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M´ ethodes exploratoires

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6.2 Les m´ ethodes de correction des contours

6.2.3 M´ ethodes exploratoires

A motivação é um dos temas mais complexos e valorizados da psicologia, sobretudo para as teorias de ensino e aprendizagem. De acordo com Bock et al (1999) o estudo da motivação baseia-se em três variáveis: ambiente, forças internas do individuo e objeto. Pode-se dizer que “ (…) a motivação é um processo que relaciona necessidade, ambiente e objeto, e que predispõe o organismo para a ação em busca da satisfação da necessidade” (1999, p.120).

A motivação na aprendizagem pode ser compreendida, como uma vontade em aprender, exercida livremente pelo aluno. “ (…) a criança não trabalha espontaneamente senão quando um interêsse ou uma necessidade a leva a isso: é necessário, portanto, motivar cuidadosamente o trabalho escolar” (Aguayo, 1963, p. 19). Pode-se dizer que sem motivação não existe ação e sem ação não existe

aprendizagem, ou seja, sem uma vontade de aprender desencadeada livremente pelo aluno, não existe aprendizagem. "O pensamento propriamente dito é gerado pela motivação, isto é, por nossos desejos e necessidades, nossos interesses e emoções" (Vygotsky, 1993, p.129). Blumenfeld et al (1991), citado por Abrantes (1994, p.95) considera que a motivação está intrinsecamente ligada às questões do pensamento e da aprendizagem e, por isso, não devia ser estudada isoladamente, em virtude, do trabalho do professor exigir a “integração destas duas áreas de estudo”. De acordo com os autores, o ensino por projetos tem sido considerado por muitos especialistas, como uma teoria de aprendizagem que relaciona motivação e pensamento, “ (…) a ideia dos projetos está ligada à procura de respostas que atendam às relações críticas entre motivação e pensamento” (Abrantes, 1994, p.95). O tempo prolongado de um projeto, a complexidade das tarefas e a relação entre os diversos saberes curriculares exigem um elevado grau de envolvimento por parte dos alunos. Henry (1989), citado por Abrantes (1994, p.95) considera que as metodologias de ensino que privilegiam aprendizagens concretas baseadas na experiência dos alunos são concebidas “para promover indivíduos motivados, positivos, adaptáveis e capazes de melhorar as situações e de comunicar”.

Na aprendizagem consideram-se dois tipos de motivação: Intrínseca e Extrínseca (Abrantes, 1994; Burochovitch & Bzuneck, 2004). “Se o aluno vê a aprendizagem como um fim e trabalha para aprender e para realizar uma determinada tarefa, então a motivação é intrínseca” (Abrantes, 1994, p.96). A motivação intrínseca “refere-se à escolha e realização de determinada atividade por sua própria causa, por esta ser interessante, atraente ou, de alguma forma, geradora de satisfação” (Burochovitch & Bzuneck, 2004, p.37). A motivação intrínseca é uma competência inata ao individuo, no entanto, do pode ser estimulada e desenvolvida pelo professor através de um acompanhamento mais próximo e individual aos alunos. Apesar destes possuírem uma identidade própria, sustentada por valores, experiências, necessidades conhecimentos ou desejos que trazem para o interior da escola, o meio de aprendizagem também é um fator suscetível de influenciar a motivação e consequentemente as suas aprendizagens, isto é, a própria

sala de aula, contribui e influência o envolvimento dos alunos em todo o processo de aprendizagem (Burochovitch & Bzuneck, 2004).

Enquanto a motivação intrínseca é uma resposta essencialmente de dentro para fora que pode ser estimulada e desenvolvida pelo ambiente, a motivação extrínseca é definida como uma resposta a um estímulo exterior, isto é, o aluno não se envolve na aprendizagem pela tarefa ou atividade em si mesma mas por interesses ou recompensas externas à própria aprendizagem, como por exemplo: reconhecimento, benefícios materiais ou sociais, classificações ou simplesmente para passar de ano (Abrantes, 1994; Burochovitch & Bzuneck, 2004).

