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Findado o trabalho que respeitava a realização deste projeto de dissertação são várias as conclusões e reflexões a retirar.

Em primeiro lugar, reforçar os imensos benefícios dos modelos de processos no decurso das várias tarefas inerentes aos projetos, no que toca à capacidade que estes têm de representar visualmente os fluxos de informação e de atividades, tornando-se absolutamente vantajosos para estudar as tarefas, fluxos ou, simplesmente, ciclos de vida, permitindo o seu controlo e otimização. A linguagem usada, BPMN, é compreendida e conhecida a nível universal, um verdadeiro exemplo de uniformização nesta expressão de atividades por intermédio de modelos.

De seguida, mencionar a relevância da gestão e análise do risco direcionada para o RGPD como assunto emergente par a par com o atual Regulamento. O Plano de Gestão do Risco elaborado foi um verdadeiro desafio e embora esta prática mais formal só tenha começado a ser analisada e utilizada mais recentemente, serviu, precisamente, para consciencializar sobre a importância de pensar e repensar não só nos atuais cenários, mas também nos inesperados que podem contribuir para a consecução dos objetivos ou para a prorrogação dos mesmos.

A gestão do risco permite encaminhar e coordenar as atividades que direcionam e controlam os riscos, dado que os mesmos podem ocorrer em ambientes diversificados e em projetos longitudinais. Ao longo da elaboração do plano em que consiste a gestão do risco foi notório que, embora não haja um modelo orientador e uniformizado, há diferentes metodologias e métodos direcionados para o cumprimento dos diferentes pontos constituintes da gestão do risco. A metodologia usada e adotada pautou-se pelo ajuste às necessidades dos projetos em questão, visando corresponder às mesmas como um todo. No fundo, é preciso que haja uma grande envolvência de consistência e

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monitorização contínua. Tornou-se cognoscível que a gestão do risco não consegue controlar a sua subjetividade e ambiguidade, por isso mesmo é que é crucial que esta tarefa seja iniciada e terminada pelo mesmo indivíduo que avaliou e observou o panorama geral dos riscos com uma determinada consistência, uma precisão única e característica. Optar por seguir normas relacionadas com a gestão do risco aliou-se ao intuito de criar uma metodologia consistente e precisa, com a grande particularidade de ser fiável, credível e fidedigna.

Relativamente às AIPD, estes documentos são verdadeiros instrumentos e ferramentas de gestão de dados pessoais aliadas à descrição do tratamento, avaliação e gestão dos riscos para os sujeitos alvo de atenção neste Regulamento, ou seja, os titulares dos dados. Na ótica dos demais, muitas vezes o RGPD é visto como complexo e intimidante, nomeadamente no que toca às coimas da CNPD. Como os projetos do i3S lidavam com dados pessoais, muito embora os mesmos não contribuíssem diretamente para o sucesso das investigações, mesmo detendo de um consentimento informado que englobava um processo de anonimização e pseudonimização - no caso do P1 e P3 -, houve preocupação dos investigadores conscientes de que haviam cenários que podiam agravar os riscos. Além de tudo, as AIPD são ferramentas que ampliam a segurança da informação e dos dados, a prevenção e prudência que contribuem para a visibilidade e confiabilidade, não só dos projetos, mas também da instituição que os representa.

Em quarto lugar, os PGD são ferramentas cruciais no campo da GDI, pois servem de suporte e apoio à mesma. Estes documentos concentram-se na análise, organização, descrição e partilha dos dados decorrentes das investigações do P1, P2 e P3. No caso dos projetos em questão, foi verificado que decorriam em linhas de tempo diferentes e independentemente desse facto a ausência dos PGD foi clara. Por isso mesmo, este trabalho prendeu-se desde logo na formulação de um PGD para cada um dos projetos, mas também, na vertente da consciencialização dos investigadores para, aquando da iniciação de um novo projeto, adotarem a criação do PGD na devida fase, isto é, no momento inicial dos projetos.

Por último, a realização deste projeto de dissertação revelou-se, vivamente, uma mais-valia para os projetos envolvidos, quer na perspetiva dos investigadores, quer na perspetiva dos projetos em si. A metodologia e ferramentas que fundamentaram este trabalho serão utilizadas em projetos futuros do i3S, que implementarão as mesmas aliando as boas práticas perante os dados de investigação e os dados pessoais. A metodologia adotada no início da realização desta dissertação foi o seu suporte máximo. O fluxograma da Figura 10 estabeleceu um método inovador no campo da temática aqui em estudo. Além de tudo, este método poderá ser um contributo para outros projetos de

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investigação que procurem dar um rumo aos dois temas principais representados nesta dissertação, ou seja, não só no campo dos dados de investigação, mas também na essência dos dados pessoais. Assim, este fluxograma acabou por se revelar um possível modelo orientador para qualquer projeto de investigação que apresente conjunturas compatíveis com as do P1, P2 e P3.

