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CERAMIQUE ET ETUDE DE LA DENSIFICATION

TABLE DES MATIERES

2.3 E FFETS DES DUREES DE BROYAGE

2.3.3 Etude de la densification de la poudre

Você gostaria de saber como fazer dinheiro em Wall Street? Bem, um milhão de outras pessoas também gostaria — e, se eu soubesse a resposta, este livro seria vendido a dez mil dólares o exemplar. Contudo, há uma boa idéia, que certos homens de negócio costumam pôr em prática com êxito. Esta história me foi contada por Charles Roberts, conselheiro de aplicação de capitais.

"Vim, a princípio, para Nova York, proveniente do Texas, com vinte mil dólares, que alguns amigos me haviam dado para aplicar na Bolsa de Valores de Nova York", disse-me Charles Roberts. "Julgava que conhecia todos os cordéis que fazem funcionar a Bolsa de Valores; mas perdi até o último centavo. Na verdade, consegui algum lucro em certas transações — mas acabei perdendo tudo o que possuía.

"Não me incomodei muito de perder o meu próprio dinheiro", explicou o Sr. Roberts, "mas me senti muito mal ao perder o dinheiro dos meus amigos, apesar de poderem eles suportar muito bem tal perda. Receava encontrá-los de novo, depois de nossa aventura ter dado tão maus resultados, mas, para minha surpresa, não só se mostraram bons esportistas, com respeito ao assunto, como também provaram ser incuráveis otimistas.

"Eu sabia que estava negociando na base do ganha-ou-perde- tudo, e que dependia, principalmente, das opiniões de outras pessoas. Eu estava 'jogando na Bolsa de ouvido'.

"Pus-me a meditar sobre os erros que cometera e resolvi que, antes de meter-me de novo no mercado, procuraria saber como é que a coisa funcionava. De modo que me esforcei por conhecer um dos mais felizes especuladores da Bolsa que já existiram: Burton S. Castles. Acreditava que podia aprender muito com ele, pois Castles gozava, havia muito, da reputação de ser um homem que conseguia êxito ano após ano, e eu sabia que a sua carreira não era resultado apenas de boas oportunidades ou de sorte.

"Ele me fez algumas perguntas sobre o que eu fazia anteriormente e, depois, disse-me algo que considero o princípio mais importante nos negócios de Bolsa. Afirmou-me ele: 'Eu costumava aplicar uma ordem de stop-loss em todas as transações que fazia. Se comprava, por exemplo, ações a cinqüenta dólares a cota, aplicava imediatamente uma ordem de stop-loss sobre tal cota a quarenta e cinco'. Isso queria dizer que, quando as ações baixassem cinco pontos, seriam vendidas automaticamente, limitando a perda, desse modo, a apenas cinco pontos.

"'Se a colocação for feita inteligentemente desde o princí- pio", prosseguiu o velho mestre, 'os seus lucros serão, em média de dez, vinte e cinco ou, mesmo, cinqüenta pontos. Você não poderá errar senão a metade das vezes, fazendo ainda assim bastante dinheiro'.

"Adotei imediatamente tal princípio e venho-o empregando desde essa ocasião. Ele tem evitado que tanto os meus clientes como eu percamos milhares de dólares.

"Depois de algum tempo, verifiquei que o princípio de stop- loss podia ser aplicado em outras coisas, além do mercado de valores. Comecei a colocar ordem de stop-loss em outras preocupações, como fazia com as preocupações financeiras. Comecei a aplicá-las em toda espécie de aborrecimentos que surgiam. E tais ordens deram resultados fantásticos.

"Costumava, por exemplo, marcar encontros, para que almoçássemos juntos, com um amigo que raramente chegava à hora combinada. Eu o esperava, furioso, durante meia hora, antes que ele aparecesse. Afinal, falei-lhe a respeito das ordens de stop-loss que estava aplicando às minhas preocupações. Disse-lhe: 'A minha ordem de stop-loss, quando estiver à sua espera, será exatamente de dez minutos. Se você chegar com mais de dez minutos de atraso, o nosso compromisso de almoço será vendido — e eu já terei ido embora'."

