Chapitre 3. Processus de construction du rapport des médecins généralistes
1. Exercer en libéral : une autonomie sous contraintes
Nas reflexões sistematizadas entre 2013 e 2017, tanto pelos Subcomandantes Moisés e Galeano quanto pelas autoridades zapatistas, os temas da apropriação de uma história e memória comuns, da organização e transmissão das experiências coletivas e da constituição de relações anti- hegemônicas entre os sujeitos e coletivos implicados na luta aparecem em suas análises, como procuramos sistematizar nas seções anteriores. Essa temática, aliás, corresponde a uma preocupação que acompanha as quase três décadas desse movimento indígena, cujo processo de organização orienta-se pela busca da autonomia: no sentido da autodeterminação dos povos originários, mas também no sentido revolucionário de emancipação. A experiência indígena de (re)construção do autogoverno, ou “bom governo”, estabelece uma relação entre o passado e a projeção de um futuro desde uma concepção de autonomia ligada a ideia de resistência e a conexão com outras lutas. Como veremos em outros textos mais recentes, a noção de autonomia prefigura-se nas experiências de resistência e rebeldia do presente.
Enquanto práxis, essas experiências, assim como a possibilidade de refletir sobre elas e transmiti-las, parecem orientar-se pelos seus limites reais (ou materiais), mas também pelo que falta,
pelo que não aparece de imediato e, inclusive, por aquilo que pode vir a ser. Nesse processo, a relação entre teoria e prática se transforma na própria organização dos povos em luta. Segundo Konder (2003),
O conceito de práxis abre caminho para que seja repensada a relação teoria/prática. A prática “pede” teoria, precisa de teoria, porém nada assegura que ela vai receber sempre uma teoria que corresponda plenamente à sua demanda. E a teoria só pode corresponder plenamente a essa demanda se se integrar à prática que a solicitou, participando dela. A práxis é a atividade por meio da qual a teoria se integra à prática, “mordendo-a”, e a prática “educa” e “reeduca” a teoria (KONDER, 2003, pp. 167).
No convite ao Seminário El Pensamiento Crítico Frente a la Hidra Capitalista, realizado entre abril e maio de 2015, essa condução da práxis é apresentada de maneira oportuna com relação a reflexão sobre a realidade: “Como si la reflexión zapatista emplazara a ver que falta lo que falta, y no sólo lo que hay, lo que se percibe como inmediato”114. Galeano introduz esse convite como um
“desafio” ou uma “provocação” aos aderentes da Sexta nacional e internacional a discutir o contexto atual a partir da multiplicidade de perspectivas críticas. Para isso, acrescenta, é importante que se organizem outros seminários: “Entonces el seminario o semillero no es un sólo lugar ni en un sólo tiempo. Sino que tarda y es en muchas partes"115.
Nesse convite, Galeano introduz o método pelo qual os zapatistas procuram analisar o movimento da realidade, através da relação entre as partes de um “quebra-cabeças” e procurando imaginar “a imagem completa”. Em seguida, compara o método de reflexão zapatista com a forma como o filósofo alemão Walter Benjamin analisou o quadro de Paul Klee, “Angelus Novus”, em sua nona tese “Sobre o conceito da história”, transcrita a seguir:
Há um quadro de Klee que se chama Angelus Novus. Nele está desenhado um anjo que parece estar na iminência de se afastar de algo que ele encara fixamente. Seus olhos estão escancarados, seu queixo caído e suas asas abertas. O anjo da história deve ter esse aspecto. Seu semblante está voltado para o passado. Onde nós vemos uma cadeia de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que acumula incansavelmente ruína sobre ruína e as arremessa a seus pés. Ele gostaria de deter-se para acordar os mortos e juntar os fragmentos. Mas uma tempestade sopra do paraíso e prende-se em suas asas com tanta força que o anjo não pode mais fechá-las. Essa tempestade o impele irresistivelmente para o futuro, ao qual ele volta as costas, enquanto o amontoado de ruínas diante dele cresce até o céu. É a essa tempestade que chamamos progresso” (BENJAMIN, 2012, pp. 245-246). Nas palavras do Subcomandante, “Al reflexionar sobre la pintura, Benjamin la “completa”: ve al ángel, pero también ve lo que el ángel ve, ve hacia dónde es arrojado por lo que ve, ve la
114 Subcomandante Galeano. “La Tormenta, el Centinela y el Sindrome del Vigía”. Comunicado de 1 abril de 2015. Disponível em: <http://enlacezapatista.ezln.org.mx/2015/04/01/la-tormenta-el-centinela-y-el-sindrome-del-vigia/> Acesso em: 10 de outubro de 2018.
