3. Application pour l’estimation de volumes et l’interrogation de capteurs passifs
3.3. Estimation du volume de cibles canoniques
3.3.1. Estimation d’une variation de volume d’une sphère métallique
Esta secção constitui uma análise descritiva das entrevistas. Apresentam-se de uma forma ordenada e compreensível os resultados que possibilitaram uma análise descritiva das mesmas.
Refere-se o facto dos entrevistados, quando foram contactados para colaborarem nesta investigação, terem tido conhecimento dos objetivos desta investigação e assegurada a confidencialidade e anonimato da mesma. Deste modo, a referência dos empreendimentos é feita através de letras e números, ficando este facto a dever-se à confidencialidade garantida na solicitação das entrevistas.
Os entrevistados que participaram nesta investigação estão referenciados do seguinte modo: L4; L2; R1 e R2, correspondendo a: 1 Hotel de quatro estrelas, 1 Hotel de duas estrelas e 2 Residenciais, respetivamente.
O resultado das entrevistas que apresentamos tiveram como base um guião semi- estruturado, previamente elaborado. Foi utilizado para tal uma gravação das entrevistas através de um dispositivo móvel e o tratamento das quatro entrevistas efetuadas, implicou a sua transcrição para formalidades escritas.
As atitudes e os comportamentos dos entrevistados superaram as expectativas. Cada um com a sua personalidade e com uma experiência profissional, foram uma mais valia para este trabalho. Valoriza-se assim, todo o processo de comunicação e interação humana.
A utilização das entrevistas nesta investigação, como instrumento de colheita de dados, revelou-se um meio para alcançar os objetivos traçados, traduzindo-se numa articulação multimetódica aprofundada, dada a qualidade do conhecimento produzido.
Tal como já foi referido, as entrevistas envolveram quatro empreendimentos turísticos. Posto isto, passamos a explicar os dados mais relevantes da sua realização, correspondendo:
75 Entrevista Nº Letra Local entrevista Data entrevista Gravação Nº Ficha Nº
1 L4 Sede 9/04/2016 1 1
2 L2 Sede 22/4/2016 2 2
3 R1 Sede 7/5/2016 3 3
4 R2 Sede 18/5/2016 4 4
As primeiras perguntas que se seguem referem-se a um perfil resumido dos participantes e tiveram como finalidade clarificar as características principais e elementares para esta investigação.
A análise de conteúdo das entrevistas aplicadas aos empreendimentos turísticos revelou que:
1) Os entrevistados são maioritariamente do sexo feminino (L4, R1,R2), ou seja dos quatro entrevistados apenas um é do sexo masculino (L2).
2) As idades dos entrevistados variam entre 40 e 49 anos, nomeadamente: 40, 42, 43 e 49 (R2, L4,R1,L2).
3) Quanto à nacionalidade dos entrevistados, todos tem nacionalidade Portuguesa.
4) Relativo ao país e local de residência todos residem na cidade do Peso da Régua, Portugal.
5) Relativo ao estado civil dos entrevistados, três são casados (L4, L2, R2) e apenas um é divorciado (R1).
6) O nível de escolaridade demonstrou que três dos inquiridos tem o 12º ano (L2, R1,R2) e apenas um é licenciado (L4).
7) Referente à ocupação profissional, verificou-se que dois dos entrevistados são gerentes dos empreendimentos (R1,R2), um é administrador (L4) e um empregado (L2) que na ausência dos administradores é ele que representa o empreendimento.
76 8) Quanto à classificação dos empreendimentos, colaboraram um hotel de quatro estrelas, um hotel de duas estrelas, e duas residenciais.
Apresentamos de seguida a análise descritiva dos discursos, na qual se realça os resultados de maior significado e que se relacionam com os objectivos desta investigação.
9) Enquanto gestor/organizador de uma entidade, como a promove?
Citações chave:
L4 “(…) publicidade na internet”, L2 “na rua”, R1 “sites ligados ao aluguer de quartos” , R2 “publicidade na fachada exterior e cartões de apresentação num restaurante local”
10) Que tipo de atividades de animação são praticadas pela sua empresa?
Citações chave:
L4“Nenhuma (…) podem ser organizados passeios de barco pelo rio Douro, desde que o cliente o deseje, mas não são organizadas por nós, temos protocolos com empresas que o fazem.”
Um dos entrevistados expôs L2 “(…) vantagem de estar bem situados, mesmo
no centro da cidade (…)”
R1“Não organizamos atividades”
R2 “Não temos atividades organizada por nós”
11) Quem organiza as atividades?
