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Este estudo teve como objetivo saber se a prática de uma arte marcial, como o Jinha Kenpo, influencia o desenvolvimento de uma criança hiperativa. Quer seja positivamente ou negativamente, a prática de uma arte marcial implica sempre uma alteração de atitude perante o outro e o próprio. Toda filosofia que envolve as artes milenares de combate tem em vista o desenvolvimento do corpo e mente do indivíduo, mas será uma mais-valia quando estamos a lidar com crianças hiperativas?

Mas devemos ter em conta que este trabalho apresenta limitações que não permitem tornar estes resultados viáveis, mas deixa no ar uma ideia inovadora e com potencialidades para vir a ser trabalhada com maior precisão.

Podemos encontrar várias lacunas ou limitações neste estudo, e talvez a principal seja o facto de não ter sido possível ter acesso a crianças com um diagnóstico de hiperatividade validado por um profissional.

Sabemos que o diagnóstico da hiperatividade apresenta inúmeras dificuldades, uma vez que não existe um modelo que preencha todos requisitos, ou seja, a hiperatividade tem um campo muito abrangente de sintomas e manifestações que torna difícil, para os especialistas chegarem a uma conclusão acerca de como deve ser feito um diagnóstico de uma criança hiperativa. E, por sua vez, o tipo de tratamento também não pode ser estandardizado, uma vez que uma criança hiperativa pode responder bem a determinado tipo de intervenção, mas outra pode não responder da mesma forma que a primeira.

Logo isto, levou-nos na procurar de instrumentos capazes de fazer o despiste da hiperatividade, com o objetivo de certificarmos que nos encontramos a trabalhar com crianças que apresentam traços hiperativos. Este instrumento teria de ser capaz de dar uma informação suficientemente coerente e minimamente fiável. Assim, recorremos à Escala da Atividade da Criança de Werry, Weiss e Peters (Werry, 1980), que apresenta as características já mencionadas.

unicamente, os resultados encontrados na subescala C, isto porque é a subescala que avalia a hiperatividade. Uma vez que a Escala de Conners possui uma versão para os pais e outra para os professores, a escala para os professores foi preenchida também pelo Mestre Jinha, mestre de Kenpo das crianças.

A escala foi realizada para o ambiente escolar, logo existem componentes desportivas que podem ser esquecidas ou ignoradas devido a não utilizarmos uma escala ou instrumento que “toque” todas as dimensões da intervenção que a actividade física, neste caso o Jinha Kenpo, pode ter na vida de cada uma das crianças.

As três crianças, de acordo com a análise da subescala C da Escala de Conners, apresentavam traços hiperativos. Em última análise podemos concluir que apenas uma das crianças poderia ser considerada hiperativa e, mesmo assim, só podemos considerar este dado válido quando focamos a nossa atenção no segundo momento, porque no primeiro momento encontrávamos uma criança com traços hiperativos.

Existe a necessidade de um instrumento mais preciso ou de vários instrumentos que avaliem as várias dimensões da hiperatividade/TDAH, para permitir uma informação precisa acerca dos níveis de hiperatividade e da influência que o treino do Jinha Kenpo tem na criança.

Visto não existir outro instrumento realizou-se uma análise quantitativa da subescala C (hiperatividade) da Escala de Conners para pais e professores, onde o mestre de Jinha Kenpo preencheu a Escala de Conners para Professores, apesar de ser uma escala para o ambiente escolar e não para o desportivo, como já foi referido.

Para conseguirmos aproximar-nos, mais da criança e de como a criança se relaciona com o meio, recorremos à análise de desenhos, com base nas ideias de duas autoras, Dinah Campos (2002) e Nicole Bédard (1998), para tentarmos evitar uma possível incompatibilidade nas interpretações realizadas por vários autores. A escolha destas duas autoras verificou-se devido a completarem-se uma à outra, do nosso ponto de vista. A informação que uma das autoras não refere, foi mencionada pela outra autora.

