courbe d’étalonnage densitométrique du scanner sur les résultats dosimétriques
IV.2. L’apport de l’imagerie tomodensitométrique
IV.3.2. Réalisation des examens CT et protocoles d’acquisitions
3) Evaluation à partir du Gamma index 2D
As actividades de produção animal poderão ser encaradas numa perspectiva comum, se pensarmos que o seu ciclo produtivo é igualmente uma sequência de fases com necessidades diferentes, podendo definir-se uma determinada tecnologia por exemplo como um balanço das várias fases do ciclo produtivo em torno de uma unidade de referência (cabeça normal, fêmeas adultas, ou outra). Tipicamente só uma ou duas fases são verdadeiramente produtivas em termos de rendimento efectivo, sendo as restantes necessárias ao completar do ciclo. Naturalmente que a actividade pode ser definida desta forma se for assumido como base um efectivo e uma composição estáveis. Vejamos um exemplo simples, de definição do ciclo produtivo apenas em termos alimentares:
Quadro 3.1 - Exemplo de definição do ciclo produtivo de bovinos de carne / aleitantes de raça Arouquesa, efectivo 6-20 animais, em termos alimentares
Actividade Fase Operacao Artigo Quant Unid
BVCA 03 Vaca aleitante Alimentação Pastagem natural 1656.4 UF
BVCA 03 Vaca aleitante Alimentação Grão milho 330.0 Kg
BVCA 03 Vaca aleitante Alimentação Feno gramíneas 450.0 Kg BVCA 03 Novilha subst. Alimentação Pastagem natural 1656.4 UF
BVCA 03 Novilha subst. Alimentação Grão milho 330.0 Kg
BVCA 03 Novilha subst. Alimentação Feno gramíneas 450.0 Kg
BVCA 03 Vitelos Alimentação Pastagem natural 161.6 UF
BVCA 03 Vitelos Alimentação R. Cria vitelos - B310 160.0 Kg
BVCA 03 Vitelas Alimentação Pastagem natural 161.6 UF
BVCA 03 Vitelas Alimentação R. Cria vitelos - B310 160.0 Kg
Neste sistema tradicional, por exemplo, temos 4 tipos de animais: vacas aleitantes, novilhas de substituição, vitelos para carne e vitelas para carne e substituição.
Parte I - Um sistema de informação para a avaliação multi-dimensional da actividade agrícola
44 Assim, temos como requisitos:
1) Fases diferenciadas do ciclo produtivo (diversos tipos de animais presentes no sistema); 2) Possibilidade de definição de unidades de análise diferenciadas (cabeças normais, etc.); 3) Possibilidade de definição da duração das fases (duração de um animal em determinada fase
do ciclo);
4) Possibilidade de definição diferenciada dos recursos em função da fase; 5) Possibilidade de definição diferenciadas de produtividades em função da fase.
3.5.1.3 Modelo comum
Propõe-se então o seguinte modelo de representação, capaz de lidar com os requisitos anteriormente descritos:
Figura 3.4 - Modelo de representação do itinerário técnico de uma actividade agrícola
Actividade Fase i - Nome - Início - Fim - Duração Operação i - Descrição - Número - Periodicidade Recurso i - Descrição - Quantidade - Início - Fim Produto i - Descrição - Quantidade - Início - Fim
Vejamos então no que pode resultar este modelo, de uma forma mais perceptível que a anterior: Figura 3.5 - Interface de definição do itinerário técnico de uma actividade agrícola
Agribase: um modelo e serviço de dados para uma avaliação multi-dimensional da actividade agrícola Esta actividade, "AMX1", ou "Ameixeira de sequeiro", foi definida como uma cultura com 4 fases distintas, identificadas com algarismos de 1 a 4; Na fase 2 são produzidos anualmente 3000 Kg de ameixas, na segunda quinzena de Julho; encontramos em 6º lugar um tratamento fitossanitário, que utiliza um pulverizador de dorso, o trabalho de um homem e de uma mulher durante 20 horas, 2.5 unidades (teríamos de ir ver este recurso para saber que unidades são) do produto "Decis" e 4 unidades do produto "Cupravit".
Vejamos então agora apenas esta "Fase 2" na forma tabular:
Quadro 3.2 - Descrição da "Fase 2" da actividade "Ameixeira de sequeiro" como exemplo de um itinerário técnico.
