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Expériences : déclenchement d’avalanches uniformes

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Gravação 1

A reflexão apresentada foi feita a partir da observação da gravação da aula de 1º grau, lecionada por mim a 5 de janeiro de 2016 (Anexo 4).

Foram objetivos primordiais desta aula: ler as células rítmicas aprendidas no 1º período (“colcheia e duas semicolcheias” e “duas semicolcheias e colcheia”); reproduzir a célula rítmica “colcheia pontuada semicolcheia” com nível elevado de precisão rítmica; reproduzir com precisão rítmica pequenos ostinatos rítmicos memorizados, acompanhando o excerto musical Baires Promenade, de A. Piazzolla; descobrir em conjunto, motivos rítmicos organizados em frases de quatro pulsações; cantar ordenações em Dó Maior com a nova célula rítmica com, sem apoio e em loop com precisão rítmica e de afinação; memorizar melódica e ritmicamente o tema Berceuse pour la poupée, de R. Schumann e descobrir o ritmo e o nome de notas; transpor o tema memorizado para a tonalidade de Sol Maior e ler cantando a duas vozes com elevado nível de afinação a peça Petits duos a capella, C. Koechlin.

Nesta primeira gravação de aula com a turma do primeiro grau de Formação Musical, foi também referido pela professora de Didática que deveria ter dado mais feedback aquando das leituras rítmicas. No entanto, foi valorizada a utilização de estratégias que envolviam o movimento corporal nessa mesma atividade, essenciais para uma vivência rítmica eficaz. Aquando da atividade que consistia em realizar pequenos ditados rítmicos de conjunto foi-me aconselhado reduzir os momentos de silêncio quando os alunos apresentam dificuldades, ou quando não têm respostas.

Relativamente à atividade de entoação da escala foram aspetos positivos o contato visual estabelecido com os alunos, assim como a harmonização realizada ao piano.

Foi também um aspeto positivo a memorização em audição interior do tema Berceuse pour la poupée, de R. Schumann. No entanto, no momento em que se pretendia que os alunos tomassem consciência dos graus melódicos que o constituíam, foi-lhes mostrado o movimento melódico com gesto, o que não permitiu que os descobrissem de forma autónoma. Foi-me sugerido que, em situações idênticas, preparasse a atividade com reproduções melódicas (com nome de notas) constituídas por motivos dos excertos memorizados. No final desta atividade pedi aos alunos que copiassem a melodia escrita no quadro para o seu caderno. Foi-me aconselhado que fornecesse o material aos alunos (já escrito), no sentido rentabilizar todo o tempo de aula.

Na entoação a duas vozes, surgiram dificuldades de afinação. Deste modo, em aulas posteriores procurei consolidar o excerto apenas a uma voz até à melhoria dos níveis de afinação para, então depois, pedir aos alunos para entoarem a vozes. Além disso, foi realizado com alunos com problemas de afinação e registo, um trabalho individualizado no fim de cada aula.

Como balanço final, gostaria de realçar o cumprimento do plano de aula, o alcance da maioria dos objetivos pretendidos pela maioria dos alunos, assim como o bom ritmo de aula e a boa relação com os alunos. Penso que foi alcançado um objetivo pedagógico pessoal já apontado em gravações anteriores, nomeadamente, o de diminuir a presença exagerada da minha voz nas atividades de leitura, que, muitas vezes, se sobrepunha à dos alunos, não contribuindo em pleno para o desenvolvimento de competências de leitura. De um modo geral, procurei dar explicações e instruções mais claras e precisas.

Gravação 2

A reflexão apresentada foi feita a partir da observação da segunda gravação de aula de 1º grau, lecionada a 15 de março de 2016 (Anexo 5).

Foram objetivos primordiais desta aula: cantar ordenações em Fá Maior com precisão rítmica e de afinação; entoar graus da escala de Fá Maior com elevado nível de afinação; ler cantando com elevado nível de afinação a peça “Partilha” de V. Shainsky; reproduzir com precisão frases rítmicas de duas a quatro pulsações (em divisão ternária do tempo) realizadas pela professora; ler, percutindo com rigor células rítmicas em tempos de divisão ternária, acompanhando um excerto musical gravado; entoar graus da escala de Sol Maior com elevado

nível de afinação; ler cantando a duas vozes com elevado nível de afinação a peça Air Gavote, de C. Graupner e ler cantando com elevado nível de afinação a peça Gospel, de P. Ribour.