Finalmente, um outro instrumento foi utilizado para conseguirmos perceber a forma como a criança lidada com a realidade. Este instrumento foi um teste projetivo, o Rorschach. É uma prova projetiva, de ampla utilização, que permite examinar as modalidades do funcionamento do sujeito, numa perspetiva de adaptação à realidade. Assim, com esta prova projetiva podemos ter acesso a informações sobre a criança que ela dificilmente nos iria fornecer.

No início do estudo, aplicou-se o Rorschach à criança, obtendo uma informação que iria ajudar a compreender melhor a forma como a criança se relaciona com o meio. O ideal seria aplicar novamente o Rorschach no final do estudo, mas optamos por não o fazer uma vez que a duração deste trabalho foi apenas de cinco meses. Logo, as diferenças que poderíamos encontrar seriam mínimas, assim não se justificava uma nova aplicação do teste projetivo. Num trabalho mais prolongado devemos ter em conta que a aplicação do teste projetivo no início e no final do estudo, traz informações adicionais que podem ajudar a perceber a de que forma é que a criança foi influenciada na sua adaptação à realidade que está inserida.

Neste estudo podemos encontrar pequenas limitação, nenhuma das crianças estava a treinar há menos de um ano, logo, já estavam, de alguma forma mudadas pelos treinos de Jinha Kenpo. É de referir também que o tempo que decorreu de uma avaliação para outra foi muito curta, cinco meses entre cada uma das avaliações pode não ser o suficiente para se encontrar mudanças significativas. Mesmo assim, neste estudo, as mudanças encontradas na subescala C da Escala de Conners apontam para benefícios retirados da prática de Jinha Kenpo. O tempo disponível para o estudo é devido aos prazos académicos e, também, ao facto dos treinos de Jinha Kenpo irem terminar.

Uma das principais razões que levou o estudo a prosseguir o seu caminho foi o facto de quando entramos em contacto com as crianças para desenvolver o nosso estudo, tinham todas recebido um novo cinto há menos de uma semana, ou seja, passaram a ter uma graduação mais elevada dentro do dojo.

Este acontecimento pode levar a uma mudança de comportamento nas crianças, uma vez que ao subirem de graduação terão de se comportar de acordo com essa

rigor. Logo, esta graduação poderia refletir-se nos resultados encontrados nos diversos instrumentos, mas não foi dado ênfase a este acontecimento uma vez que é apenas uma das componentes da prática da arte marcial e de qualquer atividade desportiva. À medida que o indivíduo adquire a destreza física e mental adequadas vai “subindo” na hierarquia existente na modalidade.

Todo este trabalho foi realizado com a convicção que uma criança que pratica uma arte marcial é beneficiada, graças a uma filosofia de vida que visa o desenvolvimento do indivíduo quer mentalmente quer fisicamente.

Existe a possibilidade de recriar este estudo e pensamos ser necessário ter em conta os aspetos já referidos e outros.

Assim, e ao observarmos as limitações deste trabalho, propomos que o novo estudo seja realizado tendo em conta crianças com diagnósticos de hiperatividade inequívocos, recorrendo a uma segunda apreciação profissional se existirem dúvidas no diagnóstico proposto.

O ideal seria que a criança em questão nunca tivesse praticado nenhuma arte marcial, para as possíveis alterações de comportamento que possam ocorrer sejam por influência direta do Kenpo, ou seja, o ideal seria encontrar uma criança hiperativa em início de treinos.

Igualmente, deveriam ser agendadas avaliações, que de veriam acontecer aproximadamente de seis em seis meses, de acordo com a duração prevista do estudo. Esta duração deverá ser no mínimo de um ano, pois com um ano de prática marcial já deverá ser possível encontrar resultados significativos. Mas quanto mais tempo durar o estudo de terreno mais informação se irá adquirir possibilitando uma conclusão rica e fiável.

Tendo em conta tudo o que foi mencionado deverá ser possível chegar a resultados credíveis num novo estudo que consiga preencher todos os requisitos mencionados. Existindo a possibilidade de transformar esses resultados em algo que favoreça as crianças hiperativas.

