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Segundo Chiavenato (1999), a missão de uma organização significa a razão de sua existência. É a finalidade ou o motivo pelo qual a organização foi criada e para o que ela deve servir. O autor ainda declara que “a definição da missão deve responder a três perguntas básicas: Quem somos nós? O que fazemos? E Por que fazemos o que fazemos?” (CHIAVENATO, 1999, p.247).

A missão envolve os objetivos essenciais do negócio e esta geralmente focalizada no atendimento das demandas da sociedade, do mercado e do cliente. O autor salienta que cada organização tem a sua missão específica.

A missão deve estar escrita, todos devem conhecê-la, pois é ela que diz para onde a organização pretende ir. Para tanto, a missão deve ser objetiva, clara, possível, e sobre tudo, impulsionadora e inspiradora.

Proprietário/ Gerente RH/ Finanças Vendas/ Marketing Serviços/ Manutenção Administradora / Escritório Contabilidade

2.11.3 Visão

Conforme Chiavenato (1999), a visão é a imagem que a empresa tem a respeito de si mesma e seu futuro. Toda organização deve ter uma missão de acordo com os recursos que dispõe relacionamentos que deseja manter, o que quer fazer para satisfazer as necessidades dos clientes, como atingirá os objetivos organizacionais e, por fim, aproveitar oportunidades, atravessar desafios e sobreviver e crescer no mercado.

A visão pretende estabelecer uma identidade comum quanto aos propósitos da organização, a fim de orientar o comportamento dos membros quanto ao futuro que ela deseja construir. A visão só é atingida quando todos dentro da organização – e não apenas alguns membros dela – trabalham em conjunto e em consonância para que isso ocorra efetivamente. (CHIAVENATO, 1999, p. 253).

Finalizando podemos dizer que a falta de uma visão de uma organização pode desorientar a organização e seus membros, quanto as suas prioridades.

2.11.4 Objetivos e Metas

Segundo Chiavenato (1999), objetivos e metas são conceitos comuns em nossa sociedade. Um objetivo é um futuro resultado desejado que pretende-se tornar realidade.

Os objetivos são resultados específicos que se pretende alcançar em um determinado período de tempo. Enquanto a missão define qual é o negócio da empresa e a visão proporciona uma imagem de que a organização quer ser, os objetivos estabelecem resultados concretos que se deseja alcançar dentro de um específico prazo de tempo.

Já as metas são ações específicas mensuráveis que constituem os passos para se atingir um objetivo. Dessa forma um objetivo pode ter várias metas separadas que juntas deverão atingir o objetivo maior.

2.11.5 Estrutura Legal

De acordo com o novo código civil, a pessoa que deseja atuar individualmente (sem a participação de um ou mais sócios) em algum segmento profissional, irá se enquadrar como Empresário ou Autônomo. No caso onde há a vontade de ter um ou mais sócios e juntos compartilharem um negócio, irão se enquadrar no plano de Sociedade. E, estas poderão ser Sociedade Empresária ou Sociedade Simples.

Atuação de Forma Individual

O Empresário é assim considerado, aquele que exercer profissionalmente atividade econômica organizada para produção ou circulação de bens ou serviços. Para tanto, é necessário que estejam em estabelecimento organizado, ou seja, com estrutura própria para desenvolver suas atividades. (CÓDIGO CIVIL, 2006)

Artigo 966 do Código Civil (2006, p. 109) sobre a normalização do autônomo.

[...] não se considera empresário: aquele que exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, mesmo se contar com auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa.

O elemento de empresa refere-se à atividade desenvolvida pela empresa, isto é, faz parte do seu objeto social e de estrutura organizacional para atuar. (CÓDIGO CIVIL, 2006)

Através deste, se considera autônomo aquele que atua por conta própria (sem um ou mais sócios) como profissional liberal, que vendem serviços de natureza intelectual, como por exemplo, os advogados. Escritores e pintores (obras de arte) também podem ser enquadrados como autônomos, pois exercem profissão intelectual de natureza literária e artística, respectivamente.