Actividade Fase Ord Operacao Period Artigo Quant Unid
AMX 1 2 1 Adubação cobertura Foskamonio 222 400 Kg
AMX 1 2 2 Gradagem Tractor 80cv 1 h
AMX 1 2 2 Gradagem Tractorista 1 h
AMX 1 2 2 Gradagem Grade discos 18D-24" 1 h
AMX 1 2 3 Monda química Pulverizador de dorso 15 h
AMX 1 2 3 Monda química Homem 15 h
AMX 1 2 3 Monda química Mulher 15 h
AMX 1 2 3 Monda química Ronagro 4 L
AMX 1 2 4 Poda Mulher 15 h
AMX 1 2 4 Poda Especializado 17 h
AMX 1 2 5 Fresagem Tractor 80cv 2 h
AMX 1 2 5 Fresagem Tractorista 2 h
AMX 1 2 5 Fresagem Fresa 2.2m 2 h
AMX 1 2 6 Trat. Fitossanitário Pulverizador de dorso 20 h
AMX 1 2 6 Trat. Fitossanitário Homem 20 h
AMX 1 2 6 Trat. Fitossanitário Mulher 20 h
AMX 1 2 6 Trat. Fitossanitário Decis 2.5 L
AMX 1 2 6 Trat. Fitossanitário Cupravit 4 Kg
AMX 1 2 7 Trat. Fitossanitário Pulverizador de dorso 20 h
AMX 1 2 7 Trat. Fitossanitário Homem 20 h
AMX 1 2 7 Trat. Fitossanitário Mulher 20 h
AMX 1 2 7 Trat. Fitossanitário Decis 4 L
AMX 1 2 8 Trat. Fitossanitário Pirimor GD 0.3 Kg
AMX 1 2 8 Trat. Fitossanitário Pulverizador de dorso 20 h
AMX 1 2 8 Trat. Fitossanitário Homem 20 h
AMX 1 2 8 Trat. Fitossanitário Mulher 20 h
AMX 1 2 9 Colheita Homem 5 h
AMX 1 2 9 Colheita Mulher 50 h
AMX 1 2 9 Colheita Caixa de madeira frutas 15kg 55 Un
AMX 1 2 10 Transporte Tractor 80cv 1.2 h
AMX 1 2 10 Transporte Tractorista 1.2 h
AMX 1 2 10 Transporte Reboque 3.5 t 1.2 h
Verifica-se que nenhuma operação é definida em termos da sua periodicidade, o que significa que durante todo o período de duração desta fase esta operação é realizada anualmente.
Parte I - Um sistema de informação para a avaliação multi-dimensional da actividade agrícola
46
Há ainda a possibilidade de definir o período de validade dos recursos, um artifício introduzido para lidar com o problema da saída de mercado dos produtos fitofarmacêuticos, mas que pode ser utilizado com qualquer tipo de recurso. Se à data de definição de um determinado itinerário técnico se utilizar um recurso para o qual não existe um preço dois anos mais tarde, porque foi retirado do mercado, vamos ter um custo operacional falseado. Uma possibilidade seria substituir pura e simplesmente o recurso retirado do mercado pelo novo recurso, mas isso gera o problema inverso: o novo recurso deixaria de ter preço nas séries de preços mais antigas. Outra alternativa é criar uma actividade completamente nova, com um recurso diferente, mas este é um exercício de verdadeira redundância, já que todo o resto do itinerário é provavelmente igual ao anterior. Pensou-se, assim, em criar um sistema evolutivo, onde nada é eliminado mas se vai acrescentando informação parametrizada com datas de forma a permitir um comportamento diferenciado ao longo do tempo.
Tomando o exemplo de um tratamento na cultura da laranja "Lane Late", o Carbaril era o produto utilizado no combate à mosca do mediterrâneo em citrinos, tendo sido substituído pela Deltametrina a partir de 2008. Do ponto de vista conceptual, excluindo por agora o algoritmo de cálculo necessário para lidar com esta situação, basta a explicação da substituição numa simples lista:
Quadro 3.3 - Exemplo de definição de um tratamento fitossanitário na cultura da laranjeira.
Artigo Quant INI FIM
Tractor 45cv 1.28
Tractorista 1.28
Pulverizador jacto projectado 400 l 1.28
Dafenil Progress 1
Soleol 15
Lebaycid 1.35
Visene 1 2007
Decis 1 2008
O produto "Visene" (carbaril) era utilizado até 2007; a partir de 2008 entra o produto "Decis" (deltametrina) em uso.
3.5.2 Recursos
Propõe-se então considerar todos os elementos necessários à composição de uma margem final dentro deste termo "recurso". A vantagem é evidente, por exemplo numa situação de aparecimento de um novo tipo de recurso, já que não exige uma alteração do modelo de dados.
