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Les expériences “ statistiques ” de la discrimination sur l’origine

5) Le profil de la personne - Métier

3.1.2. Les expériences “ statistiques ” de la discrimination sur l’origine

Analisando o processo de movimentação das madeiras dentro das unidades de grãos pode-se verificar que a grande maioria das empresas/unidades trabalham da seguinte forma.

A) CHEGADA DOS CAMINHÕES: os caminhões com a carga de madeira chegam na unidade de grãos e então são direcionados ao local determinado para o armazenamento da madeira. O caminhão posiciona-se e então o motorista (Figura 10) do caminhão ou uma equipe da própria empresa começam a jogar a madeira ao solo.

Podemos verificar que o risco de acidente é alto, por causa da altura em que as pessoas devem se posicionar para realizar esta operação; além disso, as madeiras são bastante instáveis quando uma pessoa esta sobre ela.

Conforme a norma regulamentadora NR 35: “Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2,00 m (dois metros) do nível inferior, onde haja risco de queda.”

Tomando esta norma como base, fica evidente que esta operação está fora do exigido pelo Ministério do Trabalho, e com isso podem ocorrer ações contra as empresas que realizam este tipo de operação.

Figura 10 - Motorista realizando a descarga da madeira.

Outro ponto que precisamos avaliar é a parte ergonômica, pois uma repetição diária na postura em que ocorre a descarga da madeira pode trazer uma série de problemas à saúde do colaborador, (Figura 11).

Figura 11 - Motorista em posicionamento incorreto.

Fonte: Saur Equipamentos S.A.

Durante esta descarga ainda existem alguns fatores relacionados á ergonomia e à segurança que precisam ser levados em conta. Conforme (Figura 12), é possível comparar visualmente a proporção de tamanho entre uma “tora” de madeira e uma caneta como acabam sendo transportadas madeiras de grandes dimensões e peso (toras de 60 Kg ou mais), com isto aumentando em muito o esforço físico e o risco de acidentes dos colaboradores.

Figura 12 - Toras de grande peso e diâmetro.

No Brasil existe a norma regulamentadora NR 17, a qual estabelece uma série de pontos que devem ser observados no posto de trabalho e na questão da repetitividade de movimentos e pesos envolvidos neste movimentos, além da idade das pessoas envolvidas em cada posto de trabalho.

Conforme a norma deve-se obedecer o procedimento a seguir: A NR 17, item 7.1.2. estabelece que para avaliar a adaptação das condições d e trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, devendo a mesma abordar no mínimo, as condições de trabalho conforme estabelecido nesta Norma Regulamentadora.

A análise ergonômica procura colocar em evidência os fatores que possam levar a uma sub ou sobrecarga de trabalho (física ou cognitiva) e suas consequentes repercussões sobre a saúde, estabelecendo quais são os pontos críticos que devem ser modificados.

A análise deve levar em conta a percepção dos trabalhadores sobre suas condições de trabalho e que para transformá-las positivamente, é preciso agir quase sempre sobre a organização do trabalho.

QUANDO INDICAR UMA ANÁLISE ERGONÔMICA

As situações de trabalho a serem analisadas devem ser prioritariamente aquelas que estejam colocando algum tipo de problema para os trabalhadores, seja de saúde ou de insatisfação, tais como:

a)trabalho exigindo movimentos repetitivos; b)queixas de dores musculares;

c)trabalho exigindo grande esforço físico;

d)trabalho exigindo posturas rígidas ou fixas (só sentado ou só em pé, por exemplo); e)pagamento de prêmio de produtividade;

f)presença de trabalhadores adolescentes; g)trabalho exigindo grande precisão e qualidade;

h)introdução de novas tecnologia ou mudanças no processo de produção; i)frequência e gravidade de acidentes elevadas;

NR 17- ITEM 17.2- LEVANTAMENTO, TRANSPORTE E DESCARGA INDIVIDUAL DE MATERIAIS

A Consolidação das Leis do Trabalho, no seu Capítulo V, Seção XIV, artigo 198, estabelece como sendo de 60 kg o peso máximo que um empregado pode remover individualmente.

Na sua redação anterior; a NR-17 admitia o transporte e descarga individual de peso máximo de 60 kg. Para o levantamento individual estabelecia 40 kg.

Foi proposta a alteração destes limites na nova redação. O quadro sugerido chegou a figurar na minuta da NR-17, mas como contrariava a CLT, foi retirado antes de sua publicação. Por isso, na nova redação não há nenhuma referência a pesos máximos.

