Partie III : Résultat et discussion
III- Evaluation de l'activité antibactérienne des flavonoïdes
contos: Exploração de histórias relacionadas com a diversidade cultural (enviadas pelas famílias);
Sessão j) Mural coletivo:
‘Partilhar as nossas semelhanças, celebrar as nossas diferenças!’; 3
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Quadro 15 - Organização do Bloco de Intervenção D
Descrição das atividades realizadas
Semana 1
Sessão a) As sessões iniciaram-se na sala do computador, onde as crianças estavam sentadas de frente para o monitor. A educadora colocou um vídeo, onde observaram durante alguns minutos, imagens do sambódromo no Brasil, em que a multidão estava a dançar o samba.
Após terminar o vídeo, a educadora questionou as crianças: Já tinham visto esta dança ou ouvido este tipo de música? Qual é a festa que está a ser comemorada? Houve algumas crianças que referiram que já tinha visto na televisão e que se passava noutro país, embora não soubessem referir qual, identificando facilmente a efeméride do
Organização: A partir das respostas dadas e do diálogo gerado em grupo e ao longo da exploração da história em contexto de sala, surgiu uma planificação de várias atividades pedagógicas propostas pela educadora e também pelas crianças. Estas foram organizadas com base nas áreas de conteúdo, preconizadas para a educação pré-escolar e esquematizadas na organização curricular por histórias; 2 Semana 4 Trabalho de projeto* Sessão k) Visualização da curta-metragem da história “A menina e o tambor”; Diálogo acerca da história e das suas personagens;
Sessão l) Recriação da
história, com recurso a instrumentos musicais;
Sessão m) Associação de
instrumentos aos respetivos continentes de origem; 3
Sessão n) Criação de uma
curta-metragem recorrendo às imagens de pessoas de diferentes culturas presentes na história; 3 Sessão o) Sessão de histórias. Visita da contadora de histórias cearense, Tâmara Bezerra.
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Carnaval. Então, a educadora voltou a colocar o vídeo e levantou o som da coluna, pedindo que todos ouvissem com atenção o que estava a ser dito. Alguns segundos depois perguntou se já sabiam qual é o país onde este vídeo foi filmado ou a língua que se ouve na música? A língua foi facilmente identificada como brasileiro, tendo a educadora explicado que é português, mas do Brasil, pois ambos os países falam a mesma língua. Posteriormente, voltou a colocar o vídeo, mas desta vez com o monitor desligado e sem recurso a imagem e perguntou que instrumentos conseguiam ouvir? As crianças silenciaram-se e ouviram a canção, referindo ouvir tambores e que não conseguiam ouvir os restantes, porque os tambores e a vozes ‘se ouviam muito alto’.
A educadora mostrou então uma imagem em formato A3, onde se podia ver o mapa-mundo e mostrou os continentes que já tinham ‘visitado’, nomeando-os um por um com a ajuda do grupo. Referiu que agora ‘estavam’ no Brasil, e perguntou: Qual será então o nome do continente a que acham que pertence? (apontando-o com o dedo). Duas crianças referiram que o que ficava por baixo/’ao pé’ da América do Norte era a América do Sul.
A educadora assentiu e referiu que a dança típica do país é o samba, sendo que neste país o Carnaval era uma época muito importante, que todos esperavam ansiosos durante todo o ano. Levavam o ano a construir os carros, as roupas e a compor as músicas, para no Carnaval as apresentarem num concurso que tem lugar no sambódromo, que se chama assim por causa do samba. Disse-lhes que era uma festa muito especial, a que vão pessoas de todo o mundo assistir, pois é uma parte importante da cultura do Brasil. Referiu ainda que iria contar uma história que se passava no Brasil, mostrou o livro ‘Dançar nas nuvens’ e iniciou a exploração da história.
No final o grupo realizou o reconto da história, baseando-se nas imagens do livro que a educadora ia mostrando. Esta foi colocando algumas questões sobre a história e pediu-lhes que identificassem uma personagem de branco que figurava na história. Como ninguém sabia, a educadora explicou tratar-se de uma baiana, uma das figuras mais típicas do Brasil, que simbolizava as mulheres trabalhadoras do Brasil. Explicou ainda que estas mulheres tem muitas influências de África, como por exemplo a sua comida, existindo uma relação muito grande entre os países. Mostrou depois no computador, algumas imagens onde se podiam observar as baianas, assim como as iguarias típicas que cozinham, para que as crianças pudessem ver alguns pratos típicos do país.
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Finalmente a educadora questionou algumas das afirmações feitas pelas crianças durante o reconto e que identificavam a chegada de ‘pessoas de outro país’, vindos ‘da China, da Rússia, das Caraíbas e da África’, à aldeia da Isabela (personagem principal da história). Pediu-lhes que explicassem porque tinham usado essa expressão? Houve várias respostas, indo todas de encontro a uma mesma premissa: era de outro país, pois eram todos diferentes, uns vinham da China, porque tinham olhos rasgados, outros vinham da Rússia, pois eram parecidos com as pessoas russas que viram quando ‘viajaram’ até ao país, outros vinham da África pois tinham a pele mais escura, como nas tribos africanas ou como ‘o Mateus da outra história e ele vinha das Caraíbas’. Além disso - referiram ainda - que as roupas eram todas diferentes e estavam relacionadas com os seus países de origem. Tinham também instrumentos de música que deviam ser usados nos seus países.
