0.4 R´esultats et d´emonstrations
0.4.3 Etude du syst`eme limite sans viscosit´e
Para Zikmund et al. (2013) a fiabilidade é um conceito que demonstra se uma variável ou conjunto de variáveis é coerente com o que se pretende medir. Namakforoosh (2005, p. 227) acrescenta que a“fiabilidade se refere à exatidão e precisão dos procedimentos de medição”. Um questionário é confiável se a forma como está sendo medido um conceito, permite alcançar respostas para as questões pretendidas; refere-se à consistência das medidas.
Um questionário é confiável se a sua aplicação repetida resulta em pontuações coerentes (Hair Jr., Babin, Money, & Samouel, 2003), ou seja, a fiabilidade de uma investigação está relacionada com a possibilidade de outro investigador replicar o estudo e alcançar os mesmos resultados (Merriam, 2002).
Existem diversos procedimentos para se calcular a fiabilidade de um instrumento de medida (Sampieri, Collado, & Lucio, 1991), sendo as mais comuns: o teste e reteste; o intraobservador; as formas alternativas, a fiabilidade de coerência interna e o interobservador (Litwin, 1995). O teste e
reteste envolve a aplicação do instrumento de medição duas ou mais vezes ao mesmo grupo de respondentes depois de um período de tempo. Se a correlação dos resultados for considerada fortemente positiva, tem-se um instrumento confiável (Sampieri, Collado, & Lucio, 1991). É importante observar o tempo de intervalo entre um teste e outro, pois um tempo muito longo pode acarretar mudanças de percepção e um tempo muito curto pode sofrer com o efeito da memória do respondente (Martins, 2006). O intraobservador é quando há avaliação de medidas de um observador dentro da investigação ao longo do tempo e pode-se comparar as medições para constatar uma estabilidade de respostas (Litwin, 1995).
Em relação às formas alternativas, aplicam-se versões equivalentes do instrumento de medição, ou seja, outro questionário é elaborado com questões ou conjunto de respostas diferentes sobre o mesmo objeto (Litwin, 1995), dentro de um período relativamente curto. O instrumento é confiável se a
90
correlação entre as duas aplicações forem positivas (Sampieri, Collado, & Lucio, 1991). Há que se observar se as perguntas são mesmo equivalentes e com o mesmo grau de dificuldade para não haver erros de interpretação.
Como forma alternativa, ainda existe a técnica Split-half, que requer apenas uma aplicação do instrumento e a partir disso, consegue-se avaliar a fiabilidade com as respostas adquiridas. Por exemplo, um questionário com 10 questões, em que as questões 1 e 2 têm equivalência de conteúdo e dificuldade, como também as questões 3 e 4 são similares. Então, a técnica prevê que se divida o questionário em duas metades equivalentes, sendo os conjuntos (1 e 2) e (3 e 4), os quais serão usados para comparação (Martins, 2006) através do coeficiente linear de Pearson positivas (Sampieri, Collado, & Lucio, 1991). Em outras palavras, quanto mais semelhantes forem as pontuações de cada metade, maior a correlação e mais confiável o instrumento.
Quanto à fiabilidade de coerência interna, refere-se à aplicação a um grupo de itens usados para medir o mesmo conceito. Utiliza-se o cálculo do Alpha de Cronbach que requer apenas uma aplicação do instrumento e seu valor varia de 0 a 1 (Sampieri, Collado, & Lucio, 1991). Martins (2006) ressalta que as correlações item-total e o Alfa de Cronbach fornecem informações sobre cada item individual. Itens que não estão correlacionados podem ser removidos do instrumento para aumentar a fiabilidade. Portanto, para este estudo, optou-se por utilizar o Alfa de Cronbach, pois necessita apenas de uma aplicação poupando tempo e não precisa contar com a ajuda, novamente, dos respondentes. Segundo Freitas e Rodrigues (2005) e Cortina (1993), trata-se de um procedimento estatístico mais utilizado para calcular a fiabilidade de um instrumento de medida.