A realização deste trabalho projetou-se num resumo e posterior aceitação de participação na conferência EDICIC, a realizar em julho de 2019 em Barcelona, com a concretização de um poster cujo tema é: “Data Management Research: an approach according to GDPR”. Futuramente, com o workflow desenhado e projetado para o desenvolvimento deste projeto, será realizado e publicado um artigo científico assente na metodologia utilizada nesta dissertação.

Em suma, os objetivos propostos na fase inicial desta dissertação foram alcançados, desde os objetivos mais específicos e práticos até ao objetivo de topo que visava contribuir para a Gestão de Dados de Investigação e para o Regulamento Geral de Proteção de Dados por intermédio da criação de ferramentas que visassem a sua monitorização. Finalmente, acredita-se que esta dissertação contribuiu para os projetos aqui envolvidos, bem como para os investigadores e investigações futuras, consciencializando e orientando para as boas práticas como era pretendido. Este foi, sem dúvida, um trabalho que acrescentou valor aos conteúdos estudados durante o mestrado em Ciência da Informação. Revelando-se, também, como um contributo na valorização das demais vertentes da Ciência da Informação, no caso, relacionado com uma faceta muito peculiar ligada ao RGPD.

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Anexo A: Guião de Entrevista ao Encarregado de Proteção de Dados

da Reitoria e do INESC TEC

GUIÃO

Maria Nunes

Projetos:

1. Bem-Estar Animal (relação dono cão)

Objetivo: avaliar o bem-estar de animais de laboratório, de produção e de companhia.

Dados: provenientes de entrevistas aos donos dos animais (dados quantitativos e qualitativos).

Risco: os dados permitem alcançar os donos dos animais, ou seja, dados de cariz pessoal.

2. Alive Pup Projeto (reprodução de ratinhos)

Objetivo: visa determinar as causas de perda de ninhadas de ratinhos e diz respeito ao estudo da reprodução de animais, mais propriamente sobrevivência de ratinhos através de estratégias que visam a prevenção deste panorama, mapeamento da mortalidade de filhotes, identificação e avaliação de fatores de risco.

Dados: provenientes de questionários a investigadores e gestores laboratoriais neste âmbito.

Risco: dados históricos sobre a mortalidade de ratinhos, colocam em causa a imagem, visibilidade e bom nome das três instituições que pertencem ao projeto. Riscos de apropriação indevida de dados.

3. IMGENE (edição de genes)

Objetivo: estabelecer ferramentas e protocolos para melhorar a tecnologia CRISPR face à edição eficiente do genoma que trará benefícios para a investigação nos campos da ciência da vida e da saúde, da indústria farmacêutica e da aplicação da terapia genética.

Dados: provenientes de questionários e entrevistas aos investigadores principais do projeto, com processamento das entrevistas.

Risco: abordagens de questões de ética relacionadas com as questões da tecnologia de edição de genomas em animais, plantas e seres humanos.

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Dados Pessoais

1. O que são dados pessoais?

1.1. Um dos projetos lida com dados de animais que permitem alcançar os dados do dono do animal. Ou seja, são dados pessoais de cariz direto? 2. Dados de cariz coletivo podem ser denominados dados pessoais?

2.1. Pode-me dar exemplos de dados pessoais de cariz coletivo?

2.1.1. Por outro lado, no que diz respeito aos Dados de Investigação (Projeto Alive Pup) também é possível encará-los como dados pessoais?

Dados Sensíveis

1. O que são dados sensíveis?

2. Como é que os dados sensíveis se relacionam com os dados pessoais? (Há dados sensíveis que não são pessoais? O quê que nos dados pessoais os tornam sensíveis?)

3. O que são categorias especiais de dados, apontadas pelo RGPD?

Regulamento Geral Proteção de Dados

1. No caso de estarmos a tratar dados coletivos o que o RGPD quer garantir são os direitos e liberdades das instituições?

2. Quê que o RGPD prevê face aos dados de investigação? (particularidades a ter em atenção no âmbito das investigações e gestão de dados)

2.1. Que questões de confidencialidade devem ser tidas em conta no âmbito da investigação?

2.2. Por questões de ética e transparência devem ser esclarecidas as finalidades para as quais se processa e trata dados sobre animais?

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Avaliação do Impacto sobre Proteção de Dados ou Privacy Impact

Assessment

1. Em que cenário se torna crucial a realização de uma AIPD? 1.1. O que determina os riscos?

1.2. Quais as circunstâncias que determinam esses cenários?

Outras:

1. Considerando o cenário do projeto Alive Pup onde os dados tratados não se inserem na categoria de dados pessoais, porém põem em causa a reputação das três instituições envolvidas há alguma condição que deve ser seguida nos termos da lei? 1.1. Não se tratam de dados sensíveis, porém revelam algumas questões de sensibilidade face à imagem das instituições. Existem métodos de conduta específicos a seguir nestes casos?

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Anexo B: Fluxograma que examinava os cenários das perguntas da

reunião

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Anexo D: Entrevista à investigadora do Projeto 1

Guião de entrevista Projeto 1 - i3S

(Questões por projeto)

Entrevistador(a): Maria Nunes

Entrevistado/a: CC (investigador/ra principal)

1. Em que projeto de investigação está envolvido(a)?