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Com o fim dos vários processos de decomposições, identificações das interdependências e padronizações dos problemas, bem como as soluções para a resolução destes problemas e opor- tunidades de melhoria, a equipa do INESC TEC elaborou um roadmap. Este plano de ações visa sumarizar todas as soluções e oportunidades de melhoria, adquiridas através das análises, devida- mente categorizadas pelos os seus níveis de prioridade, impacto e dificuldade ou custo.

É nesta fase, etapa 6 da metodologia SSM, que a SdL deve definir quais as alterações que deve- rão ser implementadas por forma a melhorar a situação problemática. Contudo as ações apresen- tam níveis dentro dos critérios definidos pela equipa do INESC TEC, que podem ser visualizadas nas tabelas4.5, 4.6, 4.7e 4.8.

Tabela 4.5: Roadmap para o Planeamento das Operações

Planeamento das

Operações Ação Prioridade Impacto

Dificuldade / Custo 4.5.1 Criar uma reunião de planeamento

diária Elevada Elevado Baixo

4.5.2

Criar o nível de planeamento de curto prazo, integrado com a tomada de

decisão na sala de comando: • Desenvolver uma ferramenta de

otimização para a alocação das operações aos silos.

• Planear a movimentação dos produtos considerando os con- sumos energéticos.

• Sectorizar os silos consoante a rotatividade, mix de produção e tipos de produto, com recurso a ferramentas de otimização e si- mulação. Elevada Elevado; Redução de 30% a 50% dos custos de energia Médio

4.5.3 Especificar e desenvolver um conjunto

de indicadores chave Elevada Médio Baixo

Tabela 4.6: Roadmap para o Sistema Logístico

Sistema Logístico Ação Prioridade Impacto Dificuldade / Custo

4.6.1

Desenvolver um modelo de simulação para melhorar os fluxos logísticos:

• Organização das filas de espera dos camiões e dimensionamento dos buffers.

• Definição das regras de movi- mentação e posicionamento dos camiões (sistema de sinais visu- ais).

• Redução dos fluxos cruzados.

Elevada Elevado Baixo

4.6.2

Desenvolver um sistema de controlo do fluxo de veículos e gestão dos silos

em tempo real:

• Implementar um sistema de oti- mização para a ordenação da en- trada e saída de veículos nos si- los.

Elevada Elevado Médio

4.6.3 Implementar um sustema de gestão

Tabela 4.7: Roadmap para os Sistemas de Informação

Sistemas de

Informação Ação Prioridade Impacto

Dificuldade / Custo

4.7.1

Definir o modelo de gestão de processos, uma arquitetura do SI e

respetivo mapa de processos: • Modelar principais processos. • Identificar, especificar e imple-

mentar indicadores chave.

Elevada Elevado Baixo

4.7.2

Desenhar e implementar workflows de integração:

• Integrar hierarquicamente os sistemas informáticos.

Elevada Elevado Elevado

4.7.3

Desenvolvimento de uma ferramenta webpara os camionistas: • Criar um software que permita,

após o registo do camionista no sistema, indicar quando este deve entrar na SdL e para que báscula se deve dirigir.

Média Elevado Elevado

Tabela 4.8: Roadmap para a Gestão da Manutenção

Gestão da

manutenção Ação Prioridade Impacto

Dificuldade / Custo 4.8.1 Implementar um planeamento da

manutenção Elevada Elevado Médio 4.8.2 Implementar gestão visual da

manutenção Elevada Elevado Médio 4.8.3 Introduzir manutenção autónoma Elevada Elevado Baixo 4.8.4

Implementar processo de melhoria focalizada, para identificar e eliminar

os principais modos de avaria

Média Médio Baixo 4.8.5

Promover a cultura de melhoria continua na empresa (ex. implementar

o ciclo PDCA)

Média Médio Baixo

Por último, é de referir que a empresa Silos de Leixões apresentou esta proposta à entidade reguladora do grupo Gestmin, comprometendo-se a implementar as ações previstas no roadmap, descrevendo assim a etapa 7 do SSM, representando o fim desta metodologia.