Levanta-se agora a dificuldade de modelação desta entidade, já que irá conter realidades tão distintas como adubos, seguros, terra, máquinas, etc. A própria filosofia de cálculo de um custo associado a
Agribase: um modelo e serviço de dados para uma avaliação multi-dimensional da actividade agrícola cada factor pode ser bastante diversa, já que estamos a pensar por vezes em custos fixos, outras vezes em custos variáveis, e mesmo dentro destes existem abordagens diferentes, caso a caso.
Uma propriedade universal de qualquer entidade "recurso" que consideremos parece ser o seu próprio nome. Uma designação que descreva o recurso, tanto quanto possível de uma forma reconhecível no mercado, evitando designações e formas de referência que dificultem a comunicação com os respectivos fornecedores, será a ideal.
Optou-se, por exemplo, pela utilização dos nomes comerciais dos fitofármacos como designação principal, relegando a sua composição química para outra forma de referência. Na realidade, o produto comercial é que é verdadeiramente o recurso que existe disponível, que tem um fornecedor e um preço concretos; a substância activa não tem um preço, pelo menos ao nível do consumidor final, fazendo apenas parte da composição de um determinado recurso. Além disso, como inúmeros produtos são compostos, a sua designação através das substâncias activas torna-se bastante complicada, muitas vezes não se sabe muito bem a que produto corresponde exactamente, e, logo, torna-se difícil a pesquisa de preços. Evidentemente, nos casos em que o nome do produto comercial é uma adopção do nome da substância activa, a questão torna-se irrelevante.
Numa forma de expressão mínima, poderemos então partir de um objecto básico, definido mas não explicitado, a que chamaremos de "Recurso":
3.5.2.1 Classificação de recursos
Uma chave de classificação é uma tentativa de sistematização de uma determinada realidade. Neste trabalho é proposta uma chave de classificação dos recursos de produção em três níveis: "Categoria", "Grupo" e "Tipo".
Esta classificação é fundamental no sistema proposto, já que não existem "contentores" individualizados para cada um dos tipos de recurso. Lidar diariamente com um universo de milhares de elementos sem uma hierarquia bem definida tornar-se-ia numa tarefa impossível.
O nível "Categoria" destina-se a distinguir os principais níveis de informação: Quadro 3.4 - Categorias de factores.
Categoria Mão-de-obra Máquinas Factores Infra-estruturas Serviços
Parte I - Um sistema de informação para a avaliação multi-dimensional da actividade agrícola
48
A sua enumeração aqui não é o aspecto principal, tem a finalidade apenas de ilustrar o conteúdo; o mais relevante é a discussão do que as realidades enumeradas geram em termos de estrutura de informação e análise. O que é que existe de comum e de diferente entre estas realidades?
Os três primeiros níveis, embora com designações algo diferentes, correspondem aos elementos encontrados habitualmente nas contas de cultura clássicas.
3.5.2.2 Mão-de-obra
Em relação à mão-de-obra, a questão que se impõe à partida, e que é uma questão recorrente, é se estaremos a lidar com mão-de-obra eventual, ou considerada como tal, ou mão-de-obra permanente. Um raciocínio de partida para esta discussão pode ser o de que os preços de mercado de contratação de mão-de-obra eventual são a referência mais universal e de mais fácil percepção, devendo ser estes os utilizados mesmo quando a mão-de-obra é própria. Esta abordagem tem uma certa legitimidade porque olha para o recurso pela óptica do seu custo de oportunidade; por outro lado, é também verdade que o custo dos recursos considerados "próprios" se aproxima dos valores de mercado, se forem contabilizados todos os seus custos de exploração e se a sua taxa de utilização se aproximar dos 100%.
Surgem aqui duas categorias de objecção. A primeira diz respeito à forma como a informação é agregada: se pode ser verdade que o resultado final é próximo, é também verdade que, se for utilizado um valor simples para representação do custo de exploração de um recurso, se perde todo o itinerário de composição do custo, excluindo de um sistema deste tipo uma quantidade de informação útil de per
si. Por outro lado, a grande questão na consideração da utilização de recursos próprios não está na
contabilização dos custos, mas sim, precisamente, na taxa de utilização.