Citações chave:
Relativo a quem organiza as atividades um entrevistado disse que L4 “Se o
cliente pedir alguma, tentamos satisfazer o pedido, basta o empregado falar com a gerência para ver o custo e a disponibilidade”.
77 Ou seja, podem organizar atividades neste empreendimento contudo, depende do cliente. Todavia a maioria das respostas foi L2 “Não temos nenhuma atividade
organizada (…)”, R1“Ninguem” e R2 “Não organizamos”
12) Nenhum dos entrevistados tem animadores nos empreedimentos que representam.
13) Nenhum entrevistado tem animadores, não se verificando respostas afirmativas nem negativas para o nível de formação dos mesmos.
14) Considera que as atividades existentes nos empreendimentos turísticos contribuem para a taxa de ocupação?
Citações chave:
Numa análise às entrevistas, disseram:
R1 “nos grandes hotéis com infraestruturas para isso (…) é uma mais valia, principalmente na época baixa, de inverno (…) quantas mais atividades, mais oferta e mais dias para poderem ficar na região (…) existem eventos fora dos hotéis que contribuem para a taxa de ocupação, temos o caso da maratona que traz muita gente ao Douro”.
R2 “se existissem atividades que levassem o turista a relacionar-se e conhecerem melhor a nossa terra, talvez contribuísse para o aumento da taxa de ocupação”.
L2 “quanto maior a oferta, maior será a aderência e maior será a permanecia no hotel”.
L4 organizar atividades “envolve custos, recursos humanos e financeiros (…) existindo essas atividades, os clientes talvez aderissem”.
15) Na sua opinião o que considera mais importante: A animação turística; A gestão turística; As duas; Estão interligadas;
78 Citações chave:
L4 “A animação turística (…) inclui atividades, (…) existem muitas na região (…) todos os gostos e preferências. (…) se não existirem atividades bem organizadas e bem geridas e divulgadas, não é possível ter sucesso (…) No fundo não existe animação sem gestão.”
L2 “Para a cidade (…) as atividades são uma mais valia (…) A gestão turística deve ser entendida como uma atividade de grande potencial, pois uma boa gestão visa promover e valorizar a cultura, até porque o turismo é uma das principais estratégias de desenvolvimento nacional (…) aliada a uma boa gestão, tem a componente da criação de mais emprego.”
Porém também se refere que:
R1 “estão interligadas, uma não funciona sem a outra (…) gestão implica analise de despesas e receitas, inovação turística, destinos, alargamento das opções turísticas, que ser cuidada e atenta ao mercado que emerge, (…) uma análise da oferta e da procura, custo e satisfação cliente.”
R2 “(…)penso que estão interligadas (…) O estado da arte diz-nos que gerir é o ato de combinar da melhor forma os meios que temos disponíveis e que esta ciência pode englobar qualquer outra. (…) torna-se importante a presença da gestão a par da animação turística, não se sobrepondo uma à outra mas sim complementando-se.”
Numa análise geral e tendo em conta o objetivo desta investigação em analisar qual o papel da animação turística nesta cidade, verifica-se que, para os entrevistados a animação turística é importante, mas a gestão turística é mais valorizada.
Consideram a gestão turística um grande potencial, sendo vista como uma das principais estratégias de desenvolvimento nacional e que uma boa gestão implica uma análise das despesas e receitas, renovação turística, destinos e ampliação das opções turísticas.
Julgam importante a presença da gestão a par da animação turística, uma não funciona sem a outra, aliás estão interligadas e que uma não se deve sobrepor à outra, mas sim complementar-se.
79 Relativamente às atividades existentes, verificou-se que nenhuma atividade de animação é organizada ou praticada nestes empreendimentos, contudo existem protocolos com empresas de animação para onde encaminham.
Sustentam que o facto de estarem situados no centro da cidade do Peso da Régua é motivo para não organizarem atividades, dado que existe muita oferta nas proximidades e deste modo têm muito por onde se expandir.
Respeitante às atividades existentes nos empreendimentos turísticos, se contribuem ou não para a taxa de ocupação, consideram que nos grandes hotéis com infraestruturas para isso é uma mais valia.
Acreditam também que os eventos existentes na cidade contribuem mais para a taxa de ocupação do que propriamente se existissem atividades nos empreendimentos.
A região do Douro foi e é uma paisagem cultural evolutiva viva, centrada numa vitivinicultura de qualidade. Deste modo, destacam-se alguns pontos fortes ligados aos recursos existentes.
