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Expérimentation autour de la publication simultanée

4.6 Étude des avantages/inconvénients de Redis

4.6.4 Évaluation des performances de Redis

4.6.4.2 Expérimentation autour de la publication simultanée

Desde a pré-história, os cuidados existem, de modo que sempre foi necessário cuidar da vida para que esta permaneça. Baseado na necessidade vital de prestar cuidados aos seres e aos seus objetos usuais indispensáveis à sobrevivência, que se constituíram e propagaram os primeiros saberes. A evolução das tecnologias de investigação e de tratamento desencadeia mudanças na concepção de cuidar e torna imperativo para a enfermagem a aquisição de um

saber técnico como exigência profissional. A enfermagem é instruída para cuidar da vida (COLLIERE, 2003).

De acordo com Boff (2008), o que o ser humano tem que a máquina não é capaz de imitar é exatamente a capacidade para cuidar, é a compaixão para com o outro, a capacidade de envolver-se e de se sentir afetado. O cuidado é o que nos torna humano.

Para Waldow (2006), o cuidado consiste de uma abordagem transpessoal de ser humano para ser humano com o objetivo de proteger, promover e preservar a humanidade, e auxiliando os outros a alcançarem o entendimento do significado na doença, no sofrimento e dor, bem como na própria existência. E ainda ajudar outras pessoas a obter o autoconhecimento, controle e autocura, no que concerne à restauração da harmonia interna, independente das circunstâncias externas.

De acordo Miranda e Arce (2015), humanizar é inserir na prática da assistência em saúde os princípios que individualizam as necessidades de cada um, sem discriminações, levando em consideração a dignidade, as vivências e valores dos pacientes, deixando possibilidades para que exerçam sua autonomia sabendo que cada um possui necessidades específicas. E assim promover ações que possam focar a humanização e tratar o paciente em sua integralidade.

Desenvolver as habilidades para lidar com as perdas é um desafio que, mesmo sendo necessário, poucos se propõem a discutir e enfrentar. O homem quando é acometido de alguma enfermidade, naturalmente passa a fazer considerações sobre seu futuro e sobre o sentido da vida. Em casos de doenças sem possibilidades terapêuticas de cura, surge uma busca sobre o porquê da doença ter entrado em sua vida nesse momento e, principalmente, sobre a terminalidade da vida e o possível sofrimento. Podemos observar que o sofrimento não fica limitado à dimensão física, entretanto ela vai muito mais além alcançando e afetando a dimensão emocional, social e espiritual (RIOS, 2011).

Nesse sentido, é necessário um cuidado diferenciado a essas pessoas, uma vez que as áreas da medicina que procuram tratar a doença passam a ocupar um plano secundário, sendo necessário cuidar e controlar o sofrimento que a doença está causando e, consequentemente, permitir que o paciente obtenha mais qualidade de vida.

Cada paciente possui suas singularidades e isso faz com que cada um apresente peculiaridades no modo de manifestar a doença. Entretanto, muitas vezes os pacientes não têm com quem compartilhar seus anseios e medos, alguém que valorize o pouco tempo que lhe resta, alguém que não o limite apenas a sua doença. Quando o profissional atua de forma a oferecer mais qualidade de vida em todas as dimensões da existência do paciente, ele poderá

usar o pouco tempo que lhe resta para alcançar a paz consigo mesmo e com suas divindades, restaurar possíveis laços sociais perdidos, organizar seus compromissos financeiros e acalmar seus familiares. Quando o paciente se encontra sem sofrimento, fica mais fácil morrer com dignidade (RIOS, 2011).

Dentre as muitas formas de oferecer um cuidado paliativo, promover conforto ao paciente na sua terminalidade da vida é uma das mais importantes, uma vez que o medo da dor, do desconhecido, do inusitado e até mesmo da postergação da morte são as principais queixas do indivíduo e seus familiares (BARROS et. al, 2013).

É fundamental que a assistência paliativista seja fornecida por todos os profissionais de saúde, favorecendo uma escuta qualificada, um atendimento integral e que os mesmos tenham programa de educação continuada sobre a humanização na assistência em saúde com o objetivo de colocá-la em prática no dia a dia. (OLIVEIRA et.al. 2013).

Figura 01 - Objetivos dos cuidados paliativos

Fonte: Adaptado de WHO (2011)

Podemos observar na figura 1 que os eixos centrais dos cuidados paliativos objetivam o oferecimento de uma assistência integral ao paciente e sua família de modo a aliviar o sofrimento e os sintomas decorrentes da patologia e do tratamento, na tentativa de melhor a qualidade de vida dos mesmos.

Mesmo o paciente sendo assistido por uma equipe multiprofissional, grande responsabilidade do cuidado acaba recaindo sobre o enfermeiro uma vez que o foco de fazer da enfermagem é a ação de cuidar. Soma-se a isso o fato, dele conviver mais tempo com o

paciente e a tarefa maior de reduzir possíveis danos e potencializar ao máximo os benefícios. Assim, na promoção dos cuidados paliativos, deve assumir uma postura ética de modo a permitir que todas as pessoas, sem nenhuma distinção discriminatória, tenham um acesso igualitário aos serviços de saúde, atentando para suas especificidades como também para suas vivências (VASCONCELOS et. al, 2013).

A participação da família é imprescindível para o desenvolvimento da qualidade e da humanização na assistência paliativa. A morte eminente de um indivíduo faz sobressair na família sentimentos de impotência e medo, e mesmo nessas condições, a família, sendo ela de laços consanguíneos ou legais, continua tendo um papel de destaque na vida do paciente, auxiliando o mesmo a sentir-se protegido, amado e seguro nesse momento complexo da vida (GERMANO; MENEGUIN, 2013).

Waldow (2006) expõe que o cuidar objetiva, dentre vários aspectos, a busca pela qualidade de vida dos pacientes. A cura pode ocorrer ou não, assim como a morte. Em todas as situações de enfermidade, o cuidado se faz necessário, inclusive durante o processo de morte. Mesmo na ausência de enfermidades, o cuidado é imprescindível, pois atua como uma forma de se relacionar no cotidiano.