Neste estudo temos três casos estudados, dois onde os valores encontrados no segundo momento encontram-se significativamente inferiores aos encontrados no primeiro momento. O terceiro caso apresentou uma subida significativa dos valores da subescala C no segundo momento.

Logo, no caso do Pedro Santos, a Escala de Conners realizada pelos pais, professora e mestre de Kenpo apresentaram valores um pouco mais elevados na segunda aplicação, onde encontramos, os níveis de hiperatividade todos acima da linha de corte, o percentil 70.

Analisando o caso do Pedro encontramos indícios que poderiam ser a condição necessária para os valores encontrados. Desde já podemos dizer que o Pedro apresentou-se sempre muito agitado, mesmo nervoso, procurando sempre estar a par e passo com o que se passava.

Durante as conversas que tivemos com ele podemos verificar a instabilidade do seu comportamento, em segundos passava de uma criança calma para uma criança nervosa, que não era capaz de estar quieta no seu lugar. Por vezes parecia não estar confortável na cadeira e procura ajeitar-se melhor, executando para isso enumeras manobras como que a procurar a melhor posição.

Ao olharmos para os dois momentos do Pedro, podemos constatar que no segundo momento ele estava bastante mais irrequieto, nervoso. O seu comportamento no espaço da “entrevista” era caótico, tanto estava de pé como sentado, e mesmo sentado estava constantemente a mudar de posição ou a brincar com a cadeira. Mesmo durante as tarefas propostas a sua atividade motora não diminuía.

Mas devemos, igualmente, referir a fala do Pedro, uma vez que a diferença também foi notória. Em ambos os momentos perguntava tudo numa tentativa de colmatar toda a curiosidade que sentia, mas no primeiro momento existiam momentos de silêncio coisa que no segundo momento não existia, chegou mesmo a exigir que jogássemos um jogo antes de começar a fazer os desenhos.

Nos desenhos que o Pedro realizou nos dois momentos a diferença não foi muita, por exemplo, no desenho livre manteve o tema, mas no segundo momento o desenho foi mais elaborado, com mais pormenores. No primeiro desenho livre encontrávamos uma casa e um sol, no segundo momento tínhamos a casa e o sol e tínhamos também uma árvore, relva, nuvens e uma outra coisa que ele afirmou ser uma fonte. Ele desenhou como se houvesse algo mais para dizer.

No autorretrato o Pedro desenhou sempre a cabeça, o corpo parecia não ter importância, mas teve o cuidado de no primeiro momento perguntar se deveria desenhar a cabeça ou o corpo todo, mas deixamos isso ao seu critério.

O desenho da família foi o desenho menos investido pelo Pedro, em qualquer dos momentos. Os desenhos são quase cópia um do outro, o mesmo número de elementos (pai, mãe e filho), a mesma disposição espacial, os mesmos pormenores, era como se o tema não fosse do seu interesse.

Ao analisarmos os seus desenhos podemos ver que o Pedro manteve a sua necessidade de afirmação, e o seu desejo de ser aceite pelos outros levou-o a adaptar às situações do dia-a-dia. Esta adaptação pode ser devido a não ser aceite pelos outros, devido ao seu temperamento e à sua conduta. Logo, se não é aceite procura colmatar isso com uma boa capacidade de adaptação. Mas esta situação pode vir do facto de o Pedro enfrentar o mundo imaturamente.

Tendo em conta o Rorschach do Pedro (coartado) podemos verificar que existe algo que o perturba, podemos afirmar, de acordo com a informação recolhida na anamnese, que o facto de existir um irmão mais velho toxicodependente leva o Pedro a estar mais irrequieto, especialmente nas alturas que o irmão se encontra em casa. Uma vez que partilham o mesmo quarto o espaço pessoal do Pedro é “invadido”, levando a que ele reaja esta “invasão”. Mas temos que referir que no geral o Pedro possui um bom protocolo, ou seja, não apresenta nenhum problema específico.

