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2 Examen des méthodes d’extraction

“Com o planeamento da unidade temática dão-se os primeiros passos para a preparação da aula. Os objetivos e conteúdos essenciais estão definidos em traços largos; a aula está integrada no processo global da unidade didática, está assinalada a sua função. (…) sem se elaborar e terem atenção o plano anual e o plano da unidade temática, sem se analisar e avaliar o ensino anterior, não se pode falar propriamente de preparação das aulas (…) a preparação da aula constitui, pois, o elo final da cadeia de planeamento do ensino pelo professor” (Bento, 2003, p.164). Como elo final da cadeia de planeamento do ensino pelo professor, o plano de aula (Anexo III), deve ser elaborado tendo em conta os planeamentos elaborados anteriormente, o planeamento anual e o planeamento da UD, existindo uma coerência entre os mesmos e entre o planeamento da UD e plano de aula. Tal como Metzler (2011, p 141), refere a importância de uma boa articulação e coerência entre a UD e o PA como meio facilitador da construção e elaboração deste último, “good planning at the unit level greatly facilities the planning for each lesson in

the unit. The unit and lesson plans should be strongly aligned”. A boa

articulação entre a UD e o PA permite alcançar um PA eficaz, com os objetivos e conteúdos gerais já determinados na UD, facilitando assim a elaboração do mesmo, retirando qual o conteúdo a abordar e qual a função didática a aplicar. Como refere Bento (2003, 164) com o planeamento da unidade temática dão- se os primeiros passos para a preparação das aulas. Os objetivos e conteúdos

essenciais estão definidos em traços largos; a aula está integrada no processo global da unidade didática, está assinalada a sua função.

Para a construção do PA foi definida, em reunião de NE, uma estrutura única para que todos os estudantes estagiários. Apesar de ter sido definida uma estrutura para o PA, este poderia ter outras estruturas além da definida, não existindo uma única versão para o mesmo. Tal como Bento (2003, p 152) refere “existem numerosas propostas de esquemas de aula, cada uma delas caracterizada por uma variedade de constelações possíveis, mas sem que nenhuma possa afirmar a pretensão de validade universal”.

A elaboração do PA teve por base a ideia de Bento (2003, p 152) que afirma que “(…) como qualquer outra sessão de ensino racionalmente organizada, estrutura-se normalmente em três partes: parte preparatória, parte principal e parte final”. Seguindo a ideia de Bento e em conjunto com o NE, a estrutura final do PA ficou constituída por um cabeçalho e uma tabela dividida em três partes da aula (preparatória, principal e final). A parte preparatória ou inicial tinha com principal objetivo o ativar e preparar as estruturas osteomioarticulares e aumentar a frequência cardíaca do aluno para a parte segunda parte da aula. Segundo Bento (2003, p 153) “muito embora a parte principal revindique a função determinante da aula, incubem à parte preparatória as tarefas importantes. E estas não devem ser entendidas apenas como um “aquecimento”, mas sim inerentes à preocupação de criar uma situação pedagógica, psicológica e fisiológica, favorável à realização da função principal da aula”. Nas primeiras aulas, os exercícios que utilizei foram mais direcionados para uma ativação geral por parte dos alunos com pouco ou nenhum transfere para os conteúdos que iriam ser lecionados ao longo da aula. Com o passar de algumas aulas e o ganho de experiência comecei a utilizar exercícios na parte inicial com transfere para os exercícios seguintes da aula, passando a usar apenas esses na parte inicial da aula. A parte seguinte da aula, a parte principal, tal como o nome indica, apresentou-se como fundamental para os objetivos a atingir na aula, onde eram realizados exercícios com os conteúdos planeados. Como refere Bento (2003, p 158), “é na parte principal que o professor tem a tarefa de realizar os objetivos e de transmitir os conteúdos propriamente ditos da nossa disciplina, pelo que é aqui que as suas capacidades metodológicas são particularmente colocadas à

prova”. Como última parte da aula, a parte final, teve como objetivo o retorno à calma dos alunos e transmitir informações importantes para a aula seguinte. Bento (2003, p 160) afirma que “a parte final é organizada, tanto sob o ponto fisiológico (retorno do organismo à proximidade dos valores iniciais da carga), como para a criação de determinadas condições favoráveis às aulas seguintes de outras disciplinas (quando for o caso) ”.

O cabeçalho possuía informações básicas e informações mais específicas sobre a aula e a ação do professor. As informações mais básicas foram o número da aula, a data, a hora, a duração da aula e a turma. As informações mais específicas presentes nesse cabeçalho foram as funções didáticas da aula, os conteúdos do ensino, presentes no planeamento da UD e os objetivos da aula, organizados segundo as 4 categorias propostas por Vickers (1990).

Na tabela, além de esta estar dividida em 3 partes da aula, também ficou definido pelo NE que em cada exercício estariam presentes os objetivos comportamentais, ou seja, os comportamentos que esperamos que os alunos apresentem no exercício, a organização didática metodológica, onde estará explicado o exercício e as suas variantes e qual a posição adotada pelo professor durante o exercício e as componentes criticas, que remetem para os comportamentos, atitudes, ações táticas e técnicas que desejamos observar nos alunos ao longo dos exercícios.

Um dos principais desafios com que me deparei na elaboração do PA foi realizar exercícios que mantivessem os alunos motivados, empenhados e interessados, sem que estes, ao longo dos mesmos, não ficassem entediados, procurando brincadeiras e outras atividades para se distrair. Com a experiência das aulas, fui percebendo que os alunos ficavam mais motivados com exercícios de natureza competitiva, como o jogo ou as formas reduzidas de jogo, tentando ter sempre nas aulas exercícios dessa natureza. Estes exercícios por vezes levavam a que as suas execuções nem sempre tivessem a melhor qualidade, visto que os alunos queriam ganhar. Para conseguir alcançar essa qualidade e realizar exercícios de natureza competitiva, na elaboração dos PA coloquei sempre metade dos exercícios com natureza competitiva e metade de exercícios sem essa natureza competitiva, procurando um equilíbrio entre a qualidade que procurava encontrar no exercício por parte

dos alunos e os exercícios competitivos que levavam os mesmos, a por vezes, descurar essa qualidade.

Outro aspeto importante relativo à elaboração do PA, foi a sua entrega que teve de ser antecipada, ou seja, em todos os inícios de semana todos os elementos do NE tinham de entregar os PA da semana a seguir. Esta entrega foi umas das rotinas implementadas pelo PC, que possibilitou elaborar o PA de forma planeada, organizada e pensada, de acordo com as reflexões e ilações retiradas das aulas anteriores.

Tal como nos planeamentos referidos, o PA não é imutável, podendo ser sujeito a alterações e mudanças. Essas mudanças podem surgir devido a condições climatéricas, aos recursos materiais ou à aprendizagem dos alunos, ou seja, se os alunos realizam um exercício que têm um conteúdo que estes já dominam, na aula seguinte, tendo planeado realizar outro exercício para esse mesmo conteúdo não o irei fazer, alterando para um exercício com um conteúdo que estes ainda não dominem. Assim uma fase de planeamento deve estar aberta à criatividade e capacidade de inovar do professor, tal como a responsabilidade e autonomia que este deve apresentar.

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