Estas justificações originaram um diálogo em que a educadora explicou que estas pessoas eram migrantes, pessoas que tinham vindo de outros países, países onde haviam conflitos/guerra e dos quais tiveram que fugir para se abrigar noutro país, mais pacífico. Assim, nesta história, a aldeia da Isabela ficou cheia de migrantes, pois estas pessoas precisavam de um novo lugar para morar e quando isso acontecia, todos tinham que ajudar, pois não se pode deixar ninguém sem ajuda, roupa, casa ou comida. As crianças pareceram interiorizar bem a mensagem, produzindo de imediato uma justificação adaptada, que lhes fez mais sentido, mas que resumia o que lhes tinha sido explicado. Posteriormente ocorreu um breve diálogo sobre o tema, que serviu para colmatar algumas dúvidas do grupo.
Sessão b) Já na sala de atividades, as crianças encontravam-se sentadas no tapete a observar o livro de histórias ‘Dançar nas nuvens’. A educadora questionou novamente quem seria a personagem vestida de branco, que todos identificaram positivamente como baiana. Mostrou então uma personagem em feltro, que ilustrava a imagem do livro em formato físico. Esta passou pelo grupo, para que todos a pudessem observar. Voltaram a conversar sobre quem era a baiana e das suas origens africanas, sendo que a educadora aproveitou este momento para voltar a reforçar os laços entre culturas e a importâncias das várias culturas na identidade de uma pessoa ou de um país, pois todos acabam por se relacionar.
Uma criança questionou a educadora se iriam fazer uma baiana e a educadora perguntou-lhe porquê. A resposta recaiu em “Estamos no Brasil e a baiana é de lá. A festa
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preferida no Brasil é o Carnaval e o Carnaval está a chegar, por isso podíamos fazer a baiana, porque é uma mascara, não é?”. A educadora respondeu que era uma boa resposta e uma excelente ideia, perguntando se todos queriam tentar fazer uma baiana. Como sugerido pela M.J. A resposta foi positiva e algumas crianças questionaram se podiam usar outras cores ou se a baiana tinha que ser toda branca, como a personagem da história e a boneca de feltro que batizaram de Isabela (tal como a personagem principal da história). A educadora disse-lhes que poderia ser às cores e sugeriu a pintura em filtros de café, que difundem as cores quando em contato com a água, técnica com que as crianças já se familiarizaram em experiências realizadas anteriormente. Todos concordaram, pois assim todas as baianas terão as cores que cada um quiser.
A educadora instruiu as crianças que iriam para a mesa em pequenos grupos, para pintarem e posteriormente borrifarem os filtros de café com água. Posteriormente e como foi uma atividade proposta no momento, explicou a sua ideia para terminar a baiana. Todos iriam pintar o corpo da baiana e teriam à escolha os vários tons de pele, que iriam ser desenhados previamente. Depois iam aplicar a roupa e o filtro de café pintado (a saia da baiana). O grupo concordou e deu continuidade à tarefa.
Sessão c) A educadora sentou-se junto das crianças e voltou a mostrar a história, focando desta vez, as casas que vão aparecendo na história e que possibilitam à personagem Isabela, chegar até às nuvens. Mostrou imagens das diferentes casas, previamente impressas em cartolina branca e sugeriu que realizassem uma atividade de grupo, em que todas as crianças eram chamadas de forma individual e realizavam a tarefa de acordo com os critérios dados. Assim, as crianças foram chamadas uma a uma, ou em grupos de três, tendo que atender aos critérios dados e que visavam o domínio da matemática, tais como: ordenar de acordo com o critério de tamanho, crescente/decrescente, de acordo com a sequência vertical da história, em grupos de pequeno, médio ou grande, etc.
Semana 2
Sessão d) Nesta sessão, a educadora focou uma das personagens da história, Ulisses, o fabricante de papagaios. Retomou o tema da migração, pedindo às crianças que lhe explicassem no que consiste este fenómeno, sendo a resposta ‘são pessoas que vem de países onde há guerra e tem que fugir, para ir viver em países onde estão seguros” ou “tem que fugir para sítios onde as ajudam”, “não podem ficar nas suas casas, porque
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correm perigo e não tem comida” ou “são pessoas que precisam de ajuda, temos que lhes dar roupa quente e comida da nossa”.
Posteriormente, questionou as crianças sobre a nacionalidade do Ulisses e em grupo, depois de hipóteses como França, África do Sul ou Hungria, a escolha mais unânime recaiu na Rússia. A educadora relembrou que o Ulisses fez os papagaios, que a Isabela usou para ‘dançar nas nuvens’ e questionou se seriam capazes de fazer um papagaio idêntico, para que cada um dos novos habitantes da aldeia pudesse acompanhar a Isabela na sua brincadeira? Mostrou então uma forma modelada em arame -semelhante ao papagaio de papel da história - e sugeriu que todos os envolvessem com lã, criando uma escultura. Explicou que ela e a auxiliar iam atar a lã ao arame e que depois todos deveriam enrolavam a lã, envolvendo o arame, até acharem estar completo.
