ASSESSMENT OF SOIL EROSION SEVERITIES AND CONSERVATION EFFECTS ON REDUCTION OF SOIL LOSS AND SEDIMENT YIELD
Y. ZHANG, L. BAI
2. EVALUATION OF SOIL LOSS REDUCTION BY TRADITIONAL CULTIVATION MEASURES IN THE SICHUAN HILLY BASIN
D entro do contexto explicitado, n ã o se pode ignorar o co m p ro m isso do p ro fissio n al d a enferm agem com a s p e ss o a s q u e se in te rn a m nos h o sp ita is. Ao p re s ta r o cu id ad o de enferm agem , este profissional deveria ex ecu tá-lo com q u a lid a d e e seg u ran ça; p a ra a s s u m ir e sse com prom isso, ele p re c isa e s ta r
ciente de s u a resp o n sab ilid ad e. D esta form a, deveria s e r capaz de a g ir e de refletir sobre a ação a se r em p reen d id a ju n to ao p acien te.
A ktouf (1996, p. 46) afirm a que a id entificação p a ra o tra b a lh o só é possível a tra v é s d a su p e ra ç ã o d a alienação, o u seja, a tra v é s d a “r u p tu r a com a a u sê n c ia d a p ercepção de si m esm o que vive c o n tin u a m e n te o tra b a lh a d o r”. Defende o p o n to de v ista de que “e s ta r u p tu r a d everia levar o tra b a lh a d o r a a ss u m ir o ato de tra b a lh a r como se u ato , com o s u a reabilitação e n q u a n to sujeito”.
E sta to m a d a de posição, segundo C h a n la t (1996, p. 19):
“ ... exige a adoção de u m m odo de p e n sa r ... que coloque em estreita relação a s diferentes persp ectivas e q u e m an ifeste igualm ente o in ter e sse por d e ta lh es e por a sp ecto s con cretos de c a d a situ a çã o ”.
A ação d e refletir e agir é u m a d a s c a ra c te rís tic a s do s e r h u m a n o . A p a rtir d e ste ato , pode a p re n d e r coisas novas, a d a p ta r-s e a situ açõ es a d v e rs a s e c o n stru ir s u a p ró p ria realidade social. Como s e r social, é s e r d a p rá x is (ação/reflexão), s e r de relação com o u tro s se res, q u e e s tá n o m u n d o e com o m undo. Isto faz com q u e seja “cap az de relacio n ar-se; de s a ir de si; de tra n sc e n d e r”(Freire, 1994, p. 30).
Como s e r h u m a n o , reflete sobre a realid ad e, c a p ta n d o -a e fazen d o -a objeto dos s e u s conhecim entos. Q uando ele reflete sobre s u a realid ad e, pode to m a r-s e m a is co n scien te e com prom etido. Ao com preendê-la, pode le v a n ta r hip ó teses so b re a m esm a, p ro c u ra r so lu çõ es e tran sfo rm á-la. Com e s s a tran sfo rm ação , a p a rtir de s u a co n sciên cia reflexiva, o se r h u m a n o pode, então, to m a r-s e sujeito de s u a p ró p ria ed u cação . (Freire, 1994, S ch all & S tru ch in er, 1995).
A e d u cação é possível p a ra o hom em p o rq u e ele é u m se r “in a c a b a d o e sabe-se in a c a b a d o ”. Isto im plica em u m a b u s c a , q u e deve tra d u z ir-se em s e r m ais: “é u m a b u s c a p erm an en te de si m esm o ”. D esta forma, este a u to r faz referência d e q u e a ed u cação tam b ém to m a -s e p e rm a n e n te , pois o hom em ,
in acab ad o , n u n c a sa b e de m a n e ira ab so lu ta. S eu s a b e r é sem p re relativo (Freire, 1994, p .28).