Reproduzimos abaixo o quadro proposto que poderá ser usado como referência.

Tabela 2 - Carga Permidas.

CARGA PARA LEVANTAMENTO (Kg)

- - - ADULTOS JOVENS ADOLESCENTES APRENDIZES

- Homem Mulher Homem Mulher

Raramente 50 20 20 15

Frequentemente 18 12 11-16 7-11 Fonte: ABNT - NR 17.

Podemos verificar que além de todos os riscos apresentados, existe outro fator que deve ser verificado, ou seja, a questão da área utilizada e o aspecto visual, pois neste processo de descarga, pelo fato de a madeira não ficar organizada a área utilizada é muito grande e o aspecto visual é muito comprometido (Figura 13 e 14).

Figura 13 - Forma que a madeira fica ao ser descarregada.

Figura 14 - Forma que a madeira fica ao ser descarregada.

Fonte: Saur Equipamentos.

B) EMPILHAMENTO DA MADEIRA: após a descarga, o caminhão sai da unidade e então começa a ser realizado o empilhamento da madeira, para que estas fiquem estocados até a utilização nas caldeiras/secadores.

Atualmente, na grande maioria das unidades este processo é totalmente manual, pois o funcionário pega madeira que foi “jogada” aleatoriamente e começa a realizar o empilhamento desta madeira.

É possível verificar como esta operação é altamente insalubre, gerando grande desgaste físico bem como danos ergonômicos, pois a pessoa fica o tempo inteiro repetindo alguns movimentos, além de ter o giro do tronco o tempo todo, este movimento é um dos piores movimentos ao corpo humano, segundo a norma NR 17, pois esta é uma operação que gera uma série de danos aos funcionários.

Nas figuras 15, 16, 17, 18, 19 e 20 é possível verificar uma sequência de como ocorre o empilhamento manual e a formação das pilhas organizadas que irão ficar em estoque até a sua utilização.

Figura 15 - Processo manual de empilhamento.

Figura 16 - Processo manual de empilhamento.

Fonte: Saur Equipamentos S.A.

Figura 17 - Processo manual de empilhamento.

Fonte: Saur Equipamentos S.A.

Figura 18 - Forma das pilhas após colocação manual.

Figura 19 - Detalhe do empilhamento manual da madeira.

Fonte: Saur Equipamentos.

Figura 20 - Detalhe do empilhamento manual da madeira.

Fonte: Saur Equipamentos.

A forma como a madeira é empilhada quanto fica depositada pode variar de empresa para empresa, pois algumas exigem um empilhamento mais organizado do que a outra, o que sempre se observa é que no final de cada pilha de madeira é importante ter um tipo de contentor fixo (Figura 23) ou dependendo da forma de como cada ponta da pilha é montada, a própria madeira realiza a função do contentor; (Figura 21 e 22), isto serve para garantir que a pilha de madeira não caia ou fique desorganizada.

Figura 21 - Detalhe do contentor feito com madeiras.

Fonte: Saur Equipamentos.

Figura 22 - Detalhe do contentor feito com madeiras.

Fonte: Saur Equipamentos.

Figura 23 - Detalhe do contentor fixo.

C) CARREGAMENTO DAS CARRETAS PARA DESLOCAMENTO INTERNO

Quando os secadores entram em operação para o início da secagem dos grãos o consumo de madeira é constante durante a safra. Assim toda a madeira que foi empilhada manualmente deve ser retirada da pilha que se encontra no pátio e colocada em uma carreta desenvolvida para o transporte desta madeira. Esta é a forma mais usual de logística; porém, existem algumas variáveis para este processo e isto depende do modelo logístico de cada empresa.

Todo o trabalho manual para realizar a carga e a descarga desta carreta que realiza o transporte interno da madeira é repetido como na operação com os caminhões, isso faz com que os danos ergonômicos, tempo envolvido e riscos de acidentes se repetitam para esta nova etapa (Figura 24, 25 e 26).

Figura 24 - Carregamento Manual dos carros de Transporte.

Fonte: Saur Equipamentos.

Figura 25 - Detalhe das carretas de transporte totalmente abastecido.

Figura 26 - Forma de deslocamento da madeira no carro de transporte.

Fonte: Saur Equipamentos.

