Chapitre I : Synthèse bibliographique
C. Examen anatomopathologique du ganglion sentinelle
ambos os grupos (controlo e experimental)
Verifica-se a existência, ou não, de diferenças entre o sexo masculino e feminino ao nível do comportamento social de submissão e das atitudes face à violência no namoro nos dois momentos de avaliação (pré e pós) em ambos os grupos (controlo e experimental).
Por último verifica-se se a intervenção teve efeitos significativos no comportamento submisso dos adolescentes e nas atitudes dos adolescentes face à violência no namoro.
Após a análise quantitativa, procede-se à análise qualitativa dos resultados. Como já referido anteriormente, os resultados obtidos a partir desta análise resultaram de observação direta das sessões e dos dados obtidos por intermédio das fichas individuais preenchidas pelos adolescentes, das fichas relativas à sua avaliação da sessão, das fichas de avaliação dos professores e dos desafios da semana.
Nesta análise importa compreender a forma como se encontrou o cálculo das percentagens. Como já referido, algumas categorias foram calculadas tendo por base o total de alunos para a 6ª sessão (N=217) e 4ª sessão (N=222) e para e outras baseando-se no total de turmas (N=11). No último caso, optou-se por este procedimento pelo facto de algumas categorias terem resultado somente dos registos efetuados no diário de bordo através da observação direta o que impossibilita a contagem de alunos. Quando se faz observação direta torna-se muito difícil obter uma quantificação do número de alunos que dá, por exemplo, uma determinada resposta a uma questão.
As categorias e subcategorias serão apresentadas em quadros e analisadas individualmente começando pela análise da 6ª sessão e posteriormente da 4ª sessão do programa “Alinha com a Vida.
1. Resultados Obtidos a Partir da Análise Quantitativa dos Dados
1.1. Análise descritiva (média, desvio padrão) das variáveis submissão e atitudes dos adolescentes face à violência no namoro
79 Para conseguir elementos que permitam compreender: 1) se existe uma relação entre o comportamento social de submissão e as atitudes dos adolescentes fase à violência no namoro; 2) se o comportamento social de submissão e as atitudes dos adolescentes face à violência no namoro se alteram em função da variável sexo; 3) se a exposição a um programa de competências sociais e emocionais altera as atitudes dos adolescentes face à violência no namoro e o seu comportamento social de submissão, recorreu-se à análise quantitativa dos dados.
Neste sentido importa caracterizar primeiramente a variável submissão em termos descritivos e a variável atitudes dos adolescentes face à violência no namoro. Relativamente à variável submissão importa relembrar que os seus resultados variam entre 12 e 60, onde valores mais elevados indicam maior comportamento de submissão recordando-se que valores mais baixos (abaixo do ponto médio=24) correspondem a baixos índices de submissão e valores mais altos (acima do ponto médio=24) a elevados índices de submissão. No que se refere à variável atitudes dos adolescentes face à violência no namoro, o valor de cada subescala é calculado pela soma dos seus itens, em que uma pontuação mais elevada revela uma maior legitimação da utilização de comportamentos abusivos nos relacionamentos.
Assim, no Quadro 7, apresenta-se a média e o desvio padrão para a escala da submissão, em ambos os grupos, nos dois momentos em apreciação.
Quadro 7 - Média e Desvio Padrão da escala ASBS correspondente à variável submissão nos
dois momentos de avaliação, entre o grupo experimental e o controlo
Submissão Momentos Grupo Experimental (n=228) Grupo Controlo (n=192) Média Desvio Padrão Média Desvio Padrão Pré 31,60 6,86 30,98 6,52 Pós 30,07 6,68 30,55 7,00
A partir do Quadro 7 podemos observar que os resultados obtidos na variável submissão, no grupo experimental e no de controlo, no momento pré intervenção, sugerem que ambos os grupos de alunos se situam num nível muito semelhante. Ou seja, ambos apresentam o mesmo grau de submissão, situando-se este ligeiramente acima do ponto médio tomado como referência. Esses resultados mantêm-se no momento pós intervenção, embora se verifique uma diminuição ligeira na pontuação do grupo experimental após a intervenção. Apesar das diferenças não pareçam assinaláveis, não deixa de ser um dado interessante.
80 Relativamente à variável atitudes dos adolescentes face à violência no namoro apresenta-se no Quadro 8 a média e desvio padrão para cada uma das subescalas que compõe a EAVN.
Quadro 8 - Média e desvio padrão das subescalas que compõe a EAVN nos dois momentos de
avaliação, entre o grupo experimental e o controlo
EAVN-Subescalas Momentos
Grupo Experimental Grupo Controlo Média Desvio
Padrão Média
Desvio Padrão Violência psicológica masculina
[15-75]
Pré 27,87 6,62 27,35 6,19
Pós 26,15 7,94 27,52 7,36
Violência física masculina [12-60] Pré 26,77 7,64 25,77 7,74
Pós 24,03 7,74 26,10 7,11
Violência sexual masculina [12- 60]
Pré 23,20 6,95 22,65 6,23
Pós 21,03 7,74 22,52 7,11
Violência psicológica feminina [13-65]
Pré 29,61 7,16 29,06 6,83
Pós 26,46 7,53 27,88 7,59
Violência física feminina [12-60] Pré 28,28 7,36 27,68 7,79
Pós 25,73 8,79 27,41 8,13
Violência sexual feminina [12-60] Pré 25,94 7,79 24,35 6,54
Pós 23,66 8,20 24,14 8,12
Pela análise do Quadro 8 é possível observar para a subescala das atitudes acerca da
violência psicológica masculina que os valores são muito semelhantes na pré-intervenção
tanto para o grupo controlo como para o grupo experimental. Observa-se uma atitude de discordância perante este tipo de violência, uma vez que a média das respostas dos alunos pertencentes ao grupo experimental se situa nos (27,87) e do grupo controlo nos (27,35) ambas situando-se ligeiramente abaixo do ponto médio dessa subescala (30). Além disso verifica-se alguma dispersão nos resultados em ambos os grupos (grupo controlo: 6,62/grupo experimental: 6.19), o que sugere que os respondentes apresentam alguma variação na manifestação da sua atitude. No entanto, é de salientar que esta é a menor variação obtida nos resultados das subescalas, o que significa que nesta subescala, os alunos responderam de modo mais consistente entre si. Na pós-intervenção observa-se uma tendência para o aumento da discordância com este tipo de violência no grupo experimental, verificando-se uma ligeira descida na média (26,15). Já o grupo controlo mantém-se com uma média muito semelhante na pós intervenção (27,52).