Nas contas de cultura oficiais já referidas (MAP, 1997) é feita uma abordagem mista. Consoante a situação (tractoristas, mão-de-obra não especializada, etc.) tenta-se uma contabilização o mais adequada possível à realidade de cada região, optando-se, por um lado, por tabelas padrão de custos horários de contratação de mão-de-obra eventual, e, por outro, por um sistema de determinação dos encargos totais com mão-de-obra permanente ou assalariada (vencimento, subsídios, seguros, encargos com Segurança Social, etc.). Esta forma de cálculo utiliza uma série de regras e de percentagens que incidem sobre o vencimento base, algumas com base real, outras como pressupostos assumidos. Assim sendo, o conceito de recurso terá já de responder a alguns requisitos, para que possa enfrentar a definição da mão-de-obra:
1) Custos horários ou diários directos, para mão-de-obra eventual; 2) Vencimento base anual, para mão-de-obra permanente; 3) Encargos adicionais fixos, de determinada periodicidade;
Agribase: um modelo e serviço de dados para uma avaliação multi-dimensional da actividade agrícola 4) Custos adicionais variáveis, de determinada periodicidade, função do vencimento base; 5) Um número de horas de trabalho anual, para que os encargos totais possam ser traduzidos
num custo horário, que deverá ser, naturalmente, a unidade de utilização dos recursos humanos.
3.5.2.3 Máquinas
O problema da contabilização de encargos com as máquinas tem alguns pontos em comum com o da mão-de-obra, como por exemplo a questão de se poder recorrer a uma determinada máquina de uma forma esporádica, através de aluguer, ou utilizando um recurso próprio. O conceito de "máquina" aqui expresso é equivalente ao do Gabinete de Planeamento (MAP, 1997), ou seja, inclui tractores e outras máquinas automotrizes, e também as que se chamam tradicionalmente "alfaias", como charruas, grades, semeadores, etc.
Tipicamente, as máquinas mais simples são consideradas como próprias, por se entender que é a situação mais representativa da maioria das explorações agrícolas, e máquinas de grandes dimensões ou muito específicas, de custo elevado, são consideradas como alugadas, sempre que se percebe que essa é a prática corrente em determinado tipo de tecnologias de produção (semeadores especiais, a própria ceifeira-debulhadora, que não se pode considerar como própria para a esmagadora maioria das explorações).
Naturalmente que o maior desafio se encontra ao nível do cálculo dos encargos com as máquinas próprias, tendo-se para tal partido das indicações da publicação do Gab. Planeamento já referida. De uma forma geral, e tal como no caso da mão-de-obra, constatamos que existem encargos que são fixos e de uma determinada periodicidade, pelo menos expectavelmente (substituição de uma bateria, por exemplo), e encargos, também de uma periodicidade expectável, mas que são função do custo de aquisição (seguro, p. ex., ou mesmo um valor para reparações, que, na proposta do Gab. Planeamento, já referida, é imputado como uma percentagem do valor da máquina).
Resumindo, então, temos os seguintes requisitos:
1) Custos horários directos, para máquinas de aluguer;
2) Preço de aquisição, com uma determinada data, em determinado fornecedor; 3) Encargos adicionais fixos, de determinada periodicidade;
4) Custos adicionais variáveis, de determinada periodicidade, função do valor base;
5) Um número de horas de trabalho anual, para que os encargos totais possam ser traduzidos num custo horário, que deverá ser, naturalmente, a unidade de utilização das máquinas; 6) Vida útil;
Parte I - Um sistema de informação para a avaliação multi-dimensional da actividade agrícola
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Como principais diferenças em relação à mão-de-obra, encontramos apenas a questão da vida útil e do valor residual. No critério do Gab. Planeamento, a vida útil é um valor em horas, semelhante para máquinas semelhantes. Poderíamos pensar que esta é uma questão à parte, mas, em verdade, também o vencimento anual de um empregado se destina a pagar um determinado número de horas de trabalho, findas as quais se tem de adquirir uma nova unidade do recurso que é, no fundo, um "ano de trabalho", com tudo o que isso implica. O mesmo acontece com uma máquina, que, ao ser comprada, estamos a adquirir um determinado número de horas de trabalho que constitui a sua vida útil.
Quanto ao valor residual, pode ser expresso como uma percentagem do valor inicial. Este valor podia ser deduzido à partida do preço de aquisição, mas como tal retiraria transparência aos dados, incorporando um cálculo que o faria descolar do preço de mercado, toma-se como mais interessante a incorporação, aqui sim, de um novo dado que não tem um paralelo com a questão da mão-de-obra, já que aqui, de certo modo, o valor de um ano de trabalho se consome total e efectivamente nesse ano de trabalho.