Por a c h a r-s e in a c a b a d o , o s e r h u m a n o , ao to m a r co n sciên cia de s u a incom pletude, to m a -s e a b e rto p a ra o u tro s sa b e re s. D am ke (1995) co m en tan d o Fiori m enciona que:
“ ... a abertura do ser, s u a cap acid ad e de relacionam ento e de u ltrap assagem de to d a s a s situ a ç õ e s v iv id a s faz com que o m ovim ento h u m ano seja u m esforço em direção à liberdad e”, (p. 55)
D am ke (1995) refere q u e isto é o que p erm ite e n c o n tra r n a libertação o núcleo originário do p ro cesso educativo. C o m en ta q u e “n a teo ria freirian a, o diálogo ap arece como u m a condição p a ra o co n h ecim en to ”, reforçando este ponto de v ista ao a firm a r q u e “a com unicação ... a n te s de se r u m p rocesso técnico, é u m p ro cesso e sse n cia lm e n te h u m a n o . Isto in d ic a q u e sem diálogo n ão h á ed u cação ”. N este sen tid o , o ato de c o n h e c e r ocorre a tra v é s de u m processo social e o diálogo é u m a m ediação n e ss e p rocesso - “so m en te o diálogo co m u n ica” (Dam ke, 1995, p. 77, Freire, 1994, p. 68).
P ara que o co rra o diálogo, é n ecessário o p o rtu n id ad e, sin to n ia e em patia. A o p o rtu n id a d e é “situ a c io n a l e d ep en d e d a p redisposição” d a s p esso as; a sin to n ia é o re s u lta d o d a “co n g ru ên cia o b tid a pela sim ilaridade - p o n to s co m u n s - e convergência que se estab elece n a s diferenças- com plem entaridade” e a e m p a tia significa “te n ta r v er pelos m e u s ou s e u s olhos, no sentido de sin to n iz a r im ag en s2” (Dall’Agnol, 1994, p. 95).
P ara C h a n la t & B éd ard (1996 p. 133) “o diálogo é ao m esm o tem po constitutivo do ser, d e sc o b e rta de si m esm o” e:
“... pode d esem p en h a r u m pap el ím par n a elaboração d o s co n h ecim en to s p e s so a is e n o esta b elecim en to d a verdade ... É princip alm ente através d a conversação m etó d ica e d a troca de id é ia s que progride o con h ecim ento de ca d a u m a resp eito do universo que o rodeia*.
2 DalTAgnol (1994, p. 95) refere que a s imagens “relacionam -se à s percepções de si, do(s) outro(s), d a s situações. Sedim entam -se em crencas, valores, sentim entos, em oções. Influenciam concepções, açõ e s e reaçõ es”.
C om relação a esse u n iv erso q u e rodeia o se r h u m a n o , D am ke (1995, p. 90-91) refere que Freire defende o p e n sa m e n to de que só é possível c o n h e c e r o contexto real se dele forem re tira d o s os fatos, isolando-os e to m a n d o -o s te m p o ra ria m e n te in d ep en d en tes:
“Inseridos no con texto real, o s seres h u m a n o s têm sem pre u m a certa com preensão tanto d o s a co n tecim en to s com o d a totalidade. T odavia, nem sem pre percebem , de form a crítica, a razão de ser d o s fatos; m u ito m e n o s percebem com o e le s participam d a criação d a totalid ad e e com o, ao m esm o tem po, por ela sã o criad os. É, pois, no con texto teórico, tom an do d istâ n cia do real, que a ssu m im o s a posição de su jeito s c o g n o sc e n te s e ch egam os ao co n h ecim en to verdadeiro. Este p ro cesso perm ite su p era r a v isã o caótica, anterior, e chegar a u m conhecim en to ca d a v ez m a is p len o, científico em to m o d o s fa to s e d a realidade com o um todo”.
E n tre ta n to , C h an lat & B éd ard (1996) lem bram q u e o s e r h u m a n o , ao falar, a s s u m e tam bém u m com prom isso: a ética d a palavra. E s ta co m p reen d e u m a exigência d a verdade, q u e só existe se quem a em ite for v erd ad eiro . “O h o m em de p alav ra não e m p e n h a p alav ras, em p en h a s u a p e ss o a ” (G usdorf a p u d C h a n la t & B édard, p. 134). A o u tra dim ensão é tic a diz re sp eito ao «xercício d a violência que p o d e s u s c ita r. Na violência verbal e n ão -v erb al, m ais q u e a violência física, “a gravidade dos d a n o s é bem m ais difícil de a v a lia r - e, freq u en tem en te, tem co n se q ü ê n c ia s a longo prazo” (C hanlat & B éd ard , 1996, p. 134).