A nível das artes marciais, o Pedro afirma que são “um espetáculo”, foi uma vez ver o treino e depois não quis outra coisa, mas agora não gosta muito. Referindo- se ao segundo momento, comenta que o mestre o tinha castigado, porque tinha-se

portado mal durante o treino. Em virtude desse comportamento, não poderia participar num estágio que iria decorrer no fim-de-semana. A primeira reação dele a esta situação foi dizer que não queria ir ao estágio, numa tentativa de se defender, em suma, adaptou-se.

Como podemos ver, as circunstâncias em que se encontra o Pedro podem não ter facilitado a descida dos níveis de hiperatividade, mas não podemos afirmar que a prática de uma arte marcial tenha influenciado para a subida dos níveis.

Os outros dois casos, apesar de distintos, apresentaram uma descida dos níveis de hiperatividade. Tanto no caso do Bernardo como no do Jorge, encontramos valores na subescala C (hiperatividade) significativamente mais baixos no segundo momento. Mas devemos referir que em ambos os casos verificou-se uma subida significativa do valor encontrado na subescala C da Escala de Conners para Pais, enquanto na Escala de Conners para Professores, realizada pelos professores e pelo mestre, os níveis desceram, como já foi referido.

Focando essencialmente o que demonstrou o Bernardo durante as entrevistas podemos afirmar que se trata de uma criança tímida ou introvertida, em qualquer uma das nossas conversas o Bernardo mantinha-se calado perguntando só o essencial, estava muitas vezes distraído com outras coisas, mas quando era solicitado verificávamos que estava atento ao que se lhe dizia.

Já o Jorge não parava de falar. Durante as conversas com ele estava sempre a falar mesmo quando estava a fazer os desenhos, ia falando do que estava a desenhar e por vezes de coisas que nada tinham a ver com o desenho, mostrou-se uma criança muito aberta e com vontade de expressar-se.

Encontramos esta vontade de se expressar nos desenhos que realizou, apesar dos desenhos do primeiro momento serem menos elaborados que os do segundo momento. O desenho livre do Jorge foi sobre o avô e o seu cão, que no primeiro momento foi um desenho simples e rápido, com pormenores mas sem grande investimento no desenho. Já no segundo momento, o investimento foi deveras

Jorge. “Deu” ao avô uma rede, que segundo o Jorge era para quando o avô ia pescar com ele, e desenhou também um sol radioso e sorridente. Tudo desenhado com cuidado e preocupação em ficar bem.

No primeiro autorretrato encontramos apenas o desenho do Jorge da cintura para cima, com uma aparência frágil. No segundo encontramos um Jorge forte e robusto, grande e “completo”, pois desenha o corpo todo.

O desenho da família passa de quatro elementos para três no segundo momento, mas o nível de investimento no segundo momento é maior. Se olharmos para os dois desenhos percebemos que o primeiro desenho foi feito com alguma rapidez e sem preocupação pelo pormenor, enquanto, no segundo vemos um desenho cuidado e pormenorizado. O Jorge teve mesmo o cuidado de colocar uma flor no vestido da filha para enfeitar, afirmou o Jorge, e comentou também que eles eram todos azuis porque era uma família de monstros do planeta azul, mas eram monstros bons.

Estes desenhos analisados mostraram-nos um Jorge com vontade de se afirmar intelectualmente, mas os desenhos mostram também uma criança que procura defender-se tanto do seu mundo interno como do seu mundo externo, talvez seja daqui que vem a impulsividade característica do Jorge, mas encontramos uma pequena mudança no segundo momento. O Jorge, para além da sua vontade de se afirmar e a sua necessidade de se defender do seu mundo, procurou adaptar-se ao meio que o envolve, talvez esta adaptação tenha permitido que os níveis de hiperatividade descessem.

Os desenhos do Bernardo são bastante idênticos entre si, sem contar com o desenho livre, que foi para ele o mais difícil de fazer. Ele dizia que não sabia o que fazer e que não fazia o desenho se não lhe disséssemos o que deveria desenhar, apesar desta dificuldade apresenta um primeiro desenho livre bastante elaborado, montes verdes, uma casa, uma árvore, um sol grande e radioso, e para finalizar uma flor. No segundo desenho livre começou por copiar um desenho que trazia com ele, mas mal começou a ter dificuldade na cópia desistiu e disse que estava bem assim.

