2. The AUTHINFO Extension
2.3. AUTHINFO USER/PASS Command
2.3.3. Examples
A Chesf é uma das maiores empresas do setor elétrico brasileiro. Atua na produção, transmissão e comercialização de energia elétrica e atende a oito Estados nordestinos (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe). A geração de sua energia tem origem hidráulica, termoelétrica e eólica.
Tendo sido criada pelo Decreto-Lei n.º 8.031 de 3 de outubro de 1945, como uma sociedade de economia mista e de capital aberto ligada ao Ministério da Agricultura, iniciou suas atividades em 15 de março de 1948, com a construção da Usina de Paulo Afonso I, inaugurada em 1955 pelo presidente João Café Filho. Em 1973, a Chesf incorporou a Companhia Hidroelétrica da Boa Esperança (Cohebe), passando a ter a responsabilidade sobre a energia elétrica do Nordeste. Em 1979, foi construída a barragem de Sobradinho com fins de regularização do Rio São Francisco.
A interligação Norte−Nordeste realizou-se em 1980, depois da inauguração da Termoelétrica de Camaçari (Salvador). Sua maior obra realizada em cinqüenta anos de
existência foi em 1981, com o enchimento da Usina de Xingó. Em 1997, realizou uma parceria com uma empresa alemã, que possibilitou a inauguração da Usina de Energia Eólica no Nordeste. Atualmente, seu parque gerador totaliza 10.704 MW de potência instalada, sendo composto por 16 usinas, com 64 unidades geradoras, supridas por 9 reservatórios com capacidade de armazenar 50 bilhões de metros cúbicos de água. Como integrante do Sistema Elétrico Brasileiro Interligado, a Chesf faz intercâmbio de energia com os sistemas Norte, Sul e Sudeste. Recentemente, assumiu alguns contratos de suprimento de energia com empresas do Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, apresentando-se em todo o território nacional.
Sua missão, para o planejamento estratégico de 2003-2007, é: “Produzir, transmitir e comercializar energia elétrica com qualidade e rentabilidade, contribuindo para o desenvolvimento do Nordeste e do Brasil.” (CHESF, 2003). E tem como visão: “Ser uma empresa líder no Setor Elétrico, competitiva e valorizada pela sociedade.” Suas principais crenças e valores difundidos pela empresa são a satisfação dos clientes; a valorização da empresa e dos seus empregados; a satisfação do acionista; a preservação da ética nas relações sociais e comerciais e respeito ao meio ambiente (CHESF, 2003).
Ações de cunho social na Chesf são executadas há algum tempo, afora as obrigações legais, por meio dos Programas Xingó, Boa Esperança, Sobradinho, entre outros. As principais linhas de atuação nesses programas são atividades que visam a fontes alternativas de energia, assentamento de famílias que residem próximas às linhas de transmissão da Chesf, educação, recursos hídricos, agricultura e atividades agropastoris.
Desde 1993, a Chesf apóia a atuação dos comitês de funcionários contra a miséria e pela cidadania, influenciados pela campanha Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e pela Vida,4 lançada nesse mesmo ano. Os funcionários da empresa atuam em duas linhas: os Projetos de Emergência, que prevêem a doação de alimentos, roupas e medicamentos e os
Projetos Permanentes por meio dos quais são desenvolvidas ações contínuas, visando à melhoria efetiva da qualidade de vida da população de baixa renda. Para tanto, a Chesf está agilizando a liberação de áreas para a produção de alimentos (hortas comunitárias) e a transformação de seus reservatórios em áreas de pesca, beneficiando as populações ribeirinhas.
Em 2003, foi estabelecido na empresa um Núcleo de Responsabilidade Social, em que cada Diretoria Departamental elegeu um representante titular e um suplente, que passaram a compor o Comitê Intersetorial de Responsabilidade Social (CIRS), visando concentrar as ações de cunho social desenvolvidas pela empresa e separando-as das ações voltadas somente para patrocínio.
Na visão desse núcleo, as ações de RS são iniciativas que vão além das obrigações legais, visando à melhoria da qualidade de vida de pessoas, grupos ou comunidades. Envolvem tanto a dimensão interna da organização como os funcionários e seus dependentes quanto a dimensão externa, a comunidade, adotando a visão de Melo Neto e Froes (1999). A despeito de muitas dessas ações já se realizarem sem estar em um formato de RS, a empresa decidiu criar esse núcleo aderindo a pressões ambientais que envolvem o tema de RS, discutidos por Ventura (2003).
Assim, foram instituídos dois grandes eixos de ações, que devem contemplar o Nordeste “Elétrico”.5 O primeiro é denominado “Atacado”, em que são realizados os Programas Xingó, Boa Esperança e Sobradinho. As atividades desenvolvidas nesses programas são voltadas para educação, saúde e geração de trabalho e renda nas comunidades que levam o nome dos projetos. O segundo eixo, “Varejo”, é composto pelas propostas de empregados ou grupos de empregados da Chesf, que sugerem ações de RS. Para tanto, existe um fluxograma que determina a tramitação dessas propostas, que serão analisadas pela
diretoria. As ações nesse eixo só são possíveis se algum funcionário da Chesf estiver envolvido; não há mais a possibilidade de investimento em uma organização social que não tenha ligação com o corpo funcional da Chesf.
Assim, em um primeiro momento, o projeto é encaminhado à gerência ou à superintendência ou ao departamento a que o funcionário ou grupos de funcionários que o propuseram estão ligados. A primeira triagem é realizada, e, se aprovado, é levado à Representação da Diretoria Subordinante no CIRS, passando por nova triagem e, ainda, se aprovado, será levado à plenária do CIRS, podendo, então, transformar-se em uma ação de responsabilidade social da Chesf, sob o comando da diretoria onde se originou a proposta. Para a realização desses projetos, o orçamento foi de R$ 8,25 milhões em 2004. Oitenta a noventa por cento destinados às ações no eixo “Atacado” e dez a vinte por cento para as ações de “Varejo”.