fuerza que lo agrede, ve la huella brutal. Ve el rompecabezas completado”. A imagem acerca da visão do anjo da história criada por Benjamin acrescenta o desafio de criar um conceito de história a partir da “tradição dos vencidos”, que rompa com a história oficial. Distante da “empatia com os vencedores”, e, portanto, de uma linha progressiva de desenvolvimento, a história seria irremediavelmente contada a partir da sucessão de violências sofridas pelos povos, num movimento constante que une o progresso do desenvolvimento capitalista com a barbárie que lhe é imanente. Nas palavras desse autor: “A consciência de fazer explodir o continuum da história é própria às classes revolucionárias no momento de sua ação” (BENJAMIN, 2012, p. 250). Segundo a interpretação de Jean Marie Gagnebin (1982), a alegoria presente nessa tese ensina que a história poderia ter tomado outros caminhos e que essas possibilidades não se realizaram devido às imposições da dominação (GAGNEBIN, 1982, p. 80). Caso fosse possível “acordar os mortos e juntar os fragmentos” deixados para trás pela tempestade do progresso, o passado seria libertado pelos sujeitos da história no presente, os quais poderiam dar ao futuro outros sentidos.
As teses “Sobre o conceito da história” foram escritas em 1940, mesmo ano em que Walter Benjamin se suicida, sob a ameaça de ser entregue às tropas nazistas pelo governo da França, de onde tentava escapar através da fronteira com a Espanha junto com outros refugiados. Com influências tanto do materialismo histórico quanto da teologia judaica, seu pensamento transcende as correntes políticas, teológicas ou filosóficas e é marcado pela recusa com relação ao dogmatismo e a busca pela delimitação de uma “verdade” redutora, simplista e unívoca. Assim, a teoria benjaminiana se constrói a partir de uma crítica materialista que possibilita a investigação de “novas camadas de sentido até então ignoradas” (GAGNEBIN, 1982, p. 40). Através dessas camadas de sentido, o autor escreve suas teses por uma concepção de história aberta e inacabada, “que não pode ser definitivamente interpretada, nem pela teoria ‘materialista’ ou ‘científica’ do progresso, nem pela visão triunfalista dos vencedores, mas pode e deve ser contada de outra forma (...)” (idem, p. 82).
A aproximação entre a reflexão zapatista e o pensamento benjaminiano, tal como é apresentado pelo Subcomandante Galeano, começa pelo desafio de completar o quebra-cabeças de imagens que constituem a história apagada pelos vencedores, a partir da premissa de “ver que falta lo que falta, y no sólo lo que se percibe como inmediato”. Isso, de acordo com o vocero zapatista, só pode ser realizado com o auxílio das reflexões e perguntas dos “de abaixo”. A reflexão teórica ou o pensamento crítico, segundo os zapatistas, ocupam o mesmo posto de observação de um sentinela, cuja tarefa é dar a voz do alarme sob qualquer sinal de perigo. “No se trata entonces de advertir el peligro cuando ya está presente, sino de mirar los indicios, valorarlos, interpretarlos, en suma, pensarlos criticamente"116.