Segundo Huertas (2001) a motivação, a nível psicológico, pode ser reforçada apelando a componentes afetivos e emocionais. As caraterísticas diferenciadas de cada indivíduo apelam, assim, a diferentes tipos de motivação para um mesmo assunto. Cada pessoa possui objetivos próprios a atingir. No entanto, o professor, enquanto mediador das aprendizagens, deve fornecer as estratégias e recursos necessários para que o aluno queira aprender, ou seja, o docente deve propiciar os estímulos necessários para que o aluno se sinta motivado a aprender. De acordo com Abrantes (1994, p.96) “alunos motivados para aprender demonstram maiores níveis de envolvimento nas atividades escolares e utilizam mais estratégias cognitivas e metacognitivas (…)”. A educação escolar deve considerar as tarefas que solicita e os ambientes de aprendizagem que proporciona. Para Blumenfeld et al (1991), citado por Abrantes (1994, p.97) “são as actividades aquilo que liga a motivação, a cognição, o ensino e a aprendizagem (…) ”. Se o professor desenvolve sucessivamente ações de baixo índice cognitivo e os alunos não forem estimulados a participar ativamente no processo de aprendizagem, através da formulação e resolução de questões e problemas e também incentivados a produzir artefactos; naturalmente os alunos terão maiores dificuldades em assimilar e compreender as matérias e consequentemente em manter elevados índices de motivação para a aprendizagem e para a escola. Para Brown, Collins e Duguid (1989), citados por Abrantes (1994, p.97), o conhecimento desenvolve-se e resulta em aprendizagens concretas quando a ênfase

é dada no “produto da actividade”, no “contexto” e na “cultura” onde se desenrola a ação.

“Uma perspectiva integradora da motivação e aprendizagem tem levado a um novo interesse pelos projectos. A aprendizagem baseada em projectos é uma perspectiva compreensiva focada no ensino através do envolvimento dos alunos na investigação. Neste quadro os alunos procuram soluções para problemas não triviais, formulando e redefinindo questões, debatendo ideias (…), recolhendo e analisando dados, tirando conclusões, comunicando as suas ideias resultados aos outros (…), e criando artefactos” (Blumenfeld et al, 1991, citado por Abrantes, 1994, p.97).

O ensino por ou pelo projeto, sendo capaz de interligar motivação e aprendizagem e desenvolver-se num ambiente experiencial onde os alunos são instigados a investigar, refletir, questionar, resolver e propor problemas, criar artefactos e relacionar saberes de acordo com a experiência e a realidade envolvente; deve ser, por isso, considerado como uma perspetiva de ensino capaz de envolver os alunos a aprender mais significativamente e a gostar de aprender sem recorrer a fatores motivacionais extrínsecos.

Atualmente a preocupação da educação prende-se, entre outras coisas, pela criação de soluções e estratégias que motivem os alunos para aprender. Sem dúvida uma tarefa complexa, para a qual não existe uma solução única e universal. Cada aluno possui características próprias inerentes à sua personalidade e ao meio onde se movimenta e cresce, logo é necessário um conhecimento prévio e individual para se poder definir o que se considera motivador em cada caso específico. Contudo, o meio e, consequentemente, o professor desempenham um papel importante em todo este processo. Tal como refere Drew: “Julgamos haver uma outra forma de interpretar a motivação (…) que, em parte, se relaciona com uma variável até agora nunca posta em evidência: o meio ambiente” (1989, p. 10). As atitudes do professor em contextos de aprendizagem estão intrinsecamente relacionadas com o nível motivacional de seus alunos. O professor deve, por isso, procurar exacerbar nos alunos a motivação inata através: da realização de

atividades desafiadoras e de descoberta com objetivos claramente definidos; da adequação das tarefas à experiência e ao contexto; da importância das atividades programadas; da promoção da autonomia; da valorização individual do trabalho e dos interesses (Bock et al,1999, p.122).

Não se pretende, de modo algum, com esta descrição elaborar atitudes universais de conduta a seguir pelos professores, apenas orientações que podem ser seguidas e adaptadas em função da realidade de modo a estimular e desenvolver a motivação dos alunos para a aprendizagem.

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