H o m e m de Deus! Quem me dera ter tido bom senso, anos atrás, de aplicar uma ordem de stop-loss em minha impaciência, no meu mau humor, no meu desejo de autojustificação, nas minhas lamentações, em todos os meus estados de tensão mental e emocional! Por que não tive o bom senso de perceber cada uma das situações que ameaçaram destruir a minha paz de espírito e dizer a mim mesmo: "Olhe aqui. Dale Carnegie, esta situação merece apenas que você se preocupe tanto ou quanto com ela — e nada mais?". . . Por que não fiz isso?

Contudo, devo reconhecer que tive um pouco de bom senso pelo menos em certa ocasião. E era, além disso, uma ocasião muito séria, uma ocasião de crise em minha vida — uma crise que ocorreu ao ver os meus sonhos, os meus planos, o trabalho de muitos anos, se dissiparem inteiramente no ar. Aconteceu assim: Quando tinha pouco mais de trinta anos, resolvi viver o resto da minha vida escrevendo romances. Iria ser um segundo Frank Norris, Jack London ou Thomas Hardy. Levei a coisa tão a sério que passei dois anos na Europa, onde podia viver facilmente com os dólares durante o período de terrível inflação que se seguiu à Primeira Guerra Mundial. Vivi lá dois anos, escrevendo a minha obra-prima. Intitulei-a The Blizzard [A Nevasca]. O título estava bem escolhido, pois a recepção que os editores lhe dispensaram

foi tão fria como qualquer tempestade de neve que já rugiu das planícies dos Dakotas. Quando o meu agente literário me comunicou que o livro não valia nada, que eu não possuía dotes de escritor nem talento para a ficção, o meu coração quase parou. Saí tonto do seu escritório. Se me dessem uma cacetada na cabeça, eu não ficaria mais atordoado. Estava estupefato. Compreendi que me estava numa encruzilhada da vida, e que teria de tomar uma decisão difícil. Que é que deveria fazer? Que caminho tomar? Passaram-se semanas antes que conseguisse sair do atordoamento em que me encontrava. Naquela época, eu ainda não ouvira a frase: "Dê uma ordem de stop-loss às suas preocupações". Mas agora, ao olhar para trás, vejo que foi isso exatamente o que fiz. Considerei os dois anos suados em que trabalhara no romance, levando em conta apenas o seu justo valor: o de uma experiência nobre. E toquei para a frente. Voltei ao meu trabalho de organização de cursos de educação para adultos e, nas horas vagas, escrevi biografias — biografias e livros como o que você está lendo neste momento.

Se estou hoje alegre de ter tomado tal decisão? Alegre? Cada vez que penso nisso, tenho vontade de dançar no meio da rua, de tanta alegria! Posso honestamente dizer que jamais passei um dia ou uma hora lamentando o fato de não ter sido um outro Thomas Hardy.

Certa noite, há cem anos, em que uma coruja estava chirriando nos bosques que margeavam Walden Pond, Henry Thoreau mergulhou a sua pena de ganso numa tinta de escrever feita em casa e anotou em seu diário: "O custo de uma coisa é a soma do que eu chamo vida, o que é necessário trocar por ela imediatamente ou mais tarde".

Em outras palavras: somos tolos quando pagamos demais por qualquer coisa, tendo por base o que tal coisa nos tira da própria existência.

Contudo, foi precisamente isso que Gilbert e Sullivan fize- ram. Eles sabiam como criar palavras e músicas alegres, mas, infelizmente, sabiam pouquíssimo como criar alegria em suass próprias vidas. Compuseram algumas das mais encantadoras operetas que já deliciaram o mundo: Patience, Pinaforte, The Mikado. Mas não conseguiam controlar os seus próprios temperamentos. Amarguraram muitos anos de vida unicamente por causa do preço de um tapete! Sullivan encomendara um tapete novo para o teatro que haviam comprado. Quando Gilbert viu a fatura, ficou furioso. Discutiram o caso em tribunal e, durante o resto da vida, jamais se falaram. Quando Sullivan escrevia a música de uma nova composição, enviava- a, pelo correio, a Gilbert; Gilbert escrevia a letra e remetia-a de volta, também pelo correio, a Sullivan. Certa ocasião, tiveram de aparecer no palco juntos, para agradecer aos aplausos dos espectadores, mas ficaram em lados opostos olhando para direções distintas, para que um não visse o outro. Não tiveram jamais o bom senso de aplicar uma ordem de stop-loss aos seus ressentimentos, como o fez Lincoln.