Com relação às características do pensamento crítico ao qual se refere, o Subcomandante adverte que não se trata de analisar a partir de uma suposta neutralidade ou imparcialidade objetivas, como se estivesse acima ou aparte do todo. Como sentinela, tampouco deve assumir papéis como os de “sacerdotes doutrinários” ou “cérebros dirigentes que julgam, absolvem ou condenam”. Ao mesmo tempo, continua Galeano, em seus mesmos postos de observação crítica desde abaixo, os sentinelas devem saber que sua capacidade de vigilância corre o risco de se acomodar em uma percepção constante e cada vez mais reduzida a pequenas partes ou momentos do real. Em suma, o pensamento crítico pode ser acometido por uma “cegueira” com relação ao movimento do real e deixar de perceber os sinais de perigo. Para evitá-la é necessário assegurar a “visão periférica” e coletiva sobre as ameaças em curso.
Diante dos limites impostos pelo avanço dos projetos neoliberais e pela transformação cada vez mais acelerada das formas com que o capital se apresenta, os desafios de manterem-se organizados em ambos os sentidos da autonomia têm se tornado cada vez maiores. Como afirma o Subcomandante Galeano:
Crescimos. Un movimiento como el zapatista tiene essa maldición: crecer. Y no me estoy refiriendo a crecer en cantidad, sino a crecer en problemas y desafios. Es así como se va haciendo nuestra historia y como la hacemos nuestra.
Nosotras, nosotros, zapatistas, pensamos que para entender una cosa, hay que conocer su genealogía. Es decir, su historia. Es decir, cómo llegar a ser lo que es.
(…) Ya antes lo hemos dicho, pero ahora lo recuerdo: nuestra rebeldía es nuestro “NO” al sistema. Nustra resistencia es nuestro “SÍ” a otra cosa posible.117
Ao crescerem os desafios e problemas, as e os zapatistas procuram dar respostas no próprio processo de luta e assim vão se apropriando da própria história. A investigação acerca da genealogia do capitalismo, identificado nas falas do seminário pela alegoria da “Hidra Capitalista”, passa também pela apropriação da história não oficial, ou a “história dos vencidos”, para utilizar uma expressão empregada por Walter Benjamin (BENJAMIN, 2012). Podemos compreender essa apropriação como um processo de aprendizado dos sujeitos dessa luta ao se reconhecerem como coletivo, como herdeiros de uma experiência e uma memória comuns. No comunicado “El Muro y la Grieta: Primer Apunte sobre el Método Zapatista”, podemos perceber a importância da memória para o movimento:
(…) debemos decirles que la tenaz memoria de los zapatistas, las zapatistas, es muy otra. Porque no sólo lleva el apunte de los dolores y las rabias pasadas, dibujando en el 117 Subcomandante Galeano. “El Método, la bibliografía y un Drone en las profundidades de las montañas del
Sureste Mexicano”. Comunicado de 4 de maio de 2015. Disponível em:
<http://enlacezapatista.ezln.org.mx/2015/05/04/el-metodo-la-bibliografia-y-un-drone-en-las-profundidades-de-las- montanas-del-sureste-mexicano-supgaleano-4-de-mayo-de-2015/> Acesso em: 10 de outubro de 2018.