2.11.6 Localização

A localização do negócio é muito importante para o seu sucesso, especialmente se é uma loja, ou se envolve um serviço. Assim, a ênfase na localização no plano de negócio está relacionada ao tipo de negócio.

Dornelas (2001) relata que, a localização pode ser considerada uma tarefa de marketing, pois em muitos casos diferencia os serviços prestados pela sua empresa com os de seu concorrente.

Já Kuhn e Dama (2009, p.49) descrevem que:

A localização ótima do empreendimento é aquela que, logisticamente, atende os seguintes aspectos: minimização dos custos; adaptação a variações (flexibilização) na escala de produção; proximidade e facilidade de acesso a matérias primas e insumos; facilite o acesso ao mercado consumidor; atenda requisitos de incentivos; e que contemple aspectos relativos ao meio ambiente.

Assim como a localização, a infra-estrutura também deve ser levada em conta na escolha do local, pois deve atender as necessidades atuais do negócio e as de planejamento em curto prazo.

2.11.7 Tamanho

O tamanho do empreendimento segundo Buarque (1996) é definido por sua capacidade de produção durante em período de tempo que se considera normal. Tamanho do projeto é medir qual a capacidade de produção que o empreendimento deve ter para ser economicamente viável objetivando atender ao mercado.

Ainda Kuhn e Dama (2009, p. 48) afirmam que:

O tamanho de um empreendimento visa dimensionar qual a capacidade de produção que a empresa deve ter para ser

economicamente viável e atender ao mercado. O tamanho vincula-se especialmente com a potencialidade do mercado (atual e futuro) e com a capacidade da infra-estrutura (recursos materiais, equipamentos, matéria-prima, recursos tecnológicos, recursos humanos). Deve-se levar em consideração na elaboração do plano de negócio a capacidade de utilização do sistema de produção, e sua provável ampliação em relação ao potencial de mercado.

2.12 Plano de Marketing

Esta seção apresenta o plano de marketing que tem como finalidade buscar oportunidades de mercado ou demandas não satisfeitas pelas ofertas já existentes, como também definir estratégias de marketing que serão adotadas pela empresa.

Conforme Hisrich e Peters (2004, p. 223), ”plano de marketing descreve as condições de mercado e estratégias relacionadas ao modo como os produtos e serviços serão distribuídos, de preço e de promoção”.

Para Kotler (1998, p. 25) “marketing é um processo social e gerencial pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam através da criação, oferta e troca de produtos de valor com outros”.

2.12.1 Produto

O produto é um elemento do mix de marketing e indica uma descrição do produto ou serviço a ser comercializado no novo negócio. Segundo Hisrich e Peters (2004), a definição de produto ou serviço pode considerar mais do que as características físicas, envolvendo a embalagem, a marca, preço, garantia, imagem, atendimento, prazo de entrega, características, estilo e muitos outros fatores.

Para Dornelas (2001), o produto a ser inserido no mercado deve atender as necessidades do seu público-alvo escolhido. Para isso a empresa deve diferenciar o

produto com os de seu concorrente, criando novas variações, opcionais, kits, peças individuais, etc.

2.12.2 Preço

De acordo com Hisrich e Peters (2004), determinar o preço a ser praticado em um produto ou serviço é uma das decisões mais difíceis no plano de marketing. Um produto com qualidade e componentes caros exigirá um alto preço a ser praticado a fim de manter a imagem adequada.

Ainda conforme o autor:

O empreendedor também terá de considerar muitos outros fatores, como custos, descontos, frete e aumento de preço. O problema de estimar o preço, com frequência está associado a difícil tarefa de estimar custos, já que eles se refletem quase sempre na demanda, a qual, por si só, já é difícil de projetar. (HISRICH e PETERS, 2004 p. 251).

Para Dornelas (2001) o preço é uma arma que a empresa pode usar para agir no mercado. O preço praticado pela empresa pode criar demanda, segmentar o mercado, definir a lucratividade e a penetração do produto no mercado. Ele ainda salienta que o preço interfere na imagem do produto e no consumidor que irá consumi-lo.