Um dia, durante a Guerra Civil, em que alguns dos seus amigos denunciavam ao Presidente quais eram os seus mais acirrados inimigos, Lincoln respondeu: "Os senhores sentem mais os ressentimentos pessoais do que eu. Talvez eu também os sinta ligeiramente; mas nunca acreditei que valesse a pena alimentá-los. Um homem não tem tempo para gastar a metade da sua vida com animosidades. Se qualquer pessoa deixa de me atacar, esqueço completamente as coisas passadas que possa ter contra ela".

Eu gostaria que uma das minhas velhas tias — tia Edith — tivesse possuído a capacidade de perdoar de Lincoln. Ela e tio Frank viviam numa fazenda hipotecada, infestada de barba- de-bode, de terra árida, devastada pela erosão. Tinham vivido

uma existência difícil, economizando todos os níqueis que lhes caíam nas mãos. Mas tia Edith sonhava com algumas cortinas e outras pequenas coisas que pudessem alegrar a sua modesta casa. Comprou-as, então, a crédito, na casa comercial de Don Eversole, em Maryville, Missuri. Tio Frank vivia preocupado com dívidas. C o m o fazendeiro, tinha horror em pensar que talvez não pudesse pagar, de modo que recomendou secretamente a D o n Eversole que não vendesse nada a crédito à esposa. Quando tia Edith soube disso, ficou terrivelmente indignada — e quase cinqüenta anos depois de isso ter acontecido, ainda c o n t i n u a v a indignada. Eu a ouvi contar essa história — não uma vez, mas dezenas. A última vez que a vi, tinha já quase oitenta anos. Disse-lhe: "Tia Edith, tio Frank fez mal em humilhá-la mas, diga-me sinceramente, a senhora não pensa que o fato de continuar, depois de quase cinqüenta anos, a lamentar-se do que aconteceu é muito pior do que o que ele fez?" (Foi como se eu tivesse falado com a lua.)

Tia Edith pagou muito caro o rancor e as lembranças desa- gradáveis que alimentou durante toda a vida. Pagou-as com a sua própria paz de espírito.

Quando Benjamin Franklin tinha sete anos de idade, come- teu um erro de que se recordou durante setenta anos. Apaixo- nou-se por um apito. Ficou tão entusiasmado com ele, que entrou na casa de brinquedos, colocou todas as suas moedas de cobre sobre o balcão e pediu o apito, sem perguntar sequer o preço. "Voltei, depois, para casa", escreveu a um amigo, setenta anos decorridos, "e pus-me a apitar por todos os cantos, encantado com o apito". Mas quando os irmãos e as irmãs mais velhas souberam que ele pagara pelo apito muito mais do que valia, caíram na gargalhada. E Franklin, setenta anos depois, comentou: "Chorei de vergonha".

Passados muitos anos, quando Franklin já era uma figura famosa em todo o mundo, e ocupava o posto de embaixador dos Estados Unidos na França, ainda se lembrava de que, por haver pago pelo seu apito mais do que valia, "sofrerá muito mais do que todo o prazer que o apito lhe dera."

Mas a lição que Franklin recebeu acabou por tornar-se, afinal, muito barata. "A medida que ia crescendo", disse ele, "e entrando mais em contato com o mundo, comecei a observar como os homens agiam e cheguei à conclusão de que muitas, muitíssimas criaturas, pagavam demais pelo apito. Em suma, creio que a maior parte das misérias que afligem a humanidade é causada pela falsa estimativa, por parte dos homens, do verdadeiro valor das coisas, e pelo fato de pagarem demais pelos seus apitos".

Gilbert e Sullivan pagaram demais pelos seus apitos. E tia Edith também. E Dale Carnegie também — em várias oca- siões. E também o imortal Tolstói, autor dos dois maiores romances já escritos no mundo — Guerra e paz Ana Karenina. Segundo a Enciclopédia Britânica, Tolstói foi, durante os seus últimos vinte anos de vida, "provavelmente o mais venerado homem do mundo". No decurso desses últimos vinte anos até sua morte — de 1890 a 1910 — uma procissão infindável de admiradores se dirigiu, em peregrinação, a sua casa, para vislumbrar-lhe por um instante o rosto, ouvir-lhe o som da voz ou, mesmo, tocar apenas a fímbria da sua túnica. Todas as frases que proferia eram cuidadosamente anotadas como se fossem uma revelação divina. Mas quanto à vida prática — a vida quotidiana — bem, Tolstói tinha menor dose de bom senso, aos setenta anos, do que Benjamin Franklin aos sete! Na verdade não tinha bom senso nenhum.

