Chapitre VII : Organisation de chantier
VII.3. Exécution des travaux
Coolidge (1937), utilizando 172 dentes humanos, avaliou a espessura da membrana periodontal e suas variações por meio de medições feitas na região próxima à crista alveolar, no terço médio da raiz e no ápice. As médias dessas espessuras foram: na crista alveolar em torno de 0,39 mm, no centro da raiz 0,17mm e próximo ao ápice 0,21 mm. O autor observou que essas espessuras variavam com a faixa etária, diminuindo com o avanço da idade e com a posição dos dentes no arco dental, sendo menor em dentes posteriores, por exercerem grande função oclusal.
Mühlemann e Zander (1954), afirmaram que há boas razões para admitir que o deslocamento inicial da raiz corresponde a uma posição funcional de prontidão em relação à força de tração. A magnitude dessa força é variável de indivíduo para indivíduo, de dente para dente, e depende sobretudo, das estruturas e organização do ligamento periodontal. Os autores afirmaram que o valor da mobilidade inicial para dentes anquilosados é zero, sendo toda a carga aplicada sobre o dente transferida diretamente às estruturas adjacentes.
Scharnagl (1998), avaliou a simulação do ligamento periodontal na realização de testes de resistência à fratura em restaurações indiretas confeccionadas em cerâmica, In Ceram. Foram realizados testes de movimentação dental em mandíbulas de porcos para detectar o grau de movimentação dental a ser reproduzido no ligamento artificial. A simulação do ligamento foi realizada com
diversos materiais elásticos: silicone por adição, poliéter, silicone de condensação de consistência leve e pesada. Os melhores resultados foram obtidos com o emprego do material de moldagem à base de poliéter, Impregum F (3M-ESPE), aplicado em associação com o adesivo do material. O autor relatou que o ligamento periodontal artificial é fundamental para reproduzir as características clínicas da aplicação de tensões e as fraturas ocorridas em experimentos laboratoriais.
Objetivando avaliar a influência de pinos intra-radiculares pré-fabricados na resistência à fratura de dentes anteriores tratados endodonticamente, Carlini (1999), empregou a reprodução artificial do ligamento periodontal. O processo descrito foi iniciado com o recobrimento da raiz com uma fina camada de cera nº. 7, obtido pela imersão do dente em um recipiente contendo cera plastificada. O dente foi então fixado a um delineador, com objetivo de posicioná-lo corretamente na inclusão em cilindro de PVC. O cilindro foi invertido em uma placa perfurada e preenchido com resina de poliestireno. Após a polimerização, o dente foi retirado do cilindro, com água aquecida e limpo com jatos de bicarbonato e água. Para fixação do dente e reprodução do ligamento periodontal foi empregado um adesivo à base de Uretano, utilizado na colocação de vidros automotivos. O autor relatou que a reprodução do ligamento periodontal tornou o padrão de fratura mais semelhante ao que se verifica clinicamente.
Behr et al. (2002), analisaram a resistência à fratura e adaptação marginal de
próteses adesivas em resina reforçada por fibra. Três sistemas foram empregados: um composto por fibra de polietileno (Belleglas/Connect, Kerr) e dois sistemas de fibra de vidro (Fibrekor/Sculpture, Jeneric-Pentron; e Targis/Vectris, Ivoclar-
Vivadent). Foram utilizados molares humanos extraídos com reprodução do ligamento periodontal, obtida a partir da cobertura das raízes com uma camada de 1mm de material de moldagem à base de poliéter, Impregum F (3M-ESPE), e posteriormente incluídos em um bloco de resina de poliestireno. Os resultados foram: Targis/Vectris-Proteccem 1361N, Targis/Vectris-Fuji Plus 923N, Belleglas/Connect 940N, e Fibrekor/Sculpture 524N. A adaptação marginal deteriorou de 13% a 21% com termociclagem. Os autores concluíram que nem todos os tipos de cimento são adequados para uso nestas próteses e que idealmente deve ser empregado um cimento resinoso.
Behr et al. (2003), analisaram a adaptação marginal e resistência à fratura de
próteses adesivas em resina reforçada por fibra de vidro, contendo diferentes tipos de superfície interna. Três tipos de próteses foram confeccionados pelo sistema Targis/Vectris (Ivoclar-Vivadent): convencional (G1), contendo uma camada inicial de targis antes da fibra (G2), e contendo a fibra como primeira camada (G3). Somente os grupos G2 e G3 foram jateados e silanizados. Foram utilizados molares humanos extraídos com reprodução do ligamento periodontal, obtida a partir da cobertura das raízes com uma camada de 1mm de material de moldagem à base de poliéter, Impregum F (3M-ESPE), e posteriormente incluídos em um bloco de resina de poliestireno. Os resultados não mostraram diferença estatística: G1 – 1509N, G2 – 1754N, e G3 – 1896N. A porcentagem de margens perfeitas foi de 80% a 90%. Devido aos resultados encontrados os autores concluíram que é possível usar uma camada de resina previamente à fibra, apesar deste procedimento não exercer influência significativa nas próteses.
Soares et al. (2004), analisaram a influência do método e material de inclusão e
de reprodução do ligamento periodontal em testes de resistência à fratura, empregando incisivos bovinos. Oitenta dentes foram selecionados, quarenta foram incluídos em resina acrílica e a outra metade em resina de poliestireno. Quatro métodos de simulação do ligamento periodontal foram executados: 1 – Sem ligamento; 2 – Material de moldagem à base de poliéter, Impregum F; 3 – Material de moldagem à base de polissulfeto, Permelastic; 4 – Material de fixação de vidros automotivos à base de borracha de poliuretano, sendo produzidas dez amostras por grupo. Os corpos de prova foram armazenados por 24 horas em 100% de umidade e então foram submetidos a um carregamento na porção palatina, de forma tangencial, reproduzindo o carregamento presente nos dentes superiores anteriores. Os testes foram realizados em máquina de ensaio universal Instron 4411, com velocidade de 0,5mm/minuto até a fratura. Os padrões de fraturas foram classificados em relação a parâmetros pré-estabelecidos: a - fratura coronária; b - fratura na transição da coroa para o cilindro de resina; c - fratura com invasão parcial do espaço biológico; d - fratura radicular. Os resultados demonstraram que o método e material de inclusão e o procedimento de reprodução do ligamento periodontal podem influenciar nos testes de resistência à fratura. O valor de resistência à fratura foi pouco influenciado pela presença do ligamento, porém o padrão de fratura foi altamente influenciado pela reprodução do ligamento periodontal. Os autores concluíram que a associação de inclusão com resina de poliestireno e reprodução do ligamento com Impregum F parece ser a mais indicada metodologia para testes de resistência à fratura.