Após esta carreta estar totalmente carregada, o tratorista desloca-se com esta carreta até o ponto onde encontra-se a caldeira/fornalha.

Existem empresas que colocam esta madeira em alguns “pallets” (Figura 27) e o levam (Figura 29) até o ponto de alimentação (Figura 28 e 30) das caldeiras, abastecem a fornalha diretamente, ou colocam em outros tipos de carrinhos para alimentá-las.

Figura 27 – Pallets para transporte.

Figura 28 - Detalhe do ponto de descarga e alimentação.

Fonte: Saur Equipamentos.

Figura 29 - Detalhe do ponto de descarga e alimentação.

Fonte: Saur Equipamentos.

Figura 30 - Detalhe do ponto de descarga e alimentação.

A partir deste ponto dependendo da unidade de beneficiamento de grãos, podem ter três opções:

Descarga da madeira diretamente ao solo, para depois alimentar o secador, conforme a necessidade (Figura 31 e 32)

Figura 31 - Descarga diretamente ao solo.

Fonte: Saur Equipamentos.

Figura 32 - Descarga diretamente ao solo.

Ou pode-se realizar a descarga da madeira em uma esteira, a qual realiza o abastecimento do secador conforme a necessidade de abastecimento (Figura 33 e 34).

Figura 33 - Descarga em esteira alimentadora.

Fonte: Saur Equipamentos.

Figura 34 - Alimentação mecanizada do secador.

Estas etapas do processo se repetem conforme a demanda do secador/caldeira.

No estudo avaliamos a operação onde o trator leva uma carreta de madeira até a parte frontal da caldeira, e conforme o consumo da caldeira, o colaborador retira as madeiras da carreta e as lança diretamente na caldeira; após o consumo total desta madeira, a carreta é substituída por outra com um novo volume de madeira.

3.1.1 Coleta de dados em campo

Após análise da situação atual, foi realizado um levantamento de informações referentes aos tempos envolvidos em todas estas etapas, tendo como base os dados fornecidos pela Cooperativa Tritícola Panambi LTDA (Cotripal) e informações coletadas com a Coopertiva C Vale de Palotina-PR.

Os caminhões utilizados para o transporte da madeira do local onde esta é colhida até o ponto de armazenamento nas unidades de grãos, transportam entre 25 m3 a 30 m3 de madeira por viagem. Esta quantidade varia conforme a necessidade de cada unidade beneficiadora de grãos e tamanho dos veículos.

O número de caminhões utilizados ou o número de viagens para o transporte da madeira depende da necessidade de cada unidade beneficiadora de grãos ou conforme o tamanho das caldeiras utilizadas. Os volumes de madeira transportada também podem variar devido alguns fatores como:

Umidade da madeira

Forma de empilhamento (manual ou mecanizado) Diâmetro das toras

Tomamos como base um volume de madeira transportado nos caminhões de 30 m3; utilizada a quantidade de 3 pessoas para realizar as operações necessárias até que a madeira esteja disponível para ser lançada ao secador. Abaixo segue tabela com os valores coletados:

Tabela 3 - Tempos Atuais.

OPERAÇÃO

TEMPO DE EXECUÇÃO

Descarga manual da madeira do caminhão ao solo (madeira

desorganizada)

Entre 45 minutos a 75 minutos

Tempo de empilhamento da madeira depositada no solo de forma aleatória,

para a forma organizada nas pilhas

Entre 90 minutos a 120 minutos

Tempo total para carregamento dos 30 m3 de madeira, através das carretas de transporte interno que levam em torno de 5 m3 a 6 m3 de madeira por viagem,

até o secador

Carregamento da madeira na “carretinha”, em torno de 30 minutos. Descarga deste volume de madeira e formação de uma nova pilha em frente

ao secador em torno de 40 minutos. Tempo total aproximado para levar os 30

m3 até a frente do secador de forma empilhada: 360 minutos. Tempo total do ciclo (tempo superior de

operação)

555 minutos

Fonte: Autor.

Muito importante salientar que os valores apresentados na tabela podem sofrer uma série de variações devido ao pessoal envolvido, região de onde encontra- se a unidade beneficiadora, dia da semana, dimensionamento da madeira, entre outros. Fica claro nos levantamentos realizados que não se tem um padrão para esta atividade nas cooperativas e empresas que utilizam madeira como fonte de energia.

Além do apresentado, precisa-se levar em conta quem não foi avaliada a distância ou tempo de percurso.