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C - les fièvres

5- ETUDE CLINIQUE DE LA FIEVRE [38] :

Para a manipulação nutricional foram definidas as seguintes dietas: grupo controle recebeu uma dieta padrão cuja composição estava de acordo com a AIN-93 (REEVES et al., 1993), com 19% da energia proveniente das gorduras, 20% das proteínas e 61% dos carboidratos; o grupo HL recebeu uma dieta hiperlipídica adaptada a partir da composição da dieta utilizada no estudo de Ferro Cavalcante et al. (2013), com 33% da energia proveniente das gorduras, 20% das proteínas e 47% dos carboidratos; e o grupo HLW3 recebeu uma dieta hiperlipídica suplementada com ômega 3 com 33% da energia proveniente das gorduras, 20% das proteínas e 47% dos carboidratos. A dieta padrão continha em torno de 3.5 quilocalorias por grama

Figura 2. Desenho experimental e período de avaliação de ratas Wistar e prole de machos submetidos à dieta controle (18% de lipídios), hiperlipídica (33% de lipídios) e hiperlipídica suplementada com ômega 3 (33% de lipídios suplementada com ômega 3) durante a gestação e lactação e da prole de machos submetidos à dieta comercial padrão após desmame. Um número equivalente a treze ratas foram postas para acasalar e após a detecção da prenhez foram separadas em três grupos de acordo com a dieta recebida (controle, dieta hiperlipídica e dieta hiperlipídica suplementada com ômega 3), permanecendo com esta dieta até o final da lactação, sendo avaliados neste período o consumo alimentar e o ganho ponderal. Durante o experimento, foram excluídos os dados de consumo alimentar e ganho ponderal de quatro genitoras devido a dificuldades de acompanhamento das mesmas, sendo considerados os dados ao final da lactação de nove ratas, sendo três ratas de cada grupo experimental. Aos 21 dias de vida, os filhotes foram desmamados e receberam dieta comercial, permanecendo nesta dieta até os 90 dias de vida, data do sacrifício. As avaliações funcionais ocorreram no 1º dia, 21º dia e 90º dia de vida da prole. A quantidade de animais por grupo experimental a partir da dieta materna (controle, hiperlipídica e hiperlipídica suplementada com ômega 3) variou de 12 a 17 animais.

e as dietas hiperlipídicas em torno de 4,5 quilocalorias por grama. Anteriormente ao início dos experimentos com animais, foram realizadas análises para determinação da composição centesimal, nutricional e da composição de ácidos graxos das dietas. Após o desmame, aos 21 dias de vida, os animais receberam dieta padrão comercial para ratos e camundongos (Presence®, Grupo Neovia, São Paulo, Brasil), formando três grupos: prole das mães alimentadas com dieta padrão (controle), prole das mães alimentadas com dieta hiperlipídica (HL) e prole mães alimentadas com dieta hiperlipídica suplementada com ômega 3 (HLW3).

A dieta padrão comercial continha 25,4% de proteínas, 2,8% de lipídios, 54,5% de carboidratos, 8,5% de cinzas e 8,8% de umidade por 100g de dieta. A oferta calórica desta dieta foi de 3,44 Kcal por grama de dieta, sendo 29,4% das calorias provenientes das proteínas, 7,6% das gorduras e 63% dos carboidratos. Quanto ao perfil de ácidos graxos, a dieta Presence® (Grupo Neovia, São Paulo, Brasil) continha dentre os ácidos saturados: 16,68% de ácido palmítico (C16:0), 7,35% de ácido láurico (C12:0), 6,76% de ácido mirístico (C14:0), 5,65% de ácido esteárico (C18:0); dentre os monoinsaturados continha 28,52% de ácido oleico (C18:1) e dentre os poliinsaturados: 35,43% de ácido linoleico (C18:2) e 0,43% de ácido linolênico (C18:3) de acordo com a análise realizada pelo Laboratório de Fitoquímicos e Processos da Central Análitica (LAFIP/CEAN) do Centro de Tecnologias e Estratégias do Nordeste (CETENE). A análise da dieta padrão comercial não fez parte da etapa de padronização das dietas deste trabalho, tendo em vista que já era uma dieta disponível no biotério de animais, obtida comercialmente e que não foi elaborada como as demais dietas experimentais.

5.2.2 Padronização das dietas

5.2.2.1 Composição de ingredientes e preparo das dietas

A dieta hiperlipídica ocidentalizada foi elaborada a partir de uma adaptação da dieta ocidentalizada de Ferro Cavalcante et al. (2013),que baseou-se no consumo alimentar da população brasileira obtido pela Pesquisa de Orçamento Familiar do ano 2002-2003 e nas recomendações de dietas para roedores do American Institute of Nutrition, preconizadas por meio