Valoriza-se a qualidade dos vinhos existentes nesta região e associado a este, o enoturismo como um fator de desenvolvimento territorial, dado que enquanto atividade centra-se na produção de vinhos e na história do Douro, em espaços onde o turista pode descobrir o seu local de origem e todo o processo de vinificação.
Existem, assim, diversas condições que contribuem para a sustentabilidade económica desta região, favorecendo a concretização de estatuto de qualidade e, principalmente valorização desta cidade enquanto “porta de entrada” dos fluxos turísticos no Douro.
Numa análise comparativa com Plano de Ação para o Desenvolvimento Turístico do Norte de Portugal - Pacto Regional para a Competitividade da Região do Norte de Portugal (Fazenda, 2008:66)44, é possível identificar alguns pontos fortes comuns, nomeadamente:
Riqueza de recursos endógenos, enquanto fatores estratégicos de diferenciação, com dimensão nacional e internacional (por exemplo, Vinhos);
Vasto e rico Património Histórico-cultural e arqueológico, conferido nos 4 sítios classificados com o estatuto Património Mundial – UNESCO (Centro Histórico do Porto, de Guimarães, Alto Douro Vinhateiro e Gravuras de
44Plano de Ação para o Desenvolvimento Turístico do Norte de Portugal, disponível em: http://www.ccdr-
80 Foz Côa) e na forte densidade de património classificado que se verifica por toda a região;
Rio Douro – canal navegável;
Douro – região vitícola demarcada e regulamentada mais antiga do mundo;
Oferta Vinícola com elevada notoriedade, em particular do Vinho do Porto e Vinho Verde;
Rotas e Circuitos (Rotas dos vinhos, Rota do Românico, Caminhos de Santiago);
Cultura Popular manifestada na boa hospitalidade, no artesanato e em eventos de carácter tradicional;
Região do País com maior oferta de TER e de estâncias termais;
Recursos estratégicos com dimensão nacional e internacional (vinhos, turismo, paisagem) - Douro - região vitícola demarcada mais antiga do mundo;
Boas acessibilidades inter-regionais Norte/ Sul;
Aeroporto Francisco Sá Carneiro renovado e com maior capacidade de acolhimento (6 milhões passageiros/ano);
Região segura.
Pereiro, na comunicação apresentada no seminário da NERVIR em Vila Real em 14 de abril de 2016, sobre o tema O TURISMO NO INTERIOR: QUE FUTURO?45 também identifica para esta região os seguintes pontos fortes:
Território rurbano, calmo, “pacato”, tranquilidade, paz, natural, cultural… condições para o anti estrese, refúgio…
Região transfronteiriça.
Destino de interior bem localizado. A língua portuguesa e o cosmopolitismo.
Experiência de cooperação transfronteiriça anterior.
Identificações cruzadas e ligações afetivas históricas: Portugaliza. Recursos naturais e culturais: o rio, o vale, a veiga, a montanha. Oferta hoteleira e hospitalidade diversificada.
Complementaridade entre oferta hoteleira convencional e oferta TER. O turismo gastronómico.
Cursos superiores de turismo: UTAD, IPB, IPV. Os centros históricos das pequenas cidades.
45O TURISMO NO INTERIOR: QUE FUTURO?, disponível em:
https://repositorio.utad.pt/bitstream/10348/5803/1/COMUNICA%C3%87%C3%83O%20NERVIR%2016-04-2016.pdf [consultado dia 15 de junho de 2016]
81 Os parques naturais, o Ecomuseu do Barroso, Penaventura Park, Vidago – Pedras Salgadas, as Termas de Chaves, Douro património da Humanidade, Foz Côa, Geoparque de Macedo de Cavaleiros, as fronteiras (…).
Deste modo, concluí-se que o valor turístico da cidade do Peso da Régua é dado pelos recursos naturais existentes na região, a sua particularidade e as caraterísticas que a identificam.
Destaca-se também o facto de ser uma região com muitos recursos endógenos, um vasto e rico património histórico-cultural e arqueológico, uma vasta oferta vinícola reconhecida, rotas e circuitos.
Considera-se relevante o rio Douro e a grande dependência dos operadores marítimo turísticas do mesmo, visto serem estes que trazem mais turistas ao Douro. Porém verifica-se um tempo muito reduzido de permanência dos turistas nesta cidade, estando os mesmos maioritariamente só de passagem.