2.12.3 Praça

Dornelas (2001) salienta que os canais de distribuição envolvem as diferentes maneiras que a empresa pode adotar para levar seus produtos até o consumidor. As características dos produtos/serviços interferem diretamente nos canais de distribuição que podem ser adotados pela empresa. Bens de consumo imediato, geralmente, são disponibilizados ao consumidor através de varejistas ou distribuidores e atacadistas. Já os bens de capital de grande porte, os bens de maior valor agregado, utilizam venda direta através de uma equipe de vendas. Podendo ainda haver uma mescla dos dois tipos de distribuição.

Para Hisrich e Peters (2004) a praça ou distribuição um fator útil aos consumidores, isto é, torna o produto conveniente para compra. Os canais de distribuição, a localização e o número de intermediários devem estar de acordo com o público a ser atingido. No início de um empreendimento o autor comenta que o empreendedor deve considerar a Internet, a mala direta e o tele marketing como meio de distribuir o produto ou serviço.

2.12.4 Promoção e Propaganda

Segundo Dolabela (1999, p. 192), a promoção, no âmbito de marketing, é todo e qualquer esforço realizado para persuadir as pessoas a comprarem determinado produto ou a utilizarem determinado serviço. Pode englobar os seguintes tipos:

• Propaganda: Qualquer forma paga e impessoal de apresentação e promoção de bens, serviços ou ideias, por um patrocinador identificado.

• Publicidade: qualquer forma não paga e impessoal de divulgação de bens, serviços ou ideias e de noticias comercialmente significativas.

• Venda Pessoal: Apresentação oral em um diálogo com um ou mais compradores em perspectiva, com propósito de realização de uma venda. • Promoção de Vendas: Atividade de marketing destinada a estimular,

desenvolver ou facilitar a venda de um serviço ou produto. Engloba amostras, cupons, descontos, prêmios, brindes, sorteios e concursos.

Merchandising: esforço de venda ou de apresentação do produto, como, por exemplo, a utilização de degustadores, Stands ou Displays.

• Mala-direta: Qualquer tipo de propaganda enviada pelo correio. A mala direta não deve ser enviada de forma aleatória, já que tem como pré-requisito um banco de dados atualizado sobre o público potencial do produto.

2.13 Plano Financeiro

O plano financeiro para HISRICH (2004) fornece ao empreendedor um panorama completo da quantidade de recursos financeiros que estão entrando na empresa, quando, para onde está indo, quanto está disponível e a posição financeira projetada da empresa. Oferece a base de curto prazo para controle orçamentário e ajuda a prevenir um dos problemas mais comuns dos novos empreendimentos – a falta de dinheiro.

2.13.1 Investimentos e Financiamentos

Para iniciar um negócio são necessários investimentos que são gastos de capital que o empreendedor precisará fazer para viabilizar materialmente o seu negócio ou projeto. É preciso criar uma infra-estrutura, composta de bens e materiais, que possibilite a arrancada e o início das operações. Para construir a empresa, o empreendedor terá despesas tanto com licenças (alvará, registro de marca) quanto com aquisição de bens.

Para Holanda (1975), investimento é uma estimativa de necessidades totais de capital fixo e capital de trabalho para execução do projeto. Descreve e dimensiona os investimentos fixos como terrenos, máquinas, equipamentos, prédios e outros necessários, e os investimentos de capital de giro que são os recursos necessários para o início do funcionamento da organização.

Já Dolabela (1999), menciona três tipos de gastos para compor o investimento inicial:

As despesas pré-operacionais, compostas pelos gastos que possam ocorrer antes que a empresa esteja funcionando. Ex.: pesquisas, registros, etc.

O investimento fixo é composto pelo patrimônio da empresa e que pode ser vendidos, quando necessário, e pelo ativo imobilizado. Ex.: Aquisição e instalação de máquinas e equipamentos, obras e reformas; moveis e utensílios, veículos, aparelhos eletrônicos e de informática, salas e galpões, etc.

Capital de giro inicial refere-se aos alugueis, salários e encargos, telefone, luz, água, matérias-primas, materiais de escritório, limpeza, etc. São posteriormente cobertas pelas receitas, mas no início cabe ao empreendedor desembolsar.

