da primeira fase pouco colaborariam para o aprendizado da disciplina.
Sem alternativa, os produtores optaram por enfatizar a figura do professor. Porém, ao fazer tal escolha, os produtores abriram mão do dinamismo que a TV havia proporcionado nas disciplinas da primeira fase. Mesmo as aulas de História, nas quais durante os seus 15 minutos, o predominante era a explanação de Guarnieri, havia algum dinamismo, proporcionado, sobretudo, pelas inserções de material audiovisual. No curso de Matemática, a tônica era a explicação quase que exclusiva do professor, sobretudo quando o conteúdo a ser tratado tinha um alto grau de abstração e complexidade.
Na teleaula de número 20, por exemplo, em que o tema era função logarítmica, quem mais aparece no vídeo é Luiz Barco tecendo suas explicações sobre o assunto sem se diferenciar de um professor que estivesse explicando o tema em uma escola. Marco Nanini, tinha uma atuação secundária, e nas poucas vezes que aparecia era simplesmente para anunciar o conteúdo do dia ou para sinalizar o início de outra atividade. Na teleaula em questão Nanini inicia dizendo: “Bem, vamos ver agora as propriedades não-operatórias do logaritmo, matéria muito importante para o entendimento do assunto matemático.” E ao final, ao se despedir dos alunos, sempre em tom otimista e alegre, alerta para a importância do
estudo no material impresso: “Muito bem, hoje você aprendeu direitinho logaritmos e propriedades. Façam os exercícios, estudem nos fascículos e temos um encontro marcado no próximo programa. Até lá!”
Mas o tom otimista de Nanini não convencia o aluno/telespectador, que, na sala de sua casa, sentia dificuldade para a compreensão da matéria, e expressaria essa insatisfação por meio do Jornal do Estudante: “o apresentador não é de nada, aquilo é mais palhaçada que aula de Matemática”, escreveu um estudante. 328
Em outra carta mais um aluno/telespectador tecia seus comentários sobre os rumos das teleaulas: “se os professores de Matemática julgam-se gênios e que estão lidando com super- alunos, aqui está um que não é, e assistir as aulas de TV ou não dá no mesmo, pois são completamente negativas.” 329 E mesmo o estudante que aparentava ter um grande apreço pelo Telecurso não poupava as teleaulas de Matemática:
Eu fiz o ginásio completo e apesar de ter dificuldade na matemática, tenho alguma noção. Sinto muito por aqueles, que não têm noção nenhuma. Eu por exemplo, farei outro curso de matemática e serei obrigada a recorrer a um professor particular. Está desanimador. Será que os matemáticos são tão frios, que não têm sensibilidade para sentir o problema de quem estuda sozinho?... Desculpe meu desespero. Talvez os professores compreendam, embora acredito que eles tenham tido a oportunidade de estudar com professores e não sozinhos como nós. Tenho certeza, que quando eles tiveram dúvida eles tinham alguém que os ajudasse. 330
A produção tentou utilizar alguns recursos para amenizar as longas explicações dos professores. Um dos efeitos fazia com que a mão, bem como a caneta do professor, desaparecesse no momento em que se escrevia a explicação na lousa. Assim, o aluno assistia no vídeo apenas as equações, que aparecia termo por termo, número por número. O professor ainda contava com o auxílio de um quadro vermelho, no qual os gráficos já estavam desenhados, facilitando a visualização no vídeo. Em outros momentos quando as explicações de Marco Nanini eram um pouco maiores, havia elementos cenográficos para que ele pudesse interagir, como compassos, transferidores, figuras geométricas. Os produtores apostaram até em um robô, talvez no intuito de mostrar a relação entre Matemática e robótica, demonstrando o aspecto tecnológico da disciplina (imagem 7). Todavia, com exceção desses efeitos, as teleaulas de Matemática do Telecurso pouco se diferenciavam das aulas da escola tradicional. Ficavam, ainda, em considerável desvantagem, pois na escola havia a possibilidade de
328 Apud RONCA, Antonio Carlos Caruso. op. cit. p. 192 329 Ibid.
questionamentos, enquanto na televisão isso era impossível, mesmo com o esforço do professor em repetir ou reforçar sua explicação.
Imagem 7 – Bastidores da teleaula de Matemática com Marco Nanini
Fonte: LIMA, Cunha.
Essa rejeição à Matemática era esperada pelos organizadores, que optaram por inserir a disciplina somente na segunda fase do Telecurso. Sendo classificada, entre eles, como disciplina tabu para os alunos/telespectadores, pois nela se concentrava o maior número de reprovações nos exames supletivos. A justificativa é plausível, afinal, como vimos na