cuaderno los mapas de calendarios y geografias que han sido olvidados arriba. Como zapatistas que somos, nuestra memoria también se asoma a lo que viene. Señala fechas y lugares. Si no hay un punto geográfico para ese mañana, empezamos a juntar ramitas, piedritas, jirones de ropa y carne, huesos y barro, e iniciamos la construcción de un islote, o más bien, de una barca plantada en medio del mañana, ahí donde ahora sólo se vislumbra una tormenta. Y si no hay una hora, un día, una semana, un mes, un año en el calendario conocido, pues empezamos a reunir fracciones de segundos, minutos apenas, y los vamos colando por las grietas que abrimos en el muro de la historia. Y si no hay grieta, bueno, pues a hacerla arañando, mordiendo, pateando, golpeando con manos y cabeza, con el cuerpo entero hasta conseguir hacerle a la historia esa herida que somos.118
A resistência e a rebeldia, enquanto princípios que constituem a construção da autonomia zapatista, aparecem também no trecho citado acima em relação à memória. As dores e raivas do passado e do presente, esquecidas pelos vencedores de “cima”, são desenhadas e colecionadas pelos “de baixo”. É possível perceber o significado dessa “memoria muy otra” na fala de Ana, uma mulher zapatista do município autônomo El Trabajo, localizado no Caracol V, com sede em Roberto Barrios. Ao explicar as bases da construção do governo autônomo, ela traz o significado da transmissão da memória como forma de resistência:
La resistencia empezó cuando los españoles llegaron a conquistar nuestros pueblos, ellos nos quisieron imponer otra forma de vida, quisieron destruir nuestros propios gobiernos para que ellos pudieran mandar o gobernar. Quisieron quitarles todas las tierras a nuestros abuelos para que ellos las acapararan y controlaran a los pueblos e a las fincas, para que sólo trabajen de mozos. Quisieron cambiar nuestras ideas haciéndonos creer que ellos son los sabios, los buenos, los más avanzados en la lengua, imponiéndonos su educación, su religión. Quisieron meter en nuestro pensamiento que para vivir felices y en abundancia tiene que haber desigualdad, para que unos pocos vivan de lujo sin preocuparse de los que no tienen nada.
Todo esto es el pensamiento o la ideología que existe en el sistema capitalista ahora. Pero nuestros abuelos entendieron que la vida no debería ser así, por eso tuvieron que luchar para no aceptar esta imposición, huyéndose a las montañas para escaparse de la esclavitud en las fincas. En otros casos se rebelaron contra los patrones, matando a los que los oprimían. Arriesgaron su vida por mantener la lengua que hablaban, la religión que existía, los conocimientos que tenían.
Aunque eran duros los castigos que aplicaban las autoridades de la Iglesia en la Santa Inquisición, aunque había momentos en que quisieron aniquilar a nuestros abuelos, ellos guardaron en su memoria toda la vida de nuestros abuelos, lo fueron transmitiendo de padres a hijos, de generación en generación. Por eso aquí estamos y aquí seguimos en la resistencia. Pero la resistencia no sólo es no recibir los apoyos del mal gobierno y no pagar impuesto predial o luz eléctrica, sino que la resistencia es construir todo lo que nos hace mantener con vida a nuestros pueblos. Por eso la resistencia es un arma de lucha para enfrentar a este sistema capitalista que nos domina.119
118 Subcomandante Galeano. “El Muro y la Grieta. Primer Apunte sobre el Método Zapatista”. Comunicado de 3 de maio de 2015. Disponível em: <http://enlacezapatista.ezln.org.mx/2015/05/03/el-muro-y-la-grieta-primer-apunte- sobre-el-metodo-zapatista-supgaleano-3-de-mayo/> Acesso em: 10 de outubro de 2018.
119 “Cuaderno de texto de primer grado del curso 'La Libertad según l@s Zapatistas' – Resistência Autônoma”, 2013, p. 70.
Como herdeiros dessa história dos vencidos, rememoram o passado com o objetivo de preparar um outro futuro, ainda desconhecido, abrindo fendas no muro construído pela história oficial, conduzida pelos vencedores. Nesse sentido, é possível fazer uma segunda aproximação com a imagem histórica concebida por Benjamin. Sua concepção de história recusa qualquer cumplicidade com a história dos dominantes, marcada pela ruptura com relação ao determinismo, dogmatismo e conformismo da teoria social-democrata do progresso. O autor, em contrapartida, pensa uma “imagem histórica” na qual o contato entre presente e passado formam uma constelação de fatos históricos reavivados pela rememoração em um “relampejar fugaz” fazendo explodir o contínuo da história em um “tempo de agora”, introduzindo novos calendários120.
