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Extraction de bases g´ en´ eriques sans perte d’information

2.2 Aper¸ cu sur les bases g´ en´ eriques de r` egles d’association

2.2.1 Extraction de bases g´ en´ eriques sans perte d’information

As pesquisas que foram recentemente realizadas no campo de

internacionalização vieram a evidenciar o papel que determinados fatores exercem

nas operações realizadas no exterior, destacando o tamanho da firma, sua experiencia

no mercado internacional e localização geográfica (Holzmüller & Kasper, 1991;

Verwaal & Donkers, 2002; Kovacs et al, 2011). Esse último, recebe maior atenção por

se tratar de uma pesquisa que é imputado um papel relevante na seleção não

somente do mercado alvo internacional, mas também das estratégias para se inserir

nele (Stöttinger & Schlegelmich, 1998).

A teoria do processo de internacionalização considera a entrada em outros

mercados como um processo incremental que começa, normalmente, tardio no ciclo

de vida da organização e adverte sobre as consequências potencialmente negativas

nesse processo quando ocorridas precocemente (Jonhanson & Vahlne, 1990). Mas,

alguns pesquisadores como Eriksson, Johanson, Majkgard & Sharma (1997) procuram

determinar o início da atividade internacional com um catalisador para o crescimento,

principalmente em setores dinâmicos e de intensiva tecnologia.

Ambos argumentos podem fornecer arcabouços teóricos que expliquem o

momento de internacionalização das organizações, implicando o processo de

internacionalização precoce para a sobrevivência e crescimento organizacional (Zahra,

examinar os efeitos da internacionalização precoce em ambos os resultados podem

ajudar a resolver algumas das aparentes contradições teóricas e empíricas de um

passado recente.

A pressão em internacionalizar com um crescimento marginal e

comprometimento dos recursos para entrar-se em novos mercados, pode ser retratada

através de duas teorias: a Teoria comportamental da empresa (Cyert & March, 1963)

em que a natureza incremental do processo é devido à aversão quanto a incerteza

lentamente adquirida para exploração de novos mercados estrangeiros, acumulando

conhecimento e experiência de entradas anteriores e a Teoria de Penrose para

crescimento da organização ou Teoria de Processo (Penrose, 1958), que assume

apenas a perspectiva no nível de experiência da organização em definir as decisões

gerenciais de internacionalização, para se internacionalizar cada vez mais.

Embora as duas perspetivas adotam o processo de internacionalização, elas

aparecem para assumir objetivos fundamentais e diferentes para a organização

(Sapienza et al, 2005). A teoria do processo pressupõe que a sobrevivência é

importância central para a organização, ou seja, as empresas veem a

internacionalização com um meio para a base de seu conhecimento e do receio em

entrar prematuramente nesse mercado. Em contraste o comportamento da

organização visa oportunidades de crescimento como guias para se internacionalizar,

se concentrando em resultados positivos e implica que a hesitação significa

oportunidade perdida (Zahra & George, 2002).

Alguns estudos têm sugerido que a formação de estratégias tanto deliberadas

quanto emergentes fazem parte das decisões de entrada e de desenvolvimento em

mercados internacionais (Sepence, 2003; Crick & Sepence, 2004). Assim, entende-se

de entrada no mercado internacional, as quais variam em função do nível de

comprometimento de recursos e da complexidade inerentes às operações no exterior.

Seguindo as considerações de Rocha & Almeida (2006), de que a estratégia

adotada tem papel relevante na internacionalização das organizações, nota-se que

além do processo de formação estratégica, os modos de entrada e o relacionamento

com parceiros internacionais, a eficiência económica dessas organizações também

influenciam como determinantes estratégicos de internacionalização.

Acredita-se que o processo estratégico dessas organizações seja determinado

por características organizacionais específicas e que o conjunto dessas perspectivas

se revela como um importante influenciador do grau em que se encontra a extensão

das operações internacionais, usualmente avalizado por meio de indicadores

financeiros e não financeiros (Crick & Spence, 2004).

Nota-se que em alguns estudos, determinantes organizacionais tomam como

base de análise o tamanho e a experiencia internacional das organizações. Esses

determinantes, por sua vez, influenciam o processo estratégico internacional, que

compreende a formação de diferentes tipos de estratégias – deliberadas e emergentes

– e a escolha de diversas modalidades de entrada no mercado estrangeiro e de seus

parceiros diretos.

Outro determinante organizacional, nesse caso, seria o Tamanho da firma.

