As Cunhagens de Vocábulos correspondem a explicações a partir da LO, como hipergeneralizações de regras, aplicações de uma regra a uma unidade lexical existente na LO, criando assim, palavras inexistentes na LO. Como nos exemplos a seguir:
R- Exemplo 1:
C -Exemplo 2:
Nos exemplos acima, nas linhas 1 e 6, A1 utiliza a Cunhagem de Vocábulo “al
normal” para se referir a frequência do fato em esquecer de fazer algo, da ação de ir a
1. A1 : machu pichu:::
2. A2 : es mi foco cuando tener dinero
1. A1 : sábado domingo igual pero ah son mis días para dormir ah después al normal me olvido 2. : de desayunar me voy al al baño me ducho y no hago muchas cosas en verdad acabo en la 3. : computadora o no hago todos los días las cosas de casa porque:: si hago todo se acomoda 4. : mucho mi hermano y ahí como se queda toda la casa para mi así que algunas veces 5. : decido si voy a hacer que voy a hacer que no voy a hacer ah la gran mayoría de las 6. : mañanas ahora este mes que pare pero al normal me voy al gim y diciembre volvemos
acadêmica e de comer. Esse erro pode ter uma explicação de hipergeneralização das construções em espanhol do tipo “al + verbo no infinitivo” como “al reconocer, al hacer”. R- Exemplo 3:
A2 possivelmente generalizou as exceções de conjugações irregulares das vogais “e,i,
o e u” que em formas tônicas são substituídas pelos ditongos “ie” e “ue”. Como no caso do
verbo “almorzar”, aplicando a exceção a todas as pessoas, incluindo a primeira pessoa do plural no qual a regra não se aplica em espanhol (nosotros almorzamos).
O -Exemplo 4:
1. A1 : negro así que también no se puede identificar muchas cosas el piso ahí es de madera al 2. : que parece y además todo el resto es ah blanco u juega con esta color porque se puede
A1 da linha 1 a linha 2 utiliza a Cunhagem de Vocábulo “al que parece” possivelmente a partir de hipergeneralização da colocação em espanhol da contração da preposição a + artigo definido e o verbo no infinitivo (al + verbo infinitivo), por exemplo, "al iniciar, al observar" .
V - Exemplo 5:
3. A1 : me parece que es pesquisadora en su viaje que está ahí ya mirando en el aeroporto el 4. : avión que despiega y ahí que cuando despega ya está imaginando la ruta ahí que hacer
V -Exemplo 6:
1. A1 : es que todo depende del momento no ah cuando te vas es como que te ah calienta el 2. : pecho te da ganas es una mezcla porque tenés miedo… tenés miedo pero después ahí
A1 produziu a cunhagem da exceção de vocábulo, no exemplo 5, na linha 2 utiliza a conjugação do verbo “despegar” na terceira pessoa do singular “despiega”, mas na frase seguinte produziu a unidade lexical adequada “despega”. Esse erro corresponde a uma cunhagem da exceção nas conjugações irregulares de raiz verbal, por exemplo, os verbos
“jugar, defender, pensar” que em formas tônicas são substituídas pelos ditongos “ie” e “ue”.
No exemplo 6, um exemplo de conhecimento desse tipo de conjugação se encontra, na linha 1
a unidade lexical “depende” conjugação da terceira pessoa do grupo de verbos em – ER. O que pode mostrar a instabilidade no léxico mental de A1.
J -Exemplo 7:
A1 produziu uma Cunhagem de Vocábulo, a unidade lexical “separamiento”, contudo, se destaca que A1 se corrigiu imediatamente utilizando a unidade lexical em espanhol
“separación”. Essa cunhagem pode ser explicada através da influência da regra de formação
de nomes substantivos masculinos em espanhol, por meio do morfema “-miento”.
De acordo com Baralo (2011) os aprendizes tendem a simplificar a LO nos primeiros estágios de aprendizagem. Nos exemplos apresentados, as duas integrantes fazem das exceções às regras em certos momentos, simplificando as exceções tanto no primeiro estágio de Interlíngua representado por A2 como nos últimos estágios representados por A1. Mostrando que aquilo que foi colocado por Baralo pode ir além dos primeiros estágios de aprendizagem.
O nível de aprendizagem pode estar relacionado com o comportamento das integrantes dessa pesquisa com a realização de alguns tipos específicos de conjugação de verbos. Possivelmente, o conhecimento do funcionamento da exceção de conjugação cria uma interferência na produção de construções e de conjugação de verbos. Dessa forma, há uma interferência prática, retratada por Selinker (1972) como elementos resultantes de práticas de novas estruturas.
Confirmamos também, as afirmações de Corder (1971) que a IL se constrói a partir de hipóteses dos aprendizes, que estão formando novas gramáticas, utilizando os conhecimentos prévios e os novos conhecimentos que vão adquirindo, pois os nossos participantes continuaram desenvolvendo essas hipóteses da LO. Como mostrado nas Cunhagens de Vocábulos. A sobreposição de conhecimentos na LO possivelmente criará outros tipos de Cunhagens de Vocábulo, mas também as integrantes podem conferir e corrigir as Cunhagens de Vocábulos realizadas nestes exemplos.
Como afirmam Solman e Chung (1996), a transferência linguística implica a extensão de conhecimentos já adquiridos para novos conhecimentos. Esses conhecimentos podem, segundo o confirmado neste trabalho, provir da LM e da própria LO por meio da
1. A1 : ah cual es bueno además del separamiento de la separación hay una cosa en tu vida 2. : que cambiarias así porque eso una cosa que no ibas a hacer
generalização de exceções de regras a todas as pessoas na conjugação (almorzar-jugar) utilizando morfemas para aplicar regras das exceções de conjugação a todas as pessoas.
Jarvis (2000) trata além da transferência, a restrição dos tipos de hipóteses que os aprendizes realizam, representado nos resultados pelas hipóteses de exceções de conjugação de A1 como mostrado no exemplo do verbo ”depender”.