As p esso as que devem p o s s u ir a ética d a palav ra sã o c o m p o n e n te s d a equipe de enferm agem e form am u m grupo de trab alh o . M ailhiot (1985 p. 134) re s s a lta q u e d entro de u m g ru p o de trab alh o , existem a lg u m a s leis q u e são c o n sid e ra d a s fu n d am en tais:
• é im p o rtan te o aceite de m om entos de an sie d a d e dos m e m b ro s do g ru p o (tolerância ã frustração);
• a com plem entariedade ta m b é m é essencial: a in teg ração deve em ergir a tra v é s d e “u m clim a no g ru p o o n d e c a d a m em bro aceita p erceb er-se diferente, m a s incom pleto e c a d a u m d o s o u tro s m em bros com o se u com plem ento e v e n tu a l”. D esta forma, c a d a m em b ro a p ren d e a n ão re n e g a r n e m re n u n c ia r ao q u e é, m a s a “se r cad a vez m ais ele m esm o e a colocar à disp o sição do g ru p o os re c u rs o s ú nicos de que dispõe”.
D airA gnol (1994), ao realizar e stu d o sobre a integ ração -d iferen ciação d en tro d a eq u ip e de enferm agem , utilizou o processo de ação-reflexão-ação, b a se a n d o -s e n o s seg u in tes prin cíp io s, q u e podem se r en ten d id o s n e s te e stu d o como ética d a ação:
• adoção de u m a a titu d e em p á tic a com os m em bros d a eq u ip e de enferm agem ;
• solidariedade;
• p e n sa m e n to crítico;
• co m p artilh am en to (co-participação, sincronia, cum plicidade); • diálogo;
• convívio prazeroso; e, • facilitação.
E s ta a u to ra prom oveu e n c o n tro s com a equipe, o n d e e ra m co n tem p lad o s os princípios su p ra c ita d o s . N estes, p ro cu rav a lo calizar p o n to s c o m u n s q u e convergessem p a r a a u n id a d e do grupo e o re sp e ito d a s diferen ças, q u e, can alizad as, ta m b é m en riq u eceriam a todos, d a n d o ên fa se à:
“... troca de exp eriências, on d e en sin ar n ão é direito-dever d e a lg u n s e, aprender, dever de ou tros, porém , onde ap ren der-en sinan d o e en sin a r- aprendend o seja u m a co n sta n te vital para que ocorra o m om en to ed u cativo” (DalTAgnol, 1994, p. 97)
D ian te d e s ta teorização a c e rc a do processo educativo, p e rceb em o s a im p o rtâ n c ia do ed u cad o r ao e s tim u la r o diálogo de modo tran q ü ilo e m otivador. O p ro cesso d e reflex ão /co n scien tização deve aco n tecer n o s m o ld es j á ex p licitad o s p o r Freire, d a se g u in te form a:
• e s tim u la r a reflexão so b re a p ró p ria realidade;
• co m preendê-la e le v a n ta r h ip ó te se s sobre os problem as d a m esm a; • b u s c a r a s respectivas soluções p a r a os problem as en co n tra d o s.
E n te n d e m o s q u e o processo educativo deve o co rrer d u ra n te o h o rá rio de tra b a lh o dos m em b ro s d a equipe, sem s e r c a ra c te riz a d o como tre in a m e n to . O estím ulo à reflexão e ao diálogo u ltra p a s s a a m e ra com unicação de c o n te ú d o s, típico d e ste últim o, e o e d u cad o r a s s u m e o p ap el de m ediador, onde n ã o só en sin a, m a s tam b ém a p ren d e com o e d u c a n d o . A m bos são a p re n d iz e s, m obilizados em p e n s a r e refletir sobre a p rá tic a vivenciada.
E n q u a n to e sc u ta m o s o o utro, refletim os so b re n o s s a s p ró p ria s ações. DalFAgnol (1994, p. 145) a cred ita q u e colocar-se no lu g a r do o u tro e “p re s ta r aten ção n o o u tro pode n o s revelar a sp e c to s d e n ó s m esm os, p ro p ician d o -n o s novos c a m in h o s p a r a a in teração que, com o o u tro , estabelecem os”.
Com a reflexão, “o sujeito c ria co n h ecim en to e provoca u m a c o n s ta n te revisão de si próprio, de b u s c a de e n te n d im e n to de si e do o u tro ” (Waldow, 1993, p. 110). E sta é a p rincipal fu n d a m e n ta ç ã o relacio n ad a com a b io sseg u ran ça: n ó s p recisam o s re -p e n s a r n o s s a p rá tic a , n osso relacio n am en to com o o u tro , p a r a e n te n d e r onde devem os m e lh o ra r p a r a proteger ta n to a n ó s m esm os q u a n to ao s o u tro s e ex ecu tar u m c u id a d o seg u ro e sem riscos.