Segundo Holzmüller & Kasper (1991), o tamanho da organização provou ter pouca ou

nenhuma influência no desempenho empresarial em termos do retorno financeiro que

advém das atividades internacionais. Por outro lado, Calof (1994), através de pesquisa

realizada em organizações canadenses, notou que organizações maiores quando

comparadas com as menores, têm maior propensão de exportar e ter melhores

ganhos financeiros (eficiência) no mercado, mesmo que tenha registrado uma

2.6.1 A formação de estratégias internacionais

A medida em que as empresas podem alavancar suas capacidades em todos

os mercados, a entrada em mercados internacionais podem melhorar sua capacidade

de expandir as operações e construir uma base forte para suas receitas,

desenvolvendo também capacidades nestes mercados e serem utilizados para o seu

núcleo de negócios no mercado doméstico (Birkinshaw, 2000).

Uma tipologia desenvolvida por Hart (1992), se baseia nos variados papéis

ocupados pela alta gerência e pelos membros da organização no processo de

formação de estratégias. Essa tipologia, se baseia em processos deliberados

emergentes, tendo sido utilizada em estudos que conectavam as literaturas sobre

internacionalização e processos estratégicos (Smith & Zeithaml, 1999).

As estratégias deliberadas são altamente controladas e direcionadas a partir da

alta gerência que possui uma visão organizacional e sistêmica de planejamento e

relacionamentos hierárquicos. Esse tipo de estratégia (Tabela 2.9) incorpora modos de

formação estratégica dos tipos comando, simbólico e racional (Honório, 2008).

Modos de formação estratégicos Processo Estratégico Nível da organização

COMANDO Consciente, Controlado e Centralizado Mais alto

SIMBÓLICO Símbolos e Emoções Alta Administração

RACIONAL Sistemas formais de planejamento Relacionamentos

hierárquicos

Tabela 2.9: Modos de formação estratégica Fonte: Honório, L. (2008, p. 165)

Por outro lado, as estratégias emergentes, desenvolvem-se sem a intenção

consciente da alta gerência, e normalmente são estabelecidas por intermédio tanto de

do incentivo ao empreendedorismo interno na organização, caracterizando o tipo

estratégico denominado generativo (Honório, 2008).

Crick e Spence (2004), mostram que apesar da literatura mostrar que decisões

internacionais são mais voltadas para as deliberadas, a aprendizagem ocupa um

espaço no processo e as esquipes gerenciais reagem às experiencias aprendidas ao

longo do tempo. Essa consideração, ressalta a evidência de estratégias emergentes

nas atividades internacionais. No que se refere às grandes organizações, Smith &

Zeithaml (1999), mostrou que as decisões internacionais das organizações também

envolvem estratégias emergentes, mas revelam a presença marcante da alta gerência

controlando deliberadamente o desenvolvimento das estratégias de

internacionalização e fomentando os recursos necessários para o crescimento

internacional.

A nível de comparativo, Terpstra & Sarathy (2000), referem que o processo de

formação de estratégica é concretizado pela escolha de diversas modalidades de

entrada no mercado internacional. Em geral, variam em função do nível de

comprometimento de recursos e do nível de complexidade exigido. As estratégias que

envolvem o processo de produção no mercado doméstico, implicam níveis mais baixos

de comprometimento, como é o caso da exportação. Já as estratégias ligadas à

produção no mercado internacional, demandam níveis mais acentuados de

comprometimento e complexidade.

Assim, as organizações que optam por estratégias internacionais não

dependem apenas das vantagens específicas das organizações ou dos padrões que

definam sua evolução de expansão. Fatores multilaterais interferem no processo de

decisão internacional, destacando a importância da formação de parcerias ao longo do

técnicos, sociais, informacionais, económicos, administrativos e legais com outras

organizações, refletem o seu grau de internacionalização (Johanson & Mattson, 1988).

O processo estratégico não depende apenas das especificidades do mercado,

de vantagens específicas das organizações ou de um conjunto de fatores que

manifestam em função de critérios objetivos de decisão e escolha dos modos de

entrada implementados pelo entrante no mercado estrangeiro. O processo também

inclui a seleção de relacionamentos que o entrante necessita manter com diferentes

parceiros internacionais – por exemplo, clientes, fornecedores, distribuidores e

agências governamentais (Sharma & Blomstermo, 2003).

Mesmo que o processo de internacionalização seja um tópico amplamente

pesquisado, algumas lacunas importantes permanecem em matéria de aprendizado e

a acumulação de experiência, bem como os resultados ao nível de empresas nesse

processo (Werner, 2002). Principais pressupostos são de que as organizações iniciam

suas atividades internacionais sem o mercado estrangeiro ou conhecimento de

organizações estrangeiras e que este conhecimento pode ser adquirido somente

através da realização efetiva de suas operações no mercado internacional (Delios &

Henisz, 2003).