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Ex´ecution d’applications variables

9.3 Reconfiguration d’applications et de CloudEngine

9.3.2 Consolidation de VM et Scalabilit´e de serveurs

9.3.2.2 Ex´ecution d’applications variables

Até ao momento não existem praticamente estudos que nos permitam saber se os modelos legalmente estabelecidos estão ou não a ser implementados nas nossas salas de aula. Em Portugal, refere que as melhorias do sistema educativo e consequentemente das aprendizagens situam-se fundamentalmente ao nível daquilo que podemos considerar procedimentos burocráticos, mas, no que respeita ao que se passa em sala de aula, avaliação das práticas efetivas e alteração de comportamentos por parte dos professores, os relatórios da IGE, referem que são algo duvidoso, dado que a avaliação sumativa ainda ocupar um lugar preponderante (Ventura, 2006).

A mudança de atitude exige a criação de dispositivos internos e sistemáticos de planificação, acompanhamento e avaliação, com ganhos claros quer na planificação de objetivos, quer nas fases de identificação dos problemas e da procura e implementação de soluções. A complexidade das situações e problemas atenua-se com o envolvimento de todos no seu diagnóstico, intervenção e generalização (Helmore, 2003). Numa lógica

abrangente da avaliação das aprendizagens, importa garantir a existência de “escolas com sucesso”, facilitadoras do sucesso escolar dos alunos, onde sejam ultrapassadas as dificuldades estruturais, garantidos os instrumentos necessários à aprendizagem, de forma a envolver o aluno ativamente nas tarefas escolares e satisfazer as suas perceções e expetativas (Azevedo, 2003). A melhoria efetiva das aprendizagens requer a promoção de programas de ação fundados nos resultados da investigação sobre “escolas eficazes”, os quais deverão ser utilizados como padrões de referência e competência, na promoção e desenvolvimento efetivo dos alunos, a par do desenvolvimento profissional dos docentes, através de formação ligada às necessidades e da investigação sobre o currículo (Murillo, 2010). Para tal, o professor deve conhecer profundamente os currículos e procurar adequar os seus métodos de ensino e avaliação, repensar a planificação e gestão da aula e do comportamento, inovar as suas competências e atualizar os seus conhecimentos científicos e pedagógicos. Uma das condições para a melhoria do sistema educativo passa pelas assessorias qualificadas, quer as assessorias externas, quer as assessorias colaborativas, internas com recursos qualificados ou grupos e equipas que, na própria escola, desenvolvem processos de avaliação ou ainda através da colaboração inter-institucional. Neste último aspeto, recorda-se a afirmação de Fullan (2006, p. 41), quando diz: “É uma das maiores ironias da vida: os professores têm por finalidade ensinar e aprender, no entanto são péssimos a aprender uns com os outros. Se um dia descobrirem como isso se faz terão a vida facilitada”.

A melhoria da escola é um processo de elevação continuada da aprendizagem dos alunos conduzido pelo professor pela reflexão sobre as suas práticas, capazes de fomentar no aluno a capacidade de aprender. A avaliação alimenta a melhoria, na medida em que produz informação sobre o que se ensina e se aprende na sala de aula. (Elmore, 2003). A melhoria efetiva das aprendizagens pressupõe uma análise continuada sobre as práticas pedagógicas, pois é no interior das salas de aula que se pode avaliar o que efetivamente o aluno aprende. É preciso, no entanto, verificar-se se:

- as lições estão estruturadas e se são claras;

- o professor dinamiza atividades variadas, onde ocorra a participação ativa do aluno;

- o professor se preocupa com todos os alunos, em particular com aqueles que mais necessitam;

- utilizam-se dos recursos diversificados, tanto os tradicionais como os relacionados com as novas tecnologias de informação e comunicação;

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- o professor comunica frequentemente os resultados da avaliação, na medida em que o sucesso da educação pressupõe informação, elemento indispensável ao conhecimento, ao acompanhamento e à avaliação dos processos e trajectórias educativas;

- a turma se prepara adequadamente e com tempo, isto é, existe pontualidade no que respeita ao começo das aulas, preocupação em optimizar os tempos de aula, minimizar o número de interrupções das tarefas de ensino e aprendizagem e por fim a organização flexível do tempo de aula;

- o professor tem altas expetativas em relação ao seu trabalho e aos seus alunos. (Murillo, 2010)

O programa de Física e Química A advoga para o ensino-aprendizagem uma “avaliação progressiva das aprendizagens que contemple os aspetos evolutivos do aluno, utilizando de forma sistemática técnicas e instrumentos variados adequados às tarefas em apreciação (questões de resposta oral ou escrita, relatórios de actividades, observações pelo professor captadas nas aulas, perguntas formuladas pelos alunos, planos de experiências (...) (M.E., 2004, p. 56). Atendendo às estratégias apontadas é de salientar, uma vez mais, o papel relevante que o professor deve ter no desenvolvimento do currículo, proporcionando oportunidades para que as interacções sociais entre todos e com cada um dos alunos se desenvolvam (Fernandes, 2006).

Também Lessard (2005) defende uma avaliação centrada no espaço da sala de aula, na observação das práticas pedagógicas, interagindo com a autonomia do professor no desenvolvimento de processos próprios e de mobilização das suas competências. Neste contexto, a avaliação reveste-se de múltiplas facetas, cabendo-lhe orientar os alunos de acordo com as suas capacidades, julgar o nível de competência de um professor ou ainda avaliar o desempenho das instituições educativas (Reis, 2011).

É a exigência de seleção e orientação que no sistema educativo faz crescer o interesse pela medida e pelo rigor, estando na origem de muitos estudos sobre o sistema de avaliação atual. Cabe então à Direção e à gestão da escola, através da sua organização e cultura, gerir impato na eficácia pedagógica e na melhoria das aprendizagens. Torna-se necessário gerar mudança das práticas letivas e das práticas avaliativas, na procura da melhoria contínua e sustentada “A melhoria requer disciplina, é uma forma de disciplina" (Elmore, 2003, p. 12).