• Aucun résultat trouvé

II. Vers l’application du patch d’enfouissement pour l’instrumentation des structures

2.2 Comparaison entre l’instrumentation classique des structures composites et

3.7.6 Examen fractographique des structures ETMI dotées ou non d’un patch

A grande quantidade de resíduos gerados pela indústria de processamento de couros requer a introdução de "tecnologias limpas no couro" e sistemas de tratamento para os efluentes e resíduos sólidos que respeitem os padrões de emissão. Os resíduos sólidos de couro curtido ao cromo requerem especial atenção devido ao seu volume e às exigências dos órgãos ambientais para a disposição direta em aterros.

3.4.2.1. Fabricação de Adubo

Trata-se de uma utilização destinada, especialmente, aos resíduos de couro curtido tais como serragem de rebaixadeira, aparas e pó da lixadeira. Os retalhos curtidos, após lavagem e trituração, são utilizados para fabricar uma espécie de farinha fertilizante. O couro curtido ao mineral poderia ter o mesmo destino desde que fosse realizado, previamente, o descurtimento do mesmo.

Kolomazník et al. (2000) realizaram experiências de tratamento enzimático de serragem de couro ao cromo. O benefício da reação enzimática com aminas de baixo peso molecular é a produção de hidrolisados de proteína de boa qualidade. Estes hidrolisados podem, então, ser utilizados na agricultura como fertilizante organo-nitrogenado. Em comparação realizada em culturas de alface, o fertilizante proveniente dos curtumes proporcionou às culturas uma maior área de aproveitamento e maior valor nutricional do que aquelas originadas a partir do fertilizante comercial.

3.4.2.2. Compostagem por reviramento

A compostagem por reviramento consiste na decomposição da serragem sob condições favoráveis à fermentação até a indução de um estado de humidificação total ou parcial, conforme definição de compostagem.

Programa de Pós-graduação em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos da UFMG 25

Logo, o composto é o resultado de um processo controlado de decomposição biológica, transformando-se em um produto mais estável, melhor utilizável como fertilizante orgânico e em melhores condições sanitárias.

Brito et al. (2001) realizou o processo de co-disposição de resíduos sólidos de indústrias de curtumes com resíduos sólidos orgânicos e avaliou a eficiência de atenuação e transformação por meio do balanço das massas totais de carbono orgânico, nitrogênio e cromo. A co- disposição entre resíduos sólidos orgânicos e resíduos sólidos da indústria de curtume mostrou-se eficiente na bioestabilização da matéria orgânica. Em um processo de co- disposição utilizando 95% de resíduos sólidos orgânicos e 5% de resíduos sólidos da máquina de rebaixar e lixar couros (resíduos curtidos) foi produzido um composto com valores médios de 60,2% de atenuação de cromo total.

3.4.2.3. Vermicompostagem

A vermicompostagem é um tipo de compostagem em que a matéria orgânica é digerida por minhocas, resultando na sua degradação, e no arejamento e drenagem do material em fase de maturação.

Durante a vermicompostagem, a matéria orgânica é, inicialmente, compostada, com redução de microrganismos prejudiciais à saúde e retorno condição de temperatura ambiente. Após a estabilização da temperatura, o material compostado é transferido para leitos rasos, para não se aquecer demasiadamente e não se compactar, pois os materiais de granulometria fina possuem essa tendência. Então, faz-se a inoculação das minhocas, por um período que varia em torno de 75 dias. Como resultado final, obtém-se o vermicomposto pronto, com aumento de macro e micro-nutrientes e a formação de um húmus mais estável.

Os resultados encontrados em estudos demonstraram a capacidade bioacumuladora de metais pesados e outros elementos tóxicos pelas minhocas, em alguns casos em percentuais extremamente altos. Esse trabalho demonstra a viabilidade da vermicompostagem para o tratamento de resíduos sólidos provenientes de curtimentos minerais, desde que seja realizada em condições que possibilitem a ação das minhocas.

3.4.2.4. Disposição no solo

Apesar de não ser a técnica mais recomendável de gerenciamento ambiental, a disposição de resíduos sólidos no solo, ora pelo descarte aleatório, ora através de aterros sanitários, é a prática mais utilizada para a destinação final. A solução para confinar a serragem do

rebaixamento em aterros de resíduos industriais é uma solução prática razoável porque concentra os resíduos num local especial, o que possibilita um controle efetivo até que surjam novas alternativas. Contudo, há gastos extras com o transporte e manutenção do aterro visto que esse tipo de resíduo deve ser aterrado em locais específicos conforme legislação vigente e, ademais, esse tipo de gerenciamento impede a transformação dos resíduos em produtos úteis.

3.4.2.5. Incineração

A incineração pode ser considerada uma etapa derradeira de tratamento dos resíduos. É um método baseado na decomposição térmica através de oxidação, com o objetivo de reduzir o volume de um resíduo, sua toxicidade ou, até mesmo, eliminá-lo, convertendo-o em gases ou resíduos incombustíveis. Devido aos problemas ambientais ocasionados pela deposição inadequada no solo de materiais tóxicos não degradáveis, a aplicação do processo à queima de resíduos perigosos é uma importante alternativa para a preservação do ambiente.

As unidades de incineração variam desde instalações pequenas, projetadas e dimensionadas para um resíduo específico até grandes instalações de propósitos múltiplos, para incinerar resíduos de diferentes fontes. No caso de materiais tóxicos e perigosos, estas instalações requerem equipamentos adicionais de controle das emissões do processo de incineração para evitar a poluição do ar (CETESB, 1993).

Na incineração de resíduos de curtumes podem ocorrer dois inconvenientes ambientais: (I) formação de Cr VI por oxidação e (II) formação de dioxinas e furanos, visto que cloro e ferro estão presentes (ESTEVES, 2007).

3.4.2.6. Pirólise

Os métodos pirolíticos diferem dos de incineração pelas condições da atmosfera do sistema. A pirólise é realizada em atmosfera carente de oxigênio enquanto que a incineração é realizada sob atmosfera rica em oxigênio. Os subprodutos da pirólise dos resíduos de couro são: gás combustível com água, metano, monóxido de carbono e dióxido de carbono, uma mistura líquida de água, alcatrão, óleo, substâncias orgânicas, cinza e carvão contendo cromo.

Esteves (2007) estudou a viabilidade técnica e ambiental da pirólise de resíduos de serragem de curtumes e mostrou o grande valor ambiental e econômico do tratamento térmico, pois o mesmo pode reduzir o resíduo em até 80% da sua massa inicial. Conseqüentemente, diminui a

Programa de Pós-graduação em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos da UFMG 27

acondicionamento e transporte dos resíduos. Além disso, análises do carvão obtido após a pirólise possibilitaram a classificação do mesmo como Resíduo Classe II A – Não inerte, de acordo com a NBR 10004:2004 da ABNT, representando, assim, uma grande vantagem econômica, já que os custos de armazenamento dos resíduos Classe II são mais baixos que os do resíduo Classe I.