Após a visualização do vídeo e da reflexão feita sobre esta aula em particular, foram apontados os seguintes aspetos positivos:

 Boa relação com os alunos;

 Boa gestão do tempo e das atividades;

 A variação de atividades com os alunos de pé e sentados que contribuiu para um bom ritmo de aula, sem que os alunos se cansassem;

 A boa escolha e a diversidade de estratégias. Foram apontados comoaspetos a melhorar:

 Realizar ordenações de menor extensão, evitando os registos extremos (na tonalidade de Fá Maior, particularmente);

Dar mais feedback durante a preparação de uma tonalidade;

 Reduzir as explicações, exemplificando musicalmenteos aspetos teóricos;

 Estabelecer mais contato visual com os alunos durante as leituras apontadas no quadro;

 Não passar à atividade seguinte sem que a anterior estivesse cumprida. Nesta aula em especial, a leitura rítmica percutida não estava totalmente segura para acompanhar o excerto musical;

 Escolher repertório num registo vocal mais confortável, no caso, menos grave, ou conduzir as mudanças de oitava.

Após esta reflexão e segundo as críticas construtivas da professora da disciplina de Didática do Ensino Especializado, procurei melhorar os aspetos mencionados. Salienta-se o cuidado em omitir a minha voz nos exercícios de leitura, permitindo aos alunos ser mais autónomos, proporcionando-lhes assim boas estratégias de preparação e conduzindo o processo de leitura. Também tentei não passar à estratégia seguinte sem que o objetivo anterior tivesse sido alcançado.

Gravação 3

A reflexão apresentada foi feita a partir da observação da gravação da aula de 1º grau, lecionada a 26 de abril de 2016 (Anexo 6).

Foram objetivos primordiais desta aula: entoar com elevado nível de afinação a peça “Partilha” de V. Shainsky; entoar graus da escala de Fá Maior com elevado nível de afinação; entoar com nome de notas o excerto musical da peça Contredanse en Rondeau K213 de W. A. Mozart memorizado na aula anterior; cantar ordenações em ré menor com precisão rítmica e de afinação; entoar graus da escala de ré menor com elevado nível de afinação; memorizar com elevado nível de afinação duas frases melódicas, de melodias tradicionais russas, entoadas pela professora; descodificar os graus melódicos constituintes, cantando primeiramente com sistema de números e depois com nome de notas; ler com precisão as células rítmicas aprendidas até então; reproduzir tercinas com nível elevado de precisão rítmica; reconhecer auditivamente cadências e ler o cânone Doeba doebidoewabada com precisão rítmica e de afinação.

Nesta última gravação, foram considerados aspetos positivos a utilização de estratégias em forma de jogo e com gestos para a aprendizagem de cadências, assim como a realização de uma atividade que incluiu improvisação melódica. Em relação a esta última, estou consciente que será necessário guiar mais o processo, limitando os elementos que os alunos poderão utilizar na improvisação. Por exemplo, poderia pedir aos alunos que cantassem utilizando apenas duas ou três alturas de sons diferentes, num motivo rítmico seleccionado, entre outras.

Notou-se uma melhoria no processo de preparação dos alunos em relação às tonalidades a serem trabalhadas. Contudo, foi-me sugerido que cantasse mais com os alunos as ordenações solicitadas durante o momento de formação, e que desse a oportunidade para os alunos cantarem autonomamente no final, pelo menos uma vez.

Na atividade de memorização melódica, como todas as frases eram semelhantes, o processo tornou-se confuso. No entanto, procurei isolar os problemas que iam surgindo cantando com os alunos as passagens idênticas, utilizando estratégias que permitissem comparar e diferenciar cada uma das partes.

Como foi aprendida uma nova célula rítmica (tercina), foi-me sugerido a sua inclusão nas ordenações, associando-a a aspetos melódicos, permitindo assim a sua vivência e consolidação a partir do som.

Relativamente à peça Doeba doebidoewabada foi notória a satisfação dos alunos. Todavia, tratando-se de uma peça difícil do ponto de vista de leitura, foi-me aconselhado em situações idênticas e futuras a optar por uma das seguintes estratégias: ensinar parte da canção numa aula e parte em outra aula ou ensinar parte da canção por imitação e outra parte através da leitura.

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