Contudo, o real potencial turístico assenta na qualidade dos recursos e na gestão que constitui toda a oferta turística, todas as infraestruturas e vias de acesso de ajuda e afirmação do turismo, especialmente nas boas acessibilidades inter-regionais Norte/ Sul. Todavia, é preciso promover um desenvolvimento sustentado neste território, estimar e manter os recursos existentes e diversificar o turismo local, sendo este considerado o fator principal para planeamento e evolução da região demarcada e regulamentada como a mais antiga do mundo.
82
CONCLUSÃO
A presente investigação abordou a temática da animação e do turismo na cidade do Peso da Régua, dado que o turismo, nesta cidade, tem vindo a desenvolver-se de forma progressiva, através dos vários intervenientes que prestam serviços nesta localidade.
Neste contexto, a animação turística enquanto ação, reúne um conjunto de atividades que permitem desfrutar de forma plena experiências turísticas e atribuir à região mais sucesso e vitalidade.
Foi, assim, que se considerou importante apresentar uma investigação nesta área, tentando saber qual o papel da animação turística nesta cidade; o tipo de oferta turística disponibilizada; as atividades existentes, como e quem as organiza, bem como uma reflexão sobre o papel e o perfil dos animadores turísticos.
Considero relevante todo o meu percurso académico, que me ajudou, direta ou indiretamente, a conseguir os meus objetivos e a realizar esta etapa. Julgo pertinente o facto de viver há três décadas nesta cidade e constatar de mais perto a evolução do fluxo turístico, através da chegada de turistas quer por via fluvial ou terrestre.
Assim, nesta investigação, como foi referido no Capítulo III - Metodologia, para a recolha de dados, recorreu-se a um inquérito por questionário e entrevistas individuais. Os resultados obtidos permitiram inferir que a animação turística está presente nesta cidade através de uma vasta oferta de produtos e serviços, sendo um válido contributo para o sucesso das organizações turísticas a curto, médio e longo prazo, segundo o tipo de atividades que promovem.
O testemunho dos entrevistados revelou que:
a) Nenhum dos empreendimentos (hotel/residencial) envolvidos nesta investigação tem animador turístico, nem organizam qualquer tipo de atividades;
b) consideram a animação turística importante, mas a gestão turística é mais valorizada;
c) afirmam que uma boa gestão implica uma análise das despesas, receitas, renovação turística, destinos e ampliação das opções turísticas;
83 d) reconhecem que, se existissem atividades nos empreendimentos, estas podiam cooperar para a taxa de ocupação especialmente em época baixa;
e) ponderam em organizar atividades por falta de recursos financeiros, humanos ou de um espaço físico.
f) acham que os eventos existentes na cidade contribuem mais para a taxa de ocupação do que propriamente se existissem atividades nos empreendimentos;
g) assumem o facto de estarem bem situados, no centro da cidade é motivo para não organizarem atividades;
h) dizem que na existência de um animador turístico, estas entidades usufruíam de um maior conhecimento estatístico, inovação e alargamento das opções turísticas.
Os entrevistados primaziam a gestão face à animação turística, justificando esta valorização na imagem corporativa que a gestão apresenta, pois esta, encontra-se vulgarmente associada ao controlo das receitas e das despesas.
O testemunho dos inquiridos revelou que pode existir animação turística sem animador e que não é preciso um animador para a sua empresa/organização ter sucesso. Todavia, assinalam como necessário fazer um levantamento das atrações locais e desenvolver atividades em função delas e que as atividades previamente programadas e divulgadas contribuem para o aumento da procura.
Maioritariamente afirmam que qualquer pessoa pode ser animador, basta ser bom comunicador e criativo. Deste modo, constata-se uma percentagem muito reduzida de pessoas com formação académica a organizar atividades e um numero elevado de entidades que não tem animadores turísticos.
Reconhecem que o animador turístico pode cooperar no desenvolvimento de uma região e valorização das atividades realizadas, principalmente quando este é detentor de conhecimentos linguísticos e de ferramentas que lhe permitem identificar os pontos fortes que a região tem para oferecer. Admitem também que este deve criar atividades para todas as faixas etárias e elaborar programas de animação em função do espaço e época do ano.
84 Encaram os que organizam atividades, como mediadores entre a oferta e a procura turística, porém desvalorizam o animador sociocultural quando afirmam não ser preciso ser um animador com formação para organizar atividades.