De acordo com as teses benjaminianas, diante do perigo dos oprimidos serem capturados e se tornarem instrumento nas mãos das classes dominantes, o sujeito histórico do presente, como herdeiro da tradição dos oprimidos, deve “apropriar-se da autêntica imagem histórica”. Isso depende de articular as imagens do passado, não como ele realmente aconteceu, mas enquanto recordação que “relampeja no momento de um perigo”. A rememoração do passado de maneira a combater o conformismo que envolve a tradição, nos remete ao que Benjamin afirma ser um ensinamento desta: “que o ‘estado de exceção’ em que vivemos é a regra” (Tese VIII). É preciso então construir um conceito de história correspondente à essa realidade imperante e criar um verdadeiro estado de exceção que rompa com a ideia de progresso. Isso porque imagem do curso da história como desenvolvimento linear e progressivo de uma somatória de fatos cronológicos só pode se dar pela “empatia com os vencedores” de que fala Benjamin, aniquilando a experiência de luta e resistência dos vencidos.
Nos textos zapatistas, a história oficial do capitalismo é trazida também pela imagem de um muro, onde as gerações “abaixo e à esquerda” insistem, pela resistência, em abrir grietas, ou fissuras. Como escreve o Subcomandante Galeano:
No ha sido en libros escritos, sino en los que aún no se escriben pero ya son leídos por generaciones, que las zapatistas, los zapatistas han aprendido que si paras de arañar la grieta, ésta se cierra. El muro se resana a sí mismo. Por eso tienen que seguir sin descanso. No sólo para ensanchar la grieta, sobre todo para que no se cierre. Sabe también la zapatista, el zapatista, que el muro muta en su apariencia. A veces es como un gran espejo que reproduce la imagen de destrucción y muerte, como si no fuera posible otra cosa. A veces el muro se pinta de agradable y en su superficie aparece un plácido paisaje. Otras veces es duro y gris, como para convencer de su impenetrable solidez. Las más de las veces el muro es una gran marquesina donde se repite “P-R-O-G-R-E-S-O”. Pero el zapatista, la zapatista sabe que es mentira. Sabe que el muro no siempre estuvo ahí. Conoce cómo se levantó. Sabe de su funcionamiento. Conoce de sus engaños. Y sabe también cómo destruirlo. No le preocupa la supuesta omnipotencia y eternidad del muro. 120 “Assim, os calendários não marcam o tempo do mesmo modo que os relógios. Eles são monumentos de uma consciência histórica da qual não parece mais haver na Europa, há cem anos, o mínimo vestígio.” (BENJAMIN, 2012, p. 250)
Sabe que son falsas ambas. Pero ahora lo importante es la grieta, que no se cierre, que se agrande.121
Podemos relacionar o desafio do sujeito histórico, apresentado por Benjamin, de pensar um novo conceito de história à função do sentinela (ou pensador crítico), tal como os zapatistas discutem nos comunicados referentes ao Seminário. Como apontam logo de início: “el asunto es que lo que nosotros, nosotras, zapatistas, miramos y escuchamos es que viene una catástrofe en todos los sentidos, una tormenta"122. A tormenta é justamente ao que o sentinela precisa estar atento, por
não ser algo perceptível de imediato. Sua imagem só pode se completar a partir de uma “visão diversa de calendários e geografias distintas”, daqueles que compartilham a história, as dores e as lutas dos “de abaixo”.
O intercâmbio de pensamentos, no caso da proposta zapatista, não deve ser como o intercâmbio de mercadorias. Para realizar a tarefa de analisar a “genealogia do capitalismo”, segundo Galeano, é necessário utilizar a metodologia zapatista de buscar as respostas com mais perguntas. Ao mesmo tempo, a história, as ciências sociais e a economia, são instrumentos necessários para reconstruir essa genealogia.