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Chapitre 1 - Introduction

1. Cancer et vieillissement

1.4. Evaluation onco-gériatrique

A tarefa de observar é muito mais do que simplesmente observar uma determinada situação, é atribuir um significado àquilo que vê. Tal como Damas e Ketele (1985, p. 11) referem, “trata-se de um processo e não de um mecanismo simples de impressão como a fotografia”. O professor deve encarar esta ação não só como uma recolha de uma imagem fotográfica do movimento, mas tudo aquilo que o gerou. Desta forma, a observação deve ir mais além da imagem fotográfica do movimento que o professor obtém. O ato de observar implica que professor detenha uma capacidade observativa e a saiba relacionar com a atividade em questão sem realizar juízos de valor sobre a mesma e retirar o

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maior número de informações pertinentes a serem discutidas. Damas e Ketele (1985, p. 11) afirmam que “a observação é um processo cuja função primeira consiste em recolher informações sobre o objeto tomado em consideração, em função do objetivo organizador”.

Durante o EP a observação surge com o intuito do professor estagiário observar os seus colegas de NE e os professores experientes, selecionando um pequeno número de informações pertinentes entre o largo espectro das informações possíveis, incrementando as oportunidades de aprendizagem e reflexão na ação (Alarcão, 1996a).

A minha atuação enquanto observadora pautou-se pela melhoria das minhas aprendizagens, como eu costumava referir “por vezes os problemas/erros dos outros podem ser os meus e eu não me aperceber”. Desta forma, a observação teve um manifesto impacto no meu desenvolvimento como professora. A observação dos meus colegas tinha como objetivo a deteção de aspetos menos positivos que necessitavam de ser ajustados, em prol da melhoria do desenvolvimento da aula e do processo de ensino-aprendizagem. Mais ainda, beneficiava desta ação para refletir sobre o que é que eu poderia fazer numa situação semelhante e se era a atitude mais correta ou não. Assim sendo, a observação representou um marco positivo na minha evolução, uma vez que nos permitia realizar uma reflexão, em sede de NE e, posteriormente, a procura de alternativas e soluções para os problemas evidenciados nas aulas.

“De uma forma geral, no que diz respeito a este tema (controlo da turma e supervisão à distância), ainda existem muitas falhas a colmatar, e, assim sendo, cabe ao professor estagiário, adotar estratégias de ensino e melhores rotinas de trabalho. Deste modo, estas devem envolver todos os alunos no processo de ensino-aprendizagem de forma mais ativa, sem que existam constantemente comportamentos menos próprios por parte de alguns alunos.”

(Reflexões das Observações do NE, 29 de Outubro de 2014, p. 2)

De modo a formalizar estas observações o NE optou por realizar esta ação através de grelhas de observação sistemática. No entanto, dada a falta de experiência enquanto professores, inicialmente as observações eram realizadas através de um registo livre, mas mesmo este tipo de observações “comporta um objetivo: familiarizar-se com uma situação, observar um fenómeno sob o máximo

Relatório de Estágio 4. Raquel e a Realização

da Prática Profissional

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de aspetos possíveis” (Damas & Ketele, 1985, p. 11). O objetivo destas observações passava por anotar o maior número de incidentes críticos e retirar a maior informação possível do comportamento do professor observado, tal como sugere o seguinte excerto em diário de bordo:

“A observação surge como um método de recolha de informação através da qual é realizada uma análise direta do contexto a ser analisado, ou seja, pressupõe “olhar com olhos de ver” sobre alguém ou uma determinada ação. Esta primeira observação de registo livre, uma observação não estruturada, teve como intuito para o observador, ser capaz de observar a aula como um todo e anotar possíveis ocorrências no processo de ensino-aprendizagem.”

(Reflexões das Observações do NE, 15 de Outubro de 2014, p.1)

Mais ainda, importa referir que sendo o objetivo das observações a obtenção de observações fidedignas e realistas, foi utilizada a ferramenta de Observação e Registo do Ensino em EF (OREEF) (Cunha, Vilas-Boas, et al., 2014), uma ferramenta informática que regista os acontecimentos da aula de Educação Física. A OREEF é composta por dois instrumentos de avaliação: o “Academic Learning Time in Physical Education” (Siedentop, 1980) e o “Sistema de Observação do Comportamento do Professor” (Sarmento et al., 1993). Estes dois instrumentos foram escolhidos dada a relação que apresentam com o processo de ensino-aprendizagem. No que diz respeito às aulas observadas e a implementação deste instrumento, foi possível definir a quantidade de tempo que o Eu, enquanto professora, ou os alunos passavam em cada categoria e posteriormente reajustar a minha aula, de modo a melhorar o processo de ensino-aprendizagem.

No decorrer das observações realizadas, as dificuldades sentidas foram- se dissipando gradualmente. Numa fase inicial, dada a inexperiência, não conseguia observar todos os pressupostos em simultâneo com a utilização do OREEF. Desta forma, tive de adotar estratégias que me permitiam realizar ambas as funções. Para tal acontecer, enquanto utilizava o sistema informático, registava palavras-chave que mais tarde me permitissem discorrer acerca do tema observado. A catalogação dos comportamentos realizados pelos alunos e pelo professor, por exemplo, comportamento fora da tarefa e observação, também foram alvo de dúvida entre o NE. Todavia, em sede de NE

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determinamos quais as situações a que podíamos interligar os comportamentos, facilitando as observações futuras. Mais ainda, os diálogos discorridos entre os intervenientes no final das aulas permitiram aprimorar ainda mais a nossa capacidade de observação visto que era realizada uma partilha das nossas observações, permitindo recolher perceções distintas da realidade. De uma forma geral as tarefas de observação desenvolveram em mim uma capacidade multifacetada de observação, isto é, ser capaz de “captar significados diferentes através da visualização…atribuir-lhe um sentido significativo” (Sarmento, 2004, p. 161).

4.1.1.6. Avaliação: Ajuizadora dos alunos e do processo de ensino-

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