O turismo local apresenta uma diversidade de atividades e é uma grande aposta enquanto elemento revitalizador da cidade do Peso da Régua. Este, revela-se através das múltiplas atividades existentes, na sua maioria ligadas ao turismo de ar livre, natureza, aventura, marítimo-turismo. Verificou-se, porém, uma percentagem inferior de atividades ligadas ao turismo cultural/touring paisagístico e cultural.
O turismo fluvial no Douro representa a maior percentagem dos fluxos turísticos desta região, contudo caracteriza-se por ser uma atividade sazonal. No decorrer dos períodos em que o turismo fluvial está no ativo, a região Douro é muito procurada não apenas pelo turismo fluvial, mas também pela diversidade de atividades ligadas ao rio e à vinha. Daí, esta investigação revelar que a maior parte das empresas envolvidas nesta investigação funcionam apenas durante alguns meses do ano.
O Douro, reconhecido Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, oferece atividades que coligam a cultura do vinho com o turismo, referimo-nos ao denominado enoturismo. Este, é um segmento da atividade turística que se destaca cada vez mais no Douro e um dos principais fatores que explicam a oferta e a procura por esta região. Daí, verificar-se nesta investigação empresas que incluem nas atividades visitas guiadas a quintas no Douro, com provas de vinhos e participação em trabalhos agrícolas.
A região do Douro encontra-se vastamente publicitada pelos diferentes meios de comunicação existentes, sendo hoje possível a um turista identificar as atividades e as entidades que mais lhe interessam, apesar de se encontrarem a uma longa distância do local de interesse. Deste modo, todos os envolvidos nesta investigação publicitam a sua empresa principalmente através da internet e em sites promocionais inerentes à atividade que praticam. Socorrem-se também de cartazes publicitários ou publicidade no espaço físico onde as atividades se desenvolvem para darem a conhecer os serviços que dispõem.
No decorrer da investigação, através da revisão bibliográfica, da realização das entrevistas, dos inquéritos e da análise de conteúdo, verificamos que o contributo do animador turístico, sendo profissional ou não, é um elemento determinante para atrair
85 turistas a esta cidade e desempenha um papel fundamental para a promoção das atividades de animação.
Por outro lado, permitiu uma visão mais clara sobre as atividades existentes, a imaginação e organização por parte de quem organiza as mesmas e a capacidade em organizar e promover atividades de acordo com os recursos existentes, usufruindo dos mesmos para conceber uma oferta diversificada e uma mediação turística.
Assim, podemos considerar o seguinte:
Enquanto participante, confirmei que os operadores apesar de não terem animadores turísticos, é notório o esforço no desempenho e projeção das atividades. Todavia, apesar das inúmeras atividades disponíveis, estas são organizadas por pessoas ligadas ao ramo da atividade, mas que não apresentam qualquer tipo de formação na área da animação turística.
Constata-se a falta de profissionais qualificados ligados ao setor turístico (guias, animadores turísticos), no entanto, creio que uma maior formação nesta área, traria vantagens mais competitivas e qualitativas, quer para as entidades organizadoras, quer para o turismo em geral. Ao mesmo tempo, permitia que as entidades locais evoluíssem, tendo em conta a procura e as experiências que o turista espera quando visita a região.
Deste modo, acredita-se que é preciso criar mais investimentos que cooperem de forma significativa para a realização de ações de formação e ampliação empresarial. A evolução de uma localidade por parte da atividade turística, assume-se pelo compromisso, parcerias e critérios de qualidade, apoiados em aptidões de índole endógena, recursos locais e consequente preocupação territorial.
Esta cidade e toda a zona envolvente é rica em património histórico e cultural (monumentos, igrejas, arquitetura, locais arqueológicos, miradouros, aldeias históricas), mas não é estimulado o seu interesse em atrair visitantes para conhecer diferentes períodos da história, momentos da cultura portuguesa que podem e devem ser também valorizados.
Não se pode apenas coligar o turismo local ao vinho e suas tradições associadas, é necessário também considerar os diversos recursos naturais existentes, estimados como testemunho do passado, reconhecimento regional e uma estratégia face à imagem turística.
86 Todavia, para que esta região continue a afirmar-se como destino turístico de eleição, dependerá especialmente dos recursos turísticos e de uma conceção de crescimento económico sustentável sem que os mesmos sejam comprometidos.
A realização desta investigação implicou uma perceção sobre a objetividade e rigor científico, porém uma investigação nunca está terminada e pode sempre servir de base para sequentes investigações. Deste modo, um estudo desta natureza poderá ajudar em estudos futuros, mas também elucidar os operadores turísticos quanto às atividades