Sessão e) Neste dia, a sessão foi realizada na área do tapete, onde a educadora anunciou que iam ter uma visita vinda do Brasil. Lembrou a todos a sugestão da colega L., cuja mãe nasceu no Brasil e vinha contar uma história típica do seu país. Assim, a educadora convidou esta mãe para visitar a sala e agendou a visita.
A Carine chegou e foi convidada a entrar e a sentar-se em frente ao grupo, onde lhes explicou que a história que ia contar era uma lenda do Brasil e que não tinha um livro de histórias, pois esta história era contada oralmente, tal como ela ia fazer. Iniciou então a “Lenda da Vitória-Régia”, explicando que era uma lenda de uma tribo de índios brasileiros, chamada ‘Tupi-Guarani’, que contava como uma bela índia chamada Naiá que se apaixonou pela lua e acabou por se transformar numa planta chamada Vitória- Régia, que apenas abre à noite, com a luz desta. Enquanto contava a lenda, acompanhava- a com imagens, onde se podiam ver alguns momentos da história.
Após o término da história, a educadora sentou-se ao lado da Carine e pediu às crianças que recontassem a história, com a ajuda da mãe da L. e das imagens. Posteriormente, as crianças colocaram algumas perguntas à Carine sobre a história e também sobre o seu país.
Sessão f) A Carine explicou ao grupo, que tinha trazido uma folha para cada uma deles, onde figuravam três imagens, que exemplificavam as partes principais da história. Neste momento, a educadora propôs utilizarem este recurso para realizarem uma atividade no
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âmbito matemático, realizando uma sequência de imagens e questionou a convidada sobre a sua opinião, convidando-a para ajudar a orientar as crianças durante a atividade.
A educadora pediu então para que todas as crianças se sentassem nas mesas, sendo que a Carine, a educadora e a auxiliar distribuíram os materiais de desgaste necessários para a realização da atividade. A educadora pediu que identificassem a folha com a frase: Lenda brasileira. Posteriormente, pediu à Carine, para proceder a um breve reconto da história, orientando as crianças na identificação e numeração das imagens de 1 a 3. Ao terminarem a atividade, a mãe da L. anunciou que à tarde, após o lanche, iria trazer uma surpresa, uma iguaria brasileira para que todos experimentassem: pão de queijo.
Sessão g) A Carine chegou após o lanche e dirigiu-se até ao grupo que ainda se encontrava sentado nas mesas do refeitório a terminar o lanche. Após todos terem terminado, explicou ao grupo que tinha cozinhado pão de queijo, uma receita típica brasileira muito antiga, que surgiu inicialmente num local chamado Minas Gerais, mas que agora era feita por todo o Brasil. Explicou que ia dar um pão a cada um, para que todos pudessem provar e quem gostasse poderia repetir. A educadora e a auxiliar distribuíram guardanapos pelas mesas, enquanto a Carine ia colocando em cima deste um pão de queijo, para as crianças provarem. Posteriormente, ofereceu também à equipa de sala, enquanto juntas observavam as reações das crianças e lhes iam colocando questões acerca da sua opinião. Houve três crianças que identificaram já ter provado esta iguaria em casa/na rua, mas que não tinham noção que fazia parte da gastronomia brasileira.
Após todos terem terminado, a Carine deixou os restantes pães de queijo, para quem quisesse repetir/para oferecer aos restantes pais, quando viessem buscar as crianças ao final do dia.
Semana 3
Sessão h) Nesta sessão, a educadora retomou o tema da diversidade cultural e da existência de várias culturas, dentro da mesma cidade/país. Relembrou o fenómeno da migração, visível na história e conversou brevemente com o grupo sobre estes temas, recapitulando o que sabiam neste âmbito.
De seguida, sugeriu que poderiam compor uma cara, mas com uma mistura de várias caras, oriundas de nacionalidades/culturas diferentes, formando assim uma
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unidade, composta por todos, explicando que a diversidade enriquece-nos, pois aprendemos e crescemos uns com os outros. A educadora mostrou então imagens de caras, onde figuravam adultos, adolescentes e crianças de ambos os sexos e as crianças identificaram as imagens, pois já as conheciam. Haviam-nas utilizado num trabalho relativo ao bloco de intervenção anterior, na história “As cores de Mateus”. A educadora explicou que a diversidade de culturas é observável em todas as histórias que tem sido exploradas na sala e por isso usavam as mesmas imagens, pois este é um ponto comum.
De seguida mostrou novamente as imagens, previamente preparadas e delimitadas. Explicou às crianças que os materiais necessários estariam na área de trabalho, assim como as caras, todas expostas para que pudessem escolher. Explicitou ainda que todas as caras teriam que conter cinco partes constituintes: testa, olhos nariz, boca e queixo, bastando apenas escolher, os cinco pedaços da cara e montá-las na folha que lhes seria distribuída.
Sessão i) A educadora solicitou previamente aos pais, o envio de histórias multiculturais