O que quero dizer é o seguinte: Tolstói casou com uma criatura que adorava. Sentiam-se, com efeito, tão felizes juntos.

que costumavam pôr-se de joelhos e rogar a Deus que lhes permitisse continuar a viver num êxtase tão puro e celestial. Mas a moça com a qual Tolstói casou era ciumenta por natureza. Costumava vestir-se de camponesa e espionar os movimentos do marido, mesmo quando este se achava na floresta. Tinham brigas terríveis. Tornou-se tão ciumenta, mesmo dos próprios filhos, que agarrou certa vez uma carabina e fez um buraco na fotografia da filha. Chegou até a atirar-se ao chão com um vidro de ópio junto dos lábios, ameaçando suicidar-se, enquanto os filhos se encolhiam num canto da sala a gritar de pavor.

E que fez Tolstói? Bem, eu não o censuro por arrebentar com os móveis, pois era constantemente provocado. Mas fez muito pior do que isso. Conservava um diário íntimo! Sim, um diário no qual lançava toda a culpa sobre a esposa! Eis aí o seu "apito"! Estava resolvido a fazer com que as gerações vindouras o desculpassem e pusessem toda a culpa na mulher. E o que fez a esposa, em represália? Ora, rasgou, naturalmente, as páginas do diário do marido e jogou-as ao fogo. Depois, começou a escrever um diário ela mesma, no qual fez com que ele parecesse como vilão. Escreveu até u m a novela intitulada De quem a culpa? em que descrevia o marido como tirano doméstico e ela como mártir.

E com que fim tudo isso? Por que aquelas duas criaturas transformavam o único lar que tinham no que o próprio T o l s t ó i c h a m o u de um "asilo de l u n á t i c o s " ? H a v i a , evidentemente, várias razões. U m a delas era o desejo ardente de nos impressionar — a você e a mim. Sim, nós somos a posteridade cuja opinião tanto os preocupava! Você daria uma unha do seu dedo mínimo para saber qual deles tinha razão? Não. Estamos muito preocupados com os nossos próprios problemas para desperdiçar um minuto pensando no casal

Tolstói. Q u e enorme preço essas duas infelizes criaturas pagaram pelo seu apito! Cinqüenta anos de vida num verdadeiro inferno — apenas porque nenhum deles teve o bom senso de dizer: "Basta!" Porque nenhum deles sabia avaliar com justeza os valores e dizer: "Vamos pôr imediatamente uma ordem de stop-loss nesse assunto! Estamos desperdiçando a nossa vida. Vamos dizer um 'basta', agora mesmo, a tudo isto!"

Sim, estou sinceramente convencido que esse é um dos maiores segredos da verdadeira paz de espírito — um senso decente de valores. Creio que podemos aniquilar n u m m o m e n t o c i n q ü e n t a p o r c e n t o de t o d a s as nossas preocupações, se criarmos em nosso íntimo uma espécie de padrão de valores — um padrão pelo qual pudéssemos avaliar quais as coisas que realmente têm valor para nós, tomando como base as nossas vidas.

De modo que, para acabar com o hábito da preocupação, antes que ele acabe com você, eis aqui o Princípio 5:

Sempre que formos tentados a atirar fora b o m dinheiro, em troca de moedas falsas, tendo-se c o m o base a existência h u m a n a , procuremos

deter-nos, fazendo o nós mesmos estas três perguntas:

1. Q u a n t o vale, realmente, paro mim, isso que está me preocupando?

2. Até q u e ponto aplicarei uma o r d e m de "stop- loss" nessa minha p r e o c u p a ç ã o — esquecendo- a depois?

3. Q u a l é, exatamente, o preço que terei de p a g a r por esse " a p i t o " ? Já não paguei, acaso, mais do que ele vale?

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