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Etude des exemples :

II. La thématique spécifique :

II.3. Elaboration du projet architectural

II.3.3. Etude des exemples :

Os agentes físicos ou químicos, que matam ou inibem o crescimento de microrganismos, designam-se por agentes antimicrobianos (Alcântara et al., 2001; Madigan et al., 2004; Peixe, 1998; Pelczar et al., 1996). Os que matam os microrganismos designam-se microbicidas (e.g. bactericida) e os que apenas inibem o seu crescimento por microbiostáticos (e.g. bacteriostático) (Madigan et al., 2004; Pelczar

et al., 1996). A destruição completa de todas as formas de vida existentes num

determinado material ou ambiente, na forma vegetativa ou em latência (Casal et al., 2004b), incluindo os esporos, designa-se por esterilização (Casal et al., 2004b; Pelczar et

al., 1996).

Como agentes físicos utilizam-se especialmente o calor (húmido e seco), a filtração e as radiações não ionizantes (raios ultravioletas) e ionizantes (raios X e raios gama) (Alcântara et al., 2001; Casal et al., 2004b; Madigan et al., 2004; Peixe, 1998; Pelczar et

al., 1996). Entre os agentes químicos distinguem-se três tipos: antissépticos e

desinfectantes, usados para aplicar, respectivamente, sobre superfícies vivas e não vivas, e os antibióticos utilizados no tratamento de infecções microbianas in vivo, provocadas por bactérias (Alcântara et al., 2001; Madigan et al., 2004; Pelczar et al., 1996). Os antissépticos são misturas de substâncias aplicadas sobre tecidos vivos, geralmente utilizados na limpeza das mãos, no tratamento de feridas e cortes superficiais, para matar ou inibir o crescimento de microrganismos e, assim, prevenir a sua multiplicação, evitando infecções (e.g. álcool sanitário, Betadine, água oxigenada comercial a 10 volumes) (Alcântara et al., 2001; Madigan et al., 2004; Pelczar et al., 1996). Os desinfectantes, em geral, são misturas de substâncias que matam ou inibem a multiplicação da maioria dos microrganismos (Casal et al., 2004b; Pelczar et al., 1996). Os desinfectantes tradicionalmente aplicam-se sobre objectos ou superfícies de materiais não vivos (Alcântara et al., 2001; Madigan et al., 2004; Pelczar et al., 1996) e incluem muitos produtos de limpeza doméstica, como a amónia e soluções aquosas de hipoclorito de sódio (Alcântara et al., 2001; Casal et al., 2004b).

Os antibióticos pertencem “a uma das classes mais importantes de substâncias produzidas por processos microbianos em larga escala” (Madigan et al., 2004, p.539). São compostos químicos produzidos por microrganismos que inibem o crescimento ou matam outros microrganismos (Alcântara et al., 2001; Madigan et al., 2004). Os antibióticos actuam sobre os microrganismos pelos seguintes mecanismos: a) inibição da síntese do peptidoglicano constituinte da parede celular bacteriana (e.g. penicilinas e cefalosporinas); b) alteração da permeabilidade da membrana plasmática (e.g. polimixinas); c) inibição da síntese proteica (e.g. tetraciclinas e macrólidos) e dos ácidos nucleicos (e.g. rifampina) (Madigan et al., 2004; Pelczar et al., 1996).

A acção dos antibióticos não se verifica de igual forma sobre diferentes espécies microbianas, designando-se por espectro de acção a quantidade e o tipo de microrganismos sobre os quais actuam (Casal et al., 2004a). Os antibióticos que são efectivos contra uma gama alargada de microrganismos (e.g. bactérias gram-negativas e

Figura 2.12 – Método de difusão em agar para avaliação da actividade antibiótica(Retirada de Madigan et al., 2004, p.533).

gram-positivas) são designados de largo espectro (Casal et al., 2004a; Madigan et al., 2004; Pelczar et al., 1996).

A determinação do grau de susceptibilidade de um microrganismo a antibióticos, pode efectuar-se através da utilização de discos de antibióticos pelo método de difusão em agar (Azinheira & Castro, 1998; Madigan et al., 2004) (Figura 2.12). Este método consiste na colocação de discos de papel impregnados com concentrações conhecidas de diferentes antibióticos sobre a superfície de uma placa de Petri com meio sólido, após prévia inoculação do meio de cultura com o microrganismo cuja susceptibilidade se pretende testar (Alcântara et al., 2001; Azinheira & Castro, 1998; Casal et al., 2004a; Madigan et al., 2004). Durante a incubação, os antibióticos difundem-se a partir do disco de papel para o agar, originando um gradiente de concentração que decresce desde a extremidade do disco até distâncias maiores (Alcântara et al., 2001; Casal et al., 2004a). Após a incubação, tornam-se visíveis as zonas em que não ocorreu o crescimento do microrganismo à volta do disco de antibiótico – uma zona clara a que se dá o nome de halo de inibição ou zona de inibição (Alcântara

et al., 2001; Azinheira & Castro, 1998;

Casal et al., 2004a; Madigan et al., 2004). Se o microrganismo é sensível ao antibiótico, forma-se um halo de inibição do crescimento, enquanto se for resistente, este não se verifica e há crescimento à volta do disco. Após as medições dos halos de inibição, expressam-se os tamanhos em mm e caracteriza-se o microrganismo testado em sensível (S) ou resistente (R) (Azinheira & Castro, 1998; Casal et al., 2004a).

Vários parâmetros podem influenciar o tamanho do halo de inibição, como a facilidade de difusão do antibiótico no agar e o tipo de meio

de cultura (Alcântara et al., 2001; Casal et al., 2004a). Por isso, foi necessário padronizar esta técnica, sendo actualmente utilizado o teste de Kirby-Bauer ou antibiograma (Alcântara et al., 2001; Azinheira & Castro, 1998; Casal et al., 2004a), de forma a relacionar o tamanho do halo de inibição com o comportamento resistente, sensível ou intermédio do microrganismo, na presença de um determinado antibiótico (Alcântara et

al., 2001; Casal et al., 2004a). Assim, para condições experimentais semelhantes, quanto

maior for o diâmetro do halo de inibição, mais sensível ao antibiótico é o microrganismo testado (Casal et al., 2004a).

A eficácia de antissépticos e desinfectantes pode ser testada por um método semelhante ao descrito para os antibióticos (Alcântara et al., 2001). Para este efeito, uma placa de Petri com meio sólido é inoculada com o microrganismo cuja sensibilidade se pretende avaliar, e discos de papel de filtro saturados com os produtos a testar são colocados na superfície do meio de cultura. Após a incubação, verifica-se a formação de halos de inibição do crescimento em volta dos discos de papel de filtro impregnados com produtos aos quais o microrganismo é sensível. Em alternativa, pode recorrer-se a outro método que consiste em retirar uma pequena porção de agar, depois deste inoculado com o microrganismo, para criar um “poço” ao qual se adiciona um pequeno volume da solução de antisséptico ou desinfectante a testar (Alcântara et al., 2001; Pelczar et al., 1996).

2.3. TRABALHO PRÁTICO EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E FORMAÇÃO DE

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