3.5.2.4 Factores
A designação "factores" é bastante infeliz para designar o que se pretende, já que mão-de-obra e máquinas são também factores de produção, como é evidente. É no entanto um dos termos mais habitualmente aceites, talvez preferível a "produtos" por este termo designar mais intuitivamente aquilo que é propriamente o produto da actividade, a própria produção.
Pondo de parte a questão da palavra em si, até porque em rigor não faz parte do modelo conceptual proposto, mas sim já do seu "carregamento", percebemos que o termo designa tudo aquilo que se consome de uma forma directa e evidente no decurso da actividade: adubos, fitofármacos, sementes, etc. Torna-se evidente aqui que o aluguer não faz sentido, apenas a aquisição para consumo directo. Percebe-se também que se trata de artigos que são fornecidos por alguém, que têm um determinado preço em determinada data, que "contêm" determinada quantidade de determinada "coisa", ou seja, existem como determinada "unidade", assim como vimos que mão-de-obra e máquinas podem ser olhadas como "horas" de um determinado trabalho. Temos, assim:
1) Preço de aquisição, com uma determinada data, em determinado fornecedor, em determinada região;
2) Determinada quantidade com determinadas unidades, para que custo total possa ser traduzido num custo por unidade.
3.5.2.5 Infra-estruturas
Agribase: um modelo e serviço de dados para uma avaliação multi-dimensional da actividade agrícola actividade agrícola, não consumidos directamente no decurso dessa actividade, mas sem os quais ela não pode realizar-se. Podemos aqui englobar até a própria terra, se quisermos, mas o mais frequente é pensarmos em construções como instalações para animais, estufas, obras de rega, etc. Não são muitas as diferenças conceptuais relativamente às máquinas, distinguindo-se principalmente por se posicionar aqui e habitualmente tudo o que é imóvel.
No que diz respeito à sua consideração para efeitos de um modelo comum de dados, tratam-se de investimentos que têm um custo inicial, encargos adicionais periódicos, alguns previstos e outros não previstos mas que, tal como as reparações de avarias de máquinas, podem ser previstos como uma função do custo inicial, ou como valores fixos por unidade de tempo. Também este custo inicial será amortizado por um período de tempo, de forma a permitir-nos imputar às actividades um custo que dele advém. Assim, temos:
1) Custo de investimento inicial; 2) Encargos adicionais periódicos; 3) Unidades de utilização;
4) Vida útil. 5) Taxa de juro.
3.5.2.6 Serviços
Existem serviços contratados como uma unidade cujos componentes não são possíveis de discriminar, constituindo eles próprios um bem disponível no mercado. O próprio seguro de colheita, se se desejar incorporá-lo, é um caso em que tipicamente a única coisa que está em causa é o valor, directamente. Dada a diversidade de factores de produção que aqui podem caber, a única alternativa é serem criados como entidades próprias com um valor de mercado e uma data.
3.5.2.7 Modelo comum
Desta reflexão, especialmente do que deriva das considerações relativas aos "factores" em sentido estrito, resulta uma ideia bastante óbvia: como tratar os produtos das actividades? Será que têm de ser tratados de uma forma diferente? Porquê, se se trata de artigos como todos os outros, com unidades de comercialização, preços e datas, como os factores de produção descritos anteriormente?
Este raciocínio leva a alargar o conceito, com a consequência de o termo "recurso" deixar de fazer sentido, já que passaríamos a conter no mesmo termo entidades que não são, claramente, recursos utilizados no processo produtivo (a não ser que consideremos os próprios mercados como "recursos" das explorações agrícolas, o que não é descabido de todo). De qualquer forma, surgiu como mais natural o emprego de um termo com raízes contabilísticas: o termo "Artigo". Passaríamos a ter apenas "artigos", quer se tratasse de um tractorista, uma caixa de laranjas, uma garrafa de MCPA ou um
Parte I - Um sistema de informação para a avaliação multi-dimensional da actividade agrícola
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chísel. Isto, obviamente, no plano da arquitectura de informação, salvaguardadas as devidas diferenças do ponto de vista ético.
Quando consideramos estes produtos, trata-se até de um caso bastante simples, quando comparado com alguns dos anteriores:
1) Unidades de comercialização; 2) Preço com data, mercado, região.
Estamos agora em condições de apresentar um modelo comum para todas estas entidades descritas, que incorpore todos os seus requisitos:
Figura 3.6 - Modelo de dados comum para todos os factores de produção e produtos da actividade agrícola. - Nome - Categoria - Grupo - Tipo - Quantidade - Unidade - Factor residual ARTIGO - Preço