Relativamente à subescala das atitudes acerca da violência física masculina observa-se uma tendência dos alunos para concordarem com este tipo de violência na pré-intervenção, dado que a média das respostas obtidas para o grupo experimental é de (26,77) e para o grupo
81 controlo de (25,77) situando-se ligeiramente acima do ponto médio dessa subescala (24). Contudo, a dispersão dos resultados em ambos os grupos (grupo controlo: 7,64/grupo experimental: 7,74) indica que os respondentes apresentam, também, alguma variação na manifestação da sua atitude. Na pós intervenção, aquilo que se verifica é uma descida na média do grupo experimental (24,03) e uma subida na média do grupo controlo: (26,10) o que revela alguma mudança de atitudes perante este tipo de violência no grupo experimental uma vez que, os valores se encontram no limite do ponto médio indicado para esta subescala (24) significando que os alunos deste grupo apresentam na pós-intervenção uma tendência para a discordância para com este tipo de violência.
Em relação à subescala das atitudes acerca da violência sexual masculina verifica-se uma tendência dos alunos para discordarem com esta forma de violência na pré-intervenção, uma vez que a média de respostas se situa nos 23,20 para o grupo experimental e nos 22,65 para o grupo controlo, situando-se ligeiramente abaixo do ponto médio dessa subescala (24). Além disso, verifica-se novamente uma dispersão ao nível dos resultados com um desvio padrão de 6,95 para o grupo experimental e de 6,23 para o grupo controlo. Na pós intervenção observa-se uma ligeira descida na média para ambos os grupos (grupo experimental: 21,03; grupo controlo: 22,52), o que significa que os alunos mantém a sua atitude de discordância para com este tipo de violência.
No que se refere à subescala das atitudes acerca da violência psicológica feminina, observa-se uma tendência dos alunos para concordarem com este tipo de violência, dado que a média das respostas obtidas para o grupo experimental se situa nos (29,61) e para o grupo controlo nos (29,06) ligeiramente acima do ponto médio dessa subescala (26). Porém, a dispersão dos resultados (7,16) para o grupo experimental e (6,83) para o grupo controlo indica que os alunos apresentam repetidamente alguma variação na manifestação da sua atitude, embora essa variação seja mais acentuada no grupo experimental. No pós-teste aquilo que se observa é uma descida na média de ambos os grupos (grupo experimental: 26,46; grupo controlo: 27,88), no entanto, denota-se uma descida mais acentuada no grupo experimental, situando-se a média muito próxima do valor médio (26).
Em relação à subescala das atitudes acerca da violência física feminina verifica-se uma tendência dos alunos para concordarem com este tipo de violência na pré-intervenção (grupo experimental: 28,28; grupo controlo: 27,68), uma vez que a média das respostas obtidas para ambos os grupos se situa acima do ponto médio dessa escala (24). Contudo observa-se uma elevada dispersão dos resultados também em ambos os grupos (grupo experimental: 7,36; grupo controlo: 7,79) o que denota à semelhança das anteriores subescalas, variação ao nível da manifestação das suas atitudes. Na pós intervenção observa-se uma descida mais
82 acentuada na média de respostas do grupo experimental (25,73), embora se mantenha acima do ponto médio dessa subescala (24), e uma descida muito pouco significativa na média das respostas do grupo controlo (27, 41).
Por último, na subescala das atitudes acerca violência sexual feminina, observa-se uma tendência no grupo experimental para a concordância com este tipo de violência na pré intervenção, apresentando uma média de respostas de 25,94 ligeiramente acima do ponto médio dessa escala (24). Já o grupo controlo apresenta uma média de respostas na pré- intervenção de 24,35 o que significa que se encontra no limite do ponto médio dessa escala evidenciado uma tendência para a discordância com este tipo de violência. Em relação ao desvio de padrão e à semelhança das restantes subescalas verifica-se alguma dispersão dos resultados embora, essa dispersão seja maior no grupo experimental (grupo experimental: 7,79; grupo controlo: 6,54). Na pós intervenção aquilo que se verifica é uma descida positiva na média de respostas para o grupo experimental (23,66) passando a situar-se abaixo do ponto médio dessa escala (24) o que evidencia, agora uma atitude de discordância com esse tipo de violência. Relativamente ao grupo controlo, embora se verifique uma descida na média de respostas (24,14), essa descida é pouco significativa quando comparada à média obtida na pré- intervenção, o que significa que as atitudes perante este tipo de violência não se alteram da pré para a pós intervenção.
Em síntese, verifica-se uma tendência para a legitimação de algumas formas de violência, no entanto, no momento pós intervenção, no grupo experimental, assinala-se uma descida na média em todas as subescalas para valores inferiores ou muito próximos ao ponto médio dessas subescalas revelando um efeito positivo da intervenção nas atitudes dos adolescentes face à violência no namoro.
1.2. Estudo da relação entre o comportamento social de submissão e as atitudes face à