2 ORIGINE DES LAITS, ANALYSES EFFECTUEES, TRAITEMENT DES DONNEES
2.1 Etude de la protéolyse microbienne
FONTE: Autora
Certamente, após a retirada dos holandeses, em 1654 o convento passou a ser reconstruído. Comenta Menezes:
A atual fachada da igreja se encontra bem definida em duas fases construtivas, aquela que corresponde a galilé e uma outra, acima desta, fruto de reforma ou modernização posterior. Por algum tempo a galilé se encontrou saliente do corpo do convento, de maneira muito natural nas construções franciscanas56.
Possivelmente, a parte superior da igreja do convento teria solução mais sóbria, com o seu coroamento em frontão triangular.
A sacristia tem a largura da nave e se encontra transversalmente a esta, sendo obra também do século XVII, possui rico lavabo em pedra portuguesa, um arcaz de excelente feitura e azulejos joaninos. João Miguel dos Santos Simões no seu livro Azulejaria Portuguesa no Brasil, sobre a sacristia, assim se expressou:
Mas são os azulejos, finalmente, que completam o conjunto de forma impressionante. As paredes livres de portas, de janelas e de mobiliário estão totalmente revestidas numa altura de 25 azulejos. O esquema decorativo é o do azulejo azul, figurado, com alisar de 6 azulejos, acima do qual foram colocados, na parede do lado nascente, dois grandes painéis de 17 de altura
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98 por 16 ½ de largura, incluindo a moldura de 2 azulejos, aliás extraordinariamente bem composta. Os painéis apresentam São Francisco recebendo as estigmas e o Menino Jesus aparecendo a Santo Antônio. A pintura é magnífica e certamente executada por um discípulo de A. de Oliveira Bernardes, o que se reconhece pela técnica, composição e até pelos pormenores, como a do frade lendo (painel de São Francisco), onde se diria que houve intervenção do mestre. Aliás, pelo tipo de pintura, coloração, composição ± ainda muito clássica na moldura ± e presença de óvulos, esta obra parece poder ser de cerca de 1717-20. Num entanto a presença da restante decoração do alisar referido ± e a ornamentação de arquitetura, formando pilastras com figuras atlantes, são certamente de época vizinha de 1740. De notar é o friso superior de 2 azulejos que corre em toda a cornija e que julgamos poder afirmar ser coevo e de mesma mão dos dois grandes painéis os quais não há dúvidas que foram feitas propositadamente para este local (a explicação dessa anomalia cronológica ± as dos azulejos inferiores serem mais recentes do que os painéis da parte alta das paredes) ± podem ser tentadas com a hipótese de, primitivamente ± ainda no século XVII - a sacristia ter tido silhar baixo de azulejos padrão. Sobre estes teriam sidos colocados cerca de 1717-20 os painéis azuis atrás descritos e, mais tarde talvez, por se ter reconhecido a discrepância cromática entre o altar, o roda- pé e os painéis, teria sido aquele substituído pelo alisar ornamental azul, que ora se vê. Foi também por então (cerca de 1740) que vieram os restantes azulejos desta sacristia nomeadamente os do recesso do lavabo.57
Desta forma, constatou Menezes que:
A atual sacristia, à luz de seus elementos de arquitetura, é bem da segunda metade do século XVII, bem como a parte de alvenaria de pedra e cal, os soalhos e o telhado, (a obra de arquitetura) teve sua conclusão por volta de 1660. Germain Bazin, que realizou um estudo comparativo entre as arcadas de galilé do convento do Santo Cristo de Ipojuca, também franciscano, e as existentes no convento de Olinda assegura que os elementos decorativos, azulejos, pinturas e talhas, vieram já na altura do século seguinte. O século
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SIMÕES, J. Miguel dos Santos. Azulejaria Portuguesa no Brasil (1500-1822), Lisboa, Fundação Calouste Gulbekian, Lisboa, 1965.p.19
99 XVIII vai assistir a uma outra fase de obras e que envolve várias partes do convento.58
No interior da igreja, a partir de 1714 tem início algumas obras como o atual forro, em artezoados, com pinturas da nave e assentamentos dos painéis de azulejos, de cerca de 1745, conforme Santos Simões. No frontão superior da fachada, acima da galilé, conforme nos referimos, deve pertencer a essa fase das obras. A imagem, em pedra, de Nossa Senhora, situada no nicho do frontão, conforme Menezes, ³p EHP GHVVD HWDSD GH FRQVWUXomR´59
Segundo afirmativa de Silva 7HOOHV ³as reconstruções ocorreram depois de 1654´60 e, ao que tudo indica, aproveitando as paredes não destruídas. No interior da igreja, a partir de 1654, até os nossos dias, recebeu elementos decorativos de acordo com o gosto de cada época decorrente de maiores recursos financeiros disponíveis, ou quando se arruinava frequentemente a obra de talha provocada pelos cupins. Sendo assim, a nave é enriquecida com um silhar de azulejos figurados, nas ilhargas, em 1745, ³DOpP GH WUrV UHWiEXORV GRLV colaterais ao arco cruzeiro e o da capela-mor, todos em gosto Rococó, obras estas bem do final do século XVIII, onde a presença do Neoclássico já determina mudanças em alguns detalhes dos altares´61
A Capela da Portaria dá acesso do exterior a uma grande sala, que deságua na entrada para o claustro, e o altar de Santana. Esta Capela da Portaria tem ao redor um belo silhar de azulejos, com referências sobre a vida de Santana, provavelmente de meados do século XVIII. O altar, em gosto Joanino é da segunda fase do BDUURFRSRUWXJXrV2IRUURGHVVDSRUWDULDpHP³HVWLOR QDFLRQDO SRUWXJXrV´ UHIHULGR SHORV HVWXGLRVRV GD WDOKD QD SHQtQVXOD LEpULFD 1R SDYLPHQWR superior, acima da portaria encontra-se a biblioteca, ornada com talhas e pinturas, também, do período Joanino.
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MOTA MENEZES, José Luiz, op cit.
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MOTA MENEZES, José Luiz,op cit.
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SILVA TELLES, Augusto Carlos da. Atlas dos Monumentos Históricos e Artísticos do Brasil. 2ª ed. Rio de Janeiro. FAE, 1985.p.13
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