different scenarios taking into account or not the rock fragments and their hydric properties
3.3 Estimation of the soil water deficit for stony and non-stony soils
A empresa que realiza negócios além das fronteiras do seu país pode, ou não, realizar investimento direto externo. A internacionalização da produção ocorre por meio de três formas: comércio internacional, relação contratual e investimento direto externo.
O comércio internacional consiste na exportação de mercadorias e serviços. Compreende as primeiras etapas da internacionalização e caracteriza-se pelo baixo envolvimento da empresa com o mercado externo quando comparada com outras formas de atuação.
Uma relação contratual se dá quando há uma transferência de um ativo específico à propriedade que permite a internacionalização da produção. Este ativo específico pode ser uma tecnologia de produção, patente ou marca, cujos direitos de utilizá-los são transferidos à outra empresa, geralmente por meio de um contrato de licenciamento (GONÇALVES et al, 1999) .
O investimento direto externo consiste naquele que foi realizado por um não residente com o objetivo de estabelecer um interesse duradouro numa empresa de determinado país. "Interesse duradouro" implica na existência de uma relação de longo prazo entre o investidor direto e a empresa, além de um grau significativo de influência por parte do investidor direto sobre a gestão da empresa. O investimento direto envolve tanto a operação inicial entre as duas entidades, como também as operações de capital subsequentes entre ambas e entre as afiliadas (OCDE, 1996; FMI, 1993).
O investidor estrangeiro, conforme os conceitos estabelecidos pela OCDE (1996) e FMI (1993), é aquele que detém 10 por cento, ou mais, das ações ordinárias ou do poder de voto de uma empresa. Considera-se uma filial ou subsidiária uma empresa em que um investidor não residente detém mais de 50 por cento das ações ordinárias.
Uma empresa associada é aquela que um investidor não residente detém entre 10 e 50 por cento das ações ordinárias.
Quando a exigência da participação de 10 por cento para o estabelecimento de uma ligação direta com o investimento de uma empresa é cumprida, outras empresas, que estão relacionadas com a primeira também são consideradas como empresas de investimento direto. Daí, que a definição de empresa de investimento direto estende- se às sucursais e filiais de filiais do investidor direto (o chamado "indiretamente detidas empresas de investimento direto") (FMI, 1993; OCDE, 1996).
O investimento direto externo diferencia-se do investimento em portfólio. Os investimentos em portfóliosão decorrentes de uma participação menor que 10% das ações ordinárias de uma empresa e, portanto, não se caracterizam propriedade conjunta de um investidor não residente. Adquiridos com intuito de gerarem retorno financeiro, não envolvem o controle operacional da empresa receptora do capital estrangeiro e não representam um compromisso de longo prazo. O IDE, por outro lado, tem como objetivo a constituição de atividades produtivas. São investimentos em ativos que apresentam baixa liquidez e os prazos de permanência tendem a ser longos, dado o tempo de maturação indefinido (AMAL; SEABRA, 2007).
Anualmente, o Fundo Monetário Internacional coordena uma pesquisa sobre Investimento Direto (Coordinated Direct Investment
Survey, CDIS), com o objetivo de apurar os estoques globais de
investimentos diretos e em carteira, bem como sua distribuição por país investido. Além disto, mantém o Padrão Especial de Disseminação de Dados (PEDD), o que ampliou a divulgação e transparência das estatísticas econômicas, que contava, em 2011, com 68 países participantes (BANCO CENTRAL DO BRASIL, 2011).
Os investimentos diretos externos podem ser realizados por aquisições. As aquisições referem-se à compra de ações de uma empresa já existente. A aquisição, geralmente, envolve o controle acionário de determinada empresa feita por estrangeiros, ficando as demais ações dispersas em muitos investidores, como constataram Kogut e Singh (1988) nos seus estudos sobre os modos de entrada de investidores estrangeiros nos EUA.
Pode ocorrer, ainda, a formação de uma joint venture, que consiste na união de ativos de empresas separadas que compartilham a propriedade conjunta e o controle dos ativos de uma terceira organização. As joint ventures são formas de compartilhar competências distintas ou complementares ou, como uma forma de coordenar
atividades com o objetivo de aprimorar o posicionamento competitivo da firma. Joint ventures podem também constituírem-se em formas de
transferência de conhecimento que estão imbricados
organizacionalmente e dificultam a transferência de conhecimento por licenciamento (KOGUT;ZANDER, 1993).
No caso de o investidor estrangeiro iniciar as operações no exterior a partir do zero, denomina-se investimento do tipo greenfield. O IDE greenfield consiste em dar início a novas instalações ao invés de comprar instalações existentes. Pode ser realizado por um único proprietário ou via joint venture. Kogut e Singh (1988) consideraram, para fins metodológicos de sua pesquisa, todos os investimentos
greenfield os realizados por um único proprietário e os que envolvem
parcerias do tipo joint venture; mesmo sendo greenfield, foram classificadas como joint venture.
As aquisições apresentam uma série de vantagens em relação às operações greenfields. As aquisições permitem alcançar grande poder de mercado, superar barreiras de entrada, e entrar rapidamente em novos mercados, além de proporcionar novos conhecimentos e recursos. Entretanto, implicam em custos adicionais de aquisição, um takeover estimado em 20% a 40%, em média, na comparação com as operações
greenfield, além do custo da integração de operações com a firma que
realizou a aquisição (VERMEULEN; BARKEMA, 2001).
A empresa que expande suas atividades para além das fronteiras de seu país é estudada por duas principais perspectivas teóricas.
As abordagens teóricas pioneiras no estudo da firma
multinacional (HYMER,1960; BUCKLEY; CASSON, 1976;
DUNNING, 1976, 1988) basearam-se na teoria dos custos de transação e adotaram uma abordagem econômica para explorar os determinantes do investimento direto externo.
Estes estudos consideraram cada entrada no mercado externo como uma decisão independente e, portanto, ignoraram a influência do conhecimento acumulado e da experiência que é obtida a partir de investimentos externos anteriores para os investimentos subsequentes.
Baseadas na racionalidade econômica, encontraram evidências empíricas relevantes, sobretudo, por explicarem o porquêdas multinacionais existirem. Entretanto, falharam em capturar a dinâmica completa de uma série de decisões de entrada em mercados externos (PENG et al, 2011).
Outras escolas adotaram uma perspectiva que deu mais ênfase à experiência internacional, que é considerada como um recurso valioso para o processo de internacionalização (JOHANSON; VAHLNE, 1977,
1990; ERIKSSON et al, 1997). Esta literatura considera o conhecimento como um recurso e vê a firma como um repositório de conhecimento (KOGUT; ZANDER, 1993).
As teorias de processos de internacionalização explicam a