No que se refere a financiamento, Holanda (1975) descreve como fonte de recursos para provimento das inversões previstas. Conforme o autor, os financiamentos podem ser de recursos próprios e/ou de empréstimos, sendo que a mobilização desses recursos deve estar em consonância com o calendário de execução do projeto. É importante em estudo meticuloso das variáveis que envolvem um financiamento para que não haja inviabilidade do projeto.

Segundo Woiler e Mathias (1996), quanto à origem dos financiamentos, existem duas classificações dos recursos para projeto. A primeira é a origem interna e a segunda é a origem externa. As fontes de origem interna correspondem aos recursos próprios, ou seja, são as reservas e os lucros retidos, sendo, portanto um recurso que só existe para empresas que já estão operando. As fontes externas são ações, que podem ser ordinárias ou preferenciais e empréstimo, seja de bancos nacionais privados ou estatais, de bancos estrangeiros e de fornecedores, entre outros. Um aspecto importante é o custo do capital, tanto dos recursos próprios, como de terceiros. O projeto só deve ser implantado se sua rentabilidade for superior à média ponderada entra estes dois custos.

2.13.2 Custos e Receitas

De acordo com Kuhn e Dama (2009, p. 61):

Os custos e receitas projetados estão relacionados com a quantidade a ser produzida e/ou vendida. Os custos são determinados pelos recursos necessários para a manutenção da estrutura e para a produção do produto/serviço

comercializado. As receitas expressam o resultado da quantidade vendida pelo preço de venda.

No que se refere a custos, os mesmos podem ser classificados como fixos e variáveis.

Custos fixos “são valores monetários pagos pelos recursos utilizados para manter o funcionamento do negócio. São aqueles que não mantêm proporcionalidade direta com a quantidade produzida. Geralmente custos gerados nas áreas de apoio da empresa”. (DOLABELA, 1999, p. 230)

Ainda conforme Dolabela, os custos variáveis “são valores monetários pagos para obter e utilizar recursos, aplicados para produzir os produtos ou serviços. Eles mantêm proporcionalidade direta com a qualidade produzida. Se a produção aumenta, os custos variáveis aumentam”.

Já as receitas, Kuhn e Dama (2009, p. 62) conceituam como:

O fluxo de recursos financeiros resultantes da comercialização dos produtos/serviços do negócio, a cada período (dia/mês/ano). As receitas normalmente são os resultados das projeções das quantidades vendidas vezes o preço unitário. As receitas são diretas quando se originam das vendas dos produtos, subprodutos e ou serviços do empreendimento. Podem ainda ser indiretas, quando originárias de vendas de equipamentos, móveis, valores residuais, juros recebidos, etc.

Receita = quantidade x preço de venda

2.13.3 Demonstrativos Financeiros

Os demonstrativos financeiros do negócio servem para auxiliar o empreendedor a controlar como está à situação financeira do seu empreendimento.

Segundo Dornelas (2001), DRE - Demonstrativo de Resultado do Exercício é uma classificação ordenada e resumida das receitas e das despesas da empresa em determinado período. Da receita total obtida devem ser subtraídos impostos, abatimentos devoluções, resultando na receita líquida. Desta receita se reduz o custo dos produtos, chegando-se ao lucro bruto. Daí se tira as despesas operacionais e calcula-se os impostos chegando ao lucro líquido ou prejuízo no período.

Chiavenato (1994) apresenta o DRE como um demonstrativo financeiro que serve para expandir com clareza o resultado que a empresa obteve através de receitas e despesas no exercício social.

A seguir o quadro 1 apresenta o modelo de DRE apresentado por Hisrich e Peters (2004).

Quadro 1: Demonstrativo de Resultado do Exercício

Fonte: Hisrich e Peters (2004, p.265). Receita de Vendas

(-) Custo dos Produtos Vendidos (=) Lucro Bruto Despesas Operacionais Despesas de Vendas Propaganda Pagamentos e Salários Material de Escritório Aluguel Serviços Seguros Impostos Juros Depreciação Diversos

(-) Total das Despesas Operacionais (=) Lucro (Prejuízo) antes dos Impostos (-) Imposto de Renda

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