• Aucun résultat trouvé

Expression du taux de restitution d’énergie

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 109-0)

Ora, bons resultados de uma propriedade rural é dominar tecnologia, reduzindo custos e aumentando a rentabilidade, ministrando efetivo ensinamento de gestão rural, em toda sua amplitude, a par da assessoria administrativa, contábil, jurídica e médica, que a cooperativa já oferece, bem como os seguros de máquinas, benfeitorias e de produção (PROAGRO26), ressalva o entrevistado L.

A soja, como componente fundamental da alimentação animal, segundo a EMBRAPA Soja (2000), é uma fonte inestimável de proteína e ganhou crédito para a alimentação humana, em virtude de seu desempenho na prevenção de doenças. Além disso, a soja tem mercado deveras próspero em termos de uso alternativo, como na industrialização de combustível e tintas resinas.

O Brasil detém 32% do mercado mundial de exportação de farelo de soja, uma vultosa exportação de proteína (vide Anexo 9). O mercado interno concentra-se no consumo de óleo de soja e ração animal, em detrimento do consumo direto da soja na alimentação humana. Este fato deve-se à falta de informação sobre os aspectos nutritivos dessa leguminosa e à falta de produtos diversificados a base de soja, e boa qualidade para atrair a atenção do consumidor.

É intuito da COOPAVEL, revela o entrevistado K, e o Brasil é o segundo maior produtor mundial de soja, desenvolver produtos derivados da soja, além de óleo, farelo e grão, visando ampliar seu mercado interno e externo de distribuição do complexo soja, introduzindo a soja na mesa brasileira, com a divulgação das suas qualidades nutricionais e medicinais, enriquecendo a culinária.

26

A soja não está satisfatoriamente introduzida na mesa do brasileiro, quiçá por seu sabor exótico, ou por precárias informações quanto à técnica de preparo, como deixar de molho em água fervente por 5 minutos e depois passar pela água fria, método que inativa a ação da enzima lipoxigenase, responsável pelo sabor inusitado, assegura EMBRAPA Soja (2000), que promoveu o ‘Programa Soja na Mesa’, realizando eventos em diversas regiões do país, para degustação, cursos e receitas.

Não seria de todo supérfluo, a COOPAVEL dar ênfase à introdução da soja na alimentação brasileira, com a pesquisa de cultivares com sabor mais agradável ao paladar, aproveitando o alto teor protéico, enquanto reduzindo fatores antinutricionais, tamanho das sementes, cor do hilo27.

Segundo o entrevistado G, variedades de soja com maior concentração de óleo e de proteína são desenvolvidas pela biotecnologia, por empresas internacionais que pesquisam variedades com alteração genética, os chamados transgênicos, a exemplo dos Estados Unidos, que criou o transgênico do milho Sterling, alterado com gene de peixe.

Não só a COOPAVEL, mas todas as cooperativas brasileiras devem preparar-se para o mercado globalizado deste século XXI. A soja ocupa o segundo lugar, na produção de cereal no Brasil, perdendo somente para o milho. Está prevista uma safra de 35 milhões de toneladas para 2001, informa o entrevistado H. O Brasil, como segundo exportador de soja no mundo, deve acompanhar de perto o desenvolvimento mundial das grandes empresas internacionais, cumprindo mencionar, a presença da Cargill (maior empresa americana de grãos), da Coimbra (pertencente à multinacional alemã) e da Bunge (uma das maiores do mundo, com matriz nos Estados Unidos), com representação de filais no Oeste Paranaense, segundo o entrevistado G.

Segundo um dos grandes produtores de soja da cidade, associado da COOPAVEL, além deste “cartel de grandes empresas que controlam o preço da soja na bolsa de Chicago, não há cooperativas brasileiras, ainda que ‘segurem’ o preço da soja no Brasil”, em virtude da estrutura cooperativista.

27

Os Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná têm cooperativas com moagem de soja e conseguem elevar o preço porque comercializam o produto industrializado (óleo, farelo, produto final), além de intermediários de grão. Portanto, podem interferir no mercado monopolista das grandes empresas de grãos, assegura um associado entrevistado.

Referenciando-se aos objetivos estabelecidos para este estudo, apresenta-se a Tabela 16, de consolidação dos períodos 1990-1995 e 1995-2000, demonstrando que o objetivo geral desta pesquisa foi atingido. Da mesma forma, os objetivos específicos também foram alcançados:

a. As estratégias de produção de soja foram detalhadas nos itens 4.4.3 e 4.5.3, no quarto capítulo. Este objetivo foi alcançado plenamente;

b. As mudanças ambientais, esclarecidas nos itens 4.4.1 e 4.5.1, no mesmo capítulo. Este objetivo foi alcançado plenamente;

c. As mudanças internas, nos itens 4.4.2 e 4.5.2. Este objetivo também foi alcançado;

d. As estratégias foram relacionadas com o ciclo da soja nos dois períodos em questão. Este objetivo foi alcançado plenamente;

e. O histórico das cooperativas foi extensivo ao histórico do cooperativismo, nos itens 4.1 e 4.2. Este objetivo também foi alcançado plenamente;

f. A atuação administrativa da cooperativa é elucidada nas decisões tomadas diante das mudanças ambientais, perfazendo as estratégias no período. Este objetivo foi alcançado plenamente;

g. As atividades desenvolvidas na cooperativa são largamente comentadas no item 4.2 e subitens e também nos itens 4.4.2 e 4.5.2, alcançando-se plenamente este objetivo;

h. A análise da atuação no mercado da Indústria de Óleos Vegetais está dispersa nos itens 4.4.1, 4.5.1 e no capítulo 5, concluindo plenamente o alcance dos objetivos específicos.

Recomenda-se para estudos vindouros sobre Administração Estratégica em cooperativas a consideração da gestão ambiental. Questões evidenciadas na mudança estratégica desta cooperativa explorar-se-ia com maior especificidade, destacando-se reações internas ao processo de mudança, fundamentando-se na cultura organizacional. Trabalhos podem ser realizados em cooperativas centrais e confederações, a fim de se analisar as diferenças ambientais entre as diferentes classificações de cooperativas.

Recomenda-se, ainda a integração do modelo de PORTER (1996) e os procedimentos de mudança organizacional de PETTIGREW (1992) para futuros estudos em organizações cooperativas ou não. Poder-se-ia desenvolver um estudo multicaso, avaliando as relações entre cooperativas, baseando-se nas diversidades históricas e culturais entre as áreas de influência, evidenciando as divergentes orientações de administração. Tal estudo fortaleceria as cooperativas como um todo, promovendo seu desenvolvimento em todas as áreas geográficas de influência, sem duplicação de esforços para fins consubstanciados.

Finalmente, recomenda-se um estudo comparativo em cooperativas, a completar questões não abordadas neste estudo, ou ainda estudar estratégias de marketing ou de recursos humanos.

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 109-0)