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Dans le document BASIC Language Reference (Page 184-197)

O tema PERCURSO, presente no processo formativo e profissional, emergiu dos registros textuais a partir das narrativas das estudantes egressas e concluintes como uma percepção do profissional docente – e que reconhece ser imperioso que haja a busca (subtema) pela formação e capacitação (sub-subtemas).

Para interpretar os desafios que envolvem o subtema formação trago os excertos da participante 7: “[...] E fazer a faculdade a distância foi muito importante nesse sentido, de abrir minha visão para essas ferramentas, não só com as crianças. [...] O professor, na escola em que trabalho, precisa ter esse domínio de tecnologia, porque tudo nosso é com recurso tecnológico”.

Essa postura retoma o objetivo geral da pesquisa, uma vez que é possível arguir que o fato de o Pedagogo ser formado na modalidade a distância, onde a tecnologia permeia todo processo formativo, fez desse professor um usuário das tecnologias em suas práticas.

A formação revela os sub-subsubtemas insegurança, gerada pelo desafio inicial de retomar os estudos na modalidade a distância e seguido pelo sentimento de

realização pessoal, na medida em que vão adquirindo domínio dos recursos

tecnológicos e vão se apropriando dos conteúdos e instrumentos de desenvolvimento da aprendizagem presentes no curso de Pedagogia EaD.

Apresento a seguir alguns excertos selecionados e que representam estes sub- subtemas:

Então ai quando eu conheci a Universidade, eu fui lá e conheci o polo e comecei. [...] No primeiro semestre foi com muito medo porque eu não sabia mexer muito, eu tinha medo, mas ai eu tive apoio, o pessoal foi me ensinando a mexer no Moodle. Acho que foi o primeiro site assim, o primeiro foi o facebook e o segundo foi o Moodle que eu vi na internet. (participante 1)

E assim é assustador depois de um período longo você voltar a estudar e enfrentar a moçada na faculdade. Ai tinha o polo Perus próximo à minha casa e acabei sendo motivada por algumas pessoas conhecidas, que me falaram que já tinham pessoas de uma certa idade no polo e isso me animou mais, de enfrentar a faculdade e ir com o pessoal mais disposto ali mais focado ali, não que a molecada não seja. (participante 3)

Esta insegurança inicial é compreensível, uma vez que as estudantes ainda não se apropriaram desta nova forma de aprender a aprender com o uso da tecnologia – especialmente quando chegam à universidade. Contudo, a partir da interação e da mediação pedagógica, passam a ter o domínio desta nova linguagem e sentem-se mais confiantes.

Demo (2009) reforça que uma pedagogia tecnologicamente correta teria que estabelecer com as novas tecnologias uma cooperação marcada pela reciprocidade respeitosa e produtiva, capaz de cooperar no conceito da aprendizagem virtual de forma a construir maneiras virtuais de aprender – ou seja, de construir novos saberes.

Sobre este aspecto Lobo Neto (2006, p. 413) corrobora:

A educação a distância só tem sentido quando se realiza com ampliação das possibilidades de acesso à educação, apresentando- se como uma alternativa de democratização da educação e do conhecimento. Uma característica, portanto, desafiadora de quaisquer limitações à sua utilização. Mas também – e sobretudo – como um compromisso a ser cumprido com diligente fidelidade.

Os excertos a seguir denotam que as participantes passam da insegurança inicial à realização pessoal quando se apropriam desta linguagem, tornando sua aprendizagem significativa e resultando em seu aprimoramento profissional.

Me ajudou muito. Se não fosse o EAD e a tecnologia talvez eu não teria conseguido fazer essa faculdade. [...] O EAD ele deu bastante oportunidade para as pessoas se formarem. (participante 2) Era Coordenadora. Ai pensei comigo agora chegou a minha vez, vou atrás do meu sonho. Comecei a fazer Pedagogia, apaixonada, me encontrando em tudo, falei gente é o que eu gosto mesmo. Porque fiz gestão, gosto de gestão, mas a Pedagogia me realiza. (participante

7)

Como salienta Moran (1999, p. 1):

Aprender depende também do aluno, de que ele esteja pronto, maduro, para incorporar a real significação que essa informação tem para ele, para incorporá-la vivencialmente, emocionalmente. Enquanto a informação não fizer parte do contexto pessoal - intelectual e emocional - não se tornará verdadeiramente significativa, não será aprendida verdadeiramente.

Masetto (2009, p. 146) reforça que o papel de sujeito do aprendiz “o fortalece como ator de atividades que lhe permitirão aprender e conseguir atingir seus objetivos;

e dá um novo colorido ao papel do professor e aos novos materiais e elementos com que ele deverá trabalhar para crescer e se desenvolver”.

Esse aluno, que é também professor, passa a perceber que sua formação está sempre por “fazer-se”, pois compreende a necessidade contínua do aprimoramento e, consequentemente, da capacitação (sub-subtema) profissional para suas práticas docentes. Conforme relatos extraídos das interpretações dos registros textuais:

[...] passei no concurso em Ribeirão, só que não pude assumir porque eu não tinha terminado ainda. Mas assim, foi excelente porque o currículo da universidade é muito rico. [...] Eu só não assumi porque não terminei, não estava com o diploma na mão. [...] A classificação foi em nono lugar. (participante 3)

Mas ai conversando com as pessoas que têm formação, acabaram me convencendo da importância que era de estar fazendo mesmo Pedagogia. [...] Tenho amigas que já estão formadas, tem pós e continuam fazendo outras e mais outras e assim vai. (participante 4) Procurei ver novos cursos, pós-graduação também, psicopedagogia, especialização em Educação Infantil, educação inclusiva eu também fiz. Ai fiz alguns cursos de extensão lá na área de gestão também. Fui me preparando, não é. Agora quero fazer o mestrado, mas vou com calma. (participante 5)

[...] estou até fazendo um curso de pós-graduação agora.

(participante 6)

A interpretação destes excertos evidencia de forma positiva o problema da pesquisa: quais percepções emergem a partir das narrativas dos estudantes concluintes e egressos sobre sua prática docente quando estes refletem sobre sua trajetória formativa permeada pelas tecnologias digitais de informação e comunicação em seus processos de ensino-aprendizagem.

Os trechos transcritos acima reforçam a necessidade de aprimoramento da formação dessas participantes – necessidade percebida por elas mesmas – e que promova uma reflexão sobre sua prática capaz de despertar o desejo premente por uma formação que seja continuada.

Essa consideração também encontra respaldo em Masetto (2009, p.148) ao afirmar que:

O fato de o aprendiz entrar em contato com sua realidade profissional é altamente motivador para sua aprendizagem. Ajuda-o a dar significado para as teorias e os conceito que deve aprender e integrá- los ao seu mundo intelectual; a levantar questões e elaborar perguntas

reais que têm a ver com seu trabalho. [...] Essas situações obrigam-no a pesquisar e estudar para responder a esses desafios, colaboram no desenvolvimento de sua responsabilidade diante do trabalho e do estudo.

Os subtemas hermenêutico-fenomenológicos que emergiram a partir do tema PERCURSO, são os apresentados na síntese de interpretação, conforme a figura que segue:

Figura 5 – Tema PERCURSO e seus subtemas hermenêutico-fenomenológicos

Fonte: A autora

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