Centre commerciauxRéserve foncière
III.5.6. Evolution du loyer minimum perçu
Formulamos algumas questões que permitissem aos professores realizarem uma descrição de como propõem que a Internet seja utilizada com seus alunos.
Nossa primeira questão foi: o próprio Professor deve pesquisar e escolher na Internet os conteúdos e determinar qual(is) atividade(s) deseja realizar com seus alunos? Juntamente com as opções-respostas objetivas, os questionários ofereceram espaços para que os professores pudessem comentar suas respostas, oferecendo elementos de natureza subjetiva.
Um total de 22 professores, que correspondem a 73,3% do universo de 30 pesquisados, respondeu Sim a essa questão, enquanto 6 responderam Não (20%), um (3,3%) preferiu dar outra resposta e apenas um (3,3%) não respondeu.
A escolha da resposta Sim pela grande maioria torna patente o desejo dos educadores assumirem o processo de escolha dos recursos da Internet a serem utilizados por seus alunos. Para a maioria dos entrevistados, o professor deve pesquisar e selecionar na rede que dados, informações e recursos podem vir a ser empregados na construção do conhecimento. Essa opção dos professores do C7S caracteriza uma rejeição ao modelo Portal, em que os conteúdos, recursos e projetos são previamente definidos e repassados em pacotes aos educadores. Fica evidente o desejo dos professores assumirem a tarefa de promover a integração dos recursos da Internet ao processo educativo, numa afirmação de sua autonomia.
Entre os que responderam que o professor deve pesquisar e escolher na Internet os conteúdos e determinar qual(is) a(s) atividade (s) desejam realizar com seus alunos, 18, que correspondem a 60%, comentaram suas respostas.
Nesse significativo conjunto de respostas subjetivas, temos pelo menos quatro principais motivações para que o próprio Professor navegue pela rede e escolha os conteúdos que serão trabalhados com os alunos: pelo conhecimento dos alunos e de suas necessidades, a capacidade de adequação à disciplina, como uma oportunidade do professor acessar a Internet, aprender e desenvolver-se profissionalmente, além da qualidade dos conteúdos disponíveis na rede.
A primeira dessas razões, comentadas em sete questionários (23,3%), é a que defende a idéia de que o Professor conhece os alunos e as suas necessidades:
“Nós estamos diariamente ligados com os alunos, atendendo suas
necessidades” (Tango 14).
“O Professor conhece as características e anseios de seus alunos” (Alfa 3). “Somos nós que conhecemos a realidade da sala de aula” (Charle 2).
De acordo com as respostas subjetivas, o conhecimento da realidade e das necessidades dos alunos permite ao professor selecionar na Internet o material adequado para cada turma ou aluno. Dessa forma, ele é o mediador certo para a transposição didática dos conteúdos da rede para a sala de aula, encontrando a metodologia mais indicada para cada situação.
“Conhecendo nossos alunos, é muito melhor de planejar e encaixar o recurso didático” (Alfa 2).
“O Professor é aquele que tem contato direto com o aluno e pode ser a “ponte” entre as suas necessidades (que muitas vezes eles nem sabem) e a educação” (Fox 3).
“Pois é a melhor pessoa para indicar a melhor forma de trabalho” (Tango 11).
Mesmo reconhecendo que por seu conhecimento sobre os alunos e suas necessidades, o professor identificado como Tango 4 aponta novamente a falta de “tempo” dos professores para pesquisar e selecionar conteúdos na internet – um papel que pode ser feito pelo Portal:
“Para que adequem-se às suas necessidades, porém, pela falta de tempo inerente à profissão, é bom que hajam as sugestões do Portal” (Tango 4).
A segunda razão para que os professores pesquisem e selecionem conteúdos na rede, está fundamentada na importância da correta adequação dos conteúdos às disciplinas, uma atividade que cabe ao Professor:
“Neste caso, ele adequa a atividade ao conteúdo” (Tango 7).
“Com isso o Professor terá domínio da matéria e poderá adaptar à sua realidade” (Delta 1).
“Com critérios específicos da disciplina” (Eco 1).
A terceira razão fundamental, segundo as respostas comentadas, vem do fato de que a tarefa de pesquisar na Internet para selecionar conteúdos adequados ao trabalho com os alunos representa uma oportunidade de acesso à rede, pois
“O Professor precisa também, ter essa possibilidade para que possa utilizar-se de uma proposta tecnológica mais democrática” (Tango 8).
Além do acesso a essa ferramenta, fazer do professor um navegador representa uma oportunidade de desenvolvimento profissional, de aprendizado, de ampliar sua formação, com resultados que alcançam os alunos:
“Dessa forma o professor aprenderá mais e estará em contato com a ferramenta” (Tango 5).
“É uma forma dele mesmo se aprofundar no assunto e repassar para os alunos” (Tango 9).
No agrupamento de professores que responderam Não à questão “o próprio Professor deve pesquisar qual (is) atividade(s) deseja trabalhar com seus alunos”, quatro (13,3%) comentaram suas respostas, revelando um dado muito significativo: mesmo abdicando da autonomia para decidir quais os conteúdos ou atividades que podem ser realizadas com a ferramenta Internet, eles não delegam essa tarefa ao Portal, ou a outros especialistas, mas a um coletivo:
“Deve ser o trabalho de um grupo” (Alfa 1).
Se, porém, o professor identificado por Alfa 1 não especifica a composição do grupo, dois outros educadores propõem a participação dos alunos na escolha dos conteúdos e recursos:
“O Professor deve logicamente guiar e ter em mente os trabalhos e pesquisas que deseja fazer, mas estando aberto a indicações dos próprios alunos, tentar ensinar também a trocar idéias” (Charle 4).
“O aluno deve ser apenas orientado, pois o professor deve ser um facilitador” (Fox 2).
A idéia de que professores e alunos devem atuar conjuntamente na escolha das informações, conteúdos e recursos da Internet também está presente no questionário do professor identificado como Tango 2, que mesmo não assinalando a resposta objetiva, escreveu que
Como podemos observar no conjunto de respostas e comentários, para a maioria do universo entrevistado, cabe aos professores a missão de navegar, selecionar e transpor, levando em conta a realidade da sala de aula, adequando os conteúdos à disciplina ministrada. Podemos inferir, a partir desta análise, que os conhecimentos experienciais dos professores do C7S apontam que o modelo Portal é desnecessário, e que a integração da internet à escola deve se dar com e pelos professores.