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Autour de la m´ ethode des ≪ moindres carr´ es ≫

Dans le document Algorithmique Num´ erique (Page 61-70)

Interpolation, approximation, mod´ elisation

4.4. Autour de la m´ ethode des ≪ moindres carr´ es ≫

Após uma visão geral do desempenho instrumental e da validação do processo de adaptação e preparação para a performance, conseguimos sublinhar a possibilidade de se tocar trompete usando o aparelho ortodôntico fixo por parte do autor deste trabalho. Ao observar, sem juízo de valor, que mesmo diante de todas as dificuldades impostas por essa conjuntura, conseguimos preparar um recital de,

aproximadamente, 1 hora de duração, com obras de grande importância no universo do trompete. Assim, prosseguimos para o aprofundamento desta avaliação através da análise específica dos requisitos técnicos em situação de performance.

Esse aporte direcionado a cada aspecto da técnica do trompete é um dos pontos principais dos estudos feitos anteriormente. Todos esses aspectos têm relação direta com o funcionamento da embocadura e, neste caso, com o posicionamento dos mecanismos constituintes do aparelho fixo. Nessa direção, os comentários externos dos seis avaliadores, podem servir de suporte tanto para o futuro condicionamento deste performer, como para o entendimento de outras situações semelhantes em seus respectivos contextos.

O primeiro aspecto avaliado foi a sonoridade, para este requisito é necessário sublinhar que a avaliação foi feita por meio de gravações que, neste caso, não foram realizadas de maneira profissional. Isso nos leva à primeira dificuldade de julgar este aspecto, no qual obtivemos um amplo diagnóstico de respostas. Para os avaliadores trompetistas, houve falta de harmônicos e nuances no timbre do som, principalmente no trompete Piccolo. Os problemas relacionados à definição do som, foram afirmados até mesmo como uma possível falta de intimidade com o instrumento. Entretanto, em comentário, um dos avaliadores ressaltou a variação mesmo que involuntária de timbre, o que, neste caso, não corresponde à ausência de variação timbrística (cores de som) expressa por outrem. Por parte dos avaliadores de metais distintos, relatos de inconsistência e desconcentração são cogitados por um lado, ao passo que do outro é assinalado um som agradável atendendo o padrão estilístico de ambas as obras.

De fato, discutir timbre sonoro através de uma gravação não profissional é tarefa pouco precisa, mas por afinidade de respostas é possível observarmos que a questão da desestabilidade do som foi mais notada em relação a esse requisito durante a performance avaliada. Nos comentários analisados, também analisa-se a grande melhora entre o primeiro excerto e o segundo que fazem parte da mesma obra. Em se tratando de um recital, no qual foram utilizados quatro trompetes diferentes, um para cada obra, podemos considerar a necessidade de adaptação momentânea também como ponto chave, principalmente se cada instrumento possuir bocais de tamanhos diferentes. Nessa perspectiva, a embocadura deve adaptar-se em relação à posição do bocal em contado com lábios e braquetes do aparelho.

com algumas referências de deficiência em pontos específicos. Como, por exemplo, em se tratando do centro das notas (soando baixo em relação ao piano) ou em pequenos deslizes, mas sempre reiterando uma notada melhora entre o primeiro movimento do Concerto em Ré, de Torelli, e os demais excertos. Em um momento da avaliação, foi cogitada a possibilidade de o instrumentista não estar devidamente aquecido, o que nos retorna ao ponto de adaptação no instrumento, já que havia sido tocado um concerto no trompete em Dó. De modo geral, a afinação foi considerada entre razoável e boa.

O aspecto avaliado em seguida foi a articulação, um dos pontos mais prejudicados em relação à sincronização entre a impostação da coluna de ar, e da resposta de vibração dos lábios. Atrelada à emissão do som, a articulação está diretamente vinculada à eficiência da produção de vibração no exato momento em que se é demandada. Nesse sentido, foram feitas observações circunstanciais sobre este aspecto, assinalando desequilíbrio entre a forma com que a língua era utilizada no início das notas e a quantidade de ar para sustentá-las, problemas de emissão e fluxo de ar e/ou definição da articulação, bem como a inconsistência na relação ritmo/precisão de alguns trechos. Vale ressaltar que essa avaliação envolveu uma análise direcionada a pontos específicos da performance, o que não significa a generalização das críticas apresentadas.

Sobre o parâmetro da resistência, outro aspecto que no início do tratamento foi seriamente atingido pelo uso do aparelho ortodôntico fixo, obtivemos resultados favoráveis. Atingindo a tessitura do instrumento sem maiores dificuldades no momento da performance, a resistência foi descrita como boa e eficaz, no entanto, aportes ainda foram assinalados pelos avaliadores como forma de averiguarmos possíveis problemas, tais como: a possível relação não com falta de resistência, mas com o mal aproveitamento do som. Em outro relato, um dos avaliadores indaga se, no início do primeiro excerto, o instrumentista estaria frio/desaquecido.

No tópico relativo às nuances, os avaliadores lançaram observações em diversos âmbitos e, de certa forma, em diferentes perspectivas de interpretação. Em algumas colocações foram consideradas as poucas variações de dinâmicas e cores, ou pouco fraseado, houve avaliador que considerou como “boas” as nuances e outro que as considerou ruim. Obtivemos, mais uma vez, a premissa de que talvez o fato de estar frio no início da performance ou a dificuldade técnica da obra tenha atrapalhado a expressão do intérprete, podendo estar relacionada também com a

resistência ou falta de estilo. Todavia, foram perceptíveis a presença de nuances durante a performance, segundo os avaliadores.

O último tópico dos comentários de avaliação foi destinado às considerações gerais a respeito do desempenho técnico-interpretativo do instrumentista em questão. Nessa etapa do estudo, os avaliadores saberiam que se trata de um trompetista que utilizava aparelho ortodôntico fixo, podendo ainda expressar suas opiniões a respeito dessa nova informação.

Desse modo, foi assinalado que, apesar de apresentar algumas deficiências nos quesitos de sonoridade e articulação, o instrumentista demonstrou boa afinação e resistência de execução, caracterizando uma performance satisfatória segundo os avaliadores. Logicamente, tratando-se de um instrumentista universitário (estudante), por vezes, faltaram-lhe maior capacidade de demonstrar seu conhecimento estilístico das obras propostas em performance, ainda que podendo estar perante os pareceres localizado em uma categoria de domínio instrumental entre os níveis intermediário e avançado.

Nesse sentido, é importante apresentar um relato no qual é dito, essencialmente, que os fundamentos estão consolidados e que em nenhuma das obras vistas foram identificadas dificuldades relacionadas ao uso do aparelho ortodôntico. Por mais de uma vez, foi considerado pelos avaliadores que os problemas obtidos na performance avaliada, são suscetíveis e apresentáveis em qualquer outro caso de apresentação pública, ainda que o trompetista não esteja em tratamento ortodôntico semelhante.

Premissas como essa reforçam a eminência de evolução por parte do instrumentista observado, mediante os problemas encontrados e os resultados atingidos durante os três anos de estudos sob tratamento ortodôntico, esse processo analítico e avaliativo compreendeu a situação real de performance sob o fenômeno estudado e trouxe também observações externas de uma experiência vivenciada pelo autor dessa dissertação.

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