Otimização da alocação das operações

nos silos

Uma das soluções apresentadas no roadmap era a implementação de uma ferramenta de otimi- zação para a alocação das operações aos silos, tornando o sistema mais eficiente e eficaz. Assim a equipa do CESE - centro de engenharia de sistemas empresariais, do INESC TEC, decidiu desen- volver uma ferramenta para esse efeito.

5.1

Caraterização do problema

A SdL está constituída por 81 silos e inter-silos, divididos por seis classes, previamente apre- sentados no capítulo3, onde apenas podem armazenar uma operação. Estas classes ou tipos de silos foram distinguidas pelas capacidades de armazenamento e ignorando o facto que só alguns silos detêm a capacidade de expedição de produto agroalimentares.

Tabela 5.1: Capacidades dos silos presentes na SdL

Classe Tipo Nome Capacidade (m3) Capacidade (toneladas) Quantidade 1 Silos 2980 2000 39 1 Inter-Silos 770 600 24 3 C-64 1500 1000 1 4 Torre 315 230 4 5 Silos Expedição 990 800 9 6 Inter-Silos Expedição 200 200 4

No desenvolvimento da ferramenta de otimização optou-se por suavizar o número de tipos de células, considerando apenas a existência de dois tipos de células, tipo 1 com 2000 toneladas e tipo 2 de 600 toneladas.

É de referir que o sistema real apresenta um sistema de distribuição composto por vários grupos de redlers, noras e bandas do Armazém, tabela5.2. Contudo no desenvolvimento desta ferramenta decidiu-se não incluir o sistema distribuição bem como as restrições associadas.

Tabela 5.2: Equipamentos do sistema de distribuição com as respetivas capacidades Equipamentos Capacidade Nominal (ton/h) Capacidade Grão (ton/h) Capacidade Farinha (ton/h) Redlers R1/R2/R3/R4 350 250 - 320 150 - 230 R6/R8/R9/R10 R11/R14/R15 350 250 - 320 150 - 230 R5/R7/R17 100 80 - 100 60 - 80 Noras E1/E2/E3 350 E4A/E4B 100 EA1/EA2 350 Bandas Armazém TB1/TB2 350

A figura5.1permite identificar todos os sistemas envolvidos bem como as suas interligações, no processo de alocação dos produtos agroalimentares.

5.1.1 Restrições do sistema

Através das análises realizadas e das reuniões estabelecidas com os stakeholders foi conse- guido reconhecer algumas restrições do sistema real no armazenamento e distribuição dos produ- tos nos silos:

• Alguns produtos apresentam maior rotatividade, importância, que outros, logo estes deverão ser armazenados em silos com capacidade de expedição. O trigo mole é um tipo de produto com bastante rotatividade como comprovado na figura4.6do capítulo4.1.2.

• Os níveis de importância podem diferir nos tempos, devido às suas quantidades internas ou à exigência de alguns clientes pela preferência de algumas células.

• Os produtos pertencentes ao conjunto CX e CZ, baixa procura e alguma variabilidade, não deverão ser armazenados nos silos com capacidade de expedição. E em contrapartida, os produtos do tipo AX, com bastante procura e baixa variabilidade, deverão ser armazenados em células com acesso a balanças de precisão e apresentando um serviço de just-in-time. • O valor de mercado dos produtos, por vezes é diferente. Atualmente não existe uma dife-

rença considerável para haver uma distinção de importância, contudo, para casos futuros é necessário contabilizar este critério.

• Limitações do número de movimentações de alguns produtos, como é o caso para os Milhos. Estes produtos apresentam uma fragilidade acrescida e nas movimentações internas os grãos podem-se fraturar. Assim, tendo em conta, também, as restrições dos clientes que apenas admitem até uma certa percentagem de produtos faturados, é imperial reduzir o número de movimentações para este tipo de produtos.

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