O autorretrato e o desenho da família estão idênticos ao nível da elaboração, ambos os desenhos foram mais investidos no segundo momento, onde vemos um autorretrato mais alegre e com preocupação de não faltar nada, assim como no desenho da família que é todo mais alegre, as figuras são maiores com que a mostrar a importância que para ele a família têm.

Após uma análise cuidada dos desenhos encontramos exatamente o que constatamos nas conversas com ele, encontramos uma criança “fechada” no seu mundo, egocêntrica, numa tentativa de se defender da pressão que o meio exerce sobre ele, isto tudo resulta numa insegurança no contacto social. Começa a adaptar- se ao meio, mas não enfrenta os seus problemas, prefere contorna-los, talvez devido ao medo de relação com o outro, ou seja, a sua insegurança mantêm-se.

São duas crianças bastante diferentes, logo, os seus protocolos teriam de ser igualmente diferentes. Vamos encontrar no protocolo do Rorschach do Bernardo uma criança introvertida e fechada no seu mundo, talvez devido ao facto de não ter a presença do pai. A mãe separou-se do pai do Bernardo quando ele tinha quatro anos de idade. A mãe afirma que ele superou bem a separação e continua a ver o pai regularmente, mas não é uma presença constante. Talvez este facto explique a introversão do Bernardo, uma vez que a maior parte dos colegas tem o pai e mãe sempre com eles, e isso pode levá-lo a sentir-se inferior aos outros; o Jorge, uma criança que exterioriza as suas emoções, apresenta no seu protocolo de Rorschach um resultado de coartada. “O que me custa mais fazer é comer e dormir.” - afirma o Jorge, e a mãe também comentou o mesmo facto, dizendo que tem muita dificuldade na alimentação do Jorge uma vez que ele se recusa a comer já desde muito bebé. “Era um martírio dar-lhe de comer quando era bebé, e agora não é diferente. Por vezes recusasse mesmo a comer” comenta a mãe. Como podemos ver o verdadeiro impedimento do Jorge está na alimentação, e segundo ele também no dormir, pois tem medo de não acordar.

Apesar disto, tanto o Bernardo como o Jorge apresentam resultados bons, no protocolo de Rorschach, sem referência a nenhuma patologia específica.

Quando focamos a nossa atenção para o Kenpo verificamos que as duas crianças têm um gosto idêntico pela arte. O Bernardo não se lembra de alguma vez ter tido um castigo por não respeitar as regras, já o Jorge esteve para desistir porque estava sempre de castigo. Mas acabou por continuar a treinar porque a mãe não permitiu que ele desistisse. Ambos gostam muito de treinar e o Bernardo comentou o facto de o Mestre ser justo para com os colegas. Defendendo que era necessário cumprir as regras, e quem não as cumprisse tinha que ser castigado, porque senão toda a gente fazia o que queria, e isso não podia ser, segundo o Bernardo.

Com toda esta informação podemos ver que existe um suporte para estas duas crianças, quer por parte da família, quer delas próprias para conseguirem conquistar o que procuram.

Conclusão

Tendo em conta as limitações encontradas neste trabalho e, de acordo com a análise da subescala C (hiperatividade) da Escala de Conners para Professores e para Pais, podemos afirmar que a prática de uma arte marcial possibilita, uma descida significativa dos níveis de hiperatividade.

No caso do Bernardo e do Jorge, através da análise da subescala C (hiperatividade) da Escala de Conners, podemos constatar que os níveis de hiperatividade desceram, talvez as circunstâncias em que se encontravam tenham permitido essa descida. Ou seja, o facto de terem famílias que os apoiavam e de se preocuparem em adaptar-se à realidade onde estão inseridos pode ter contribuído para que as premissas que o Jinha kenpo defende (caracter; sensibilidade; esforço;