• Aucun résultat trouvé

ETKF initialisation of a large scale ice-sheet model

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 49-52)

1.2 Some inverse problems in glaciology

1.2.6 ETKF initialisation of a large scale ice-sheet model

A medida da retração pode ser tomada de duas maneiras funda- mentalmente distintas: medindo-se a retração linear ou medindo-se a re- tração volumétrica. Ambos os métodos têm suas vantagens e desvanta- gens.

As medidas de retração plástica e de retração por secagem são ge- ralmente realizadas em prismas, como proposto pela ASTM C 157 (2016). Os corpos de prova prismáticos são moldados em fôrmas metáli- cas de alta rigidez, e postos em contato com transdutores de desloca- mento.

Para a medição da retração autógena nestes aparatos, é necessário que os mesmos estejam previamente preparados a fim de garantir as con- dições necessárias. Para idades mais avançadas de hidratação, estas me- dições podem ser realizadas no quadro de retração, sugerido pela ASTM C 157 (2016). Através destes procedimentos se faz a obtenção das leituras de retração linear livre das misturas de concreto.

Estes ensaios lineares foram desenvolvidos com o propósito de se avaliar a retração do material, independente de geometria ou restrição à que o corpo de prova está submetido. Para a realização do ensaio, por recomendação da norma ASTM C157 (2016), o ambiente de ensaio deve ser controlado sob temperatura de 23ºC e umidade relativa de 50% e, nor- malmente são medidos apenas os deslocamentos axiais, sendo recomen- dado também realizar o acompanhamento da face superior do prisma, a fim de realizar o acompanhamento de abatimento das amostras.

Além disso, o ensaio linear de retração restringida pode ser usado para a determinação da curva tensão-deformação e, consequentemente o módulo de elasticidade do concreto ensaiado, além de nos fornece a ten- são gerada pela retração do concreto, porém por ser ensaiado uniaxial- mente, o teste está propenso à erros e dificuldades inerentes aos ensaios de resistência uniaxial. (KOVLER, 1994)

Um exemplo deste ensaio, suas restrições, análise e detalhe do pro- cedimento de ensaio é apresentado por (KOVLER, 1994), onde é apre- sentado o equipamento de restrição ativa, onde é ensaiado um corpo de prova de 1,0(um) metro de comprimento com seção quadrada de 40 mm e, contendo um alargamento em suas extremidades onde se dá a restrição, conforme apresentado na Figura 21.

Figura 21 - Extremidade do corpo de prova de retração restringida linear.

Fonte: adaptado de Kovler (1994)

Uma das extremidades da amostra é mantida totalmente restringida enquanto a outra permanece livre para se movimentar horizontalmente. Essa extremidade livre está conectada à uma célula de carga e à transdu- tores de deslocamento, de modo que durante o tempo de ensaio seja pos- sível tomar as medidas de deformação da amostra e da carga gerada por essa deformação devido à restrição sofrida.

À medida que o corpo de prova contraía durante o ensaio, o mesmo era retornado a sua dimensão original através de um sistema de parafusos ligado a um motor que estava conectado à uma célula de carga, que traci- ona a extremidade livre do corpo-de-prova, até que retorne à posição ini- cial, registrando nesse momento o esforço necessário para executar essa atividade, que nada mais é que a tração induzida pela retração do con- creto.

Segundo o proposto por Kovler (1994), este procedimento era rea- lizado em dois corpos de prova de mesmas dimensões e geometrias, com a única diferença que uma das amostras permanecia sem restrições, po- dendo retrair livremente, de modo a ser aquisitado a retração livre linear e, assim completando o ensaio, onde segundo este procedimento, é possí- vel obter os valores de retração livre, retração restringida e da parcela de fluência do concreto amostrado, conforme apresentado na Figura 22.

Figura 22 - Curvas de retração e fluência obtidas através dos dados de ensaios de retração livre e restringida.

Fonte: adaptado de Kovler (1994)

Para a avaliação de misturas frente à retração restringida têm mos- trado grande variedade de ensaios, resultando assim em resultados expe- rimentais divergentes entre si, isso devido ao fato que cada pesquisador acaba por escolher a metodologia seguida e aquisição de dados que me- lhor atende seus objetivos. (TANESI; FIGUEIREDO, 1999)

Apesar disso, os ensaios de retração restringida podem ser dividi- dos basicamente em ensaios de anel, ensaios lineares e ensaios em placas. O ensaio de anel baseia-se na medida de tensões num anel metálico, pro- vocada pela retração do anel de concreto que o envolve. Neste caso é

assumido que a distribuição de tensão na seção do anel é linear e de mag- nitude igual ao esforço gerado pela contração do concreto. Desta forma é possível calcular a tensão de tração média medida do concreto através da deformação do anel metálico. (NUNES, 2006)

Já o ensaio em placas, possui a vantagem de possuir grande área de exposição, o que é benéfico principalmente quando se deseja mensurar a retração por secagem. Conforme apresentado por Kraai (1985) apud NUNES (2006), são moldadas duas placas de concreto de pequenas di- mensões, simulando um pavimento de concreto, para isso mantendo uma mesma relação área/volume. Estas placas são submetidas à idênticas con- dições ambientais (umidade relativa, temperatura e velocidade de vento), sendo restringia apenas nos perímetros das formas, através da fixação de telas em forma de “L”. No fim do experimento são medidos o compri- mento e a abertura de fissura em cada placa. Como este ensaio tende a reproduzir uma estrutura em escala, deve-se tomar cuidado com a com- patibilidade dimensional entre os constituintes das misturas e as dimen- sões de placas escolhidas.

A medida volumétrica da retração autógena é realizada geralmente através de balões de borracha suficientemente resistentes preenchidos com pasta de cimento fresca e imersos em meio líquido. A partir daí a medida de retração autógena é feita pela variação de nível do líquido onde o balão está imerso.

SANT ; LURA & WEISS (2006) compararam diferentes tipos de ensaios de retração e atentam para a interpretação criteriosa dos dados obtidos através do método ASTM C 157 (2016) quando aplicado em mis- turas de baixa relação A/C. Isso porque uma análise pouco cuidadosa dos dados diminui a precisão das leituras obtidas, gerando uma falsa indica- ção no início da retração.

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 49-52)