Alfa de Cronbach
O Alfa de Cronbach foi desenvolvido por Cronbach (1951) visando estimar a fiabilidade de um questionário utilizado numa investigação. É um coeficiente bastante usado na área científica. Cortina (1993) aponta uma revisão feita pela Social Sciences Citations Index para a literatura de 1966 a 1990 que revelou que o artigo de Cronbach (1951) foi citado aproximadamente 60 vezes por ano, envolvendo um total de 278 jornais diferentes. Ao realizar, em abril de 2014, uma busca pelo coeficiente Alfa de Cronbach no Scholar Google, encontraram-se 51 700 resultados, o que demonstra o quanto é popular no meio académico.
O coeficiente Alfa de Cronbach é aplicável às escalas que tenham vários itens, ou seja, escala Likert. Hora, Monteiro e Arica (2010) explicam que há algumas condições para se aplicar o Alfa de Cronbach: O questionário deve estar dividido e agrupado em dimensões, ou seja, questões que tratam
91
de um mesmo aspecto; a escala já deve estar validada e deve ser aplicada a uma amostra significativa e heterogênea, pois se aplicada a um grupo de especialistas, eles tendem a expressar a mesma opinião sobre determinado assunto, diminuindo a variabilidade total do questionário e diminuindo assim o Alfa. Portanto, a escala foi agrupada nos fatores que facilitam a Resiliência Estratégica e validada por avaliadores. O coeficiente Alfa é calculado considerando a variância dos itens individuais e a variância da soma dos itens de cada avaliador. O Alfa de Cronbach é calculado mediante a variância dos itens:
1 1 ∑ ! "
Teste de Kuder-Richardson
O teste de Kuder-Richardson é utilizado para calcular a fiabilidade de uma escala nominal dicotómica. O coeficiente de Kuder-Richardson é dado pela fórmula:
## 1 $!2 ∑ & ∗ ($!2 "
Cálculo da fiabilidade de QE1
O QE1 enquadra-se nas condições do coeficiente de Kuder-Richardson (escala nominal e dicotómica), portanto, o coeficiente (rtt)encontrado foi 0,79, o que demonstra a fiabilidade da escala, uma vez que rtt) 0,70 é considerado aceitável.
Cálculo da fiabilidade de QE2
Pela fórmula do cálculo do alfa de Cronbach, percebe-se que o número de itens tem relevância para se obter um coeficiente fiável e o número de avaliadores não importa. Portanto, para testar a fiabilidade da escala QE2, procedeu-se à submissão do questionário a 66 avaliadores entre gestores e académicos. Foi utilizado o software SPSS 22 (Statistical Package for the Social Sciences) com suporte do Excel
Donde:
K = Número de itens = variância de itens
! = Variância total (soma dos itens)
Donde:
rtt = coeficiente de Kuder-
Richardson
K = Número de itens
& = Pessoas que responderam afirmativamente cada item
( = Pessoas que responderam negativamente cada item St2 = Variância total (soma dos itens)
92
para calcular o coeficiente Alfa de Cronbach. Alguns autores debruçaram-se a estudar o Alfa de Cronbach e estabeleceram os níveis aceitáveis do coeficiente para definir se uma escala é fiável. O Alfa de Cronbach encontrado para os atributos foi 0.98, sendo considerado satisfatório de acordo com os critérios de recomendação da fiabilidade apresentados por Peterson (1994) na tabela 5.9.
Tabela 5.9: Critérios para estabelecer o coeficiente alfa
Adaptado de Peterson (1994)
Autor Critério Coeficiente α aceitável
Kaplan e Sacuzzo (1982) Investigação aplicada 0.95 Murphy e Davidsholder (1988) Nível inaceitável
Nível baixo
Nível moderado ou alto Nível alto
Abaixo de 0.6 0.7
0.8-0.9 Acima de 0.9