da AIN-93G (REEVES et al., 1993). Na formulação da dieta, foram utilizados ingredientes purificados para dietas experimentais do laboratório RHOSTER® (Rhoster, Araçoiaba da Serra, São Paulo, Brasil), dentre eles a sacarose, caseína, amido dextrinizado, mix de vitaminas e minerais para fase de crescimento e reprodução, DL-metionina, bitartarato de colina, BTH e celulose, e produtos alimentícios de supermercados locais regulamentados pela Vigilância Sanitária, como amido de milho MAIZENA® (Unilever Brasil Industrial LTDA, Garanhuns, Pernambuco, Brasil), farinha de trigo Sarandi® (Sarandi Alimentos, Maceió, Alagoas, Brasil), biscoito do tipo maisena Pilar® (M Dias Branco S/A Indústria e Comércio de Alimentos, Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, Brasil), goma guar, farinha de soja, manteiga com sal Betânia® (CBL Alimentos S/A, Rodovia do Contorno, Ceará, Brasil), banha de porco Sadia® (BRF S/A, Santa Catarina, Brasil), óleo de soja Liza® (Cargill agrícola S/A, Maringue, São Paulo, Brasil), glutamato monossódico Ajinomoto® (Ajinomoto do Brasil Indústria e Comercio de Alimentos LTDA, Limeira, São Paulo) e cloreto de sódio (sal de cozinha). Foi determinado que a dieta hiperlipídica tivesse 7% da sua composição de óleo vegetal semelhante a AIN-93G.

Os ingredientes secos foram misturados e peneirados três vezes, em seguida os ingredientes fontes de gorduras foram adicionados, realizando-se novamente a mistura e peneirando-se três vezes. À mistura final, foi adicionada água quente para obter uma massa sólida e homogênea. Após esta etapa, a massa foi cortada em pellets de formato retangular e secada a 70ºC por 48 horas em estufa de aquecimento e ventilação. O preparo da dieta foi realizado em temperatura ambiente de 24ºC no laboratório de técnica dietética da Universidade Federal de Pernambuco no Centro Acadêmico de Vitória de Santo Antão.

A dieta hiperlipídica ocidentalizada suplementada com ômega 3 foi elaborada utilizando os ingredientes bases da dieta hiperlipídica. Como fonte de ômega 3, foi utilizado um óleo comercial de linhaça LinoOil® (Cisbra, Panambi, Rio Grande do Sul), cuja determinação da composição de ácidos graxos já havia sido realizada por Pessanha (2011) sendo este produto analisado novamente para confecção das dietas pelo Laboratório de

Fitoquímicos e Processos da Central Análitica (LAFIP/CEAN) do Centro de Tecnologias e Estratégias do Nordeste (CETENE). Foi determinado que a dieta hiperlipídica com ômega 3 tivesse em sua composição além do óleo de linhaça o óleo de soja, alcançado em sua formulação 7% de óleo vegetal semelhante a AIN-93G a fim de não comprometer a oferta de ômega 6 e causar deficiência desse ácido graxo essencial. Inicialmente foi proposta uma formulação com 2,5% de óleo de linhaça e 4,5% de óleo de soja, entretanto após análise do perfil de ácidos graxos da dieta, observou-se que uma concentração de 3,5% de óleo de linhaça e mesma quantidade de óleo de soja fornecia as quantidades requeridas de ômega 6 na AIN-93G. O preparo desta dieta seguiu a mesma metodologia da dieta hiperlipídica.

5.2.2.2 Composição centesimal das dietas hiperlipídicas

A determinação da composição centesimal foi realizada em triplicata por meio dos métodos de determinação de umidade, proteína, lipídios e cinzas da Association of Official Analytical Chemists (AOAC, 1995). Os resultados foram expressos em g/100 g de dieta, de acordo com a média de três repetições da amostra. A fração de carboidratos foi determinada pela diferença dos valores encontrados para umidade, extrato etéreo, proteínas e cinzas em 100 g do produto, sem dissociação entre total de carboidratos e conteúdo de fibras (AOAC, 1995). A análise foi realizada no laboratório de Bromatologia da Universidade Federal de Pernambuco no Centro Acadêmico de Vitória de Santo Antão.

5.2.2.3 Perfil de ácidos graxos das dietas hiperlipídicas

A análise foi realizada no Laboratório de Fitoquímicos e Processos da Central Analítica (LAFIP/CEAN) do Centro de Tecnologias e Estratégias do Nordeste (CETENE). A preparação dos ésteres metílicos seguiu a metodologia da AOAC (1995). Após obtenção dos ésteres metílicos, o perfil de ácidos graxos foi determinado por cromatografia gasosa com detector de ionização de chamas (GC-FIC), contendo coluna capilar: DB- 5ms (dimensões 30m de comprimento x 250 µm de diâmetro x 0,25 µm). As condições de operação do cromatógrafo foram: fluxo da coluna de 1,00 mL/min; temperatura do detector de 300 °C; temperatura do injetor de 300 °C,

temperatura do forno de 150 °C por 4 minutos, 150 – 280 °C (4°C/min); o gás de arraste utilizado foi o hélio, sendo injetada uma alíquota de 1 μL das amostras no aparelho. A identificação dos ácidos graxos foi realizada pela comparação dos tempos de retenção dos picos da amostra com os tempos de retenção dos picos dos padrões. Os resultados obtidos foram em % de área.

A partir do processo de padronização das dietas hiperlipídicas foi elaborado um artigo científico para submissão à Revista de Nutrição qualis B2, intitulado: formulação de dieta hiperlipídica suplementada com ômega 3 e sua utilização em estudos experimentais sobre plasticidade fenotípica (apêndice).

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